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Trabalhos / Livros

TRABALHOS, TEXTOS SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS

 

 

 

Abreu dos Santos

 

in «Notícias Magazine»,

de 12 de Novembro de 1995

 

Foi pela Pátria...

 

 

(transcrição)

 

Foi pela Pátria...

 

Fazer História por recolha de testemunhos escritos e verbais de 150 personalidades intervenientes, directos ou indirectos, no conflito ultramarino português, terá o seu mérito. Há milhares (milhões?) de outros depoimentos igualmente válidos e pertinentes, residindo a primeira grande dificuldade na selecção. Provavelmente, os de maior envergadura para o enquadramento histórico — pela sua impertinência — são arredados pelo moderno diapasão do "politicamente correcto".

 

 O critério de selecção de tais testemunhos, recolhidos para mais uma História da Guerra em África, sendo conhecido, dirá sobre o que faz correr José Freire Antunes (...).

 

(...) O jornal Diário de Notícias, de 22 de Outubro de 1995, com chamada de primeira página insere no seu dominical Notícias Magazine, em artigo assinado pela jornalista Maria João Vieira uma elaborada propaganda ao já citado resumo que José Freire Antunes deu à estampa recentemente. A fotografia que ocupa a capa de Magazine, à primeira vista poderia ser a de um combatente da guerra da Indochina. Mas não. Estando o personagem vivo, nada custava identificá-lo. A mim, parece-me o (agora tenente-coronel) capitão de Infantaria "Comando" Chung Su Sing, então comandante da 6.ª CCMDS em Angola, por volta de 1968... mas para o objectivo do exclusivo" do DN pouco importa. Aparentemente, a chamada de atenção foi para os nomes mais "mediáticos" focalizando o assunto como quem vende sabonetes, em vez de tratar com seriedade e objectividade o assunto em análise. Outra coisa não seria de esperar de um "magazine".

 

(...) A desesperada busca actual para as justificações pós-traumáticas (chamado "stress de guerra"), radica mais no permanente "jeu de massacre" psicológico dos fazedores-de-opinião abrilistas e anti-patriotas, amantes de estrangeirismos e teorias internacionalistas-socializantes, sobre os milhares de veteranos de guerra que cumpriram os seus deveres, e bem assim sobre as respectivas famílias e círculo social envolvente. Em última análise, traumatizado está quem se sente em falta, desertores e/ou traidores, os detratores que em funda consciência no outro lado do espelho vêem a não-razão dos seus frouxos argumentos quando tentam castigar a opinião pública e se auto-intitulam vítimas do "fascismo" que fez a guerra "colonial". Daquela guerra, colonial (assim chamada pela guerrilha municiada com armamento e ideologia dita de "libertação"), as únicas vítimas que todos conhecemos são os milhões de civis mortos e estropiados ou despojados dos seus legítimos haveres por outros seus irmãos africanos (...).

 

(...) Não fiquem pois, v. exas, senhores marechais, com qualquer dúvida: foi pela Pátria, lutar (como nos ensinaram desde os bancos da escola a entoar o Hino Nacional), que milhares de soldados anónimos prestaram serviço a Portugal (...).

 

Abreu dos Santos

(in Notícias Magazine - 12.11.95)

 

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