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Condecorações

Abílio de Jesus, Soldado de Infantaria, Apontador de Metralhadora, n.º 1127/60, da CCac106/Bcac96

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA  

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, pág. 157, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, págs. 95 e 96, da da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, Livro 1, págs 113 e 114, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 72, pág.s 12 e 13, de Dezembro de 1965

Diário de Lisboa, n.º 13790, pág.s 6 e 7, de 5 de Maio de 1965

Diário de Lisboa, n.º 14525, pág.s 9 e 10, de 23 de Maio de 1963

 

 

Abílio de Jesus

 

Soldado de Infantaria, Apontador de Metralhadora, n.º 1127/60

 

Companhia de Caçadores 103

 

Batalhão de Caçadores 96

 

«NAMBUANGONGO»

 

Angola:

 

14Mai1961 a 06Mai1963

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

 

Abílio de Jesus, Soldado de Infantaria, Apontador de Metralhadora, n.º 1127/60.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Caçadores 103 (CCac103) do Batalhão de Caçadores 96 (BCac96) «NAMBUANGONGO», no período de 14 de Maio de 1961 a 6 de Maio de 1963.

 

Pela Portaria de 27 de Abril de 1962 foi agraciado com a Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma, publicado na Ordem do Exército n.º 14 - 3.ª série, de 1962.

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

 

 

Soldado de Infantaria, apontador de metralhadora, n.° 1127/60
ABÍLIO DE JESUS


CCac103/BCac96 - RI7

ANGOLA


Grau: Cobre, com palma


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 14 – 3.ª série, de 1962:


Por Portaria de 27 de Abril de 1962:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, nos termos do parágrafo 2.º do art.º 8.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por satisfazer às condições expressas no parágrafo 1.º do art.º 7.º do mesmo Regulamento:


O Soldado de Infantaria, n.º 1127/60, Abílio de Jesus, da Companhia de Caçadores 103 (CCac103) por, em combate e mais uma vez, ter evidenciado possuir coragem, decisão e sangue frio, quando, no dia 1 de Fevereiro do corrente ano, fazendo parte de uma patrulha motorizada saída de Nambuangongo, que também tinha a missão de levar reabastecimentos à guarnição de Quixico, foi alvo de uma emboscada junto ao rio Onzo, durante o qual o inimigo habilmente encoberto pela mata alvejou a patrulha durante vinte minutos, com grande intensidade de fogos ajustados, que logo de início causaram pesadas baixas (nota).


O referido soldado, patenteando extraordinária bravura e notável sangue frio, indiferente à metralha que o rodeava, vendo cair gravemente ferido o seu municiador e ele próprio tendo recebido um ferimento, manteve o fogo da metralhadora de que era apontador, com uma tenacidade e valentia dignas da maior admiração, com rajadas oportunas e ajustadas, conseguindo, não só cobrir os restantes elementos da patrulha, como destroçar o inimigo emboscado só deixando a arma quando se esgotaram as munições.


À sua actuação brilhante, em tão grave circunstância e à serena firmeza com que permaneceu heroicamente no seu posto de combate, deve-se o facto de não ter sido mais elevado o número de baixas. A sua conduta distinta e o desprezo pela vida, que tão exuberantemente manifestou, acrescentam, sem dúvida, as glórias do nosso Exército.

 

(nota):

 

Adriano Alves Vieira

 

Adriano Alves Vieira, Soldado Atirador de Infantaria, n.º 1889/60/PU, natural do lugar do Pinheiro, da freguesia de Tarouquela, concelho de Cinfães, filho de Francisco Vieira e de Maria Augusta Alves, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Caçadores 103 (CCac103) do Batalhão de Caçadores 96 (BCac96) «NAMBUANGONGO».

 

Faleceu no dia 1 de Fevereiro de 1962 na passagem do rio Onzo, entre Nambuangongo - Quixico, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério de Nambuangongo, junto da igreja do lado nascente, em Angola.

 

Carlos Aparício de Oliveira

 

Carlos Aparício de Oliveira, 1.º Cabo Atirador de Infantaria, n.º 1083/60, natural da freguesia de São Vicente, concelho de Abrantes, filho de António de Oliveira e de Florinda Aparício, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Caçadores 103 (CCac103) do Batalhão de Caçadores 96 (BCac96) «NAMBUANGONGO».

 

Faleceu no dia 1 de Fevereiro de 1962 na passagem do rio Onzo, entre Nambuangongo - Quixico, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério de Casais de Revelhos, concelho de Abrantes.

 

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Jornal do Exército, ed. 72, pág.s 12 e 13, de Dezembro de 1965:

 

 

 

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Batalhão de Caçadores N.º 96
 

Identificação:
BCaç 96
 

Unidades Mobilizadoras:
Regimento de Infantaria 7 (RI7 – Leiria):
Comando, Companhia de Comando e Serviços e Companhia de Caçadores 104 (Cmd, CCS, e CCac104)


Regimento de Infantaria 2 (RI2 – Abrantes): Companhia de Caçadores 103 (CCac103)


Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar): Companhia de Caçadores 105 (CCac105)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Armando da Silva Maçanita
Tenente-Coronel de Infantaria Carlos da Costa Campos de Oliveira
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria Jovelino Moniz de Sá Pamplona Corte Real
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria Jorge Afonso Cardoso
 

Comandante de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Infantaria António Mariz de Sousa e Costa
 

Companhia de Caçadores 103 (CCac103):
Capitão de Infantaria Mário de Aguiar Gonçalves Dente
Alferes de Infantaria Casimiro Augusto Teixeira
Capitão Mil.º de Infantaria: José Luís Gomes Ferreira
 

Companhia de Caçadores 104 (CCac104):
Capitão de Infantaria José Maria Adriano das Neves
 

Companhia de Caçadores 105 (CCac105):
Capitão de Infantaria Luís Alberto Monteiro de Oliveira Leite
 

Divisa:
"Nambuangongo"

 

Partida:

Embarque em Lisboa no dia 5 de Maio de 1961 no NTT «Vera Cruz»; desembarque em Luanda no dia 14 de Maio de 1961


Regresso:
Embarque em Moçâmedes no dia 9 de Maio de 1963 no NTT «Niassa»; desembarque no dia 23 de Maio de 1963 na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa.

 
Síntese da Actividade Operacional
Em cumprimento do plano de operações "Gama", o Batalhão de Caçadores [BCac96] deslocou-se, a partir de 7 de Junho de 1961, para o Norte, onde devia desenvolver operações para diminuir a pressão do inimigo nas regiões de Úcua, ocupada por 1 Pelotão da Companhia de Caçadores 66 (Pel/CCac66) e Píri, operando paralelamente ao Batalhão de Caçadores Eventual de Quanza Norte (BCacEv/QuanzaNorte), sendo de salientar os combates de Muquiama Santa, Quissacala e Queso, de que resultaram no primeiro, baixas pesadas para o inimigo e também para as Nossas Tropas, no primeiro.


Em 22 de Julho de 1961, o Batalhão de Caçadores [BCac96] substituído no Píri pelo Batalhão de Caçadores 132 (BCac132).


Em 22 de Julho de 1961, foi difundido o plano "Viriato", segundo o qual o Batalhão de Caladores [BCac96] , com o Batalhão de Caçadores 114 (BCac114) e a Companhia de Cavalaria 149 (CCav149), deviam abrir itinerários, convergentes em Nambuangongo, a partir da ponte do Dange, Caxito e Ambriz. Todavia, antes da rendição, teve lugar o combate defensivo de Muquiama Sarna, de novo, no qual um pelotão da Companhia de Caçadores 103 (CCac103) sofreu um ataque do inimigo em massa, com inaudita decisão, de 400 elementos que, ao cabo de hora e meia, foram repelidos com pesadíssimas baixas. Atravessando o rio Dange e o rio Luíca, em 23 de Julho de 1961, novo ataque com as mesmas características e consequências para o inimigo, que, entretanto, até à chegada a Mucondo, atingida em 26 de Julho de 1961 emboscou ainda várias vezes.


Muxaluando foi ocupada em 7 de Agosto de 1961. Grave falta de reabastecimentos tinha surgido, sanada em 4 de Agosto de 1961, com a chegada do 2.º escalão do batalhão, vindo do Píri.


Refira-se em 29 de Julho de 1961, o combate defensivo de Mucondo, no qual 800 elementos inimigos, com ML (metralhadoras ligeiras), PM (pistolas metralhadoras), espingardas, canhangulos e catanas, atacaram em massa e foram repelidos com graves baixas: 53 mortos contados e 60 feridos conhecidos.


Faz-se menção ainda às muitas centenas de valas profundas e largas, abatizes e pontões destruidos, que foi preciso superar, numa área completamente devastada e sem quaisquer recursos logísticos.


Em 9 de Agosto de 1961, finalmente, foi atingido Nambuangongo pela Companhia de Caçadores 103 (CCac103).


Em 20 de Outubro de 1961, surgiu o primeiro dispositivo estável, que na 3.ª fase, em Dezembro de 1961, era o seguinte:


- Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS), Pelotão de Sapadores 23 (PelSap23), Pelotão de Morteiros 12 (PelMort12) e Pelotão de Canhões Sem Recuo 10 (PelCanhSRc10) em

Muxaluando, a
- Companhia de Caçadores 103 (CCac103) em Nambuangongo, a
- Companhia de Caçadores 104 (CCac104) em Mucondo, a
- Companhia de Caçadores 105 (CCac105) em Lifune-Tári, a
- Companhia de Caçadores 381 do batalhão de Caçadores 382 (CCac381/BCac382) na Fazenda Maria Fernanda, a
- Companhia de Caçadores 270 (CCac270) na Beira Baixa, e ainda
- Destacamentos em Fazenda Onzo, Quixito, Alto Lifune, Marcoense, Santo António e Beira Baixa.
Apoiaram logisticamente o Batalhão de Caçadores [BCac96], o
- Destacamento de Manutenção de Maetrial 206 (DestManMat206) e o
- Destacamento de Intendência 213 (Destlnt213).
Com carácter eventual, reforçaram o Batalhão de Caçadores [BCac96] a
- Companhia der Caçadores 78 (CCac78 em Quibaxe, a
- Companhia de Caçadores 66 (CCac66) em Úcua, a
- Companhia de Caçadores 165 do Batalhão de Caçadores 158 (CCac165/BCaC158) e
- Companhia de Caçadores 140 do batalhão de Caçadores 137 (CCac140/BCac137).
 

Mencionam-se as operações
- "Viriato",
- "Esmeralda",
- "Turbilhão",
- "Golias" reforçado com o Batalhão de Caçadores 261 (BCac261),
- "Siroco",
- "Branca de Neve" e
- "Pé Leve".
 

Com início dos movimentos em 5 de Março de 1962, o Batalhão de Caçadores [BCac96] foi rendido no subsector de Nambuangongo, no Sector 3, da Zona de Intervenção Norte (ZIN), pelo Batalhão de Cavalaria 350 (BCav350), em 31 de Março de 1963.


O Batalhão de Caçadores [BCac96], após algumas semanas no Grafanil, em Luanda, iniciou em 18 de Abril de 1962 o deslocamento para a Zona de Intervenção Sul (ZIS), com a sede em Sá da Bandeira.


O Batalhão de Caçadores [BCac96] assumiu o comando da Zona de Intervenção Sul (ZIS), cujo dispositivo integrava o Regimento de Infantaria de Sá da Bandeira (RISB), o Grupo de Artilharia de Campanha de Sá da Bandeira (GACSB) e o Batalhão de Caçadores 96 (BCac96).


O Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e a Companhia Caçadores 103 (CCac103) instalaram-se em Sá da Bandeira, a


Companhia de Caçadores 104 (CCac104) em Pereira d'Eça e a
Companhia de Caçadores 105 (CCac105) em Moçâmedes;
 

Em 10 de Agosto de 1962, a Companhia de Caçadores 103 (CCac103) instalou um pelotão em Caconda e para onde foi depois transferida, em 2 de Novembro de 1962.


No período, desenvolveu persistente actividade nos capítulos da informação, acção social, de vigilância e segurança.


Em 9 de Maio de 1963, foi rendido pelo Batalhão de Cavalaria 345 (BCav345), tendo efectuado o embarque de regresso em Moçâmedes.

 

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Diário de Lisboa, n.º 13790, pág.s 6 e 7, de 5 de Maio de 1965

 

 

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Diário de Lisboa, n.º 14525, pág.s 9 e 10, de 23 de Maio de 1963


 

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