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José Matos

 

 

Investigador em História Militar (especialmente sobre operações da Força Aérea Portuguesa na Província Ultramarina da Guiné);

 

Colaborador da Revista Militar; (seu pai cumpriu serviço militar na Guiné).

 

 

 

 

 

 

Luís Fernando Machado Barroso

 

Coronel de Infantaria

  

Desde 21 de Novembro de 2019, coronel comandante do RAME - Abrantes (Regimento de Apoio Militar de Emergência). - Brevíssima resenha castrense
 

 

Livro:

 

«Nos meandros da guerra - o Estado Novo e a África do Sul na defesa da Guiné»

 

título: "Nos meandros da guerra - o Estado Novo e a África do Sul na defesa da Guiné"
autores: José Matos e Luís Barroso

editor: Caleidoscópio
1ªed. Lisboa, Mar2020
146 págs
24x17cm
pvp: 15,90 €
ISBN: 989-658-648-5
dep.leg: PT-468430/20

 

Sinopse (do editor):


O objectivo deste livro é estabelecer a ligação entre o esforço de guerra de Portugal na Guiné e o apoio financeiro que a África do Sul disponibilizou a Portugal no início de 1974, no âmbito do estabelecimento de uma aliança militar entre Portugal, Rodésia e África do Sul, com o nome de código 'Exercício Alcora'.


O apoio da África do Sul no esforço militar português em Angola inicia-se em meados de 1967, através da execução da 'Operação Bombaim' para garantir apoio aéreo às operações conduzidas no leste e sudeste de Angola. O resultado da operação foi mais modesto do que o esperado, originando a apresentação do Plano de Defesa para a África Austral, sob a direcção estratégica de Pretória, que viria a originar o 'Exercício Alcora' em Outubro de 1970.


O objectivo de Pretória era garantir a sua primazia na condução da estratégia de contrasubversão na África Austral, em que Angola, Rodésia e Moçambique desempenhavam a sua defesa avançada.


Embora estabelecido para a manutenção do "reduto branco" na África Austral, o apoio financeiro resultante do 'Exercício Alcora' e acordado no início de 1974 entre os governos de Portugal e da África do Sul, seria principalmente para reforçar a capacidade militar das forças portuguesas na Guiné.

 

Resumo (dos autores):


Nos últimos anos da guerra colonial, o regime português estabeleceu uma aliança secreta com os regimes brancos da África do Sul e da Rodésia, com vista a combater os movimentos de guerrilha em Angola e Moçambique.


Com recursos financeiros muito limitados, Portugal não hesitou em pedir ajuda à África do Sul que, em 1974, nos concedeu um avultado empréstimo para financiar a guerra nas grandes colónias austrais e, sobretudo, para evitar o colapso militar na Guiné, onde uma derrota militar se afigurava cada vez como mais provável perante uma guerrilha fortemente armada.


São os meandros desta estratégia que se pretende traçar neste livro, tendo como finalidade descrever em que consistiam e em que contexto é que ocorreram.

 

Prefácio (excertos):


«O livro está organizado em sete capítulos muito bem sistematizados, para além de uma oportuna introdução e de umas notas finais em jeito de conclusões. O leitor começa por ser enquadrado por um cuidado contexto internacional, a que se segue uma caracterização do ambiente particular relativo à Guiné-Bissau.

[...]

O papel da África do Sul, enquanto actor regional, era desconhecido do público em geral até à sua participação activa, já durante a guerra civil e, em especial, no período em torno da independência de Angola.
[...]
As ligações entre o Governo Português e a África do Sul foram feitas, maioritariamente, nos primeiros meses de 1974, nas quais as questões financeiras e de material foram centrais no apoio daquele país a Portugal. As negociações, tendentes a inverter a situação crítica na Guiné-Bissau, foram pouco depois interrompidas, bruscamente, pelo 25 de Abril de 1974. Num período reduzido em termos temporais (cerca de três anos), os autores apresentam-nos alguns factos e "histórias" relacionadas com financiamentos, armamento e equipamentos, como a do famoso sistema antiaéreo Crotale, que nunca chegaria a actuar no teatro-de-operações da Guiné. No entanto, todas as "histórias" tinham um enquadramento estratégico e diplomático, dependente da situação militar nos diferentes teatros-de-operações e em especial no da Guiné-Bissau. Para o Governo Português, no início de 1974, a estratégia passava inclusivamente por conceder a autodeterminação aos povos africanos, mas depois de garantidas determinadas condições, como a vitória militar e o equilíbrio multirracial. Daí o esforço no sentido de garantir a aquisição de material-de-guerra, mesmo com o apoio de Pretória, esforço que seria interrompido pelo 25 de Abril de 1974, que colocou um ponto final ao regime.


Os autores assumem uma tese, devidamente sustentada, que justifica o prazer da leitura e da descoberta, inclusivamente para uma geração de combatentes portugueses que deram a vida por Portugal, sem terem a noção das estratégias e da diplomacia. Viviam a guerra, sentiam a guerra e morriam na guerra, sem conhecer o enquadramento internacional e mesmo o nacional (inclusivamente a maioria dos oficiais). Ao longo de treze anos, toda uma geração combateu e morreu (cerca de 900 homens por ano!) para defender o "seu" Portugal.


Assim, entendemos que este livro constitui uma homenagem (mesmo que indirecta) a todos os que tentaram a vitória militar nos três teatros-de-operações (Angola, Moçambique, Guiné), de modo a facultar as condições para a diplomacia confirmar a estratégia do Portugal de então.


É assim, a realidade pura e dura da história das nações. Há que respeitar, independentemente da verdade histórica. Por outro lado, há que cuidar da verdade histórica, sem colocar em causa os que deram a vida pelo seu País. Foi o que os autores fizeram, de modo cuidado e pensado, ao longo deste livro.


Entendemos ainda, que este livro constitui mais um contributo importante para a valorização das ciências militares nas suas diferentes dimensões. Cerca de sessenta anos depois do início da guerra em Angola, é altura de se investigar e discutir o fenómeno da guerra em África, de modo menos apaixonado e mais científico.»


(MGen João Vieira Borges)

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