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Clotilde Mesquitela

 

Clotilde Hermínia Rodrigues da Gama Pinto da Costa de Sousa de Macedo Mesquitela, nasceu a 19Abr1924 em Moura.

 

Em 1954, casada com o advogado Gonçalo Castel-Branco da Costa de Sousa de Macedo Mesquitela, sendo já Mãe de quatro filhos nascidos em Lisboa, foi com a família para Moçambique, inicialmente residindo na cidade da Beira, e a partir do início da década de 1960 radicados na Matola (Lourenço Marques).

 

Desde 1962 até 1966, exerceu o cargo de presidente provincial do MNF, tendo em 16Nov64 sido agraciada com a Comenda da Ordem de Benemerência. 

 

Seu fiho João Afonso cumpriu serviço militar em Moçambique, inicialmente em 1972 no CICav/RMM (Vila Pery) e depois como voluntário nos GEP (Dondo), onde se manteve até pouco depois de 07Set74. 

 

Após a convulsão político-militar ocorrida em Moçambique na sequência do "Acordo de Lusaca", a família Macedo Mesquitela (Clotilde, seu marido e os nove filhos) foi forçada a refugiar-se na vizinha África do Sul, e dali em Janeiro de 1975 exilou-se no Brasil. 

 

A autora não mais pisou solo português, até falecer a 26Jan2006 em Teresópolis (Rio de Janeiro).

 

O livro:

 

"Moçambique 7 de Setembro"

Memórias de uma Revolução

(2.ª edição)

 

 

 

título: "Moçambique 7 de Setembro - Memórias de uma Revolução"

autor: Clotilde Mesquitela

 

editor: Branco

2ªed. Cascais, 27Ago2014

272 págs (incluindo 6 c/ilustrações)

22,5x15,2cm

preço: 23 €

 

dep.leg: PT-380286/14

ISBN: 978-989-98625-1-7

 

Prefácio (excerto):

 

- «A reacção política, em Moçambique, na qual os Mesquitela tomaram parte histórica, esteve mais de acordo com o que depois de chamou "nação arco-íris", do que com o resultado final inevitável da queda do governo.

 

As memórias de Tildica não são o texto de uma escritora, são o testemunho do quarto-império que Portugal teve, o das mulheres que foram, frequentemente, viúvas de homens vivos por causa da partida dos jovens pelos mares nunca antes navegados, e ficaram com a responsabilidade de dirigir a sociedade civil, e que depois, nas colónias de povoamento europeu, foram a mão forte que acompanhou os homens da família, na terra que era onde tencionavam viver e morrer, independentemente das mudança de regime, a terra que esperavam que fosse a de seus filhos e netos, sem que a política quebrasse o aprofundamento dos afectos que serve de cimento às comunidades de composição múltipla conduzida pela história.»

(Adriano Moreira)

 

Na contra-capa:

 

- «Passam-se os dias.

 

Os dias e as noites iam-se passando, sempre com actos de heroísmo e determinação no sentido de ninguém abandonar o seu posto.

 

O estar nas ruas, nas antenas cercando com a massa humana os pontos vitais, era para mim o pior de todos os lugares. Essas pessoas é que foram os heróis da revolução, aqueles que esperavam sem nada poderem fazer.

 

A vida tem os seus caminhos, é preciso escolher o nosso, de norte a sul todos queríamos estar no certo. O que tínhamos escolhido era o da dignidade de um povo, que não podendo ser Português, queria apenas a liberdade de escolher o seu destino.

 

O que sempre me espantou foi a forma como estávamos unidos. Era o Hino Nacional que se continuava a cantar, era a Bandeira Nacional que continuava hasteada na mão de milhares de pessoas, mesmo quando todos já queríamos um Moçambique Livre e Independente.

 

Ainda hoje me orgulho de ter-me revoltado contra Portugal Continental. Foi o maior momento de Patriotismo que jamais foi dado poder viver-se.

 

Moçambique estava a ser extraordinário ao levantar-se contra a decisão da Metrópole, de entregar Moçambique e o Ultramar aos comunistas.»

(Clotilde Mesquitela)

 

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