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Moçambique

TRABALHOS, TEXTOS SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS

 

 

Jaime Froufe Andrade

 

Nasceu em 1945, no Porto. É jornalista profissional, trabalhou durante muitos anos do Jornal de Notícias e integra actualmente os quadros da revista Notícias Magazine, distribuída semanalmente com o aquele jornal portuense e com o lisboeta Diário de Notícias.

 

Ex- Alferes Mil.º de Operações Especiais, «Ranger», da Companhia de Caçadores 2358 do Batalhão de Caçadores 2842 (Moçambique, Tete, 1968 / 1970)

 

 

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A angústia de um ex-combatente da Guerra do Ultramar

Segunda, 06 Fevereiro 2012 17:01

Fonte: in "NetBila"

 

Imagem do guerrilheiro da Frelimo

 

 

Através de uma mensagem de correio eletrónico enviada ao NetBila, um antigo combatente da guerra do ultramar pede-nos para ajudar na divulgação de uma das suas histórias passadas durante a guerra em Moçambique contra o movimento de libertação daquele território ultramarino, a Frelimo. O antigo combatente português, Alferes de Operações Especiais - Ranger -, Jaime Froufe Andrade, sente ainda hoje, após mais de quarenta anos, uma enorme angústia por causa de um simples aparelho de rádio pertencente a um guerrilheiro daquele movimento de libertação.

 

O facto passou-se no dia 17 de setembro de 1968 na província de Tete:


O guerrilheiro da Frelimo, como nos conta o Jaime Froufe Andrade, foi capturado na sequência de um golpe de mão levado a cabo pelas tropas portuguesas a uma base de considerável dimensão, instalada por um dos quadros opositores ao exército português que mais tarde viria a ser o Presidente da República Popular de Moçambique - Samora Machel. O guerrilheiro foi surpreendido por um pequeno grupo de combate helitransportado que atuou sob o comando de Jaime Andrade. O guerrilheiro de quem não se sabe o nome trazia consigo, além da arma de fabrico chinês imediatamente retirada das suas mãos, um aparelho de rádio sendo este confiscado particularmente pelo comandante do grupo atacante antes de entregar o prisioneiro para interrogatório.
Voltando de Moçambique para a Metrópole, o ranger Jaime Andrade trouxe consigo o pequeno rádio portátil. Alcançada alguma acalmia por entre o stress de guerra, o famigerado aparelho deu volta à cabeça àquele que não se sentia de modo nenhum o seu dono. Tem sido assim durante estes longos anos. O rádio andou escondido lá por casa durante muito tempo, só que não lhe desaparecia da cabeça, pois trazia-lhe à memória outras recordações de outros momentos e outros factos ocorridos. Assim, o rádio acabou por tomar um lugar de destaque na mesa de trabalho do nosso amigo ranger. O pequeno aparelho é como um dedo que persiste em apontar para mim, confessa Jaime Andrade. Este, com uma grande angústia tem contado a sua história publicamente em diversos fóruns, conseguindo mesmo fazer a sua divulgação em alguns canais de televisão portugueses, despertando inclusivamente o interesse de um jornalista da BBC.


É desejo do nosso Alferes, alimentando uma enorme esperança, reencontrar o seu antigo adversário de guerra por quem sente hoje um admirável respeito. Pretende simplesmente devolver-lhe o rádio, dar-lhe um forte abraço e pedir-lhe desculpa!

 

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 "O rádio" de Jaime Froufe Andrade, reportagem TVI

 

Informação de Ilídio Costa

 

Um antigo combatente português, um antigo guerrilheiro da Frelimo e um antigo rádio a pilhas... A história de Jaime Froufe Andrade, um ex-ranger em Moçambique, começa no dia em que um ataque a uma base na Beira capturou um combatente. Apoderou-se do rádio que este trazia consigo e do qual nunca conseguiu livrar-se.

Quarenta anos depois, Froufe Andrade tem uma missão quase impossível: encontrar o guerrilheiro, dar-lhe um abraço que simboliza a paz, mas sobretudo, entregar-lhe o rádio, que não lhe pertence.

 

Fonte:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/jose-gabriel-quaresma-frelimo-pme-guerra-de-africa-mocambique-reportagem/1230249-4071.html

 

O rádio

 

 

O dono do rádio - combatente da FRELIMO

 

 

 

 

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"O rádio" de Jaime Froufe Andrade, entrevistado pelo jornalista Henrique Garcia

 

 

 

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7 de Maio de 2010 (sexta-feira), pelas 19 horas

Jaime Froufe Andrade

Na Biblioteca-Museu da República e Resistência (Estrada de Benfica, nº 419, antigo Bairro da Família Grandela, em Lisboa), no âmbito das "Memórias Literárias da Guerra Colonial", no 3.º Ciclo de Conferências, Jaime Froufe Andrade falou e respondeu a perguntas sobre o seu livro "Não sabes como vais morrer" que reúne um conjunto de reportagens que escreveu sobre a sua experiência de alferes miliciano ranger, em Moçambique.

Aconteceu, em 07Mai2010:

 

 

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"Não sabes como vais morrer"

 

"Não sabes como vais morrer"

Autor: Jaime Froufe Andrade

Edição: Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP)

Colecção: Memória Perecível

ISBN: 978-972-622-012-1

Preço: 7,00 €

Aquisição:

(http://www.livapolo.pt/index.php?action=artigo_detalhes&artigo_id=71760), na sede da AJHLP ou nas lojas FNAC

 

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Porto, 19 Nov (Lusa) - A Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP) lançou "Não sabes como vais morrer", de Jaime Froufe Andrade, um novo título da Colecção Memória Perecível, anunciou hoje fonte da AJHLP.
 

Trata-se de um conjunto de oito histórias da guerra colonial que o autor viveu em primeira pessoa durante a sua comissão de serviço em Moçambique, como alferes miliciano de Operações Especiais ("rangers"), entre 1968 e 1970.

São outros tantos retratos da vida que centenas de milhar de jovens portugueses viveram, nos anos da guerra colonial, no meio do "mato", em Moçambique, Angola ou na Guiné-Bissau.

As histórias são escritas com dramatismo, em que cabem momentos de humor, perplexidade, angústia e ansiedade, mas também a profundidade psicológica, que faltam a muitos relatos de guerra.

As pelo menos duas gerações de portugueses que viveram a guerra em África reconhecer-se-ão facilmente nestas linhas escritas por Froufe Andrade.

Noutro capítulo, o autor narra o regresso atribulado de Moçambique a Portugal, a bordo do navio Vera Cruz, sobrelotado com três mil militares.

Quando navegava perto do Cabo da Boa Esperança (o mítico Cabo das Tormentas de Camões), na África do Sul, o enorme navio foi atingido, na sequência do efeito conjunto de duas ondas sísmicas e de uma tempestade, por gigantescas vagas, sofrendo graves avarias e tendo estado a ponto de soçobrar.

As circunstâncias desta viagem são narradas em primeira pessoa por Froufe Andrade e ainda por um conjunto de 12 depoimentos por ele próprio recolhidos junto de outros militares, oficiais, sargentos e praças, que consigo viajaram.

O autor entrevistou ainda o oficial-piloto que estava de turno na ponte de comando do navio e pesquisou ainda o diário de bordo do navio, no Arquivo Central da Marinha, onde recolheu elementos dos dois comandantes que seguiam a bordo, o comandante do navio e o comandante dos militares a bordo.

Jaime Froufe Andrade, nasceu em 1945, no Porto. É jornalista profissional, trabalhou durante muitos anos do Jornal de Notícias e integra actualmente os quadros da revista Notícias Magazine, distribuída semanalmente com o aquele jornal portuense e com o lisboeta Diário de Notícias.

PF.

Lusa/Fim

in: http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=167992&visual=3&layout=10

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