"Memórias da Revolução - Portugal
1974 - 1975"
Entretanto, Manuel Bernardo não pára: Em co-autoria com
Francisco Proença Garcia e Rui Domingues da
Fonseca, já está em preparação outro notável documento -
"25 de Novembro" - a lançar na véspera do 30.º
aniversário desse decisivo evento da História
Contemporânea.
je
Lançado na Livraria Municipal Verney, em Oeiras em
23-4-2004, sendo prefaciado pelo Prof. Dr. Artur Anselmo
e apresentado pelo Ten-Coronel Brandão Ferreira.
Também apresentado na Biblioteca Municipal de Faro, pelo
Coronel Luís Villas-Boas, em 17-6-2004.
Do Prefácio
(...) Do imenso painel de testemunhos em torno do 25 de
Abril, aqui reunidos por um milit (...) Ora aquilo a que
se passou a designar de Descolonização, além de um
desastre político-militar de proporções nunca vistas na
História Pátria, foi, de facto, uma vergonha colectiva,
que acompanhará para todo o sempre a consciência
nacional. Mais, tem condicionado psicologicamente o todo
português que, trinta anos depois, ainda não conseguiu
encontrar um rumo colectivo sólido e de futuro. Portugal
já se encontrou em várias esquinas da História, mas
nenhuma tão peculiar e grave como aquela que derivou das
consequências do golpe de estado ocorrido em 25 de Abril
de 1974, onde os seus autores perderam o controle dos
acontecimentos na própria tarde desse dia. (...)
Professor Dr. Artur Anselmo
No Lançamento
(...) Ora aquilo a que se passou a designar de
Descolonização, além de um desastre político-militar de
proporções nunca vistas na História Pátria, foi, de
facto, uma vergonha colectiva, que acompanhará para todo
o sempre a consciência nacional. Mais, tem condicionado
psicologicamente o todo português que, trinta anos
depois, ainda não conseguiu encontrar um rumo colectivo
sólido e de futuro. Portugal já se encontrou em várias
esquinas da História, mas nenhuma tão peculiar e grave
como aquela que derivou das consequências do golpe de
estado ocorrido em 25 de Abril de 1974, onde os seus
autores perderam o controle dos acontecimentos na
própria tarde desse dia. (...)
Ten-Coronel João José Brandão Ferreira
Comentários na Imprensa
(...) Refira-se que estamos perante uma reedição revista
e aumentada, a partir de uma primeira, apresentada no
mesmo espaço à distância de cinco anos, isto porque
explica quem escreveu, "a história nunca está completa".
A
iniciativa, integrada no programa das comemorações dos
30 anos do 25 de Abril, conta com a presença do autor e,
entre outros, João José Brandão Ferreira, responsável
pelo prefácio desta edição. (...).
In "O
Correio da Manhã" de 22-4-2004
(...) Neste livro apresenta-se a situação vivida por
muitos oficiais do Exército (e Força Aérea) na Revolução
Portuguesa e na descolonização em Angola e Moçambique.
Nele são também aprofundados eventos como o 25 de Abril
de 1974, no Norte do País, o 28 de Setembro e,
nomeadamente, o 11 de Março e o 25 de Novembro de 1975.
(...)
In "O
Algarve" de 22-4-2004
(...) Recebemos um honroso convite para assistirmos, em
comemoração do Dia Mundial do Livro, ao lançamento da
última obra literária da autoria do nosso bom amigo
Coronel Manuel Amaro Bernardo, "Memórias da Revolução".
Obra, aliás, integrada na iniciativa "Guerra de África e
30 anos do 25 de Abril. (...)
Opêbrito (1). In "Notícias
do Entroncamento" de 30-4-2004
(...) É uma obra de profundo interesse histórico, onde o
autor reproduz uma intensa investigação bibliográfica e
edita entrevistas realizadas a mais de quarenta
entidades militares e civis.
(...) Observa o autor: "Existe uma polémica: quem foi o
culpado do quê? Quem provocou a descolonização da
maneira como foi feita? Eu toco na ferida e aponto o
dedo ao Dr. Mário Soares e ao Dr. Almeida Santos".
Recorda o Coronel que "antes de serem nomeados
ministros, no período que mediou entre o 25 de Abril e o
15 de Maio (quando tomaram posse), eles queriam que
fosse declarada a independência imediata das colónias,
com três teatros de operações em guerra." Depois, Mário
Soares "chegou a abraçar Samora Machel, aparecendo as
fotografias nos jornais de Moçambique, enquanto as
tropas ainda combatiam". Esta é uma omissão - que serve
de exemplo entre outras tantas - as histórias contadas
por Mário Soares e outros, que o Coronel Manuel Amaro
Bernardo pretende "desmontar".
(...) Lança, em 2003, "Moçambique Guerra e
Descolonização; 1964-1975", também pela editora
Prefácio. Um livro que o autor realça como o seu eleito.
Uma obra que, segundo o Coronel, "envolveu muita
investigação" e contém novidades em relação a outros
historiadores que escreveram sobre o tema.
(...) Vai dizendo (o Coronel) que irá fazer "uma ligeira
investigação", porque lhe foi pedido pela Associação de
Comandos a feitura de um livro para o 30.º aniversário
do 25 de Novembro. Aceitou o desafio, "mas em
co-autoria". (...)
João
Vargues, in "Algarve Região"
de 15-7-2004
(...) Trinta anos passados sobre o "25 de Abril", estas
Memórias do processo político--militar português, no
período de 1974/75, baseiam-se nos testemunhos e
depoimentos de um extenso painel de intervenientes no
processo, o que, face ao distanciamento temporal,
permite já analisar os factos de uma perspectiva
consolidada e deixar ensinamentos históricos às futuras
gerações.
In "Combatente" de
Abril/Junho 2004
(...) Feito com o objectivo de aprofundar alguns
aspectos da vivência da revolução portuguesa, ocorrida
em 1974/75, este livro é também, uma tentativa de
esclarecer acontecimentos que alguns autores e
intervenientes nos mesmos, "pareceram querer manter numa
penumbra cautelosa: a descolonização de Angola e
Moçambique, assim como o golpe/contra-golpe de 11 de
Março de 1975".
O
estudo realizou-se, através de entrevistas feitas a
intervenientes nos acontecimentos, e está dividido em
três partes: 25 de Abril/28 de Setembro de 1974; desde
essa data à primeira semana de Agosto de 1975; e,
depois, até ao 25 de Novembro de 1975. Explicando a
escolha desta cronologia, o autor considera que, esse
período foi marcado pelo pano de fundo da descolonização
e da movimentação das forças militares e políticas no
decurso do processo. Mais propriamente, em sua opinião,
foi o PCP que determinou as fases indicadas: em 28 de
Setembro "tornou-se visível no panorama nacional, com a
aplicação da sua "praxis" estalinista de movimentação de
massas populares e do desencadear de prisões
arbitrárias, de barricadas populares nas estradas e
lançamento de uma onda terror". Depois, "desde finais de
Julho de 1975 (o PCP) entrou em desequilíbrio,
nomeadamente receoso pela onda de anticomunismo
desencadeada a partir do Norte do país, com base na
actuação da Igreja Católica e de outros movimentos
subsidiários, além das tomadas de posição idênticas de
Mário Soares, que viria a ser catapultado a líder da
contra-revolução". O autor aceita, assim, a tese de
António Reis que, contrariando Medeiros Ferreira e
Sanchez Cervelló, os quais, segundo o autor, deram
demasiada importância à componente militar
In
revista "História"
de Julho/Agosto 2004
Nota: (1) Decano dos jornalistas portugueses.
Memórias da Revolução
MANUEL BERNARDO, Investigador persistente da História
Contemporânea, lançou um novo livro - "MEMÓRIAS DA
REVOLUÇÃO - 1974 - 1975" - Ed. Prefácio.
O
evento teve lugar na Livraria - Galeria Municipal Verney
- Oeiras - 23 ABR 04, Sexta-feira, 17:00.
A
apresentação foi feita pelo Ten-Coronel Pilav. João José
Brandão Ferreira, com a presença do Prefaciador,
Professor Doutor Artur Anselmo, do Cor. "Comando" Jaime
Neves, do Autor e de inúmeras personalidades civis e
militares, grande parte da qual tomou parte activa nos
eventos que no livro são relatados.
 |
 |
O Director da Livraria
Municipal
apresenta os Membros da Mesa |
Coronéis Morais da Silva e
Jaime Neves,
ao lado do General Galvão de Melo |
Para uma primeira abordagem crítica, transcreve-se o
Prefácio da Obra:
Pelo Professor Doutor Artur Anselmo
O Senhor Coronel Amaro Bernardo, que fora um dos
meus melhores alunos numa pós-graduação universitária,
tinha-me pedido aquilo que se chama "prefácio" para esta
edição do seu livro de memórias acerca do período
revolucionário iniciado em 25 de Abril de 1974 e
concluído com a eleição presidencial de 1976. Hesitei
logo (que tinha eu a dizer? a quem poderiam interessar
as minhas opiniões em matéria tão controversa?), mas
acabei por aceitar: afinal também eu, como tanta outra
gente, acompanhara de perto a evolução dos
acontecimentos, a ponto de ter mesmo chegado a formar um
arquivo de recortes e uma biblioteca escolhida dos
trabalhos mais significativos desse período.
Parafraseando o bom Terêncio, "Português sou e nada do
que é português me deixa indiferente".
Comprometido na palavra dada, li (uma vezes com
curiosidade, outra com paciência de ervanário chinês) as
mais de setecentas páginas destas memórias. Guardadas as
devidas distâncias, senti-me como Tito Lívio ou como
Tácito a compulsarem os Analistas que os precederam,
tamanha era a enxúndia de informações. E pensava:
"Trinta anos passados sobre o 25 de Abril, a quem
interessam estes depoimentos?" Mas de pronto caía em mim
para reconhecer que as gerações futuras mergulharão
neles, sem dúvida, com o mesmo entusiasmo que hoje pomos
na leitura dos memorialistas da Restauração, da época de
Pombal, do Liberalismo, do 5 de Outubro, do 28 de Maio,
ou do Estado Novo.
Do imenso painel de testemunhos em torno do 25 de
Abril, aqui reunidos por um militar com estofo de
repórter incansável, avultam algumas ideias essenciais:
a desorganização geral do país, a insubordinação
castrense ("ninguém mandava em ninguém"), incultura da
maior parte dos chefes revolucionários e oportunismo
infiltrado nas massas populares. A par disto, um
indisfarçável espírito inquisitorial, ou não fosse
Portugal um dos países europeus que mais tempo
suportaram o Santo Ofício.
Foi tudo inútil? É evidente que não foi. Porque na
barafunda generalizada e no folclore do tira-e-põe, não
faltou quem, na hora própria, sob o comando de meia
dúzia de homens disciplinados, arriscasse a vida para
permitir que os Portugueses pudessem entrar na
normalidade constitucional. E até os que tinham negado
três vezes se tranquilizaram quando o galo cantou.
Nota biográfica
Abril de 2004
Manuel Amaro Bernardo
Coronel na reforma / Escritor
Nascido em Faro, em 28/3/1939
Residente em Carnaxide (Oeiras)
Dados pessoais
Cumpriu quatro comissões por imposição em África
(Moçambique e Angola), entre 1961 e Dezembro de 1973, em
comando de tropas (alferes e capitão).
Após o 25 de Abril esteve colocado no Batalhão de
Comandos (depois Regimento), a proceder à liquidação do
Regimento de Infantaria n.º1, entretanto extinto, tendo
feito parte do Posto de Comando, na Amadora, que
coordenou as acções de contenção do golpe de 25 de
Novembro de 1975.
Desempenhou as funções de Director de Instrução do
Regimento de Infantaria de Angra do Heroísmo, durante um
deslocamento por imposição, nos Açores (1977/78).
Foi Oficial de Operações e 2.º Comandante do então
Batalhão n.º2 da GNR, com a área de actuação nos
distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Leiria
(1979/85). Após desempenhar as funções de Subchefe do
Estado-maior, no Quartel-general da Região Militar Sul,
em Évora, esteve colocado nos Tribunais Militares de
Lisboa, onde foi Promotor de Justiça e Juiz
Vogal/Presidente, durante cerca de oito anos (1987/95).
Diplomado com o Curso Complementar de Ciências da
Informação da Universidade Católica (1990/93).
Actividades Literárias
Publicou, em 1977, com o pseudónimo Manuel Branco, o
livro "Os Comandos no Eixo da Revolução; Crise
Permanente do PREC; Portugal 1975/76" (incluído nos
quadros dos best-seller, em Abril/Maio de 1977), na Ed.
Abril.
Colaborador de alguns jornais diários e semanários
lisboetas (1975/1980).
Por julgar de inteira justiça, aqui insiro referências
críticas à Obra Completa de Manuel Bernardo