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Condecorações

Alberto da Costa Zenha, Soldado de Infantaria, da CCac412: Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo II, pág. 369, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 314, da RHMCA / CECA / EME

Diário de Lisboa, ed. 14476, pág. 2, de 03Abr1963

Diário de Lisboa, ed. 15225, de 06Mai1965

Diário de Lisboa, ed. 15259, de 09Jun1965

Imagem dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

 

Alberto da Costa Zenha

 

Soldado de Infantaria, n.º 1665/62

 

Companhia de Caçadores 412

 

«CAPACETES VERDES»

 

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Guiné: 09Abr1963 a 29Abr1965

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

 

 

Alberto da Costa Zenha, Soldado de Infantaria, n.º 1665/62

 

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Caçadores 412 «CAPACETES VERDES» -«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», no período de 9 de Abril de 1963 a 29 de Abril de 1965.

 

No dia 10 de Junho de 1965 agraciado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe (Publicado na OS n.º 46, de 29 de Maio de 1964, do CTIG - OE n.º 28, 3.ª série, de 1964), foi condecorado perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço.

 

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Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 1665/62
ALBERTO DA COSTA ZENHA
 

CCac412/BCac506 - BC10
GUINÉ
 

2.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na O.E. n.º 28 - 3.ª série, de 1964.
Por Portaria de 14 de Julho de 1964:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné:


O Soldado n.º 1665/62, Alberto da Costa Zenha, da Companhia de Caçadores n.º 412 [no dispositivo e manobra] do Batalhão de Caçadores n.º 506 - Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na O.S. n.º 46, de 29 de Maio de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG):


Louva o Soldado n.º 1665/62, Alberto da Costa Zenha, da Companhia de Caçadores 412 (CCac412) [«CAPACETES VERDES»], pela coragem, iniciativa e espírito de sacrifício que demonstrou no dia 10 do corrente, quando a força de que fazia parte foi emboscada pelo Inimigo na estrada Bafatá - Danjará, pois tendo sido ferido com certa gravidade logo no início do ataque, deslocou-se para junto de um camarada gravemente ferido, colocou-lhe um garrote num braço, e arrastou-o para uma posição abrigada, donde continuou a combater, acabando por ter que ser evacuado, no fim da acção, em virtude da gravidade dos ferimentos sofridos.


Evidenciou dotes de altruísmo, sangue frio e serenidade debaixo de fogo, qualidades dignas de um soldado valoroso.
 

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Companhia de Caçadores n.º 412
 

Identificação:
CCac412


Unidade Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10 (BC 10 - Chaves)


Comandante:
Capitão de Infantaria Manuel Joaquim Gonçalves Braga
Tenente de Infantaria José Domingos Ferros de Azevedo


Divisa:
"Capacetes Verdes"


Partida:
Embarque no dia 3 de Abril de 1963, no NTT «Índia»; desembarque no dia 9 de Abril de 1963.


Regresso:
Embarque no dia 29 de Abril de 1965, no NTT «Uíge»; desembarque em Lisboa no dia 6 de Maio de 1965.


Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, seguiu imediatamente para Bafatá, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 90 (CCac90) no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 238 (BCac238) e depois do Batalhão de Caçadores 506 (BCac506), com o seu efectivo disperso por Contuboel, Sare Bacar e Paúnca e, a partir de meados de Outubro de 1963, em Enxalé; destacou ainda um pelotão para Xitole, com uma secção em Saltinho, até à chegada da Companhia de Caçadores 510 (CCac510).


A partir de 19 de Fevereiro de 1964, foi empenhada em operações realizadas nas regiões de Ponta Luís Dias e Xime-Ponta do Inglês.
De 23 de Maio a finais de Agosto de 1964, a subunidade esteve colocada em Camamudo, com um destacamento em Cantacunda, a fim de efectuar acções de nomadização e batida naquelas áreas.


Procedeu à organização dos sistemas de autodefesa e segurança das populações, após o que recolheu a Bafatá, mantendo, no entanto, pequenos efectivos nas referidas localidades de Camamudo e Cantacunda.


Em 7 e 10 de Maio de 1965, foi rendida, por fracções, pela Companhia de Caçadores 557 (CCac557), por troca, deslocando-se, então, para Bissau, onde foi integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600), a fim de colaborar na segurança e protecção das instalações e das populações de área de Prábis - Antula.


Em 28 de Abril de 1965, foi substituída na guarnição de Bissau pela Companhia de Cavalaria 788 (CCav788), a fim de efectuar o embarque de regresso.

 

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NOTÍCIA:

 

Partida da Companhia de Caçadores 412 para a Província Ultramarina da Guiné

 


 

 

Notícia

 

Chegada a Lisboa da Companhia de Caçadores 412

 

 

 

 

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