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Falecimento

Trabalhos, textos sobre operações militares ou livros

 

Nota de óbito

Elementos extraídos do facebook do sítio

https://www.facebook.com/Naxxan

 

 

Faleceu, no dia 9 de Agosto de 2019, o veterano

 

António Luís da Costa Gomes Lopes

 

Tenente Mil.º de Infantaria

 

Serviu Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, nos períodos de 1965 a 1967 e de 1971 a 1974

 

Texto extraído do sítio do facebook supra citado, datado de 10 de Agosto de 2019:

 

«Eu e o meu irmão Alex Lopes informamos, que o corpo do nosso PAI, estará a partir das 19h, na Casa Mortuária de Igreja de Santo António dos Cavaleiros.


Amanhã, Domingo, dia 11/8: 15h45m Celebração da Palavra; 16h30m cremação às no Crematório da Póvoa de Santa Iria.
»

 

Paz à sua Alma

 

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Elementos cedidos

pelo veterano JC Abreu dos Santos

 

António Gomes Lopes

 

António Luís da Costa Gomes Lopes, nasceu a 02Mar1942 em Lisboa.

- em Jan1964 incorporado como soldado-cadete na EPI-Mafra, onde inicia o curso de oficiais milicianos;


- em 31Ago1964 promovido a aspirante-a-oficial miliciano de infantaria, com especialização NATO em reconhecimento e informação;


- desde Set1964 mantém-se na EPI, onde exerce funções de adjunto do instrutor de tiro, e de adjunto do comando de batalhão;


- em 26Dez1964 toma conhecimento de ter sido nomeado para servir Portugal no Ultramar, em regime de rendição individual, devendo apresentar-se no CIOE-Lamego;


- em 01Jan1965 inicia o curso de operações especiais, concluído em fins de Mar1965 com aproveitamento;


- em 22Abr1965 promovido a alferes miliciano, embarca em Lisboa no NTT 'Infante Dom Henrique' com destino a Moçambique;


- em 08Mai1965 desembarca em Lourenço Marques e fica colocado no QG/RMM, como oficial adjunto da 2ª Repartição (Informações).


- no início de Nov1966 apresenta-se ao novo chefe da 2ªRep/QG-RMM, TCor CEM Pedro Alexandre Gomes Cardoso;


- em Mar1967, concluído o trabalho que lhe havia sido determinado pela chefia, emite o ‘Supintrep’ epigrafado "Evolução Histórica do Pan-Africanismo, aparecimento e desenvolvimento dos partidos emancipalistas de Moçambique";


- em 07Mai1967 regressa por via aérea à Metrópole, apresenta-se na EPI e seguidamente enviado para o DGA-Ajuda;


- em 24Mai1967, tendo entretanto aceite convite do director-geral da PIDE para ingressar nos quadros da corporação, fica temporariamente colocado no BC5-Campolide;


- em 15Jun1967 considerado na situação de disponibilidade militar;


- no dia seguinte empossado na sede dos serviços centrais da PIDE, no cargo de subinspector, destinado a suprir vaga na delegação de Moçambique (dirigida por António Fernandes Vaz);


- em 01Dez1967 promovido a tenente miliciano na disponibilidade;


- em 12Jun1971 empossado no cargo de inspector da delegação da DGS em Moçambique;


- pouco após 25Abr1974 sai de Lourenço Marques para a vizinha República da África do Sul;


- em 20Jan1980 regressa a Lisboa;


- em 23Mar1980 reintegrado na função pública e colocado no quadro geral de adidos;


- desde 1983 na situação de aposentação.

 

O livro:

 

"Moçambique Guerra Secreta, 1965-1974"

 

 

título: "MOÇAMBIQUE Guerra Secreta 1965-1974"
autor: António Gomes Lopes *

editor: (O Autor)
1ªed. Lisboa, Abr2017
190 págs (ilustrado)
21x15cm
pvp: 15 € (+ portes) *
dep.leg: PT-431939/17
ISBN: 989-20-7790-1

 

Da contracapa:
- «O Autor presta um bom serviço a todos que procuram desvendar um conjunto de explicações, sobre alguns assuntos da guerra em Moçambique que sempre levantaram dúvidas, sobre o comportamento das nossas forças de segurança.


Fornece informações organizadas e completas, sobre casos fundamentais da estratégia nacional e disponibiliza-as com a competência e autoridade, de quem conheça os factos na sua totalidade.


Em guerrilha a informação é a arma fundamental - mas a informação é secreta e inacessível para a generalidade da população e nomeadamente quando a maioria se encontra a 2 mil kms do teatro-de-operações e onde a presença da contra-informação é notória."


Nestas situações, o importante é perceber toda a dimensão do conflito, mas para isso, para a coesão da população, não pode haver demasiados aspectos secretos e considero este o maior dilema que entravou a solução.


Este livro mostra o que tanto portugueses europeus, asiáticos, africanos e árabes, tiveram um comportamento básico comum. Eles estavam na guerra por amor a Portugal e a preocupação era com o País: produzir e poupar. Não os movia a política, não procuravam o enriquecimento rápido, era o futuro deles e dos seus filhos que estavam em causa.


Este é também um desmentido verdadeiro, de que Portugal nunca quis negociar: desde Goa que se procuraram soluções alternativas. É um desmontar da "narrativa" que se construiu [...], feita por quem esteve com competência, presencialmente, a acompanhar os factos mais quentes da guerra secreta.»
(Prof. Dr. Eugénio do Canto Brandão)

 

Sinopse:
- «As acções de desestabilização da República Popular da China para a África Central, Oriental e Austral, desenvolveram-se a partir de duas posições âncora, Dar-es-Salaam e Brazzaville, traduzindo-se no recrutamento de africanos sob a alegação de lhes proporcionar estudos mas, na verdade, doutriná-los e instruir em técnicas de subversão civil e militar, tudo com o propósito de melhor controlar o auxílio que vinha prestando aos grupos emancipalistas, através do fornecimento de dinheiro, armas e doutrinação, bem como em outros países africanos.»

Prefácio (excertos):
- «É uma época de excluídos. Entre estes, Portugal, África do Sul, Rodésia, Formosa e até certo ponto Israel. Era o chamado "outcasts club", onde nasceram laços de colaboração que em muito contribuíram para o esforço de guerra em Moçambique, embora para lá da sobrevivência, houvesse motivações diferentes. Rodésia e a República da África do Sul, viram-se obrigadas a criar áreas-tampão e se nós carecíamos de meios, por outro lado Moçambique e Angola, Estados a partir de 1972, eram os únicos que tinham uma verdadeira Metrópole. [...] Na realidade, não seríamos derrotados militarmente em Moçambique. Fica claro que se trata apenas de descrever o que aí se passava, sem a preocupação de alargar o trabalho a outros teatros-de-operações. De ressaltar, ainda, as passagens que atestam o trabalho da PIDE/DGS enquanto serviço de informação auxiliar das Forças Armadas. [...] Foi extraordinário o trabalho desenvolvido, pelo autor e demais equipas da DGS, sem nunca fazer alarde das suas realizações, sempre dependentes em larga escala de sacrifícios individuais.»
(Pedro Mesquitela)

* aquisição (contactos dos filhos do autor):
- https://www.facebook.com/alexandre.lopes.5667
- https://www.facebook.com/Naxxan
 

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Apresentação do livro:

 

Apresentação pública da obra, em Lisboa, pelas 18H30 de 5ª feira, dia 19 de Outubro de 2017, na Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP - Palácio da Independência, Largo de São Domingos)

 

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