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TRABALHOS, TEXTOS
SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS
Informação de
Jorge Santos
Amélia Neves de Souto
Amélia Neves de Souto
é doutorada em História pela Universidade Nova de
Lisboa. Actualmente, trabalha no Centro de Estudos
Africanos na Universidade Eduardo Mondlane como
professora auxiliar e investigadora.
Suas pesquisas
centram-se na História Contemporânea de Moçambique,
principalmente a história política, institucional e
militar da última fase do período colonial, e também a
descolonização e o período de transição para a
Independência. A História do período pós-independência e
a integração regional na zona austral de África, também
fazem parte a sua área de pesquisa.
in:
http://www.opais.co.mz/noticias/index.php?id_noticia=5803
"Caetano
e o Ocaso do «Império»"
Administração e Guerra
Colonial em Moçambique durante o Marcelismo (1968-1974)
Marcelo Caetano era
obcecado com Guerra Colonial
2008-04-16 20:21 (GMT)
O
arrastamento da opção militar nas ex-colónias
portuguesas em África deveu-se à "obsessão de
Marcelo
Caetano pela continuação da Guerra Colonial",
defendeu esta quarta-feira, em Maputo, a historiadora
portuguesa Amélia Neves de Souto.
Para a investigadora, que esta quarta-feira lançou no
Instituto Camões de Maputo o seu livro "Administração
e Guerra Colonial em Moçambique", o sucessor de
Salazar na presidência do Conselho do Estado Novo,
contrariou desta forma as expectativas de uma solução
menos desgastante para a questão colonial.
"Marcelo Caetano ascende com o condão de quem
vai reformar e liberalizar mas, em paralelo com estes
princípios, compromete-se também a prolongar a Guerra
Colonial, frustrando as expectativas dos opositores
democráticos e dos sectores liberais", frisou
Amélia Neves de Souto.
"A indicação de Kaúlza de Arriaga à chefia do
exército colonial português acentua as desconfianças de
que Caetano aposta na via militar para resolver o
problema colonial", explicou Amélia Souto.
Na ocasião, o Professor de História da Universidade
Eduardo Mondlane defendeu, por seu turno, a tese do
aprofundamento tardio da articulação entre a
administração colonial portuguesa e o regime de
segregação existente à época na vizinha África do Sul é
uma das teses defendidas pelo livro "Administração
e Guerra Colonial em Moçambique", esta
quarta-feira lançado em Maputo.
"Com este livro, podemos saber mais detalhes do
outro lado da moeda, a colaboração entre o regime
colonial português e os regimes racistas da Região
Austral de África", sublinhou Hedjes.
A aliança, justificada pelo imperativo de travar o
avanço da guerrilha da FRELIMO, que lutava pela
independência de Moçambique, evolui até ao ponto de
Portugal e África do Sul criarem a Comissão de
Colaboração Militar.
"Esse mecanismo tinha uma importância de tal
ordem que as reuniões eram secretas, como a de Março de
1970 em Pretória, o que permitia até que esse capítulo
da História ficasse encoberto", sublinhou o
investigador.
in:
http://www.tvnet.pt/noticias/detalhes.php?id=25895
Editor: Edições Afrontamento
ISBN: 9789723609332
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 460
in:
http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=168547
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