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10 de Junho

Celebrações do 10 de Junho - Encontro Nacional de Combatentes

 

 

 

 

23.º Encontro Nacional de Combatentes

 

Lisboa, 10 de Junho de 2016

 

Com o apoio de um colaborador do portal UTW

 

 

 

 

Tenente-Coronel Piloto Aviador Brandão Ferreira

(orador convidado)

 

 

Clique no sublinhado que se segue para visualização do conteúdo

 

Alocução de Homenagem aos Combatentes

 

 

– «Se antes do cerimonial houve ocasião de nos cumprimentarmos, não tive porém oportunidade de, após a sua excelente exortação, vivamente o felicitar localmente, sendo que o faço agora e por este meio, agradecendo a cópia (cuja será objecto de merecida divulgação permanente, na página do portal UTW dedicada ao nosso XXIII ENC).

Grande lição de História Pátria.
As gerações do nosso pós-guerra (e alguns da nossa geração), merecem ler e aprender; e reflectir.
Faltam-me os adjectivos.

Parabéns.
E muito obrigado.

Um forte abraço, do
Abreu dos Santos
»

 

Excertos do discurso:

 

«É sabido que a defesa da Pátria não se faz apenas de armas na mão; essa defesa pode e deve, estender-se a todas as áreas da actividade humana.»

«E, ao ter-se abandonado o Serviço Militar Obrigatório, parece que a defesa da Pátria – esse dever e direito fundamental, segundo a Constituição, ficou direito de todos e dever só de alguns…»

«Ora haver Nação sem Pátria é curto; mas haver Pátria sem Nação, é impossível!…»

«Ora se o Estado não representar a Nação, não pode sentir a Pátria como sua, tão pouco a entender.»

«E Camões – que também foi um combatente - não se esqueceu de, neles, referir a Nação – fê-lo, até, por sete vezes – e não foi avaro em relação à Pátria já que a evoca em 35 ocasiões!»

«E caros compatriotas aqui presentes, não somos nós que estamos mal; “eles” é que se afastaram do trilho certo. Do trilho do Dever, da Honra, do Patriotismo, do amor a Portugal.»

«Onde se devem individualizar as mães e as mulheres, pois foram elas que sempre aguentaram a rectaguarda!»

«Por isso todos nós devemos estar orgulhosos dos nossos combatentes; de quem disse “pronto”, quando chegou a hora; quem lutou quando foi preciso lutar; quem não virou a cara aos sacrifícios; quem não desertou do combate ou, pior ainda, quem traiu a terra que lhe serviu de berço, a terra dos seus pais.»

«Os nossos antepassados não andaram a trabalhar, a lutar, a edificar e a expandir o nosso país, desde 1128, para agora estarmos a alienar ao desbarato, a nossa soberania, a nossa nacionalidade, a nossa cultura (onde a língua tem um lugar de destaque), as nossas gentes, o nosso património e a nossa terra.»

«Para ficarmos escravos de dívidas perpétuas e enredados em leis alheias, iberismos serôdios ou federalismos espúrios;»

«E, outrossim, por nos estarmos a suicidar colectivamente, por via de excesso de emigração, imigração, leis de naturalização erradas, quebra demográfica gravíssima e corrupção galopante.»

«Finalmente para sermos reféns de organizações sem rosto oficial, de carácter internacionalista e mais ao menos secretas ou discretas, que ninguém elegeu e que transformam, só por si, a Democracia e a Justiça, numa ficção.»

«Caros compatriotas, esta cerimónia destina-se à exaltação da memória dos combatentes, nossos antepassados ou contemporâneos, mas destina-se também, aos que hoje vivem e a quem compete receber e passar o testemunho.»

«Devemos, deste modo, curvar-nos, reverentes e obrigados, junto aos nomes daqueles que estão gravados nos muros deste memorial, que combateram nas últimas das centenas de campanhas ultramarinas que realizámos nos últimos seis séculos (não foram seis décadas…),»

«Nela chegámos a manter 230.000 homens em pé de guerra, em quatro continentes e três oceanos, a combater durante 14 anos, em três teatros de operações enormes, distantes entre si e a então Metrópole...»

«Lembrar o seu exemplo e preservar a sua memória, é tarefa ingente de todos os bons portugueses, pois tal deixou de ser feito na escola, na generalidade dos “média” e quase desapareceu do discurso político a não ser em frases de circunstância, ditas sem convicção.»

«Lembro que um combatente só dá baixa para a cova!»

 

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