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Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

José Eduardo Reis de Oliveira

 

 

José Eduardo Reis de Oliveira, Furriel Miliciano de Infantaria, de 13 de Maio de 1964 a 27 de Abril de 1964 cumpriu serviço na Guiné, integrado na Companhia de Caçadores 675;

 

É subdirector do quinzenário "O Alcoa"

 

O livro

 

"Golpes de Mão's - Memórias de Guerra"

 

 

 

título: "Golpes de Mão's - Memórias de Guerra"
autor: José Eduardo Reis de Oliveira


editor: (o autor)
1ªed: Alcobaça, Mai2009
440 págs (com 190 fotos e mapas)
preço: [remessa à cobrança]
1

assunto: Guiné, 1965-66

1 (contacto do autor: <jotajero@sapo.pt> )

 

 

 

 

 

 

 

 

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11 de Maio de 2009

Fonte: "Tinta Fresca"

 

“Golpes de Mão’s – Memórias de Guerra” apresentado na Biblioteca Municipal de Alcobaça
José Eduardo Reis de Oliveira apresenta livro de paz em tempo de guerra

José Eduardo Reis de Oliveira (JERO) apresentou, no dia 2 de Maio, o seu livro “Golpes de Mão’s – Memórias de Guerra.” O Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça encheu-se de familiares, amigos e ex-combatentes da Companhia de Caçadores 675, que durante dois anos permaneceu em Binta, na Guiné, que assim quiseram participar neste momento importante da vida do jornalista.


Marcaram também presença Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Rui Rasquilho, que apresentou o livro, o tenente-general Alípio Tomé Pinto, comandante da C.C. 675 e autor do prefácio do livro, além de João Turé, um amigo guineense que em 1964 tinha 8 anos.

Segundo JERO, este livro, que demorou cerca de dois anos a escrever, é um livro de memórias de guerra, escrito em “dois tempos”: em 1964-65, tendo como fonte um “Diário de Guerra” (Confidencial), de sua autoria, que registou a vida dos militares da Companhia de Caçadores 675, então em “quadrícula” no Norte da Guiné (zona de Binta e Guidage), e em 2007-08 num Portugal em tempo de paz, mas com feridas de guerra ainda mal cicatrizadas, ouvindo e registando memórias de ex-combatentes.

José Eduardo Reis de Oliveira considerou que “guerra todos fazem”, mas o que destaca com mais emoção e de diferente durante a sua estadia em Binta “foi a possibilidade de recuperar uma aldeia” e ter um contacto directo com os habitantes, dos quais destaca o “miúdo João Turé”, que na altura tinha oito anos, e que veio a encontrar no ano de 2000 em Évora, num encontro da Companhia 675.

JERO dedicou o seu livro aos “pais, às pessoas que mais sofreram com a guerra e a todos os que fizeram parte da companhia e já partiram”. A reintegração das pessoas que vêm da guerra é, segundo o autor, “muito difícil”, e no seu caso, destaca o apoio familiar que o ajudou a ultrapassar essa fase. O jornalista alcobacense referiu que este “livro foi feito com paixão” e que “é preciso compreender o passado para ter uma visão de futuro”.

Na ocasião, Gonçalves Sapinho lembrou que este livro presta homenagem a todos os que estiveram na guerra, e felicitou o autor pelo livro, uma vez que se “trata de um documento histórico da máxima importância.”

Por sua vez, Rui Rasquilho salientou que “o livro do JERO não é ficção, este livro é uma memória. É um exercício da memória, expressa pela palavra e pela imagem”. O ex-director do Mosteiro de Alcobaça classificou ainda o 2º capítulo do livro como “um documento”, visto retratar muito bem o que se passou na altura.

Por fim, o tenente-general Alípio Tomé Pinto agradeceu a oportunidade que lhe foi dada para escrever o prefácio do livro, e de assim poder recordar muitas das suas vivências da altura. O então comandante da Companhia de Caçadores 675 considerou que o autor traduziu para o livro “a sua memória e afectos” que vivenciou, uma vez que “foi feito com o coração e com muita f é.”

Tomé Pinto, uma das vítimas da guerra, aparece classificado no livro pelo autor como “um doente não fácil”, dado que, apesar de ter sido atingido em combate “não deixava de dar ordens.” O militar considerou que o livro tem “um conteúdo rico de sentimentos” e classificou como “curioso” o facto de, apesar “de ser um livro de guerra, nos fala mais de paz”. O antigo comandante da 675 considerou ainda que este livro é “um testemunho real e verdadeiro” daquilo que a companhia passou durante a sua estadia em Binta, na Guiné Bissau.

O livro, de 438 páginas, teve como responsável pela capa e design gráfico o alcobacense Marco Correia. O designer revelou que a capa foi feita “de modo a dar algum dramatismo” ao livro, destacando também o empenho do autor na escolha das fotos a publicar e o entusiasmo posto na conclusão deste trabalho.

 

 

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