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Condecorações

Acácio Guilherme da Costa Pinto de Lima, Furriel Mil.º de Artilharia, da CArt1469/BArt1869

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 167, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 412 e 413, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, págs 521 a 524, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 90, pág.s 22 e 23, de Junho de 1967

Diário de Lisboa n.º 15447, pág. 14, de 17 de Dezembro de 1965

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

Acácio Guilherme da Costa Pinto de Lima

 

Furriel Mil.º de Artilharia

 

Companhia de Artilharia 1469

 

Batalhão de Artilharia 1869

 

«FORÇA E HONRA»

 

«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»

 

Angola: 26Dez1965 a 10Fev1968

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

Acácio Guilherme da Costa Pinto de Lima, Furriel Mil.º de Artilharia.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada (RAP2 – Vila Nova de Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 17 de Dezembro de 1965, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) «FORÇA E HONRA» - «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», embarcou no NTT «Vera Cruz», na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, com destino a Luanda, onde desembarcou no dia 26 de Dezembro de 1965;


Após a conclusão da sua comissão de serviço, embarcou, no dia 10 de Fevereiro de 1968, no NTT «Uíge», de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 26 de Fevereiro de 1968;


Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 6, de 20 de Janeiro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA), e na Ordem do Exército n.º 8, 3.ª série, de 1967;


Agraciado com o Prémio Governador-Geral de Angola, publicado no Jornal do Exército, ed. 90, pág. 23, de Junho de 1967.
 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

 

Furriel Miliciano de Artilharia
ACÁCIO GUILHERME DA COSTA PINTO DE LIMA
 

CArt1469/BArt1869 — RAP2
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 8 – 3.ª série, de 1967.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 16 de Fevereiro findo, o


Furriel Miliciano, Acácio Guilherme da Costa Pinto de Lima, da Companhia de Artilharia n.º 1469 do Batalhão de Artilharia n.º 1869 — Regimento de Artilharia Pesada n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem se Serviço n.º 6, de 20 de Janeiro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvo o Furriel Mil.º Acácio Guilherme da Costa Pinto de Lima, da Companhia de Artilharia n.º 1469 do Batalhão de Artilharia n.º 1869, por, no dia 6 de Dezembro de 1966 [a emboscada], quando o seu Grupo de Combate, que escoltava uma coluna de viaturas civis, foi emboscado por um numeroso e bem armado grupo inimigo, sendo Comandante da Secção que seguia na testa da coluna, imediatamente retrocedeu para socorrer os seus camaradas.


Detida a viatura por intenso fogo de barragem do inimigo que pretendia impedir a sua ligação com as duas restantes Secções que se encontravam em plena "zona de morte" e com a quase totalidade dos seus elementos fora de combate, apeou, e seguido por mais três militares, conseguiu ir aproximando-se, em arriscados lanços realizados à custa de muita decisão e coragem, pois era constantemente batido pelo fogo inimigo em tiro certeiro e ajustado.


Conservando um sangue frio e calma invulgares, foi respondendo ao fogo inimigo que não cessava de bater a "zona de morte" com armas automáticas e granadas de mão. Animando os camaradas já feridos, encorajou-os a fazer face ao inimigo que se preparava para o assalto final às duas Secções paralisadas afim de liquidar os feridos e levar o armamento, como se depreendia dos gritos de incitamento dos seus chefes.


A sua acção foi decisiva pois permitiu manter o inimigo em respeito até à chegada de reforços, não permitindo que ele alcançasse o objectivo que se propunha.


Mostrou possuir em elevado grau, decisão, espírito ofensivo, capacidade de comando e serena energia debaixo de fogo, desprezo pela vida, desembaraço e intrepidez absolutamente invulgares.

 

[a emboscada]

 

Ao entardecer da 3.ª feira, dia 6 de Dezembro de 1966, ao km.107 da Estrada Nacional 3 entre o Píri e Quibaxe, um pelotão da Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469), quando escoltava um MVL (coluna-auto civil de abastecimentos), foi alvo de emboscada lançada por um bando terrorista do MPLA, que causou às Nossas Tropas as seguintes baixas mortais:

Álvaro Silva Fonseca Loureiro (*)


Álvaro Silva Fonseca Loureiro, Furriel Mil.º Enfermeiro, n.º 15396865, natural do lugar da Igreja, na freguesia de Santa Marinha do Zêzere, concelho de Baião, filho de José Maria Loureiro e de Maria Cândida da Augusta Fonseca da Silva, solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado no cemitério de Santa Marinha do Zézere, concelho de Baião.´


(*) - (evacuado, veio a falecer no aquartelamento de Bessa Monteiro)
 

António Jorge Figueiredo Dias


António Jorge Figueiredo Dias, Alferes Mil.º de Infantaria, n.º 15395165, natural da freguesia de São Nicolau, concelho do Porto, filho de Arlindo Monteiro Dias e de Maria da Conceição Figueiredo Dias, solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado no cemitério de Agramonte, no Porto.

António José Pereira de Sá


António José Pereira de Sá, Soldado Desempanador, n.º 00086865, natural do lugar de Devesas, na freguesia de Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia, filho de António Ferreira de Sá e de Lucinda de Jesus Pereira, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado no cemitério de Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia.

Domingos de Oliveira Lopes Fernandes


Domingos de Oliveira Lopes Fernandes, Soldado Atirador de Artilharia


n.º 03039565, natural do lugar da Liga de Cima, na freguesia de Mascotelos, concelho de Guimarães, filho de Francisco Lopes Fernandes e de Antónia Dias de Oliveira, solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado na campa n.º 5, fileira n.º 7, do Talhão Militar, no cemitério de Quibaxe (Angola).

Fernando Albertino da Silva Pinto


Fernando Albertino da Silva Pinto, Soldado de Armas Pesadas, n.º 06029565, natural da freguesia de Miragaia, concelho do Porto, filho de António Pinto Júnior e de Conceição Silva, casado com Laurentina da Conceição Rufino Pinto.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado na campa n.º 1, fileira n.º 77, do Talhão Militar, no cemitério de Quibaxe (Angola).

Sebastião da Conceição Morgado


Sebastião da Conceição Morgado, Soldado Atirador de Artilharia, n.º 02637265, natural do lugar de Vale de Agodim, da freguesia de Vila Verde, concelho de Alijó, filho de António Brites Morgado e de Alcina da Conceição, Solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado no cemitério de Parada do Pinhão, concelho de Sabrosa.

Silvério Francisco dos Anjos


Silvério Francisco dos Anjos, Soldado Atirador de Artilharia, n.º 00676965, natural da freguesia de Torredeita, concelho de Viseu, filho de Maria dos Anjos, solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado na campa n.º 6, fileira G, do Talhão Militar, no cemitério de Quibaxe (Angola)

Virgílio Gomes


Virgílio Gomes, 1.º Cabo Atirador de Artilharia, n.º 07899665, natural do lugar de Gandara, na freguesia do Covão do Lobo, concelho de Vagos, filho de Manuel Gomes e de Ana dos Anjos, solteiro.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Está inumado no cemitério da freguesia de Fonte de Angeão, concelho de Vagos.

 

 

Clique aqui ou nas imagens que se seguem para visualização do do testemunho

do veterano Vítor Manuel Valente de Oliveira, Furriel Mil.º Sapador de Infantaria e informação do veterano Hamilton José Teixeira Cardoso, ambos da CArt1469

 

 

 

 

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Prémio Governador-Geral de Angola

 

      Jornal do Exército, ed. 90, pág. 23, de Junho de 1967

 

FURRIEL MILICIANO ACÁCIO DE LIMA

Louvado e condecorado com a medalha de CRUZ DE GUERRA 4.ª Classe, por no dia 6 de Dezembro de 1966, quando o seu Grupo de Combate, que escoltava uma coluna de viaturas civis, foi emboscado por um numeroso e bem armado grupo inimigo, sendo Comandante de Secção que seguia na testa da coluna, imediatamente retrocedeu para socorrer os seus camaradas.


Detida a viatura por intenso fogo de barragem do inimigo, que pretendia impedir a sua ligação com as duas restantes Secções que se encontravam em plena «zona de morte», com a quase totalidade dos seus elementos fora de combate, apeou, e seguido por mais três militares conseguiu ir aproximando-se, em arriscados lances realizados à custa de muita decisão e coragem, pois era constantemente batido pelo fogo inimigo em tiro certeiro acertado.


Conservando um sangue-frio e calma invulgares, foi respondendo fogo inimigo que não cessava de bater a «zona de morte» com fogo de armas automáticas e granadas de mão e, animando os camaradas já feridos, encorajou-os a fazer face ao inimigo, que se preparava para o assalto final à duas Secções paralisadas, a fim de liquidar os feridos e levar o amamento como se depreendia dos gritos de incitamento dos seus chefes.


A sua acção foi decisiva, pois permitiu manter o inimigo em respeito até à chegada de reforços, não permitindo o êxito total que esteve ao seu alcance. Mostrou possuir, em elevado grau, decisão, espírito ofensivo, capacidade de comando, serena energia debaixo de fogo, desprezo pela vida, desembaraço e intrepidez absolutamente invulgares.

 


 
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Batalhão de Caçadores 1869

 

Identificação:
BArt1869


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)


Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia José Pires Simões


2.º Comandante:
Major de Artilharia António da Silva Pereira


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Victor Manuel de Oliveira Santos
Capitão de Artilharia Luís Maria de Saldanha Oliveira e Sousa


Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército João Artur Marques da Rocha


Companhia de Artilharia 1467 (CCac1467):
Capitão de Artilharia Júlio Alfredo Campos Nunes de Sousa


Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468):
Capitão de Artilharia Ezequiel Póvoa Guiné


Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469):
Capitão de Artilharia António Eduardo de Carvalho Lopes


Divisa:
"FORÇA E HONRA" - "BRAVOS E SEMPRE LEAIS"


Partida:
Embarque no dia 17 de Dezembro de 1965, no NTT «Vera Cruz» (notícia da partida); desembarque no dia 26 de Dezembro de 1965


Regresso:
Embarque no dia 10 de Fevereiro de 1968, no NTT «Uige»; desembarque no dia 26 de Fevereiro de 1968.


Síntese da Actividade Operacional

O Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) foi destinado ao subsector de Úcua, no sector Q da ZIN (Zona Intervenção Norte), onde em 8 de Janeiro de 1966, rendeu o Batalhão de Caçadores 749 (BCac749), assumindo a responsabilidade da ZA (Zona de acção).
O dispositivo adoptado foi o seguinte:


Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) no Úcua, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) na Mussenga, a
Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) no Bom Jesus e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Piri; a
Companhia de Caçadores 593 (CCac593) e depois a Companhia de Caçadores 760 (CCac760) aquartelaram nas Mabubas e a
Companhia de Caçadores 714 (CCac714) no Caxito, tendo a partir de Junho de 1966, esta Companhia de Caçadores passado a ter seis destacamentos na sua ZA (Zona de Acção); destacamentos de pelotão guarneciam a roça Quibaba, Fazenda Maria Paula, Fazenda Maria Manuela, Fazenda Icau e Libongos.


A partir de Dezembro de 1966, dois pelotões da Companhia de Caçadores 1434 (CCac1434) reforçaram o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869), no Piri, passando depois toda a Companhia de Caçadores para Quibaxe e a


Companhia de Caçadores 1203 do Regimento de Artilharia 21 (CCac1203/RI21) (Guarnição Normal) em Pango Aluquem com nove destacamentos, sob o controlo do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Com a remodelação verificada em 27 de Abril de 1967, por saída de Quibaxe do Agrupamento 1978 (CmdAgr1978), o dispositivo foi o seguinte:


Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Quibaxe, bem como a Bateria 1441 (Btr1441), a
Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) em Bom Jesus, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) em Mussenga e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Píri;
Como reforços dispôs da Companhia de Caçadores 1434 (CCac1434) em Quibaxe,
Companhia de Caçadores 1203 do Regimento de Artilharia 21 (CCac1203/RI21) (Guarnição Normal) em Pango Aluguem e
Pelotão de Morteiros 1305 (PelMort1305) na roça Pango;


Existiam 10 destacamentos na ZA (Zona de Acção).


O inimigo era organizado e aguerrido, reagindo às penetrações, fazendo emboscadas por vezes, como à coluna logística no itinerário Sassa-Píri, em 6 de Dezembro de 1966; ou atacando aquartelamentos, como o de Úcua, em 15 e 16 de Janeiro de 1966; o de Bom Jesus, por 3 vezes entre 16 de Janeiro e 6 de Fevereiro de 1966; e a Fazenda Maria Paula, em 9 de Julho de 1966.


A actividade das Nossas Tropas obteve êxitos nas operações
"Onga Bunzo",
"Festa Brava",
"Reunião de Galos" e
"Galos Audazes" e sobretudo "Estrela de Alva" e acções "Temotaia" e "Quionguc", que se traduziram em fortes baixas inimigas e armamento capturado.


De registar, durante a estada da Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) na ZA (Zona de Acção), as primeiras apresentações de população desde 1961.


Em 8 de Maio de 1967, o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869)foi rendido em Quibaxe pelo Batalhão de Caçadores 1908 (BCac1908), e rodou para o subsector de Santo António do Zaire, no Sector A, na ZIN (Zona Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 774 (BCac774), tendo assumido a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) em 17 de Maio de 1967.


O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS), em Santo António do Zaire, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) em Quinzau e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Quelo;
Como reforços dispôs da
Companhia de Caçadores 105 do Regimento de Infantaria 20 (CCac105/RI 20) (Guarnição Normal) e depois a
Companhia de Caçadores 106 do Regimento de Infantaria 20 (CCac106/RI20) (Guarnição Normal) em Benza.
A Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) foi cedida como reforço ao Batalhão de Caçadores 1902 (BCac1902) e depois ao Batalhão de Caçadores 1931 (BCac1931), em Ambrizete.


Na nova Zona de Acção o inimigo actuava com grupos móveis que protegiam os movimentos das suas colunas logísticas; todavia não possuía instalações permanentes.


O esforço do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) foi orientado para a detenção e detecção dos movimentos do inimigo e estreitos contactos com autoridades e populações, para obtenção de notícias, bem como visou a melhoria de condições sócio-económicas das populações e sua protecção contra assaltos, raptos, outras acções violentas.


Em 3 de Fevereiro de 1968, o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) deixou o subsector, tendo sido rendido pelo Batalhão de Caçadores 1903 (BCac1903).

 

 

 

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Outros tempos...

 

Quando as Empresas homenageavam os seus funcionários que combateram na Guerra do Ultramar

 

Jornal do Exército, ed. 90, pág. 22, de Junho de 1967

 

 

 

 

Um gesto do mais expressivo significado, a Cidla, associando-se ao espírito das cerimónias do 10 de Junho, homenageou 122 funcionários que combateram ou combatem ainda nas província do Ultramar, durante um jantar servido no Pavilhão dos Desportos Náuticos, que reuniu 170 pessoas, desde as que na empresa exercem os mais altos cargos administrativos até aos funcionários de diversos serviços.


Encontravam-se presentes 31 funcionários da Cidla que, no cumprimento do seu dever militar mereceram louvores pelo seu comportamento no campo de batalha.


A mesa de honra era presidida pelo Coronel Eng. António Rodrigues dos Santos Pedroso, presidente do conselho de administração da Cidla, que tinha à sua direita, em representação do Ministro da Defesa, o chefe do gabinete daquele Ministro, Brigadeiro Rafael Alves; Visconde de Soveral, vice-presidente do conselho de administração da Cidla; Tenente-Coronel Salvação Barreto e Prof. dr. Gonçalves Pereira, administradores; o Furriel Acácio Pinto de Lima, condecorado com a Cruz de Guerra, um dos homenageados; dr. Alberto Abrantes Ribeiro, secretário-geral da empresa; Eng. José Teixeira de Queirós, subdirector-geral técnico; e António de Oliveira Romero, director do pessoal e adjunto da direcção-geral e à sua esquerda, em representação do Movimento Nacional Feminino, a sr.ª D. Renata Cunha e Costa, vogal da Comissão Central daquela organização; Francisco Cazal Ribeiro, administrador director-geral; drs. João Cardoso Salgado e Henrique Martins de Carvalho, administradores; Coronel Abílio Ferro, em serviço na Província de Moçambique, outro dos homenageados; Nuno Guilherme de Brito e Cunha, subdirector-geral para as relações externas; dr. Bernardo Pinheiro de Melo, subdirector-geral administrativo e Henrique Morais Vaz, subdirector-geral comercial.


As outras mesas eram presididas pelos directores e chefes de serviço da empresa.


Facto de profunda expressão: em honra dos empregados da Cidla que estão ausentes no Ultramar cumprindo a sua comissão de serviço, ficaram vagos cinco lugares nas diversas mesas.


No decorrer do jantar usou da palavra, em primeiro lugar, o administrador director-geral Francisco Cazal-Ribeiro, que, após salientar o gosto e orgulho com que se desempenhava da tarefa de definir e proclamar, o sentido da reunião e de enaltecer o sacrifício feito, independentemente de interesses pessoais e abnegadamente, pelos 122 funcionários da Cidla que, servindo a Pátria, «souberam dar o seu contributo para a confirmação perante o Mundo de um exemplo que ficará na história como, talvez, o derradeiro sobressalto da civilização cristã, que, juntamente com o esforço de pioneiros, levámos para essa África por onde orgulhosamente se estende a grande Nação de que somos filhos».


Depois, leu os louvores com que foram distinguidos o Coronel Abílio Ferro, que se salientou no comando de Mueda, e o jovem Furriel Acácio Pinto Lima, Cruz de Guerra por feitos heróicos em combate.

 


Francisco Cazal-Ribeiro leu, em seguida, os nomes de todos os funcionários da Cidla que cumpriram ou estão a cumprir o seu dever militar, referindo aqueles que mereceram dos seus comandos os louvores de que se tornaram credores.


Falou, depois, o Coronel Abílio Ferro, que agradeceu em nome dos homenageados, mais esta prova de solidariedade humana, social e patriótica, dada pela administração da Cidla, que vem juntar-se, disse, a tantas outras que seria difícil exprimir suficientemente toda a amplitude dos sentimentos de gratidão e reconhecimento dos funcionários. E afirmou, a terminar: «Se na guerra que sustentamos é preciso na frente vontade de vencer, também na retaguarda não pode haver quebras.»


Foi a vez de usar da palavra a sr.ª D. Renata Cunha e Costa, vogal da Comissão Central do Movimento Nacional Feminino que, em representação desta organização e da, sua presidente nacional, D. Cecília Súpito Pinto; reafirmou a determinação do Movimento em prosseguir a sua obra definida pelo lema «por Deus e pela Pátria» numa acção de amor e gratidão - gratidão pelos que defendem a Pátria e amor por todos aqueles que estão unidos pelo mesmo amor a Portugal.


O orador seguinte foi o Brigadeiro Rafael Alves, que começou por apressar o agradecimento do General Gomes de Araújo pelo convite que lhe fora endereçado e que só motivos imperiosos o impediram de aceitar, associando-se, embora, à homenagem prestada aos jovens portugueses que se batem no Ultramar, por merecida e por ser, nesta altura da vida nacional, a melhor homenagem que a Nação pode promover.


O Brigadeiro Rafael Alves terminou por felicitar também a Cidla pela sua iniciativa.


No final, usou da palavra o Coronel Santos Pedroso, presidente do conselho de administração da Cidla, que, sublinhando o carácter da reunião de agradecimento e convívio para com aqueles que souberam merecer a gratidão da Pátria, disse traduzir aquele jantar também a alegria e o orgulho da «família» Cidla pela missão nacional cumprida pelos seus membros, no conjunto de esforços de todas as actividades para um Portugal maior e eterno.

 

(sublinhado nosso)

 

 


 

 

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