Guerra do Ultramar: Angola, Guiné e Moçambique Automobilia Ibérica - Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado (HACETS)

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 TRABALHOS, TEXTOS SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS

 Textos e imagens cedidas por LC123278

António Luís Monteiro da Graça

 

"Vem comigo à guerra do Ultramar"

 

editor: (o autor)
1ªed. 2007

Recensão (1):
– «"Vem Comigo à Guerra do Ultramar" - É sob este título que o Coronel António Luís Monteiro da Graça nos brinda com uma série de retratos, autênticos e genuínos, como ele próprio, sobre as suas experiências nas Campanhas em África.
Percorreu os três teatros de Guerra: Moçambique (1961/1962), Guiné (1964/1966) [capitão comandante da CCav677], Angola (1967/1969) e novamente Moçambique (1971/1973); e das suas experiências, do que viu, ouviu e sofreu, fala com a generosidade e o realismo de um Homem Bom.
Nas "páginas em sangue", no dizer de Virgílio Ferreira, ficam plasmadas situações concretas de profunda violência, do morrer e viver, do amar e sofrer, de humor e ternura, de que a Guerra é farta.
Com verdade, tentou espelhar as dificuldades de todo o tipo sofridas ao tempo em Moçambique; a violência e a morte, sempre presentes nas "bolanhas" da Guiné e a tarefa heróica do viver o dia a dia dos combatentes; as vicissitudes em Angola, nos Dembos e no Leste, onde foi meu segundo-comandante e tive a honra de ser seu amigo; e novamente em tempos já muito difíceis em Moçambique, no Niassa, nas mais diversas actividades de apoio às populações, que conheceu, estimou e tentou compreender.
Ajuntou a toda esta narrativa opiniões explícitas de figuras importantes e menores.
Com o recordar da figura ímpar do Coronel Totobola, o Coronel Alves Pereira (quando foi a enterrar, anonimamente, como vão os grandes Homens, só o acompanhámos menos de uma dúzia dos seus milhares de subordinados), ajuntou relatos do contributo decisivo e importante dos Soldados na defesa da economia de Angola, e até às muitas picardias que nos eram propinadas, deixando um nítido retrato de um tempo que, afinal, foi o nosso.
Em minha opinião falta-lhe o que deixa subentendido. Por vezes arredonda palavras e põe água na fervura, como sói dizer-se, pois é seu timbre ser generoso e até indulgente. Porém, tal, seria um outro livro!
Pena é que a edição, necessariamente limitada, tenha sido do Autor.
Por via disso muito poucos terão o privilégio de o ler. A mim honrou-me com um exemplar, somando-lhe a dedicatória decorrente de uma "velha" amizade. Generosidades de um Comandante e de um Amigo.»
 

João Sena, 16Mai2007,

in http://senamor.blogspot.com/2007/05/vem-comigo-guerra-do-ultramar.html)

 

Recensão (2):
Em despretensiosa e limitada, mas cuidada, edição, o Coronel de Cavalaria Monteiro da Graça veio transmitir-nos no livro em epígrafe a vivência da sua demorada passagem de quatro comissões de serviço por Moçambique, primeiro, Guiné, depois, Angola, a seguir e, finalmente de novo Moçambique, no período de 1961 a 1973, num relato de estilo aberto, franco, atraente e bem elaborado no qual as suas verídicas "histórias" o fizeram certamente viver, ao recordá-las e redigi-las, tão quatro longos períodos alternados de serviço nos quais se sacrificou com os seus homens a uma dura missão e sacrificou também os que deste lado, familiares e amigos, acompanharam apreensivos e receosos o seu deambular pelas matas africanas.
Bem haja Coronel Graça. O cuidadosamente composto relato que elaborou, que vem acompanhado de algumas fotografias e de esquemas de cartas elucidativos e no qual é patente a leveza da leitura dos sucessivos acontecimentos que nele recorda e descreve, arrasta-nos de imediato para a recordação de muitos aspectos pessoais que nas mesmas paragens que por esse tempo também tivemos de percorrer e incute-nos a vontade, é mais um privilégio, de um dia, imitando o seu labor e beneficiando o conhecimento da Guerra, também cada um de nós a rememorar e levar esse conhecimento a todos os que dela voluntariamente se afastaram, e muitos foram, ou que tiveram por qualquer outra razão a felicidade de não ter sido empenhados nos seus duros e sacrificantes eventos.
A Revista Militar felicita o Autor pelo seu sentido testemunho, cujo exemplar vai enriquecer a sua Biblioteca, e permite-se lembrar, acompanhando uma realidade que estará, felizmente a ser hoje mais habitual, que o seu livro de "memórias", que o é, deveria ter tido mais lata difusão.


Tenente-General José Lopes Alves, 28Nov2007,

in http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/print.php?id=231

 

 

 

 

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