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Mário Cavalleri

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Cavalaria 3404 do Batalhão de Cavalaria 3854 «CUMPRIR», no período de 1971 a 1973.

 

 

Texto:

 

«...Na GUINÉ o combate também se fazia nos bancos de Escola....»

 

Não sei se terá interesse, mas acho que esta geração que hoje tanto se insurge com a missão que levou milhares de jovens nas décadas de 60 e princípios de 70 os ex-combatentes, a defenderem a soberania dos territórios de além-mar, deveriam parar para pensar um pouco na História. Soldados portugueses, jovens nos verdes anos dos quais alguns deram as suas vidas, para que outros sobrevivem-se imbuídos no maior espírito de abnegação ao cumprimento de um dever, cuja salvaguarda da vida humana de naturais ou "colonos" dependiam da nossa missão, do nosso sacrifício, e camaradagem, no sentido lato da palavra, que a família militar é disso exemplo, por quem serviu ou serve ainda nas suas fileiras.
 

Na GUINÉ o combate também se fazia nos bancos de Escola. Comecei por leccionar sob um "mangueiro" rodeado de crianças sentadas no chão, com ardósia e giz branco. Depois construímos uma "escola" de colmo, e bancos e secretárias de canas entrelaçadas, e finalmente um edifício de tijolo e cimento, com todos os apetrechos de uma Escola. Secretárias, quadros armários, cadeiras e todo o material didáctico. Deu trabalho. Mas valeu o esforço, de uma entrega total a uma causa das mais nobres que um Homem pode ter. Ensinar, para que outros sejam os Homens do futuro, que possam ajudar no desenvolvimento sócio cultural duma terra, tão querida que guardo no fundo do meu coração. Aquelas crianças e os soldados milícias, estarão sempre no meu coração no meu pensamento.

Nem tudo cheirava a cordite. Também pairava no ar o cheiro dos lápis afiados, da borracha de apagar, do giz no quadro e do som das gargalhadas das crianças nos intervalos.

Dou graças a Deus, pela subida Honra de ter contribuído para melhorar o conhecimento daquelas crianças.

Estou feliz, porque posso dizer com orgulho...MISSÃO CUMPRIDA!

 

Mário Cavalleri
 

 

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