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Informação de António Valentim

Fernando de Sousa Henriques

(Faleceu no dia 4 de Setembro de 2011, em São Lourenço, Santa Maria, Açores)

 

Nasceu no concelho de Estarreja (Aveiro) em Janeiro de 1949.

Formou-se, no Porto, em Química e, posteriormente, em Electrotecnia, tendo estagiado no antigo Amoníaco Português (actual Quimigal), em Estarreja, e na Companhia de Petróleos de Angola - Petrangol, em Luanda.

Iniciou o Serviço Militar obrigatório no 2º Turno de 1971, em Mafra, como cadete, donde seguiu para o Centro de Operações Especiais (CIOE) de Lamego, onde foi instruendo e instrutor.

A 22 de Março de 1972 parte, como Alferes Mil.º de Operações Especiais / Ranger, adjunto do Comandante de Companhia (CCAÇ 3545 / BCAÇ 3883 - Canquelifá, 1972/74), para a Guiné, donde regressa a 19 de Julho de 1974.

Encontra-se radicado na Ilha de S. Miguel (Açores), onde seguiu um percurso profissional muito diferenciado, tendo percorrido áreas como as do Ensino Técnico, desenvolvido trabalhos diversos, em especial a nível de Projecto e Fiscalização, no âmbito da sua Formação Profissional, com relevância para a Engenharia Electrotécnica, passando por Empresas como a Mobil Oil Portuguesa e os C.T.T..

Em 1989 assumiu o cargo de Engenheiro adjunto da Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada, na qual já vinha anteriormente a realizar trabalhos respeitantes a estruturas e redes eléctricas, tendo passado a desempenhar o cargo de Assessor quando esta passou a Administração Portuária, em Agosto de 2003.

Obras Publicadas:

- Um Icebergue chamado 25 de Abril

- No Ocaso da Guerra do Ultramar

- Nandinho - Os primeiros 6 anos dos últimos 60 … (Conto infantil)

- "Picadas e caminhos da vida na Guiné"

 

"No Ocaso da Guerra do Ultramar"

 

"Relembremos sempre o Passado, mas afrontemos desassombradamente o Futuro.

A expressão então utilizada que traduz na perfeição todo o cenário era: "Sangue, Suor e Lágrimas ...".

Que o sangue derramado em nome de todos, não tenha sido em vão e constitua motivo de honra e de orgulho, tanto para os que sobreviveram, como para os nossos vindouros.

Nenhum dos combatentes, que teve a sorte de regressar do Ultramar, jamais foi e será o mesmo.

Tudo em nome de e por Portugal, sem divisionismos, sem ideologias, sem sectarismos, sem conflitos, apenas pelo Portugal de Camões e da Raça"

O Autor

Fernando de Sousa Henriques

 

 

Este Livro procura referir como se vivia e se passava na Zona Leste da Guiné, com fronteiras com o Senegal e a Guiné-Conacri, entre 1972-74, num período em que o IN incrementava aí a sua actividade, procurando levar a cabo a denominada "Limpeza do Leste" que, a concretizar-se, aumentaria consideravelmente as chamadas Zonas Libertas, permitindo-lhe maior notoriedade e projecção a nível Internacional e um eventual assento na ONU. O título preconiza mesmo o período de "sufoco" vivido pelas nossas tropas (NT), perante o cada vez maior poder ofensivo que o IN continuadamente vinha a apresentar, contando mesmo com elementos internacionalistas a integrarem já as suas fileiras. Na tentativa, sempre ingrata, de falar de e para todos procedeu-se à caracterização da Região e das suas Gentes, para além de se procurar estabelecer o quotidiano da grande maioria dos militares que integravam as NT. Efectivamente, refere todo o seu percurso militar tanto na Metrópole como na Guiné-Bissau. Tendo desembarcado em Bissau e realizado nesta antiga Província, em Bolama, a I.A.O., relata factos dessa Zona, bem como das outras Zonas por onde passou até chegar ao denominado Reino de Pachisse, a Leste, que tinha por Capital Canquelifá e onde ficou aquartelado, a partir de 26ABR72. Assim, refere localidades como: Xime, Bambadinca, Bafatá, Nova Lamego, Piche, Cambor, Dunane, Canquelifá, Camajábà, Ponte Caium, Buruntuma, Copà e Pirada. Pretende dar a conhecer não só as suas vivências, como ainda tudo o que o rodeava, procurando, para tal, lançar mão da parte mais representativa do seu Espólio Fotográfico que apresenta.
Não se destina apenas a Ex-Combatentes e a Militares.
Pretendendo mostrar a cada Leitor o que se passava na altura da denominada Guerra do Ultramar, refere, nomeadamente: o percurso normal de cada mancebo desde a sua "ida às Sortes", até à tão ansiada "Peluda"; o armamento/equipamentos então utilizados; o modo como se vivia e se combatia, bem como o isolamento a que se estava sujeito. De igual modo não se restringe apenas ao Território da Guiné, abordando de uma forma sumária os outros dois Teatros de Guerra: Angola e Moçambique,
Recorre, tanto quanto possível, não só à terminologia militar usada, como ainda à "gíria militar e civil" da altura.

 

in: http://www.acores.net/blogger/view.php?id=13984


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Notícia no jornal "Diário dos Açores"

 

“No Ocaso da Guerra do Ultramar” relata uma vivência militar na Guiné

Regional
Vera Borges
09/11/2007 08:11:8

 

"No Ocaso da Guerra do Ultramar" é o nome do mais recente livro de Fernando de Sousa Henriques, que será lançado oficialmente hoje pelas 18h30, no Museu Militar dos Açores do Forte de S. Brás, presidindo à cerimónia o Comandante Operacional dos Açores, Major-General Rui Mendonça.
Em declarações ao Diário dos Açores, Fernando de Sousa Henriques qualifica o seu trabalho como sendo um livro "de factos, de vivências, sentimentos e simbolismo, de grande interesse histórico".
Natural do concelho de Estarreja, no Continente, vive actualmente em S. Miguel, o autor sublinha que este livro reflecte a sua "vivência militar" no Ultramar, onde a 22 de Março de 1972 partiu, como Alferes, adjunto do Comandante de Companhia, para a Guiné, donde regressou a 19 de Julho de 1974.
Repleto de ilustrações, o título do livro "No Ocaso da Guerra do Ultramar", remete-nos para um significado: "os últimos dias da Guerra do Ultramar", conforme preconiza Fernando de Sousa Henriques.
O livro procura retratar "como se vivia e se passava na Zona Leste da Guiné, com fronteiras com o Senegal e a Guiné-Conacri, entre 1972-74, num período em que o IN (Inimigo) incrementava aí a sua actividade, procurando levar a cabo a denominada ´Limpeza do Leste´ que, a concretizar-se, aumentaria consideravelmente as chamadas Zonas Libertas, permitindo-lhe maior notoriedade e projecção a nível Internacional e um eventual assento na ONU", ressalva o autor.
Por outro lado, Fernando de Sousa Henriques pretende transmitir ao leitor o período de "´sufoco´ vivido pelas nossas tropas (NT), perante o cada vez maior poder ofensivo que o IN continuadamente vinha a apresentar, contando mesmo com elementos internacionalistas a integrarem já as suas fileiras".
"Na tentativa, sempre ingrata, de falar de e para todos procedeu-se à caracterização da Região e das suas gentes, para além de se procurar estabelecer o quotidiano da grande maioria dos militares que integravam as NT", acrescenta Fernando de Sousa Henriques.
De destacar ainda que o livro demonstra o traçado militar deste homem que viveu de perto as alegrias, mas também muitas tristezas e mazelas deixadas pela guerra.
Neste contexto, refere todo o seu percurso militar tanto na Metrópole como na Guiné-Bissau, tendo desembarcado em Bissau e realizado nesta antiga Província, em Bolama, a I.A.O., relata factos dessa Zona, bem como das outras Zonas por onde passou até chegar ao denominado Reino de Pachisse, a Leste, que tinha por Capital Canquelifá e onde ficou aquartelado, a partir de 26 Abril de 1972. De destacar a importância que Fernando de Sousa Henriques dá ao papel da mulher portuguesa nesta altura, isto é, referindo as acções levadas a cabo numa época difícil, do Movimento Feminino que tinha como porta voz, uma verdadeira lutadora, Cecília Supico Pinto.
"No Ocaso da Guerra do Ultramar" transmite ainda o percurso "normal de cada mancebo desde a sua ida às Sortes´, até à tão ansiada ´Peluda´ (fim da parte militar); o armamento/equipamentos então utilizados; o modo como se vivia e se combatia, bem como o isolamento a que se estava sujeito, retratando os três cenários guerra: Guiné, Angola e Moçambique". O autor recorre não só à terminologia militar usada, como ainda à "gíria militar e civil" da altura.
"No Ocaso da Guerra do Ultramar", não se destina apenas a ex-combatentes e a militares, mas a todas as pessoas da sociedade.
Esta é a segunda obra publicada de Fernando de Sousa Henriques, a primeira tem como título: "Um Icebergue Chamado 25 de Abril". "A Revolução dos Cravos" foi vivida à distância pelo autor, porque nesta altura se encontrava no Ultramar, tendo este acontecimento histórico sido decisivo para o término da guerra colonial. Fernando de Sousa Henriques formou-se, no Porto, em Química e, posteriormente, em Electrotecnia. Em São Miguel seguiu um percurso profissional muito diferenciado, tendo percorrido áreas como as do Ensino Técnico, desenvolvido trabalhos diversos, em especial a nível de Projecto e Fiscalização, no âmbito da sua Formação Profissional, com relevância para a Engenharia Electrotécnica, passando por Empresas como a Mobil Oil Portuguesa e os C.T.T.. Em 1989 assumiu o cargo de Engenheiro-adjunto da Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada.

Vera Borges

in: http://da.online.pt/news.php?id=128157

 

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