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Falecimento

António Diogo de Brito e Faro, Coronel de Cavalaria na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 23 de Maio de 2021, na freguesia de Moreira, concelho da Maia, o veterano:

 

 

António Diogo de Brito e Faro

 

Coronel de Cavalaria na situação de reforma

 

Índia: 1960

Adido no Comando Militar do Estado da Índia Portuguesa

 

Timor: 1963 a 1965

Comando Territorial Independente de Timor

 

 

Angola: 1966 a 1968

Comandante da

Companhia de Cavalaria 1535

Batalhão de Cavalaria 1883

«PRONTOS PARA TUDO»

 

Moçambique: 1969 a 1971

Chefe da 1.ª Secção do

Comando de Agrupamento 2967

«EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»

 

Angola: 1973 a 1974

Região Militar de Angola

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Medalha de Valor Militar de 2.ª classe

 

 

António Diogo de Brito e Faro, Coronel de Cavalaria na situação de reforma, nascido no dia 23 de Agosto de 1930 em Viseu.


Em 7 de Abril de 1960, Tenente de Cavalaria (n/m 50331411), encontrando-se como adido no comando militar do Estado da Índia Portuguesa, embarca em Goa de regresso à Metrópole;


Em 14 de Abril de 1960 colocado no Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «REGIMENTO DO CAIS);


Em 11 de Maio de 1961 promovido a Capitão e transferido para o grupo divisionário de carros de combate do Regimento de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco) «CAVALEIROS DA BEIRA-BAIXA»;


Em 24 de Março de 1962 transferido para o Batalhão Independente de Infantaria 18 (BII18 - Ponta Delgada) «ARMAS NÃO DEIXARÃO ENQUANTO A VIDA OS NÃO DEIXAR»;


Em 19 de Abril de 1963 passa à situação de comissão de serviço na Guarda Nacional Republicana (GNR) «PELA LEI E PELA GREI», por ter sido requisitado pelo Ministério do Interior;


Em 27 de Junho de 1963 regressa ao Ministério do Exército e fica colocado na Direcção da Arma de Cavalaria «Á CARGA!» - «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS»;


Em 10 de Julho de 1963, tendo sido nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Timor, embarca em Lisboa com destino a Dili;


Em 24 de Fevereiro de 1965 embarca de regresso à Metrópole e ao Regimento de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco) «CAVALEIROS DA BEIRA-BAIXA»;


Em 15 de Abril de 1966, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «… NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao porto de Luanda, como comandante da CCav1535/BCav1883 «PRONTOS PARA TUDO»;


Em 1 de Maio de 1968 regressa à Metrópole no NTT 'Uíge';


Em 13 de Maio de 1968 fica colocado no Regimento de Cavalaria 6 (RC6 – Porto) «DRAGÕES DE ENTRE DOURO E MINHO» - «AVANTE PARA A GLÓRIA»;


Em 12Nov1968 agraciado com a Cruz de Guerra de 3ª classe:


Capitão de Cavalaria
ANTÓNIO DIOGO DE BRITO E FARO
 

CCav1535/BCav1883 - RC3
ANGOLA

 

3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 23 - 2.ª série, de 1968.


Por Portaria de 12 de Novembro de 1968:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Capitão de Cavalaria, António Diogo de Brito e Faro.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 50, de 21 de Junho de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola - QG/RMA):


Que Sua Ex.ª o General Comandante da Região Militar de Angola, por seu despacho de 6 de Junho de 1968, louvou, por proposta do Comandante do Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883):


O Capitão de Cavalaria, António Diogo de Brito e Faro, da Companhia de Cavalaria 1535 do Batalhão de Cavalaria 1883 (CCav1535/BCav1883) – Regimento de Cavalaria 3 (RC3), porque ao longo de cerca de vinte e dois meses, demonstrou no comando da sua Companhia excelentes qualidades de chefe, conseguindo com a sua acção tirar o melhor rendimento da actuação do seu pessoal.


Durante este período tomou parte em todas as operações e acções da Companhia, em posições de maior risco e responsabilidade, distinguindo-se especialmente, e por isso sendo citado, numa operação em que com rara serenidade e firmeza comandou a sua Companhia num "baptismo de fogo" de oito horas seguidas debaixo de fogo intenso, e pela admirável coragem e energia com que impulsionou os seus homens numa outra operação, em situação invulgarmente difícil, de contínuas e violentas emboscadas.


Ultimamente, a intensa actividade da Companhia, a intercepção de um grupo itinerante e um golpe de mão a um "quimbo" clandestino, onde se acoitava um bando, levaram à captura de numerosos elementos da Unita, ocasionando pesadas baixas ao inimigo, ao qual foi capturado ainda diverso material.


Por todos estes feitos praticados em combate e demonstrativos de coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue frio, qualidades que muito o honraram frente ao inimigo, é o Capitão Brito e Faro credor da estima e consideração dos seus superiores e subordinados, e digno de ser apontado como exemplo.


Em 17 de Abril de 1969 graduado em Major;


Em 12 de Julho de 1969 conclui no Instituto dos Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o 2º curso de promoção a oficial superior, sendo promovido a Major;


Em 31 de Outubro de 1969, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia 1 (RAL1 – Sacavém) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' com destino ao porto de Nacala, como chefe da 1ª secção do Comando de Agrupamento 2967 (CmdAgr2967) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»;


Em 13 de Novembro de 1971 embarca no porto da Beira no NTT 'Niassa', de regresso à Metrópole;


Em 7 de Fevereiro de 1972 novamente colocado no Regimento de Cavalaria 6 (RC6 – Porto) «DRAGÕES DE ENTRE DOURO E MINHO» - «AVANTE PARA A GLÓRIA»;


Em 5 de Junho de 1973 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2ª classe;


Em 3 de Agosto de 1973, tendo sido nomeado, por oferecimento, para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca no Aeródromo Base n.º 1 (B1-Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda);


Em 1 de Dezembro de 1974 promovido a Tenente-Coronel;


Em 24 de Dezembro de 1974 regressa definitivamente à Metrópole, ficando apresentado no Distrito de Recrutamento e Mobilização 6 (DRM6).


Faleceu no dia 23 de Maio de 2021, como Coronel de Cavalaria na situação de reforma.


A sua Alma repousa em Paz.
 

 

 

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