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Condecorações

Alfredo Alcino Lopes Tereso, Alferes Mil.º de Infantaria, da CCac500: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo II, pág. 398, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 162 e 163, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 68, pág. 38, de Agosto de 1965

Diário de Lisboa, ed. 15611, pág. 11, de 3 de Junho de 1966

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

Alfredo Alcino Lopes Tereso

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 500

 

Batalhão de Caçadores 503

 

«NEM PELA FORÇA NEM SEM A FORÇA»

 

Angola: 30Set1963 a 30Nov1965

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

Alfredo Alcino Lopes Tereso, Alferes Mil.º de Infantaria.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 500 do batalhão de Caçadores 503 «NEM PELA FORÇA NEM SEM A FORÇA», no período de 30 de Setembro de 1963 a 30 de Novembro de 1965.

 

No dia 10 de Junho de 1966 agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, foi condecorado perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço (Lisboa):

 

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
ALFREDO ALCINO LOPES TERESO
 

CCac500/BCac503 - RI2
ANGOLA
 

3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na O.E. N.º 1 - 2.ª série de 1965.
Por Portaria de 17 de Novembro de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Alfredo Alcino Lopes Tereso, da Companhia de Caçadores n.º 500, Batalhão de Caçadores n.º 503, do Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 81, de 07 de Outubro de 1964, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvo o Alferes Miliciano de Infantaria, Alfredo Alcino Lopes Tereso, da Companhia de Caçadores n.º 500, Batalhão de Caçadores n.º 503, do Regimento de Infantaria n.º 2, porque, durante uma operação realizada em Julho último, na ZIN (Zona Intervenção Norte), durante a qual o Grupo de Combate que comandava foi emboscado numa mata muita densa, por um grupo inimigo bem armado e instalado numa posição de encosta cujo único acesso era constituído por um carreiro batido pelo fogo das suas armas, lançou-se ao assalto da posição com parte dos seus homens, com tal ímpeto e denodo que o inimigo, atemorizado, se pôs em fuga.


Mantendo-se próximo do grupo inimigo, que ainda voltou a fazer fogo ajustado por algumas vezes, perseguiu-o durante cerca de quilómetro e meio, não lhe permitindo que se viesse a instalar num "quartel" entrincheirado, situado no cimo de um morro, no qual o grupo inimigo poderia vir a oferecer forte resistência, caso não se tivesse verificado a sua pronta reacção, aliada à persistência posta na perseguição.


Este Oficial, que já por diversas vezes tem demonstrado muita agressividade e espírito de iniciativa, tem revelado possuir qualidades militares de apreço, dedicando todo o interesse e dando o melhor do seu esforço, na execução de todas as tarefas de que tem sido incumbido.
De porte naturalmente correcto e disciplinado, impôs-se por todas estas qualidades à admiração dos seus subordinados e estima dos seus superiores.
 

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Agraciado com o Prémio «Governador-Geral de Angola»:

(Jornal do Exército, ed. 68, pág. 38, de Agosto de 1965)

 

 

 

 

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Batalhão de Caçadores N.º 503
 

Identificação:
BCac503
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 2 (RI 2 - Abrantes)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria João Fernando Malho Ilharco
 

2.° Comandante:
Major de Infantaria Orlando da Silva Andrade
Major de Infantaria Aníbal José Mendes Ginja Brandão dos Santos Viegas
Major de Infantaria Egberto das Neves Curado Cap Inf João Luís de Sousa Alves
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria João Luís de Sousa Alves
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Alferes Mil.º de Infantaria António Avelino Marinho da Rocha
Capitão Mil.º de Infantaria Pedro José Pereira
Capitão do Serviço Geral do Exército Fernando Liége de Almeida Carvalho
Companhia de Caçadores 500 (CCac500):
Capitão Mil.º de Artilharia Afonso José Carmona Teixeira
Tenente de Infantaria Victor Nazário Ribeiro Gonçalves Leite
 

Companhia de Caçadores 501 (CCac501):
Capitão Mil.º de Artilharia António Guadalupe Taveira Pinto Maia Mendes
AIferes Mil.º José da Assunção Gonçalves
Capitão Mil.º de Infantaria Cassiano Pinto Walter de Vasconcelos
Tenente de Infantaria António Maria de Almeida Bivar de Sousa
 

Companhia de Caçadores 502 (CCac502):
Capitão de Infantaria Augusto Leandro Ribeiro Lázaro
 

Divisa:
«NEM PELA FORÇA, NEM SEM A FORÇA»
 

Partida:
Embarque no dia 21 de Setembro de 1963, no NTT «Vera Cruz»; desembarque no dia 30 de Setembro de 1963.
 

Regresso:
Embarque no dia 30 de Novembro de 1965.
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Caçadores 503 (BCac503) foi destinado ao Sector B1, com a sede no Colonato do Vale do Loge, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 185 (BCac185).


O dispositivo inicial foi o seguinte:
Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Caçadores 501 (CCac501) em Vale do Loge, a
Companhia de Caçadores 500 (CCac500) em Luncunga, a
Companhia de Caçadores 502 (CCac502) no Toto.


Como reforços tinha as
Companhias de Caçadores 463 (CCac463) e 486 (CCac486) no Bembe (Vila e Missão) e a
7.ª Companhia de Caçadores do Regimento de Infantaria de Nova Lisboa (7ªCCac/RINL - Guarnição Normal) em Nova Caipemba.


Das mais de centena e meia de operações, golpes de mão e reconhecimentos armados, com resultados, destacam-se pelas baixas causadas, instalações destruídas e armamento capturado, que incluiu PM, ML, espingardas e muitos explosivos, as seguintes
"Quindaca",
"Base Incerta",
"Torniquete",
"Batida 21 Abril",
"Quinzau",
"Lufua",
"Gruta Quioca",
"Cá e Lá",
"Volta Grande",
"Yatu" e
"Caça e Busca 2".


Sendo o sector para o inimigo uma zona de passagem, defendia contudo com vigor os seus vários pontos de apoio, reagindo às penetrações, fazendo frequente uso de engenhos ACar (anticarro) e emboscando com grande potencial de fogo, como no rio Bambi, em 13 e 14 de Abril de 1964 e ainda atacando estacionamentos, como várias vezes fez no Inga.


Em 1 de Fevereiro de 1965, o Batalhão de Caçadores 503 (BCac503) foi rendido pelo Batalhão de Artilharia 741 (BArt741) e transferido para subsector do Luso, na ZIL (Zona Intervenção Leste), cuja responsabilidade assumiu em 18 de Fevereiro de 1965, rendendo o Batalhão de Caçadores 381 (BCac381). Nesta ZA (Zona de Acção) o dispositivo foi:
Comando e Companhia de Comando e Seriços (CCS) no Luso, a
Companhia de Caçadores 500 (CCac500) em Gago Coutinho, a
Companhia de Caçadores 501 (CCac501) em Teixeira de Sousa e Lumege e a
Companhia de Caçadores 502 (CCac502) em Cazombo e Luvuei.


Entretanto, já anteriormente, a Companhia de Caçadores (CCac501) e a Companhia de Caçadores 502 (CCac502) foram atribuídas em reforço do Comando avançado do Batalhão de Caçadores 477 (BCac477) para actuação na respectiva área do saliente do Cazombo.


A acção do Batalhão [BCac503] caracterizou-se principalmente por uma intensa actividade de patrulhamento e protecção das populações e das vias de comunicação.


Em finais de Outubro de 1965, o Batalhão [BCac503] foi substituído pelo Batalhão de Artilharia 1864 (BArt1864).

 


 

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