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TRABALHOS, TEXTOS
SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS
Imagem da capa e restantes
elementos cedidos por
Ilídio
Costa
Fernando Taborda
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Índice
Quionga
(1894)
A Decadência
do Império (1974
Oásis da
Guerra
Povo Heróico
Beleza do
Rovuma
Segredos da
Baía
Vinte Anos
Depois

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Texto in : "Quionga,
meu amor"
“…
Em
finais de Janeiro de 1973, na pujança da minha vida
(7x4=28 anos de idade), coube-me em destino que fosse
tomar posse do posso administrativo de Quionga (Cabo
Delgado), mesmo junto à foz do Rovuma, um grande rio de
África, onde permaneci (7x3=21 meses).
Estive para não desembarcar por não haver cais acostável.
Da fragata que me levou de palma até lá passei para uma
jangada e, daí para terra, fui às costas de um soldado
europeu.
À
minha espera estava o comandante militar e as minhas
forças – 7 cipaios (polícias africanos).
Tinha
uma bela mansão, tipo colonial, feita pelos alemães,
frente ao pequeno posto administrativo, onde se
encontrava o meu intérprete (nem adjunto havia) e o
funcionário dos C.T.T.
Existia uma aldeia bastante bonita, toda pintada ao
género árabe e uma população de cerca de duas mil almas,
praticamente todas muçulmanas e de idioma “suahili”.
Pertencente ao meu posto, tinha também cerca de 25
(2+5=7) milícias de protecção civil e outro aldeamento
de cerca de mil almas, guardadas por 3 guardas fiscais e
distanciado uns 7 quilómetros. Tinha o simpático nomo de
Quirinde.
População europeia, apenas os militares, um pelotão da
metrópole e outro de Grupos Especiais (G.E.), de maioria
africana. Não existia qualquer mulher europeia (apenas a
minha mãe e irmã, foram uma vez até lá). O comerciante
principal era indiano e o enfermeiro e o professor
africanos.
Havia
a escola e o antigo posto de alfândega servia de
aquartelamento militar. As habitações, além das casas do
enfermeiro e do comerciante, eram palhotas.
Já fora da
vedação de arame farpado que circundava a povoação
existia um pequeno cemitério abandonado, onde se podia
ver a campa de um general alemão.
(*)
Ali
vivi talvez o melhor ano da minha vida, num antigo
palacete, guardado à noite por duas sentinelas e que
servia também de hospedagem, de hospital, etc.
A sua
base era uma cisterna para armazenamento da água da
chuva e tinha um quintal enorme com bastantes árvores de
fruto tipicamente africanas.
Governei esse povo e nunca foi necessário mandar alguém
para a prisão, embora se aplicassem os castigos
merecidos aos prevaricadores.
…”
in : "Quionga,
meu amor"
(*) -
Sublinhado pela equipa do UTW
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