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Guilherme da Costa Ganança

 

Guilherme da Costa Ganança nasceu no Funchal em 1945. O nome de Família, Ganança. que se diz de origem nórdica, remonta há mais de três séculos, época em que o seu antepassado se radicou na Ponta do Sol.

Concluiu o Ensino Secundário no Liceu de Jaime moniz, do Funchal. De 1967 a 1969, prestou Serviço Militar na Guiné (Companhia de Caçadores 1788 do Batalhão de Caçadores 1932) e passou à disponibilidade com o posto de Tenente.

Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e, mais tarde, acrescentou ao currículo académico o Bacharelato em Engenharia Civil, pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Casou e radicou-se na cidade albicastrense, onde exerceu intensa actividade. Foi professor no Ensino Secundário e no Politécnico, Vereador e Director do Departamento de Desenvolvimento, Educação e Cultura, da Câmara Municipal. Foi, também, Director de Produção de uma empresa de cablagens, a «Cablesa», hoje, «Delphi».

Exerceu cargos políticos, a nível concelhio e distrital, mas sentiu que não era esse o seu universo e renunciou.

 

O livro:

 

"Do Cacine ao Cumbijã - Memórias de um Alferes na guerra da Guiné"

 

 

"Do Cacine ao Cumbijã"
autor: Guilherme da Costa Ganança

 

Colecção: Viagens Na Ficção

Editor: Chiado Editora
Páginas: 342 
Data de publicação: Agosto de 2011
Género: Romance Histórico
Preço: 15,00 €
ISBN: 978-989-6971-62-5

assunto: Sudoeste da Guiné (memórias de guerra)

Sinopse:
- «As acções ocorreram, realmente, no espaço e no tempo da narrativa. A acção decorre desde Outubro de 1967 a Março de 1968 e transporta um jovem de 22 anos para um ambiente repleto de incertezas, audácia e desespero, nas matas da Guiné. São as memórias de um alferes, salpicadas de momentos de pura ficção. É o desenrolar de sentimentos e emoções.
Juventude e generosidade, medo e coragem, dor e amor, tragédia e sobrevivência misturam-se numa exótica amálgama com o bálsamo das amizades e uma inveterada cultura da auto-estima. Paisagens, ambientes e interacção com as tradições e gentes locais povoam a narrativa.
A marca do tempo, que custa tanto a passar, é mitigada com nostálgicas recordações e ilusórios propósitos de vida. Na miragem, os «devaneios» adoçam-se com o carinho de uma geração generosa de "madrinhas de guerra". Gabriel despede-se da sua cidade, da sua família e dos amigos e é levado a mergulhar nas teias da guerra. Valoriza o rigor e o saber, como os melhores aliados da "sorte". Os "tempos livres" revelam-se marcantes para a concretização dos seus próprios desígnios.»
(in paginas-com-memoria.blogspot.com/2011/10/destaques-chiado-editora.html )

Comentário:
- «"Do Cacine ao Cumbijã" é um romance cativante, que nos transporta para uma guerra, por muitos, desconhecida e nos ajuda a entender as razões dos nossos pais, quando se escusam falar das suas vivências no Ultramar.
Sabendo que se trata de um romance baseado num "teatro de guerra" real, a emoção é uma constante. Chorei quando li a parte que descreve a ultima homenagem aos dois companheiros que partiram.
Gabriel, sempre destemido e lutador, é a minha personagem preferida!
Fico a aguardar a publicação do livro que vai completar a história e que nos vai "trazer o Alferes da Guiné".»
(Edite Candeias, in refugio-dos-livros.blogspot.com/2011/10/novidades-chiado-editora-para-setembro1.html )
 

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Cristina Valente | 2011-08-18 19:11:00

Começou por ser uma forma de “lançar para o papel” as angustias de quem esteve na guerra do Ultramar. Guilherme Ganança, autor do livro “Do Cacine ao Cumbijã” diz que após a chegada do ultramar, os militares querem esquecer o que lá passaram, mas a verdade é que 40 anos depois há recordações, “fantasmas” como lhe chama o autor, que não desaparecem e continuam a atormentar.

Passar essas recordações para o papel foi uma forma de exorcizar os fantasmas “aliviou-me “ confessa Guilherme Ganança.

No longo processo de escrita os textos, as recordações eram partilhadas com familiares e amigos, e o romance histórico nasceu “eu e outras pessoas começamos a pensar que era possível transformar as memórias num livro” ao real juntou-se a ficção e nasce esta história do alferes Gabriel “o real são os factos que são a linha condutora do livro” explica o autor “a ficção é o cimento que vai ligando os factos e que vai deixando transparecer as emoções, sentimentos e vivencias num teatro de guerra”.

E porque neste romance a ficção e a realidade se cruzam muitos dos que estiveram no Ultramar, nomeadamente na Guiné vão rever-se na história “o livro é a minha história, mas concerteza que muitos dos camaradas que lá estiveram vão lembrar-se da sua própria história”.

O próximo passo é “trazer o Alferes da Guiné” diz Guilherme Ganança. O livro, apresentado na semana passada em Castelo Branco, conta a história da ida para a guerra, mas esse jovem voltou e o autor quer também contar essa parte da história “a continuação deste livro vai contar a história do Alferes a partir do momento em que ele se apercebe que é possível voltar a casa” a angustia de ver o tempo passar, já em contagem decrescente para o regresso, é tão grande como a que leva um jovem quando parte para a guerra “esse trabalho, livro, já está todo feito, está escrito, estruturado falta apenas limpar, tirar o que está a mais”.

Amigos encheram auditório da Biblioteca

Numa sala recheada de amigos, Guilherme Ganança convidou alguns camaradas de guerra para estar presentes no lançamento do livro. O Tenente Coronel Filipe Ferreira Lopes, que esteve na Guiné com o autor do livro, destacou a importância de livros como este que falam desses anos marcantes na história de Portugal “para além de felicitar o autor, temos que agradecer-lhe, porque são estes livros que ajudam a fazer a nossa história”.

800 mil homens estiveram na guerra do Ultramar, Filipe Lopes diz que deverão estar editados cerca de 100 obras sobre o acontecimento, e por “ser muito pouco” o Tenente Coronel considera “notável o livro de Guilherme Ganaça”.

Joaquim Morão, que trabalhou com o autor na Câmara de Castelo Branco, destacou o seu profissionalismo e a marca que deixa na cidade, não só com a publicação deste livro, mas com o seu trabalho em prol da cidade.

 

 

 

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