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Vítor Pereira

 

Vítor Pereira, 1.º Cabo Operador Cripto, nascido em Lisboa, no dia 2 de Julho de 1948.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique (Tete) integrado no Batalhão de Cavalaria 2903, no período de 1970 a 1972.

 

O livro:

 

«Memórias de Mar e Mato»

 

título: "Memórias de Mar e Mato"

autor: Vítor Pereira

 

edição: do autor

formato: A5 (21 x 14,7 cm)

capa: plastificada

preço: 12,50 € (*)

págs.: 144, com ilustrações

depósito legal: 408180/16

ISBN: 978-989-691-475-2

 

(*) - Como se trata de edição do autor pode ser encomendado ao próprio através do email: vitormmapereira@hotmail.com ou pelo telefone: 967 518 934

 

Prefácio:

 

Foi com redobrada alegria e satisfação que recebi o convite do meu muito amigo e companheiro Vitor Pereira, para escrever algumas linhas como Prefácio ao seu livro que vai publicar com o título bem sugestivo – Memórias de Mar e Mato – que nos transporta aos anos de atribulada vivência, quer em viagem, no fatídico barco Império, quer na guerrilha, em terras de Moçambique.


Essa foi parte da nossa história, já que a vida de todos é feita de desafios permanentes.


Qualquer desafio tem a sua história e, a nossa história fez-se, também, com um grande desafio – o da entrega da vida de tantos jovens, por uma causa que, na altura, quase todos ignoravam.


Mas, como sem história não pode haver memória, cá estão algumas das muitas histórias, escritas pelo punho do operador cripto Vitor Pereira, com muito realismo, sem saudosismos nem pieguices e, agora, volvidos quarenta e tantos anos, após o regresso, aparecem com o mesmo vigor e entusiasmo das suas vinte e poucas primaveras. Ele leva-nos aos locais, aos factos, às pessoas, às lágrimas ou às gargalhadas com a mesma facilidade com que decifrava as boas mensagens…


Por isso, aceitei o seu pedido, baseado em três razões fundamentais:


A primeira prende-se com a coragem do Vitor de ter escrito em livro recordações de um passado que, por ter sido de dois anos, pode parecer pouco, mas, para jovens na flor da vida e com o espetro da morte a espreitar em cada morro, foi uma eternidade.


A segunda resulta de que é uma narrativa tão simples, realista e perfeita que, mais do que recordar, nos permite reviver esse tempo maravilhoso de criação de laços de amizade que, nem o passar do tempo apaga ou esmorece, mas antes os aviva e robustece…


Por último, congratulo-me, pelo facto de ter a certeza que todos quantos vierem a ler este livro conseguirão reviver esse tempo histórico, se contemporâneos dessa época, ou imaginar os sacrifícios que essa nossa geração foi capaz de superar, não poucas vezes com heroísmo, se forem dos tempos de hoje.


Por tudo isto, bem haja, Vítor Pereira

Porto, 4 de Janeiro de 2016
Manuel da Cunha Dias (Ex. Capelão)

 

Índice:

 

PREFÁCIO: 2
METRÓPOLE: 4
Recruta: 4
Especialidade de Escriturário: 6
Exercício no pinhal de Leiria: 6
Marcha à boleia: 7
O antónimo de masculino, Alex: 7
Especialidade de Operador de Cripto: 8
Pide - Policia Política : 8
Touradas na parada: 8
Morte do Ambrósio, porco de cobrição: 8
Apalparam o rabo ao Tenente “dos porcos”: 9
Namorada na Trafaria: 9
Oeiras – Regimento de Artilharia de Costa: 10
Prevenção por eleições: 10
Mobilizado para Moçambique: 11
Formar o Batalhão de Cavalaria nº 2903: 11
Estágio e cagada do Pacheco na parada do Quartel-General: 11
Véspera e dia do embarque para Moçambique: 12
ATRIBULADA VIAGEM PARA MOÇAMBIQUE NO NAVIO “IMPÉRIO”. 15
Avaria e alegadas razões da mesma: 15
Versão oficial: 15
Versão de um ex. combatente: 16
Meu testemunho: 16
Filha do Ramiro: 17
Rebocador Grego “Nisos Myconos” e o navio cargueiro “Almeirim”: 17
Alimentação precária: 18
Plano de salvamento: 18
Pânico a bordo: 19
Estadia em Cabo Verde e transbordo para o navio “Niassa”: 19
MOÇAMBIQUE. 21
Cunha fortuita não funcionou: 21
Carnaval em Lourenço Marques: 21
Cidade da Beira e primeiro contacto com a selva na viagem até Moatize: 21
Moatize e segurança do material criptográfico: 22
Coluna de viaturas militares e civis para o nosso primeiro destino: 22
FURANCUNGO.. 23
Primeiro drama, um camarada morto a caminho de Vila Gamito: 24
Testemunho do Carlos Pacheco: 24
Primeira mensagem que fez acordar o Comandante: 25
Roubar carne, era preciso: 26
Morte de um camarada Furriel e conversa com um amigo de Alenquer: 26
Morte de um camarada Soldado e o pénis do inimigo: 27
Camaradas circuncisados: 27
Mensagem de Natal censurada: 28
Ferido numa ida à lenha: 28
Teatro: 29
Apoio a tentativa de golpe de estado na Zâmbia: 30
Vila Coutinho: 30
Passagem por Vila Gamito: 31
Camarada que substitui: 31
Histórias em Vila Coutinho, os Jacarés e o avião militar com avaria: 32
Lata de enguias para o “Picitos”: 33
Alex, antónimo de masculino,: 34
VUENDE. 36
Ataque sofrido em Vuende (3,45 horas): 36
Cerco falhado ao inimigo: 38
Construção de novo Aquartelamento: 39
As latrinas: 39
Férias na cidade da Beira: 40
Batatas servidas com a mão: 40
Três mortos numa ida à lenha: 41
Operação de grande envergadura “Vigor 4”: 42
Morte em combate do camarada e amigo Pedrosa: 43
Inimigo desertado: 44
Crianças filhas de instrutores Chineses: 44
Expectativa de mudança para uma zona melhor: 45
CASULA.. 47
Percurso para a Casúla: 47
Discurso do cimento: 48
Traquinices conjuntas com os camaradas Casaca Gonçalves e João Correia: 49
Arrojada sessão fotográfica na visita do General Kaúlza de Arriaga: 51
Distribuir café pelos postos e ameaça de morte ao Major Nelson. 52
Surpresa no Natal de 1971: 52
Uivar dos cães no hastear da bandeira: 53
Inconvenientes de mensagem mal decifrada: 53
Único, presumo, frente a frente com o inimigo: 54
Assaltos à cantina pelo Capitão: 55
Partida do Mainato André: 55
Com Lisboa um sonho aconteceu: 56
A Impaciência tomava conta de nós: 57
Ementa de um almoço em cifra “Cabeça de sargento”: 57
Música bem Lisboeta nos Santos Populares: 58
MEMÓRIA DOS ÚLTIMOS 3 MESES (Capítulo especial nestas narrativas): 59
A mensagem do regresso a casa: 60
Ida ao Béne e Tembué: 62
A chegada dos Checas: 63
Minha demorada rendição e último dia na selva: 65
Acontecimentos em Tete: 66
Ataque a Vuende e a história do pó de talco: 66
Almoço em casa do General e ida para o cais: 67
O abraço do Major Nelson Valente: 69
Trabalhos de merda: 70
Relógio igual ao do Comandante: 70
Já se via Cascais e Estoril: 71
Reencontro com a família e amigos: 71
RETOMAR DA VIDA CIVIL: 73
Comezainas pós tropa com o Chico (Francisco Inácio) ex. camarada da CCav. 2652: 73
Camarada sem pé: 74
O Gonçalves e o amigo Carias (ferido): 74
Reencontro com o Cunha, um dos que tinha morrido: 76
Namorada no verão de 1973: 78
Amigo de Alenquer também esteve em Vuende e Furancungo: 79
Homenagem do Carlos Pacheco ao seu amigo Gregório (Seringas): 80
NOTAS FINAIS: 82

 

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