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Marco António Ribeiro Caldas Domingues

 

Marco António Ribeiro Caldas Domingues, Aspirante Aluno de Infantaria.

 

título: "As operações psicológicas (PSYOPS): a experiência portuguesa na guerra do ultramar de 1961-1974"
autoria: Marco António Ribeiro Caldas Domingues (Aspirante Aluno de Infantaria)


editor: Academia Militar
1ªed. Lisboa, Ago2011
87 págs (formato pdf) ilustrado


Assunto: «De que forma foi levada a cabo a Acção Psicológica, na Província de Moçambique, por parte das Companhias do Exército português.»

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado ou nas imagens que se seguem:

 

"As operações psicológicas (PSYOPS): a experiência portuguesa na guerra do ultramar de 1961-1974"

 

Introdução:

(extraído do "pdf")

 

«A realização deste Trabalho de Investigação Aplicada (TIA) marca o "terminus" do mestrado em Ciências Militares — Arma de Infantaria, no ramo do Exército —, iniciado no ano lectivo de 2006 e frequentado na Academia Militar.


Com este trabalho, é-nos permitido pôr em prática e desenvolver capacidades de investigação, bem como alargar o nosso espectro de conhecimentos relativos á Guerra do Ultramar, um período que deixou a sua marca na História de Portugal e nas vidas de tantos portugueses, combatentes ou não, e, naturalmente, nos seus familiares.


As operações psicológicas são levadas a cabo, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra. A Acção Psicológica não tira partido do potencial de combate de uma forma convencional, mas pode ser vista como multiplicador do mesmo. Através deste tipo de operações, pode levar-se o inimigo a capitular, sem antes o empenharmos decisivamente em combate. Através da persuasão, pretende-se mudar a forma de pensar das gentes, bem como as suas atitudes perante determinadas matérias, o que irá, consequentemente, alterar os seus comportamentos.


Num período em que as grandes potências mundiais começam a libertar-se das suas colónias, Portugal não via com bons olhos a descolonização, pretendendo manter o "Império multi-continental e plurirracial". Com o objectivo de manterem a posse das mesmas, os portugueses iniciam três campanhas, na África portuguesa, que os vai levar a enfrentarem um estilo de guerra completamente novo. Na época, a formação militar, adoptada pela generalidade dos países, baseava-se no conceito de "guerra convencional", a qual empenhava grandes massas de exércitos, representantes de diversos "estados-nação". Contudo, os portugueses não enfrentavam nenhum exército estadual, mas sim grupos rebeldes, os quais levavam a cabo operações de guerrilha Estes rebeldes possuíam, no seu íntimo, um recurso que se poderia mostrar decisivo: a motivação que os fez desafiar um país e acreditar na vitória. Sendo este ideal a sua principal arma, os portugueses rapidamente verificaram que poderiam e necessitavam de levar a cabo operações de acção psicológica, de forma a retirarem aos rebeldes a vontade de lutar, e ás populações, a ideia implementada da legitimidade da luta das guerrilhas. Os portugueses procuraram, desta forma, chegar ao coração dos autóctones e criar neles um sentimento "pro-lusitano".


Venho, com este trabalho, juntar a minha curiosidade histórica pelos conflitos no Ultramar português á temática da Acção Psicológica, uma área que me desperta muito interesse. Creio que se torna importante analisar a forma como estas técnicas procuram moldar e orientar a vontade das gentes, e a forma como as Forças Armadas tiraram partido delas.


Não se trata apenas de uma simples investigação de factos históricos, mas, ao mesmo tempo, de uma homenagem a todos os que tomaram parte na guerra, e que fizeram o melhor que sabiam sempre que lhes era dada a possibilidade para tal.


Devido ao espaço temporal que nos é garantido para a realização dos trabalhos, tornou-se necessário delimitar o tema sobre o qual nos debruçamos. Com esse fim, dentro da Guerra do Ultramar, escolhemos, como Teatro de Operações, a Província de Moçambique. A Acção Psicológica tratada centra-se unicamente na vertente militar, não nos debruçando sobre as acções da Administração Civil ou da Direcção Geral de Segurança Embora desenvolvamos sobre a doutrina de Acção Psicológica, uma área referente a escalões mais elevados, é nosso objectivo cingirmo-nos ao que era feito pelas companhias.


Coloca-se aqui uma questão central: de que forma foi levada a cabo a Acção Psicológica, na Província de Moçambique, por parte das Companhias do Exército português?


Foi com uma pesquisa bibliográfica que se iniciou este trabalho. No âmbito da doutrina de Acção Psicológica, muitas fontes surgiram, desde livros doutrinários datados da Segunda Guerra Mundial, até fontes mais recentes e actuais. Porém, uma vez que analisamos uma época histórica concreta a Guerra do Ultramar —, a doutrina portuguesa da época surgiu como sendo a referência mais plausível. Não nos interessa o que de novo foi feito posteriormente, nesta área, mas sim as bases de actuação dos nossos militares.


No entanto, quando surgiu a necessidade de descer aos casos práticos das companhias, deparámo-nos com um problema: a falta de dados bibliográficos concretos sobre a aplicação da doutrina de Acção Psicológica, ao nível das companhias e, especificamente, no teatro de Moçambique Daí, a realização de algumas entrevistas semi-formais a combatentes que vivenciaram a guerra na primeira pessoa.


Dos quatro capítulos que compõem este trabalho, no primeiro, fazemos uma breve caracterização da Província de Moçambique, uma visão sobre a sua população e etnias, bem como os movimentos subversivos e o início do conflito armado; no segundo, analisamos alguma terminologia essencial para a compreensão do tema, desde a tipologia de guerra do Ultramar até ao caso específico da Acção Psicológica, contendo esta os fenómenos de propaganda, contra-propaganda e informação, bem como os princípios e alguns meios de disseminação do primeiro; no terceiro, descemos aos aspectos específicos da propaganda sobre as populações e sobre os militares das nossas forças; no quarto e último capítulo, e para atingir o nosso objectivo, centramo-nos nas companhias: o que foi feito, a nível prático, no âmbito da Acção Psicológica.
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