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Luís Fernando Machado Barroso

 

Coronel de Infantaria

 

 

Desde 21 de Novembro de 2019, coronel comandante do RAME - Abrantes (Regimento de Apoio Militar de Emergência).
 

Livro:

 

"Salazar e Ian Smith - O Apoio de Portugal à Rodésia (1964-1968)"

 

 

título: "Salazar e Ian Smith - O Apoio de Portugal à Rodésia (1964-1968)"
autor: Luís Fernando Machado Barroso

editor: o autor
1ªed. Lisboa, 25Mar2009
116 págs
 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

"Salazar e Ian Smith - O Apoio de Portugal à Rodésia (1964-1968)"

(em formato "pdf")

 

Resumo:


- «O Governo Português, profundamente empenhado na manutenção das colónias africanas, teve uma importante influência no início e desenvolvimento da crise desencadeada pela declaração unilateral de independência da Rodésia do Sul, pelo então seu primeiro-ministro Ian Smith.


Com este trabalho, pretende-se mostrar o envolvimento que o Governo Português, então liderado por Oliveira Salazar, teve na atitude rebelde do primeiro-ministro rodesiano para com a Grã-Bretanha, apesar da frágil posição internacional de Portugal, devido à manutenção da sua política colonial, e do segregacionismo rodesiano, contrário ao discurso oficial da integração rácica nos territórios ultramarinos.


O que o governo português teve como foco orientador, foi a necessidade de garantir a segurança da fronteira sul de Moçambique, comportando-se de forma realista, pondo o interesse nacional, manutenção das colónias e do regime, como elementos centrais na política externa, mesmo tendo como adversário principal a Grã-Bretanha, a então potência colonial da Rodésia do Sul.»

Sumário:


- «O objectivo da dissertação é analisar as relações luso-rodesianas, sendo especialmente analisado o modo como o Governo Português apoiou o governo de Ian Smith, como linha de acção estratégica de apoio à manutenção de Moçambique.


O apoio a Smith, representa um claro exemplo do esforço que colocava na manutenção dos territórios ultramarinos em África e manutenção do regime, objectivos que não eram considerados de forma separada. Apesar de habituados a olhar para Portugal como um país receptor de apoios das grandes potências, na crise rodesiana é Portugal quem concede importantes apoios.


A opção política de Salazar tinha como efeito pretendido imediato, impedir que o território rodesiano caísse sob controle de maioria negra nacionalista, e aí serem criadas importantes bases de apoio a movimentos de libertação com apoio da China e da URSS, como acontecia de forma explícita com a Tanzânia.


Após a secessão da Federação das Rodésias e Niassialândia, e o nascimento de dois novos países de governo nacionalista, a Zâmbia e o Malawi, o Governo Português não podia correr o risco de ver, num país contíguo a Moçambique, mais um governo negro nacionalista. Por conseguinte, para cumprir esse objectivo, o Governo Português fez valer o poder que a posição geográfica de Moçambique tinha sobre o 'hinterland' rodesiano, para apoiar Ian Smith contra o embargo económico e político, e pressionar o Malawi e a Zâmbia a cooperar com Lisboa.


Definido em Lisboa, no encontro entre Salazar e Smith, o apoio português acabou por auxiliar a manutenção de Smith face às pressões britânicas e lançar as bases para uma mais efectiva cooperação militar nos anos 1970, na guerra em Moçambique.


Os resultados obtidos na investigação, mostram o esforço desenvolvido pelo Governo Português em conceder apoio político-diplomático, económico e militar à Rodésia, mesmo tendo como pano de fundo a hostilidade internacional, em especial da Grã-Bretanha.


Os casos da acreditação de Harry Reedman em Lisboa, do descarregamento do petroleiro JoannaV, e o aprofundamento das relações militares ao nível da troca de 'intelligence', são paradigmáticos desse esforço e espelham bem o empenho português na sobrevivência e manutenção de Ian Smith no poder.


O trabalho está dividido em oito capítulos. Nos dois primeiros apresentam-se as condições que moldaram a atitude do Governo Português: a situação internacional e a importância das colónias para o Estado Novo. No terceiro capítulo apresenta-se o caminho do aprofundamento das relações políticas entre Portugal e a Rodésia. Nos capítulos quatro, cinco e seis mostra-se como os instrumentos diplomático, económico e militar foram utilizados no apoio Smith. No capítulo sete apresentam-se os efeitos que a crise da Rodésia teve nas relações anglo-lusas.


Conclui-se da investigação, que a atitude do Governo Português foi orientada pela defesa dos interesses nacionais e levada a cabo com os instrumentos de poder nacional, de uma forma sinérgica onde os responsáveis políticos tiveram importância fundamental.»

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