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Fernando Carvalho

 

Fernando Augusto da Silva Carvalho, nasceu no dia 9 de Dezembro de 1945, na freguesia de Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia.


Em 23 de Julho de 1968, furriel miliciano, com o n/m 08313866, atirador com a especialidade de armas pesadas, tendo sido mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarcou em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Nacala, integrado no 4º pelotão da Companhia de Caçadores 2418 «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS».


Em 22 de Agosto de 1970, concluída a sua missão, iniciou a bordo do NTT 'Niassa' a torna-viagem.

 

O livro:

 

"A Companhia de Caçadores 2418 na Guerra em Moçambique, 1968-1970"

 

 

título: "A Companhia de Caçadores 2418 na Guerra em Moçambique, 1968-1970"
autor: Fernando Carvalho

editor: 5livros.pt
1ªed. Porto, Jul2018
288 págs (ilustrado)
24x16 cm
ISBN: 989-8929-03-7

contacto: cacadores2418@gmail.com

Da contracapa:

 

COMPANHIA DE CAÇADORES 2418


Esta é a nossa história, vivida na missão da C. Caç. 2418 em MOÇAMBIQUE.


História que é nossa, que a nós diz respeito, que só nós a compreendemos... porque só nós a vivemos. Se a queremos recordar, nos seus bons e maus momentos, façamos isso enquanto estamos VIVOS! Os nossos filhos, netos e amigos nunca compreenderão (na sua maior parte) este nosso sentimento, esta nossa vivência e apenas terão acesso a alguma informação sobre a História da Guerra de África, entre 1961 e 1974, onde não estás tu, não estou eu, nem está a C.Caç. 2418. Somos nós que temos de "gritar" que a guerra existiu... Porque o silêncio que nos envolve, sobre este período, é ensurdecedor!


A C.Caç. 2418 foi constituída em Chaves, no Batalhão de Caçadores 10, em 25 de Junho de 1968, aquando da I.A.O. (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional), com o nomeado comandante Capitão Miliciano Acácio Gomes Tomás. Foi destinada a Moçambique, como Companhia Independente.


Saímos de Chaves em 22 de Julho de 1968, embarcamos em Lisboa, no paquete Vera Cruz, no dia 23 de Julho de 1968 e regressamos no paquete Niassa, que atracou em Lisboa no dia 16 de Setembro de 1970.


Citamos todos locais onde iniciou e nos levou a nossa missão: Chaves, Massangulo, Maniamba, Catur, Sone, Canxixe, Tambara, Furancungo, Vila Gamito e, em cada local recordamos os momentos que ainda ocorrem nas nossas memórias.
 

Motivos de orgulho:
Trabalhámos muito, sacrificámo-nos, sofremos.
Cumprimos a nossa missão.

 

NOTA DO AUTOR:

 
Perguntei a mim mesmo por que me atrevi a escrever este livro.


Foram muitas as respostas, mas elegi as que se me afiguram de maior relevância.

A primeira: pelos meus camaradas.


Criei um Blogue exclusivamente dedicado à nossa Companhia (cc2418.blogspot.pt), inspirado no Facebook, de iniciativa do ex-Alferes Carlos Neto, que, para além de relatar a história da Companhia, possui inúmeras fotografias, não só dos locais por onde passámos em missão, mas também de todos os convívios realizados e álbuns individuais. Das muitas visitas registadas no Blogue, poucas incluem os nossos camaradas. Muitas dessas visitas são de militares que passaram pelos mesmos locais, confirmando as suas recordações e comentando a sua passagem.


Pude confirmar, especialmente nos convívios, que a maioria dos meus camaradas não acediam a computadores e, assim, um livro seria uma forma de recordarem a sua própria história.

A segunda: o registo de uma história.


A história desta Companhia é parte da História da Guerra de África — 1961/1974.


Não é uma história do autor, nem da Guerra em Moçambique, nem, muito menos, da Guerra de África. É simplesmente a história de 16 dezenas de homens que, integrados numa Companhia de Caçadores, foram obrigados a cumprir e cumpriram a sua missão.


A terceira: a indiferença e o esquecimento.


Para além dos qualificados historiadores, que muito me ajudaram a enquadrar as políticas governamentais e militares com a decorrência do nosso tempo de campanha, são os ex-combatentes da Guerra de África que continuam a ser o motor do "não esquecimento", publicando livros e artigos. Também as diversas instituições organizadas, tais como o Movimento Cívico dos Antigos Combatentes, a Associação dos Combatentes do Ultramar, a Liga dos Combatentes, e muitas mais, fazem com que aquela guerra que deixou cicatrizes, ainda vivas, não seja ignorada e remetida para o "caixote" do esquecimento.


Um outro extraordinário exemplo é o Monumento aos Combatentes do Ultramar, construído junto da Torre de Belém em Lisboa e inaugurado em 1994, cuja ideia nasceu em Guimarães, em 1984, no seio da Associação dos ex-Combatentes do Ultramar. Mais tarde, na sede da Liga dos Combatentes, em Lisboa, foi constituída a Comissão Executiva, sob a presidência da Liga dos Combatentes e participação das: Associação dos Combatentes do Ultramar, Associação dos Deficientes das Forças Armadas, Associação de Comandos, Associação da Força Aérea Portuguesa, Associação dos Especialistas da Força Aérea Portuguesa, entre outros.


Ainda outro exemplo, de intolerável esquecimento e indiferença, são os mais de 1.000 militares que ainda não foram transladados, dos diversos teatros de guerra para as suas terras de origem, mais de cinquenta anos depois. São os diversos movimentos dos ex-combatentes que continuam a desenvolver esforços para limpar esta crueldade e vergonha, porém sem grande sucesso. As promessas dos diversos governos e dos seus ministros, e também da própria Assembleia da República... são vãs, claramente vãs, e vão "palrando" este dever do Estado de Portugal. E a alta hierarquia militar? Alguma vez os ouviram comentar? Conhecem alguma diligência para com aqueles que foram seus subordinados e lá continuam sepultados? Eu não ouvi...! Fomos só carne para canhão?


Em breve estaremos todos mortos... o que será um alívio para todos os que nos ignoram e nos querem esquecer.


Acrescento ainda, por que escrevo este livro?


Para que não se esqueça que a nossa juventude foi amargamente prejudicada com todo este processo sem objectivo.


Para que a nossa geração não seja ignorada, nem ignorados os sacrifícios dos nossos familiares que, amargamente, pagaram e sustentaram esta guerra, sem vencedores nem vencidos, que teve como resultado para as nossas tropas 8.831 mortos, mais de 100.000 feridos e doentes, mais de 30.000 evacuados, mais de 15.000 deficientes e ainda cerca de 50.000 neuróticos de guerra.


Para que os nossos filhos, netos, família, os vindouros, possam conhecer um importante e dramático período da História de Portugal em que o seu antecessor, seu familiar ou amigo foi interveniente.


Em todos os textos procurei os fundamentos da realidade dos factos, das sensações vividas e sofridas. Impedi-me de romancear ou especular qualquer tema ou situação. Privilegiei o rigor da informação pessoalmente vivida, da que foi recebida e confirmada nas diversas entrevistas realizadas, dos testemunhos de diversos camaradas e em textos de credibilidade histórica.


Em consciência... cumpri a minha missão.
Fernando Carvalho

 

 

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