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Trabalhos, textos sobre a Guerra do Ultramar ou livros

 

Joaquim Cortes

 

Joaquim Cortes, foi mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 3 (Évora), para servir na Região Militar de Angola, integrado na Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Artilharia 3859 "Unidos Fortes Venceremos", no período de 1971 a 1974 

 

 

O livro:

 

"Lobo ... dos Mares"

 

Dedicatória:

 

Ao meu amigo e conterrâneo Manuel Sebastião Guerreiro, a título póstumo, assim como a todos os Fuzileiros que faleceram na Guerra do Ultramar.

 

Manuel Sebastião Guerreiro, 2.º Grumete Fuzileiro, natural da freguesia de Alcaria Ruiva, concelho de Mértola, mobilizado para servir no Comando Naval da Guiné, integrado na Companhia de Fuzileiros 10. Faleceu em 23 de Julho de 1969.

 

 

 

Título: "Lobo ... dos Mares"

Autor: Joaquim Cortes

Edição: Autor

1.ª Edição: Dezembro de 2000

Local: Amadora

Composição: Luís Ilídio

Fotolitos: Benigno & Castro, Lda.

Impressão: Benigno & Castro, Lda

Fotografia: Arquivo fotográfico J. Cortes

Documentos: Arquivo Maria da Conceição Guerreiro, Direcção do Serviço de Pessoal (Rep. de Sarg. e Praças) da Marinha

Depósito Legal: 157730/00

Registado no Ministério da Cultura

 

Prefácio

... Passados que estão quase três décadas após a Guerra de África, é tempo mais que suficiente, para que, se retirem dos escombros, muito, do que ainda está oculto sobre todos aqueles que com galhardia, brio e coragem, e sobretudo, confiados na justeza de uma causa que afinal não era a sua, venham à luz do dia. “Lobo dos Mares", é um desses casos!.

...Sabe-se, quanto o tema é delicado, mexendo com pessoas e sentimentos, e, as quase três décadas, já passadas, não é nem nunca será tempo suficiente para sarar feridas, nomeadamente, para todos os que ficaram sem os seus entes queridos, razão porque o tema carece de muito cuidado quando abordado. No entanto, a Guerra de África, jaz parte da nossa história recente, e, todas as gerações futuras, dela, devem ter conhecimento. Pese embora alguns inconvenientes, somos de opinião que, quase trinta anos depois, não devemos manter silêncio sobre a dita guerra, contribuindo assim, para um esclarecimento das novas gerações.

...A fotobiografia “Lobo dos Mares” é um exemplo! Só após quase três dezenas de anos, se fez luz quanto ao seu desaparecimento. Sabia-se, que tinha ocorrido algures na província da Guiné!. Como? Quando? Onde?, foram interrogações sem resposta até aos dias de hoje. Com a presente fotobiografia, o mistério fica desvendado!

“Lobo dos Mares é uma obra romanceada, onde parte da narrativa é baseada em factos reais. Todavia, também estão narrados: factos, pessoas e situações que, são apenas ficção, qualquer semelhança com a realidade são mera coincidência.

O Autor

Breve Introdução

É verdade! Na guerra do Ultramar não se morria apenas em combate ou como consequência de minas e armadilhas sempre traiçoeiras instaladas pelo inimigo (combatentes dos Movimentos de Libertação, se quiserem!). Também se morria, em grande medida, na sequência de acidentes das mais diversas naturezas: com armas de fogo, com viaturas e com asneiras que o ”cacimbo" (entenda-se '"stress”, " álcool, liamba", etc.) levava a cometer.

 

As chamadas "tropas especiais", nascidas com as primeiras companhias de caçadores, eram e continuam a ser o paradigma da segurança na acção, na destreza na utilização do armamento, a pontualidade e eficácia nas acções de combate, independentemente das condições exógenas a essas organizações. Não pretendo com isto dizer que a tropa "normal" não desempenhou um papel importante nos diversos teatros de operações. Muito antes pelo contrário! Estes militares eram, em grande medida, "chamarizes" que, em momentos de grande pressão serviam de referência para que as "tropas especiais " actuassem com sucesso.

Os 'fuzileiros " são o modelo da mistura destes dois tipos de "classificações" militares. Desempenhavam os dois papéis, isto é, eram "chamarizes" e "caçadores", ao mesmo tempo. Não estavam (nem estão) isentos de acidentes como aquele que vitimou o "Lobo dos Mares ".

 

Esta narrativa do Joaquim Cortes, em que apenas os nomes do protagonista principal e dos seus familiares são verdadeiros, retrata exemplarmente as vicissitudes pelas quais passavam os antigos combatentes e que incluíam, como é o caso presente, acidentes.

 

A visão hialina que a leitura desta obra me oferece é a de um ambiente tranquilo e mais ou menos sereno da vida em Algodôr, seguindo-se um período de tragédia crescente até ao desenlace total no rio Cacine.

 

Este é, sem dúvida, um exemplo de como se morria – e muito - na Guerra Colonial.

 

LUÍS SAPATEIRO

(Ex-furriel miliciano de Operações Especiais)

 

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