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 TRABALHOS, TEXTOS SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS

 

Informação, texto e imagem cedida por José Martins

 

Benigno Fernando

"O Princípio do Fim"

 

"O Princípio do Fim" é o testemunho de um militar que esteve na Guiné durante a Guerra Colonial.

Preço: 6,60 €

Preço de Mercado: 7,33 €

Sobre o Livro: (...) Junto ao cais, encontravam-se milhares de pessoas, na sua maioria familiares dos soldados. (...)
Às 18 horas e 10 minutos, o barco dava o sinal de partida, ouviam-se os últimos gritos da multidão. A um canto encontrava-se o Banharia a chorar pela mãe, e fazia-o de tal maneira que parecia que o barco iria pelo ar. (...)
Chegava a noite, os que tinham começado a enjoar deitaram-se cedo, a maioria só foi para as camaratas perto da meia-noite e a essa hora ainda se conseguia ver luzes na costa portuguesa. Essa vista começava a provocar-lhes uma nostalgia, e foi nesse momento que o Rodrigues começou a pensar: É "o princípio do fim". (...)

Outras Informações:

ISBN: 972610419X
Nº de Páginas: 80
Peso: 94 g.
Dimensões 12x21 cm
Ano de Edição: 2001

 

Fonte: http://loja.campo-letras.pt/prod_details.php?categid=32&productid=308

 

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Texto sobre o livro supra, que relata a vivência do nosso camarada António Rodrigues, em Copá.

Inclui as unidades que, de alguma forma, tiveram a ver com aquele sector e subsector, já que Copá era um pequeno destacamento a nível de grupo de combate, reforçado com elementos dos serviços de apoio.

José Martins

 

“Chegava a noite; os que tinham começado a enjoar deitaram-se mais cedo, a maioria só foi para as camaratas perto da meia-noite e a essa hora ainda se conseguia ver luzes na costa portuguesa. Essa vista começou a provocar-lhe uma nostalgia, e foi nesse momento que o Rodrigues começou a pensar:

 

“É o princípio do fim.”*

 

A frase saída da memória do António Rodrigues e da pena de Benigno Fernandes, numa edição da Editora Campo das Letras, recorda-me outra frase, muito semelhante, “O fim do principio” atribuída como título a um dos textos que compõem a colectânea “Refrega”, de minha autoria e não editada, e que pretendem recuperar a minha memória dos tempos que passei na Guiné, assim como a fase que os antecedeu e alguns comentários posteriores.                                                    

 

Poder-se-á dizer, durante ou mesmo no final da leitura de “O princípio do fim” que se tratar de uma história igual a tantas outras.

 

Todo o percurso daqueles, a grande maioria, que vieram a cumprir o serviço militar obrigatório nas fileiras do Exército, começa com o dia das sortes, sortes essas que já são previsíveis: o apuramento para todo o serviço.

 

Depois, como o António Rodrigues, a espera pela incorporação, a entrada no quartel com toda amalgama de emoções, muitas das vezes não reprimidas, a aversão à farda, a recruta, a especialidade… tendo de permeio todos os obstáculos que são desde a disciplina militar, nova e despropositada para todos, os pequenos “poderes”, os fins de semana “à benfica” (castigo com perda do direito ao passaporte e, algumas vezes a acumular serviços) ou mesmo o contar dos “tostões” que não chegam para a camioneta para ir à terra ver a família e os amigos.

 

Depois vem o “formar batalhão” e, quando completo, a ordem de embarque.

 

No teatro de operações de destino há que cumprir, ainda, o IAO (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional) e a sobreposição com a unidade a render.

 

Depois há que [re] iniciar tudo aquilo que os que nos procederam fizeram, fazendo cada um de nós, e todos em conjunto, a história de cada unidade e a história deste país cuja Bandeira juramos defender.

 

Ao António Rodrigues coube-lhe a “sorte” de cair num destacamento, semelhante a muitos que existiram na Guiné, numa tabanca em que se misturava a tropa e as populações, duma povoação atravessada por uma estrada/caminho de terra batida, mas, na realidade é a história de alguém, a história que revela uma vivência única, porque única é a história de cada um e na história dum povo.

 

O autor adverte de que a “narrativa é baseada em acontecimentos verídicos”. Assim é. Há nomes, locais, datas ou factos que, validados com a versão oficial, não podem ser mais coerentes.

 

Copá foi o local que, a partir de 11 de Março de 1965, passa a ser guarnecido, em permanência, por uma força do exército constituída ao nível de pelotão reforçado e, portanto, uma unidade em quadricula, de pequeno efectivo, mas que se tem de desdobrar para fazer face à vida que se vivia em qualquer destacamento, fosse de que escalão fosse.

 

O livro é um texto que se lê “de uma vez só”. Só se consegue parar na última página, mas que obriga, quase de imediato, a regressar ao início, para uma leitura mais pausada. Mais pausada e com outros olhos, colocando, sobretudo, no que foi aquele pedaço de chão e no que se tornou.

 

A zona, desde o inicio das hostilidades, era uma zona relativamente calma, dado que era lá para o sul que a guerra se desenrolava, bastando ter na zona apenas um pelotão da unidade que pontificava no distrito de Nova Lamego – a 3ª Companhia de Caçadores Indígenas.

 

Porém, quando a guerra se estendeu ao Leste, foi necessário ir reforçando a presença militar que, acabando por serem criadas outras estruturas de comando, incluindo o destacamento em análise, que acabaria por ser abandonado em 14 de Fevereiro de 1974. Este abandono foi justificado não só pela ausência dos civis na povoação, mas porque com o evoluir da situação, desfavorável para o lado português, deixou de ter interesse estratégico. Não era o primeiro destacamento/ aquartelamento a ser abandonado. Muitos mais, e em breve a totalidade, seriam alvo do chamado “movimento de retracção das NT” que, após o Acordo de Argel, teria início.

 

Situado, sensivelmente, nas coordenadas 13º 55” Oeste e 12º 38” Norte, por lá passaram centenas de homens que, na impossibilidade de se obterem relações nominais, nos levaram a pesquisar as unidades que por lá estiveram, não só actuando directamente no terreno, quer em quadrícula quer em patrulhamentos, mas também nos escalões de comando e coordenação, embora mais afastados do local de acção. Tentou dar-se uma informação sucinta de cada unidade, dando destaque à sua passagem por Copá ou na área em que este destacamento se inseria.

 

Além das subunidades (companhia e pelotões) que tiveram intervenção directa e em quadrícula na zona em que se encontrava Copá, outras houve que coordenaram e comandaram as operações nesta área, agrupando sob o seu comando alguns sectores, para assim melhorarem a acção das Nossas Tropas desenvolvida no terreno. Entre elas contam-se:

 

Unidades de intervenção:

 

A 3ª COMPANHIA DE CAÇADORES INDÍGENAS foi criada em 01 de Fevereiro de 1961, como unidade da guarnição normal do Comando Territorial Independente da Guiné, de acordo com o dispositivo aprovado, para aquele território. Constituída por quadros metropolitanos e praças do recrutamento local, iniciou a sua formação adstrita à 1ª Companhia de Caçadores Indígenas, com a formação de um pelotão que, em 13 de Maio de 1961 foi deslocado para S. Domingos.

Depois da formação de dois pelotões foi oficialmente concretizada a sua organização, em 01 de Agosto de 1961, sendo colocada em Nova Lamego por troca com a 1ª Companhia de Caçadores Indígenas.

Constituindo os pelotões em falta para completar a companhia, instalou efectivos em Buruntuna, BAJOCUNDA[ foi a primeira unidade a deslocar efectivos para aquela zona em 1 de Agosto de 1961], Cabuca, Canquelifá e Geba, e a partir de 06 de Maio de 1963 instalou pelotões em Béli e Madina do Boé. Em 01 de Abril de 1967, quando passou a designar-se por Companhia de Caçadores nº 5, tinha a sua sede em Nova Lamego com destacamentos em Cabuca, Canjadude e Che-che.

 

A COMPANHIA DE ARTILHARIA N 676, mobilizada no Regimento de Artilharia Pesada nº 2 em Vila Nova de Gaia, desembarcou em Bissau em 13 de Maio de 1964, tendo sida integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores nº 600 e atribuída pontualmente, como reforço, ao Batalhão de Caçadores nº 619, de 03 a 05 de Agosto de 1964; Batalhão de Caçadores nº 599 de 17 a 19 de Agosto de 1964 (região de Jabadá e Gampará); e CDMG – Comando de Defesa Marítima da Guiné entre 19 e 21 de Setembro de 1964 (região de Cantanhez). Em 12 de Outubro de 1964, destacou dois pelotões para Pirada e Paunca, em reforço do dispositivo do Batalhão de Caçadores nº 506, tendo sido rendida em Bissau pela Companhia de Caçadores nº 726. Em 29 de Outubro de 1964, foi instalado o comando da companhia  em Pirada.

A 30 de Outubro de 1964 deslocou para Bajocunda um pelotão que substituiu igual efectivo da 3ª Companhia de Caçadores Indígenas. Foi rendida em Bajocunda em 11 de Março de 1965, data da criação do subsector, pela Companhia de Cavalaria nº 704.               

Esteve integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores nº 506, Batalhão de Caçadores  nº 512, Batalhão de Cavalaria nº 705 e Batalhão de Cavalaria nº 757, de acordo com as alterações e rendições verificadas na zona.

A companhia foi rendida no sector de Pirada em 11 de Abril de 1966 pela Companhia de Caçadores nº 1496, regressando à metrópole em 27 de Abril de 1966

 

A COMPANHIA DE CAVALARIA Nº 704, mobilizada no Regimento de Cavalaria nº 7 em Lisboa, desembarcou em Bissau em 24 de Julho de 1964. Foi atribuída em reforço do Batalhão de Artilharia nº 645, entre 02 e 05 de Dezembro de 1964, para actuação na região de Mansoa – Porto Gole; Também foi atribuída em reforço ao Batalhão de Caçadores nº 513, entre 15 e 17 de Dezembro de 1974, actuando na região de Injassane, deslocando-se para Bolama em 08 de Janeiro de 1965.

A partir de 18 de Janeiro de 1965 cedeu dois pelotões ao Batalhão de Caçadores nº 512, para reforço de Nova Lamego e Pirada, até que em 05 de Fevereiro de 1965 foi atribuída a subunidade àquele batalhão, tendo destacados, por períodos curtos, forças para diversos destacamentos da área como Bajocunda, Madina do Boé, ponte do Rio Caium e Béli.

A 11 de Março de 1965 substituiu a Companhia de Artilharia nº 676, assumindo a responsabilidade do subsector então criado, e, em 16 de Março de 1965, destaca um pelotão para Copá, para guarnecer o destacamento então criado.

Em 15 de Junho passou para a dependência do Batalhão de Cavalaria nº 705, do qual fazia parte. Foi rendida pela Companhia de Caçadores nº 1417, regressando a Bissau e embarcando de regresso em 14 de Maio de 1966

 

A COMPANHIA DE CAÇADORES Nº 1417, mobilizada no Regimento de Infantaria nº 1 na Amadora, desembarcou em Bissau em 06 de Agosto de 1965, ficando nessa cidade como unidade de intervenção e reserva do Comando - Chefe. Foi atribuída em reforço do Batalhão de Cavalaria nº 790, actuando na região de Insumeté (Bissum) entre 05 e 24 de Setembro de 1965. A 23 de Setembro de 1965 foi aquartelada em Fá Mandinga, como força de intervenção do Batalhão de Caçadores nº 697, tendo operado nas regiões de Galo Corubal, Ponta do Inglês, Poidom, entre outras.

Em 04 de Maio de 1966 foi colocada no sector do Batalhão de Caçadores nº 1856, ao qual pertencia, assumindo em 09 de Maio de 1966 a responsabilidade do subsector de Bajocunda, com um pelotão destacado em Copá, rendendo a Companhia de Cavalaria nº 704.

Entre 25 de Janeiro e 26 de Março de 1967, destacou um pelotão para reforço da guarnição de Belí. A 07 de Abril de 1967 foi rendida pela Companhia de Caçadores nº 1586 recolhendo a Bissau, tendo regressado à metrópole em 15 de Abril de 1967.

 

A COMPANHIA DE CAÇADORES Nº 1586, mobilizada no Regimento de Infantaria nº 2 em Abrantes, desembarcou em Bissau a 04 de Agosto de 1966, sendo destacado para o sector do Batalhão de Caçadores nº 1856, assumindo a 08 do mesmo mês a responsabilidade do subsector de Piche, substituindo dois pelotões da Companhia de Caçadores nº 1567, e guarnecendo o destacamento da ponte do Rio Caium com um pelotão, até 21 de Setembro de 1966. A partir desta data assumiu, também, funções de unidade de intervenção na zona de Nova Lamego, reforçando diversas localidades, entre elas Nova Lamego de 10 de Outubro de 1966 até princípios de Dezembro desse ano; Madina do Boé entre 10 de Fevereiro e 01 de Maio de 1967; e Béli de 25 de Janeiro de 1967 até 15 de Abril de 1967.

A 06 de Abril de 1967 foi rendida no subsector de Piche, assumindo o subsector de Bajocunda no dia seguinte, rendendo a Companhia de Caçadores nº 1417 e guarnecendo Copá com um pelotão, mantendo-se integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores nº 1933 e posteriormente do Batalhão de Caçadores nº 2835.

Entre 28 de Outubro e 04 de Dezembro de 1967, integrou, com um pelotão, o sector temporário de Canjadude. Foi rendida no subsector de Bajocunda em 27 de Abril de 1968 pela Companhia de Caçadores nº 1683, embarcando de regresso à metrópole em 09 de Maio de 1968.

 

A COMPANHIA DE CAÇADORES Nº 1683, mobilizada no Regimento de Infantaria nº 15 em Tomar, desembarcou em Bissau em 02 de Maio de 1967 tendo efectuado a adaptação operacional na região de Safim. Substituiu entre 21 de Maio e 23 de Junho de 1967 a Companhia de Artilharia nº 1746 no dispositivo do Batalhão de Artilharia nº 1904. Na situação de intervenção e reserva do Comando - Chefe, realizou operações, em reforço do Batalhão de Caçadores nº 1912 na região de Sarauol entre23 de Junho e 07 de Julho de 1967; e em reforço do Batalhão de Artilharia nº 1914, entre 12 e 23 de Julho de 1967, na região de Uanandim e Guebambol.

Em 17 de Agosto de 1967 substitui a Companhia de Caçadores nº 1651, assumindo a responsabilidade do subsector de Julmete, ficando integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores nº 1911, a que pertencia, orientada para a protecção e segurança dos trabalhos na estrada Pelundo–Jolmete e realização de operações  nas regiões de Gel-Calaque, Jol e Pecê-Bugula

Em 01 de Novembro de 1967, por troca com a Companhia de Cavalaria nº 1649, é colocada em Teixeira Pinto com um pelotão em Caio. Volta a assumir o subsector de Jolmete em 01 de Março de 1968, por troca com a Companhia de Cavalaria nº 1648, até 17 de Abril de 1968, sendo rendida pela Companhia de Caçadores nº 1622.

A 27 de Abril de 1968 assume a responsabilidade do subsector de Bajocunda, com um pelotão em Copá, no sector à responsabilidade do Batalhão de Caçadores nº 2835, em substituição da Companhia de Caçadores nº 1586.

Foi rendida pela Companhia de Artilharia nº 2438 no subsector de Bajocunda, em 25 de Novembro de 1968, sendo deslocada para Teixeira Pinto, onde ficou em intervenção e reserva às ordens do Batalhão de Artilharia nº 2438, com um pelotão destacado na ilha de Jete, entre 30 de Novembro de 1968 e 12 de Março de 1969, e outro pelotão em Pelundo, entre 07 de Dezembro de 1968 e 12 de Março de 1969.

Em 20 de Março de 1969 foi para Bissau, por troca com a Companhia de Artilharia nº 1802, regressando à metrópole em 16 de Maio de 1969.

 

A COMPANHIA DE ARTILHARIA Nº 2438, mobilizada no Regimento de Artilharia Ligeira nº 5, em Penafiel, desembarcou em Bissau em 15 de Novembro de 1968.

Seguiu de imediato para Bajocunda a fim de render a Companhia de Caçadores nº 1683, tendo assumido a responsabilidade do subsector em 25 de Novembro de 1968, com um pelotão destacado em Copá e integrado no dispositivo do Batalhão de Artilharia nº 2857, a que pertence.

Em 15 de Agosto de 1970 foi rendida, por troca, pela Companhia de Caçadores nº 2679, mantendo-se em Bajocunda em reforço do Comando Operacional Temporário nº 1, até 21 de Setembro de 1970, data em que recolheu a Bissau, para embarcar para a metrópole em 05 de Outubro de 1970

 

A 1ª COMPANHIA DE COMANDOS AFRICANA, criada em 09 de Julho de 1969 foi formada exclusivamente com pessoal natural da Guiné. Efectuou a sua instrução em Fá Mandinga a partir de 06 de Fevereiro de 1970 que terminou com o Juramento de Bandeira em 26 de Abril de 1970. Como força de intervenção e reserva às ordens do Comando Chefe e mantendo a sua sede em Fá Mandinga, foi destacada para a região de Bajocunda em 21 de Junho de 1970 onde se manteve em treino operacional até 15 de Julho de 1970, ficando nessa zona em reforça do Comando Operacional Temporário nº 1, até finais de Setembro de 1970, recolhendo a Fá Mandinga.

 

A COMPANHIA DE CAÇADORES Nº 2679, mobilizada no Batalhão Independente de Infantaria nº 19, no Funchal, desembarcou em Bissau em 6 de Fevereiro de 1970. Em 20 do mesmo mês segue para Piche afim de efectuar o treino operacional, sob a orientação do Batalhão de Artilharia nº 2857, ficando como força de intervenção e reserva daquele batalhão.

Em 29 de Julho de 1970 é deslocada para Bajocunda, destacando um pelotão para Copá, por ter sido atribuída como reforço do Comando Operacional Temporário nº 1. A 17 de Agosto de 1970, por troca com a Companhia de Artilharia nº 2438, assumindo a responsabilidade do subsector de Bajocunda e mantendo um pelotão destacado em Copá.

Rendida em 25 de Novembro de 1971 pela Companhia de Cavalaria nº 3462, deixa dois pelotões em Bajocunda e transferindo o restante pessoal para Bafatá, em reforço do Batalhão de Artilharia nº 2920. Em 17 de Dezembro de 1971, toda a unidade é reunida em Bafatá e segue para Bissau, tendo embarcado em 27 de Dezembro de 1971.

 

O PELOTÃO DE CAÇADORES NATIVOS Nº 65, unidade constituída no âmbito do Comando Territorial Independente da Guiné, foi criado em Maio de 1968. Teve a sua primeira base em Nova Lamego e foi, sucessivamente colocada em Camjabari (Abril de 1969), Piche (Agosto de 1969), Buruntuma (Março de 1970), Bajocunda (Julho de 1970), Copá (Setembro de 1970), Bajocunda (Janeiro de 1971), Copá (Dezembro de 1971), Bajocunda (Fevereiro de 1972), Paúnca (Março de 1973), Guidage (Junho de 1973) e Bajocunda (Dezembro de 1973).

Dando cumprimento ao Acordo de Argel, de 26 de Agosto de 41974, os seus elementos foram disponibilizados e o pelotão extinto.

 

A COMPANHIA DE CAÇADORES Nº 5, unidade da guarnição normal do Comando Territorial Independente da Guiné, foi constituída em 1 de Abril de 1967, por alteração da designação da 3ª Companhia de Caçadores Indígenas. Integrou o dispositivo de Manobra do Batalhão de Caçadores nº 2835 e dos batalhões que se lhe seguiram, tendo a sua sede em Nova Lamego e destacamentos em Canjadude, Cabuca e Che-che.

Em 14 de Julho de 1968 foi deslocada para Canjadude, assumindo a responsabilidade do subsector, reforçada com três pelotões da Companhia de Artilharia nº 2338, que substituiu no Che-che, com um efectivo de pelotão, igual guarnição da Companhia de Caçadores nº 5. Manteve, no entanto, um pelotão em Cabuca, até 20de Abril de 1968, e outro em Nova Lamego, até 09 de Agosto de 1968, situação esta vindo do antecedente.

Destacou, ainda, um pelotão para reforço do Batalhão de Cavalaria nº 2922 em Nova Lamego entre Abril e 21 de Novembro de 1970 e Buruntuma de 21 de Novembro de 1970 a 18 de Junho de 1970.

Para reforço do Comando Operacional Temporário nº l e do destacamento de Copá, deslocou um pelotão entre 31 de Janeiro de 1971 e Março do mesmo ano.

Dando cumprimento ao Acordo de Argel, de 26 de Agosto de 41974, os seus elementos foram disponibilizados e o aquartelamento entregue ao PAIGC em 20 de Agosto de 1974.

 

A COMPANHIA DE CAVALARIA Nº 3462, mobilizada no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, desembarcou em Bissau em 30 de Setembro de 1971, realizando a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional no Centro Militar de Instrução, no Cumeré, entre 04 de Outubro e 31 de Outubro de 1971

Em 01 de Novembro de 1971 seguiu para Bajocunda para sobreposição dom a Companhia de Caçadores nº 2679 e treino operacional. Assume a responsabilidade do subsector de Bajocunda, com pelotões destacados em Copá e Tabassi, em 25 de Novembro de 1975.

Em 25 de Novembro de 1973, rendida pela 1ª Companhia do Batalhão de Cavalaria nº 2823/73, regressa a Bissau, embarcando para a metrópole em 15 de Dezembro de 1975.

 

1ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAVALARIA Nª 8323/73, mobilizada no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, desembarcou em Bissau em 29 de Setembro de 1973 e realizou a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional no Centro de Instrução Militar, em Bolama, de 05 de Outubro a 31 de Outubro de 1973.

Seguiu em 4 de Novembro de 1973 para o subsector de Bajocunda, para sobreposição, treino operacional e substituição da Companhia de Cavalaria nº 3462.

Assumiu a responsabilidade do subsector de Bajocunda em 25 de Novembro de 1973, com um destacamento guarnecido por um pelotão em Copá. O destacamento de Copá foi extinto em 14 de Fevereiro de 1974, após violentas e continuadas flagelações.

O pelotão destacado em Copá regressou a Bajocunda, onde se manteve até 22 de Agosto de 1974, data em que entregou o aquartelamento ao PAIGC, de acordo com o dispositivo de retracção da Nossas Tropas, recolhendo a Piche e depois a Bissau, onde embarcou de regresso à metrópole em 10 de Setembro de 1974

 

Unidades de comando:

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 506 mobilizado no Regimento de Infantaria 2, em Abrantes, desembarcou em Bissau em 20 de Julho de 1965, recebendo os elementos do recompletamento do BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 238, que rendeu, assumindo a mesma zona de acção, que passou a ser designada por sector D. Em 01 e 08 de Agosto de 1963 e 08 de Julho de 1964, foram criados no sector, pela chegada de novas unidades, os subsectores de Piche, Xitole e Fajonquito. A zona de acção foi reduzida em 24 de Agosto de 1964 dos subsectores de Bambadinca e Xitole, e aumentada do subsector de Pirada (onde se incluía Bajocunda) em 29 de Outubro de 1964.

Em 11 de Janeiro de 1965 a zona D passou a designar-se por Sector L2, abrangendo os subsectores de Bafatá e Fajonquito. Foi rendido pelo Batalhão de Cavalaria nº 757 em Bafatá e regressou à metrópole em 29 de Abril de 1965.

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 512 foi mobilizado no Regimento de Infantaria nº 7, em Leiria e desembarcou em Bissau em 22 de Julho de 1963, composto por Comando e Companhia de Comando e Serviços. Em 20 de Agosto de 1963 seguiu para Mansoa para preparar a sua zona de acção – Sector C - cuja responsabilidade assumiu em 01 de Setembro de 1963, englobando as companhias estacionadas nos subsectores de Mansoa, Mansabá, Bissorã e Farim, sendo acrescentados os subsectores de Enxalé e Bigene em 08 e 23 de Dezembro de 1963.

Por remodelação do sector, foi reduzido em 23 de Maio de 1964 dos subsectores de Farim e Bigene e em 31 desse mês foi reduzido dos subsectores de Mansabá e Bissorã.

Em 22 de Julho de 1964 foi substituído pelo Batalhão de Artilharia nº 645, tendo sido deslocado para Bissau (Brá) onde assumiu a responsabilidade da segurança do Centro de Instrução de Comandos.

Em 29 de Dezembro de 1964 foi transferido para o então criado sector L3, com sede em Nova Lamego e abrangendo os subsectores de Nova Lamego, Piche e Pirada, assumindo a responsabilidade do mesmo em 11 de Janeiro de 1965.

Foram criados, sucessivamente os subsectores de Canquelifá em 25 de Fevereiro de 1965, de BAJOCUNDA em 11 de Março de 1965, de Madina do Boé  e o de Buruntuma em 23 de Maio de 1965, estes três subsectores foram criados com recurso a unidades  de intervenção do Comando - Chefe

Foi rendido pelo Batalhão de Cavalaria nº 705 em 01 de Junho de 1965, regressando a Bissau, onde embarcou de regresso em 12 de Agosto de 1965.

 

O BATALHÃO DE CAVALARIA Nº 705, mobilizado no Regimento de Cavalaria 7, em Lisboa, desembarcou em Bissau em 24 de Julho de 1964, ficando nesta cidade como força de intervenção às ordens do Comando – Chefe, sendo as suas companhias atribuídas como reforço e para realização de operações noutros sectores. Em 15 de Fevereiro de 1965 foi deslocado para Bafatá, onde comandou a actividade operacional das suas companhia e preparou a rendição do Batalhão de Caçadores nº 512.

Em 01 de Junho de 1965, rende o Batalhão de Caçadores nº 512, estacionado em Nova Lamego, e assume e responsabilidade do Sector L3, que inclui os subsectores de Pirada, BAJOCUNDA, Canquelifá, Buruntuma, Piche, Madina do Boé e Nova Lamego

Em 01 de Maio de 1966, rendido pelo Batalhão de Caçadores nº 1856, regressa a Bissau, embarcando de regresso à metrópole em 14 de Maio de 1966.

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 1856, mobilizado do Regimento de Infantaria nº 1, na Amadora, desembarcou em Bissau em 06 de Agosto de 1965, ficando aquartelado em Brá (Bissau), às ordens do Comando – Chefe, orientado para a zona Leste, sendo as suas subunidades atribuídas de reforça a outros batalhões para diversas operações. Em 02 de Março de 1966 o comando instalou-se em Nova Lamego, enquanto a Companhia de Comando e Serviços era instalada em Piche até 23 de Abril de 1966.

A 01 de Maio de 1966 e substituindo o Batalhão de Cavalaria nº 705, assumiu a responsabilidade do Sector L3, que englobava os subsectores de BAJOCUNDA, Canquelifá, Piche, Buruntuma, Madina do Boé e Nova Lamego.

Rendido pelo Batalhão de Cavalaria nº 1915, tendo embarcado para a metrópole em 15 de Abril de 1967.

 

O BATALHÃO DE CAVALARIA Nº 1915, mobilizado no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, desembarcou em Bissau em 14 de Abril de 1967, não dispondo de companhia operacionais no seu quadro orgânico.

Em 15 de Abril de 1967 rende o Batalhão de Caçadores nº 1856, assumindo o Sector L#, sedeado em Nova Lamego, ao qual pertenciam os subsectores de BAJOCUNDA, Canquelifá, Buruntuma, Piche, Madina do Boé e Nova Lamego. Em 01 de Julho de 1967 o subsector de Piche foi integrado no Sector L3, tendo sido retirado ao Sector do Batalhão de Caçadores nº 1877.

Foi rendido pelo Batalhão de Caçadores nº 1933 e transferido para o Sector O1, com sede em Bula. Em 18 de Fevereiro de 1969 foi rendido pelo Batalhão de Caçadores nº 2861 e regressou à metrópole em 03 de Março de 1969.

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 1933, mobilizado no Regimento de Infantaria nº 15, em Tomar, desembarcou em Bissau em 02 de Outubro de 1967. Foi colocado no Sector L3 em sobreposição com o Batalhão de Cavalaria nº 1915, assumindo a responsabilidade deste sector em 11 de Outubro de 1967, que abrangia os subsectores de BAJOCUNDA, Buruntuma, Canquelifá, Piche, Pirada, Madina do Boé e Nova Lamego. Neste sector, de 23 de Outubro a 04 de Dezembro de 1967, foi criado o subsector temporário de Canjadude.

Foi rendido na missão que desenvolvia pelo Batalhão de Caçadores nº 2835, em 21 de Fevereiro de 1968, recolhendo a Bissau a guardar colocação. Em 02 de Abril de 1968, rende o Batalhão de Caçadores nº 1894 no Sector O1-B, designado por Sector 06 a partir de 04 de Outubro de 1968, até 01 de Agosto de 1969, data em que é rendido pelo Batalhão de Cavalaria nº 2876. Regressou à metrópole em 20 de Agosto de 1969.

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 2835, mobilizado no Regimento de Infantaria nº 15, em Tomar, desembarcou em Bissau em 04 de Janeiro de 1968, permanecendo em Bissau, tendo as suas companhias sido atribuídas em reforça de outros batalhões.

Em 21 de Fevereiro de 1968 assume a responsabilidade do Sector L3, com sede em Nova Lamego e subsectores em Canquelifá, Piche, Pirada, Buruntuma, BAJOCUNDA, Madina do Boé e Nova Lamego, rendendo o Batalhão de Caçadores nº 1933. Em 14 de Julho de 1968 este sector foi aumentado com a criação dos subsectores de Canjadude e Cabuca.

Tendo sido criado o Sector L4, em 24 de Novembro de 1968, este batalhão foi reduzido dos subsectores de Piche, Canquelifá, Buruntuma e BAJOCUNDA. Em 4 de Fevereiro de 1969, foi reduzido do subsector de Madina do Boé com a retirada das nossas forças no território a sul do Rio Corubal, nesta zona. De 15 de Março a 11 de Outubro de 1969, este batalhão esteve integrado no Comando Operacional nº 5.

Foi rendido em Nova Lamego em 29 de Novembro de 1969 pelo Batalhão de Caçadores nº 2893, regressando à metrópole em 04 de Dezembro de 1969.

 

O BATALHÃO DE ARTILHARIA Nº 2857, mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 5, em Penafiel, desembarcou em Bissau em 15 de Novembro de 1969, assumindo a responsabilidade do Sector L4, com sede em Piche e criado em 24 de Novembro de 1968, em área retirada ao Sector L3 sedeado em Nova Lamego, abrangendo os subsectores de Piche, Buruntuma, Canquelifá e BAJOCUNDA. Este sector é integrado no Comando Operacional nº 5, entre 15 de Março e 11 de Outubro de 1969.

Em 27 de Junho de 1970, o subsector de BAJOCUNDA é integrado no Comando Operacional Temporário nº 1.

Este batalhão é rendido em 12 de Agosto de 1970 pelo Batalhão de Cavalaria nº 2922, regressando a Bissau em 27 de Agosto de 1970 e embarcando de regresso em 04 de Outubro de 1970.

 

O COMANDO OPERACIONAL TEMPORÁRIO Nº 1 foi criado em 27 de Junho de 1970, para fazer face à intensa actividade IN, levada a cabo na região de Pirada – BAJOCUNDA, a partir de 13 de Julho de 1970. Assume a responsabilidade da zona com sede em BAJOCUNDA e integrando os subsectores de Pirada e Bajocunda, retirados ao Batalhão de Caçadores nº 2863 e Batalhão de Caçadores nº 2857, ficando na dependência do Comando de Agrupamento nº 2957. Em 20 de Agosto de 1970 o sector foi aumentado com um novo subsector instalado em Paúnca por atribuição de uma nova subunidade.

Em 12 de Novembro de 1971 assume a responsabilidade desta zona de acção o Batalhão de Cavalaria nº 2834, passando a ser designado por Sector L6, tendo o Comando Operacional nº 1 sido extinto em 22 de Novembro de 1971.

 

O BATALHÃO DE CAVALARIA Nº 3864, mobilizado no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, desembarcou em Bissau em 30 de Setembro de 1971, realizando a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional no Centro de Instrução Militar, em Cumeré, entre 04 e 21 de Outubro de 1971.

Em 12 de Novembro de 1971 assumiu a responsabilidade do sector atribuído ao Comando Operacional nº 1 abrangendo os subsectores de BAJOCUNDA, Paúnca e Pirada. Com a extinção do Comando Operacional nº 1 em 22 de Novembro de 1971, a zona passa a designar-se por Sector L6, aumentado do subsector de Mareué, retirado ao Batalhão de Caçadores nº 2854, sendo este subsector extinto em 11 de Março de 1973 e o seu território integrado nos subsectores já existentes.

Em 25 de Novembro de 1973 foi rendido pelo Batalhão de Cavalaria nº 8323/73, recolhendo a Bissau e regressando à metrópole em 15 de Dezembro de 1973

 

O BATALHÃO DE CAÇADORES Nº 8323/73, mobilizado no Regimento de Cavalaria nº 3, em Estremoz, desembarcou em Bissau em 29 de Setembro de 1973 e realizou a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional no Centro de Instrução Militar, em Bolama, de 05 de Outubro a 31 de Outubro de 1973.

Assume a responsabilidade do Sector L6, com sede em Pirada, em 25 de Novembro de 1973, abrangendo os subsectores de BAJOCUNDA, Paúnca e Pirada.

Coordenou e comandou o movimento de retracção do dispositivo as Nossas Tropas, a partir de 21 de Agosto de 1974, com a entrega ao PAIGC dos subsectores de Paunca, em 21 de Agosto de 1974; de BAJOCUNDA, em 22 de Agosto de 1974; e de Pirada em 27 de Agosto de 1974; iniciando o deslocamento para Bissau, regressando à metrópole em 10 de Setembro de 1974.

 

Unidades de coordenação:

 

COMANDO DE AGRUPAMENTO Nº 24, mobilizado no Regimento de Artilharia Anti Aérea Fixa, em Queluz, que desembarcou em Bissau em 28 de Abril de 1965, deslocando-se para Bafatá em 18 de Maio de 1965 e assumindo o comando e coordenação dos batalhões instalados nos sectores de Bafatá, Nova Lamego e Fá Mandinga em 01 de Junho de 1965.

Foi rendido em 07 de Fevereiro de 1967 pelo Comando de Agrupamento nº 1980, recolhendo a Bissau e regressando à metrópole em 08 de Fevereiro de 1967.

 

COMANDO DE AGRUPAMENTO Nº 1980, mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 1, em Lisboa, que desembarcou em Bissau em 06 de Fevereiro de 1967, deslocando-se para Bafatá e assumindo o comando e coordenação dos batalhões instalados nos sectores de Bafatá, Nova Lamego e Bambadinca em 7 de Fevereiro de 1967.

Foi rendido em 18 de Novembro de 1968 pelo Comando de Agrupamento nº 2957, recolhendo a Bissau e regressando à metrópole em 19 de Novembro de 1968.

 

COMANDO DE AGRUPAMENTO Nº 2957, mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 1, em Lisboa, que desembarcou em Bissau em 15 de Novembro de 1968, deslocando-se para Bafatá e assumindo o comando e coordenação dos batalhões instalados nos sectores de Bafatá, Nova Lamego e Bambadinca em 7 de Fevereiro de 1967. Foram incluídos na zona à sua responsabilidade  os sectores de Piche em 24 de Novembro de 1968 e Galomaro em 07 de Novembro de 1969.

Entre 11 de Março  e 11 de Outubro, e de 26 de Julho a 06 de Novembro de 1969, integrou sob a sua coordenação o Comando Operacional nº 5 e o Comando Operacional nº 7, criados transitória mente na Zona Leste. Também integrou o Comando Operacional Temporário nº 1, criado em 26 de Junho de 1970.

Já na fase de sobreposição com o Comando de Agrupamento nº 2970, passou a integrar o Comando de Agrupamento Operacional Leste, criado por despacho ministerial de 20 de Junho de 1970.

 

COMANDO DE AGRUPAMENTO Nº 2970, mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira nº 1, em Lisboa, que desembarcou em Bissau em 24 de Julho de 1970, deslocando-se para Bafatá para render o Comando de Agrupamento nº 2957, mas foi extinto em 01 de Agosto de 1970 por alteração orgânica no dispositivo operacional. Os seus elementos foram integrados no Comando de Agrupamento Operacional Leste.

 

COMANDO DE AGRUPAMENTO OPERACIONAL LESTE, criado de acordo com o despacho ministerial de 20 de Junho de 1970, integrou os elementos dos Comando de Agrupamento nº 2957 e 2970, sendo o seu pessoal nomeado em rendição individual. A 22 de Agosto de 1970 passa a designar-se por Comando de Agrupamento Operacional nº 2, mantendo a sede em Bafatá e integrando os sectores de Bambadinca, Bafatá, Nova Lamego e Galomaro. Em 12 de Novembro de 1971 passa a integrar o sector de Pirada, então criado.

Em 03 de Dezembro de 1970 estabelece um escalão avançado em Nova Lamego ao qual, em 31 desse mesmo mês, se juntam os restantes elementos, completando assim o deslocamento para esta cidade.

Durante a retracção das nossas tropas deslocou-se 22 de Agosto de 1974 para Bafatá, em 06 de Setembro de 1974 para Bambadinca. Chegado a Bissau em 09 de Setembro de 1974, foi extinto.

 

Nas páginas finais, a  que o autor chama O reverso da medalha, retiro algumas frases que deixo, como preito de respeito, carinho, saudade e solidariedade, aos que nele são mencionados:

           

            Muitas foram as Mães que perderam os filhos!

            Muitas foram as Esposas que perderam os seus Maridos!

            Muitas foram as Crianças que ficaram órfãs!

            Muitos foram os Jovens que perderam a vida ou ficaram mutilados!

 

 José da Silva Marcelino Martins

josesmmartins@sapo.pt

Furriel Miliciano de Transmissões de Infantaria

Companhia de Caçadores nº 5 – CTIGuiné

Nova Lamego e Canjadude - Jun1968 a Jun1970

 

 

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