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HONRA E GLÓRIA: Alberto Santiago de Carvalho, Tenente de Infantaria, do PelMort/CCac11 (EIP)

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

HERÓI NACIONAL

Fontes:

Jornal "CHAMA", ed. 6, de 20 de Dezembro de 1961

Jornal "CHAMA", ed. 7, de 6 de Janeiro de 1962

Ordem do Exército, n.º 4 - 2.ª série, de 1963

Ordem do Exército, n.º 5 - 2.ª série, de 1963

Ordem do Exército, n.º 6 - 2.ª série, de 1963

Diário de Lisboa, ed. 14474, pág.16, de 1 de Abril de 1963

Jornal do Exército, ed. 41, pág. 32, de Maio de 1963

Jornal do Exército, ed. 52, pág.16 e 17, de Abril de 1964

Casa Comum

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

Alberto Santiago de Carvalho

 

Tenente de Infantaria

 

Comandante do

 

 Pelotão de Morteiros da Companhia de Caçadores 11

 

Estado da Índia Portuguesa

 

Tombou em combate no dia 18 de Dezembro de 1961, em Damão, no Estado da Índia Portuguesa

 

A sua Alma repousa em Paz

 

Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma

(título póstumo)

 

Promoção a Capitão de Infantaria

(título póstumo)

 

Oficialato da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

(título póstumo)

 

Brevíssima resenha castrense

 

Alberto Santiago de Carvalho, Tenente de Infantaria;


Nasceu no dia 19 de Dezembro de 1935, na freguesia de Unhais da Serra, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco.


Filho de Augusto Duarte de Carvalho e de Leonor Santiago de Carvalho.


Aos 9 anos entrou para o Seminário Menor do Fundão, que frequentou até ao 5º ano. Tendo saído do Seminário, entrou como aluno externo, para o Colégio de S. José na cidade da Guarda.


Ingressa na Academia Militar, no dia 15 de Outubro de 1955, onde conclui o curso liceal.


Foi promovido a alferes no dia 15 de Agosto 1959 e, mais tarde, a tenente, no dia 1 de Novembro de 1961.


Durante a sua carreira militar, prestou serviço na


Escola Prática de Infantaria em Mafra; no


Regimento de Infantaria 2, em Abrantes; no


Regimento de Infantaria n.º12 do CICA do Agrupamento Constantino de Bragança, de Damão, para onde partiu no dia 27 de Abril de 1960.


Morreu em combate no dia 18 de Dezembro de 1961, na noite em que completava 26 anos.

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se segue:

 

Circunstância da morte: Em Damão, durante a invasão do Estado Português da Índia pelas forças armadas da União Indiana, acompanhou o comandante da polícia de Damão numa missão de reconhecimento do posto da polícia do aeroporto com quem não havia comunicações. Já próximo deste, forças indianas que já estavam instaladas e controlavam a zona, detectaram e alvejaram a viatura tendo os ocupantes saltado da mesma e reagido com fogo para cobrir a sua retirada durante a qual foi mortalmente atingido o Tenente Santiago de Carvalho, in Academia Militar.


Na sua folha de serviço tem averbados vários louvores, destacando sempre as suas qualidades morais, de exacta compreensão dos seus deveres, de dotes invulgares de carácter, dignidade, honestidade e lealdade.


A título póstumo foi promovido ao posto de capitão, condecorado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma, e foi-lhe concedida a Comenda da Ordem Militar da Torre e da Espada, insígnias que se encontram no Mosteiro da Batalha e no Museu Militar, confirmando a mais alta distinção militar: a de Herói Nacional.


As suas cartas – a última exposta no Museu Militar e Mosteiro da Batalha, o resto do espólio depositadas na família - são o testemunho incontestável do Homem de Valores, da grande Virtude de carácter, mas também da dimensão mais humana, onde podemos sentir a desesperança e o sofrimento, mas deliciosamente superados na Fé e no eterno Amor à família, reflectindo assim o espírito missionário e humanista. É este o testemunho que o patrono transmite, funcionando como estímulo a todos os actores em formação, que dá a pedra de toque a este colégio.

 

Os restos mortais deste herói chegaram a Lisboa, vindos de Karachi, num avião da TAP, em 31 de Março de 1963, tendo sido depositados no cemitério da freguesia da Soalheira, concelho do Fundão, distrito da Covilhã.

 

 

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