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Condecorações

Alberto José Coelho Peças, Sargento Ajudante Pára-Quedista: Cruzes de Guerra de 1.ª e 4.ª classes

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fonte:

Elementos extraídos do facebook do sítio

«Forgotten Heroes / The Portuguese contribution to the defence of Africa»

Pedro Castanheira:

 

 

Alberto João Coelho Peças

 

Sargento Ajudante Pára-Quedista

 

Brevet n.º 5821

 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

 

«VINCERE EST VELLE»

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31

 

«HONRA-SE  A PÁTRIA DE TAL GENTE»

 

Moçambique: Ago1968 a Set1970

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Alberto José Coelho Peças, Sargento Ajudante Pára-Quedista


Incorporado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP) em Março de 1967;


Conclui com sucesso o 44.º curso de Para-Quedismo Militar (1967);


Titular do brevet n.º 5821 (embora no seu diploma de Caçador Pára-Quedista conste o n.º 5825);


Tem entre outros os seguintes cursos:


Curso de Caçador Pára-Quedista;
Curso de formação de Sargentos Pára-Quedistas (CFS 1/78);
Curso de lançamento de material e pessoal;
Curso de NBQ (Nuclear Biológico Químico);

Curso de transmissões;
Curso de montador de cabos telefónicos de campanha;
Curso minas e armadilhas;
Curso de técnicas de instrução;


Serviu Portugal na Província Ultramarina de Moçambique como Soldado Pára-Quedista integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (1ªCCP/BCP31), no período de Agosto de 1968 e Setembro de 1970 (ferido ligeiro em combate);


Passou à disponibilidade em Dezembro de 1970, regressando novamente às tropas Pára-Quedistas em Março de 1977.

 


Condecorado com a medalha de Cruz de Guerra de 4.ª classe (1969);
Condecorado com a medalha das campanhas com a legenda Moçambique (1968-1970);
Direito a usar a Cruz de Guerra de 1.ª classe concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP 31), pelo decreto n.º 49109 de 9 de Julho de 1969 (Colectiva);
Promovido a Cabo por distinção;
Instrutor de cursos de Rádio Telefonista;
Instrutor de curso de Cabos Paraquedistas (1981);
Instrutor de recrutas Pára-Quedistas;
Instrutor de CFS;
Em 1996 lesiona-se gravemente num salto em pára-quedas, passando em 2000 á reforma extraordinária.


«Sargento Peças estimado e respeitado por todos, em todos os anos que privei com o mesmo, sempre o vi com boa disposição e com uma palavra amiga, com o seu bigode característico, não se imaginava, que com a sua ação, tinha evitado que a sua companhia sofresse pesadas baixas, a sua modéstia não lhe permitia sequer gabar-se disso, um dia, sabendo eu do seu desempenho, que lhe valeu uma merecida Cruz de Guerra, questionei-o, como tinha tomado aquela decisão, de disparar com agressividade sobre o inimigo que se preparava para atingir a companhia com uma bazooka, lembro-me que me respondeu, “Que ninguém sabe o que vai fazer, só no momento!” e a escolha dele foi tentar salvar os camaradas» (Pedro Castanheira).


Encontra-se actualmente na situação de reforma.


Louvor da Cruz de Guerra de 4.ª classe:


«Louvo a praça abaixo mencionada, porque pertencendo à 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (1ªCCP/BCP31), há cerca de 12 meses e tomando parte em todas as operações efectuadas pela companhia no norte da província durante igual período de tempo, sempre demostrou possuir em elevado grau, extraordinárias qualidades de sangue frio, decisão, energia, espirito de sacrifício e total abnegação, nunca se furtando a ocupar os lugares de maior perigo, estas qualidades firmaram se uma vez mais durante a operação “RAIO X”.


Depois de as NT (Nossas Tropas) terem sofrido uma emboscada, ao terem atingido e destruído a Base de Moçambique, começaram a ser perseguidos por elementos do inimigo.


Surgiram numa clareira a cerca de 40 metros, vários elementos, um dos quais armado com uma bazooka, o soldado PEÇAS, que vigiava a zona, avisou o comandante de seção que imediatamente entrou em contacto com o comandante de pelotão e com o comandante de companhia para se desencadear uma ação sobre o inimigo.


Esta não chegou a concretizar-se, pois o inimigo apercebeu-se entretanto que havia tropa na zona e o elemento que transportava a bazooka, apontou-a para o local onde estava a companhia.


A pronta reação e decisão do soldado PEÇAS abrindo imediatamente fogo, juntamente com os seus camaradas de equipe evitou o ataque inimigo e permitiu que fosse abatido o elemento da bazooka e feridos vários.


Feita uma batida ao local, foi apreendida a bazooka.


Na perseguição que se seguiu voltou a distinguir-se o referido soldado, pelo seu entusiasmo e sangue frio.


Dotado de uma alta noção dos deveres militares, muito disciplinado e extraordinariamente dedicado ao serviço, o soldado PEÇAS com o seu exemplo honra as forças armadas e particularmente as tropas Para-Quedistas a que pertence, tornando-se digno de ser apontado como exemplo a seguir.


Ordem de Serviço 127/69 do Comando da Região Aérea n.º 3 (COMRA3)
Soldado Pára-Quedista Alberto José Coelho Peças
«HONRA SE A PÁTRIA DE TAL GENTE
»

 

 

 

 

 

 

 

 

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