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TRABALHOS, TEXTOS
SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS
Informação e Imagem cedidas por
LC123278
Augusto Cid
"Que se Passa na Frente?!"
Caricaturista,
escultor, pintor e publicitário português, Augusto José
Sobral Cid nasceu em 1941 no Faial (Horta).
No seu percurso
escolar passou pelos colégios Infante Sagres e Moderno,
em Lisboa, para além dos Estados Unidos da América, onde
esteve em 1959 com uma bolsa de estudos, tendo
frequentado o curso de Escultura da ESBAL (Escola
Superior de Belas Artes de
Lisboa).
As suas primeiras caricaturas (ou cartoons)
conhecidas foram realizadas no final dos anos 50 do
século XX, tendo participado no semanário humorístico
A Parada da Paródia.
Durante a comissão militar prestada no leste de Angola
entre 1966 e 1967 produziu uma série de caricaturas
publicadas na Revista Militar de Luanda que, mais
tarde, foram compiladas no livro Que se Passa na
Frente?!! (editado pelo autor em Fevereiro de 1974),
onde Cid denuncia o nonsense que é a guerra.
No final dos anos 60 começou a ser notada a sua
colaboração com "A Mosca", célebre suplemento do
Diário
de
Lisboa, tanto ao nível da BD como da Caricatura, em
paralelo com o seu trabalho de publicitário, área onde
trabalhou durante dezoito anos na sua própria agência.
Depois do 25 de Abril de 1974 colaborou em diferentes
periódicos, como o República, o Novo Observador,
O Século, a revista Vida Mundial, O
Jornal Novo, A Tarde, O Dia, O
Diabo, o Semanário, O Independente e
as revistas Mundial e Focus.
Durante 17 anos as suas caricaturas publicadas na capa
do semanário O Diabo, dirigido por Vera Lagoa,
fizeram as delícias dos seus leitores, sobretudo no
período em que o general Ramalho Eanes foi Presidente da
República (1976-1986).
No semanário O Independente apresentou uma
personagem permanente, o CãoTraste, desde de 1990, que o
autor definiu como "o verdadeiro animal político" e que
passava em revista os principais factos (sobretudo
políticos) da semana.
Colaborou ainda com a revista desportiva Mundial,
com a TVI (Televisão Independente) fazendo caricaturas
diárias para os serviços noticiosos (1991-1993), sem
esquecer o jornal Povo Livre e as campanhas do
PSD (Partido Social Democrata), partido com o qual se
identifica sem contudo deixar de criticar com apreciável
independência.
É considerado o mais incómodo dos caricaturistas
portugueses, tendo tido diversos livros apreendidos,
nomeadamente os relacionados com o período após o 25 de
Novembro de 1975 (O Superman, Eanito el
Estático e O Último Tarzan, editados pela
Intervenção entre 1979 e 1980) e o caso Camarate (Camarate
e Camarate: Como, Porquê e Quem), sem esquecer os
processos judiciais que lhe moveram. O autor tem, sem
complexos, "alvos de estimação", como sejam o general
Ramalho Eanes e Francisco Pinto Balsemão, não se
coibindo de fazer um humor com opinião própria, daí a
irritação de muitos dos seus visados.
É uma das pessoas que mais energicamente tem querido
saber toda a verdade acerca da morte dos
ocupantes do avião que, a 4 de Dezembro de 1980, se
despenhou nos arredores de Lisboa, em Camarate, e que
vitimou Francisco Sá Carneiro (primeiro-ministro),
Adelino Amaro da Costa (ministro da Defesa) e comitiva.
O seu inconfundível traço fino e nervoso, com coloração
a aguarela (influenciado pelo Cartoon inglês)
está presente em dezenas de livros, merecendo referência
a compilação dos melhores trabalhos que anualmente tem
produzido, juntamente com António, Maia e Vasco, que com
ele formam os quatro magníficos da Caricatura nacional,
sob o título de Cartoons do
Ano (desde 1999).
Para além dos muitos livros de caricatura política, tem
também trabalhos de caricatura publicitária, como os que
fez para a Telecel e as seguradoras Lusitânia e
Império).
Como escultor tem peças urbanas na avenida Gonçalves
Zarco, em Lisboa (1995), no Aeroporto de Macau, na China
(1997), na avenida dos EUA, em Lisboa (2001), em Oeiras
e na Madeira (2003), para além de diversos troféus que
realizou para a Associação do Cavalo Lusitano.
Dedica-se também à Pintura, tendo realizado algumas
exposições.
Como caricaturista recebeu, entre outras distinções, o
1.º Prémio de Desenho Humorístico do Salão Nacional de
Caricatura (1987), o Grande Prémio do I Salão Livre
(1988), o Prémio CPPM - Humor e Património (1989), o
Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1990),
Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1994), o
Prémio Nacional de Humor de Imprensa (1996) e o Prémio
Stuart de Tira Cómica (2005).
Das muitas exposições em que participou, merecem
destaque a retrospectiva de todo o seu trabalho
(caricatura, escultura e publicidade), no Museu Rafael
Bordalo Pinheiro, em Lisboa (1990) e "Augusto Cid - O
Cavaleiro do Cartoon", no Museu Nacional da Imprensa, no
Porto, de que se editou um importante catálogo (2004).
Augusto Cid. In Infopédia [Em linha].
Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-07-19].
Disponível na www: <URL:
http://www.infopedia.pt/$augusto-cid>

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