Guerra do Ultramar: Angola, Guiné e Moçambique Automobilia Ibérica - Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado (HACETS)

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

 TRABALHOS, TEXTOS SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS

Carlos Tomé

Nasceu em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores.

Jornalista desde 1969, tendo iniciado sua carreira no “Diário dos Açores".

Foi dirigente nacional do Sindicato dos Jornalistas, cargo para que foi eleito após o seu regresso da guerra colonial portuguesa, onde combateu, em Angola, como oficial miliciano de Operações Especiais, entre 1972 e 1974.

Foi Director de Informação da RTP.

Ganhou, em 1989, a primeira edição do "Prémio Açores" de reportagem, com um trabalho sobre a colonização açoriana do Rio Grande do Sul.

É, desde Setembro de 2007, assessor para a Comunicação Social do Presidente do Governo Regional dos Açores. Publicou A noite dos prodígios e outras histórias (2002),contos, Morreremos amanhã, romance, e Solidão, conto, na antologia Contos de algibeira (Casa Verde, Brasil), 2007.

Fonte: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/comunidades/?Estava-deserta-a-Rua-Cidade-de-Porto-Alegre-CARLOS-TOME.rtp&post=13694 

 

"Morreremos Amanhã"

 

Autor:  TOMÉ, Carlos, 1951-

Título:  Morreremos amanhã / Carlos Tomé

Edição:  1.ª ed

Publicação:  [S.l.] : 2007

Descrição física:  167 p. ; 22 cm

ISBN:  ISBN 978-989-95453-0-4

N.º do Depósito Legal:  PT 260508/07 

CDU:  869.0-94 Tomé, Carlos

Cota:  0-8-363  BMC  566999

Aquisição:

Livraria "SolMar":

http://livrariasolmar.blogspot.com/2007/06/j-venda-na-solmar.html 

Contacto da livraria "SolMar": livraria@livrariasolmar.pt

 

“Cheguei a Angola com uma ideia errada do que acontece em combate. Embora soubesse que ia entrar numa guerra, pensava ter treinado o suficiente para enfrentar situações difíceis e, com um pouco de sorte, sair delas com vida. Mas não há um simulador para o medo. Nem treino para a estupefacção ao som de uma rajada.
De um momento para o outro somos invadidos, brutalmente, pela certeza de que alguém nos quer matar.”

Fonte: http://comunicacaosocialecultura.blogspot.com/2007/08/morreremos-amanh-um-livro-do-jornalista.html

 

Morremos Amanhã, é uma obra do jornalista e escritor açoriano Carlos Tomé.
É mais uma sugestão de leitura que deixo às alminhas que aparecem neste blog.
Este livro foi-me apresentando por uma cliente minha, a D. Maria Rita (uma senhora de uma cultura invejável)e, depois do pequeno resumo que ela me fez, procurei o livro e comprei-o.
Valeu cada cêntimo!
Morremos Amanhã, de Carlos Tomé, é dedicado, como o próprio escritor diz "a quantos se viram em África, perdidos de si próprios, de armas nas mãos."Resumindo: relata a vida na guerra do Ultramar e as cicatrizes físicas e, acima de tudo, psicológicas, que os soldados trouxeram.
Na apresentação do livro, Daniel de Sá diz "Quando acaba a guerra? Quando morre o último soldado ou quando é assinado o tratado de paz? ... Quando saram as derradeiras feridas ou quando os cegos se adaptam à escuridão e os amputados às próteses? ... Quando se esquece o amigo que se viu morrer ou quando vai a enterrar a mãe que o terá amamentado? ... Quando, finalmente, se cumpre um desejo do irmão de armas que não voltou? ... Ou quando falecem todos os antigos combatentes?
Este romance de Carlos Tomé é a história da guerra depois da guerra. A que continua na memória dos sobreviventes. Que às vezes têm de suportar uma estranha espécie de remorso por estarem vivos. Com o espírito atormentado depois da tortura dos combates. Um romance escrito numa linguagem que insinua o drama sem insistir nele. Serena e fluída. Bela e límpida. Um hino à paz e um hosana à Língua Portuguesa."


Morremos Amanhã é uma prova de que a literatura portuguesa, em geral, e a literatura açoriana, em particular, está viva e em bom estado.

Paula Patrício

Fonte: http://som_das_letras.blogs.sapo.pt/8067.html 

 

 

 

 

Voltar ao topo