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António Ferreira dos Santos, Soldado de Infantaria:Guerra de 3.ª classe, a título póstumo

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

5.º Volume, Tomo V, pág. 97, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 75 a 77, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo II, pág. 279, da RHMCA / CECA / EME

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagem da lápide publicada por Eduardo Teixeira Lopes, no facebook

 

 

António Ferreira dos Santos

 

Soldado de Infantaria n.º 08133465

 

Companhia de Caçadores 1496

 

Batalhão de Caçadores 1876

 

«DETERMINAÇÃO - TENACIDADE - AGRESSIVIDADE»

 

Guiné

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título póstumo)

 

 

António Ferreira dos Santos, Soldado Atirador de Infantaria, n.º 08133465, nascido no dia 20 de Março de 1944, na freguesia de Massarelos, concelho do Porto, filho de Américo Ferreira Santos e de Laura Lago Nunes Dias, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Caçadores 1496 do Batalhão de Caçadores 1876 «DETERMINAÇÃO - TENACIDADE - AGRESSIVIDADE».

 

Embarcou no NTT «UÍGE» com destino àquela Província Ultramarina, no dia 20 de Janeiro de 1966.

 

Falecimento - Ocorrência:

No domingo 3 de Setembro de 1967, um MVL (Movimento de Viaturas de Logística) da Companhia de Caçadores 1496 (Cac1496) - que se encontravam a cerca de dois meses do final de comissão -, foi alvo de emboscada montada pelo PAIGC no itinerário Bula>Biambe (noroeste da Guiné), a qual accionada nas imediações de Cabane causou morte imediata (tiro no peito) ao soldado atirador António Ferreira dos Santos, e ferimentos em outros dois militares.

 

Tinha 23 anos de idade.

 

Está inumado no cemitério Paroquial da freguesia da Foz do Douro, concelho do Porto

 

A sua Alma repousa em Paz

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título póstumo)

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 08753465
ANTÓNIO FERREIRA DOS SANTOS
 

CCac1496/BCac1876 - RI2
GUINÉ


3.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 6 - 3.ª série, de 1968.
Por Portaria de 06 de Fevereiro de 1968:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Soldado n.º 08753465, António Ferreira dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 1496 do Batalhão de Caçadores n.º 1876 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 52, de 23 de Fevereiro e 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Louvo, a título póstumo, o Soldado n.º 08753465, António Ferreira dos Santos, da Companhia de Caçadores n.º 1496, porque, durante a emboscada que sofreu a coluna em que seguia, demonstrou possuir inequívocas qualidades de valoroso combatente, ser corajoso, sereno, desprezando o perigo e acorrendo sempre ao local onde a sua presença mais se sentia necessária.


Na falta do municiador de morteiro, e por sua própria iniciativa, não hesitou em correr a peito descoberto, debaixo de fogo, para as viaturas que transportavam as granadas, municiando o morteiro constantemente, sem qualquer abrigo pessoal, até que um tiro traiçoeiro lhe roubou a vida.


Considerado unanimemente, como um dos melhores elementos da sua Companhia, revelou desde o início da comissão qualidades militares e humanas que o distinguiam entre todos, cedo se tornando o orgulho dos seus superiores e camaradas, que se honram de com ele terem ombreado nos momentos mais difíceis.


Militar íntegro, extremamente disciplinado, dotado de vincada personalidade, por mais de uma vez demonstrou de forma inexcedível, elevadas qualidades de coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo, sangue frio e espírito de camaradagem, merecendo o Soldado Santos ser apontado como digno exemplo do Soldado português para quem o amor à Pátria sobrelevou o da própria vida.
 

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Batalhão de Caçadores n.º 1876
 

Identificação:
BCac1876
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 2 (RI 2 - Abrantes)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Jacinto António Frade Júnior
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria Henrique César Gomes Rodrigues
Major de Infantaria Júlio Teófilo de Assunção Vila Verde
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria Carlos Alberto de Oliveira Borges
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Ângelo Martins da Fonte
 

Companhia de Caçadores 1496 (CCac1496):
Capitão de Infantaria António Fernando Soares Barbosa
 

Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497):
Capitão de Infantaria Carlos Alberto Coelho de Sousa
Capitão Mil.º de Artilharia Carlos Manuel Morais Sarmento Peneira
 

Companhia de Caçadores 1498 (CCac1498):
Tenente de Infantaria Manuel Joaquim Fernandes Vaz
Capitão de Cavalaria Miguel António Carvalho Santos de Melo e Castro
Capitão Mil.º de Artilharia Luís Filipe Anacoreta Soares
Outro: oficial não identificado
 

Divisa:
"Determinação — Tenacidade — Agressividade"
 

Partida:
Embarque em 20 de Janeiro de 1966: desembarque em 26 de Janeiro de 1966
 

Regresso:
Embarque em 4 de Novembro de 1967


Síntese da Actividade Operacional
Em 1 de Fevereiro de 1966, rendendo o Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857), assumiu a responsabilidade do Sector B, com sede em Bissau e abrangendo os subsectores de Bissau, Nhacra e Quinhámel, com missão de garantir a segurança e controlo das populações e instalações.


Em 23 de Janeiro de 1967, foi rendido no Sector B, pelo Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904) e seguiu para o Sector 01, a fim de render o Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790).


Em 25 de Janeiro de 1967, assumiu a responsabilidade do referido sector [Sector 01], com sede em Bula e abrangendo os subsectores de Binar, Bissorã, Biambe, Bula e Cã, este até 7 de Março de 1967.


Em 17 de Março de 1967, após reformulação dos limites dos subsectores, foi ainda criado o subsector de Bissum.


Com as subunidades estacionadas na sua zona de acção e outras que lhe foram atribuídas em reforço, desenvolveu intensa actividade de patrulhamento, reconhecimento, emboscadas e segurança de itinerários, a par de várias operações e acções sobre as bases e linhas de infiltração do inimigo, destacando-se pelos resultados obtidos as operações "Badanal", "Buldogue" e "Bambúrrio", entre outras.


Dentre o material capturado mais significativo, salienta-se: 1 metralhadora pesada, 6 metralhadoras ligeiras, 6 pistolas-metralhadora, 17 espingardas, 77 granadas de armas pesadas e 3855 munições de armas ligeiras.


Em 14 de Outubro de 1967, foi rendido no sector de Bula pelo Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


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A Companhia de Caçadores 1496 (CCac1496) ficou inicialmente estacionada em Bissau, em substituição da Companhia de Artilharia 643 (CArt 643), ficando integrada no dispositivo do seu batalhão [BCac1876], com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 5 de Abril de 1966, iniciou o deslocamento para Pirada, por escalões, a fim de render, por troca, a Companhia de Artilharia 676 (CArt676).


Em 11 de Abril de 1966, assumiu a responsabilidade do respectivo subsector com um pelotão destacado em Paúnca, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) e depois do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877).


Em 21 de Fevereiro de 1967, foi rendida no subsector de Pirada pela Companhia de Caçadores 1499 (CCac1499), tendo depois seguido para Bula, a fim de render em 2 de Março de 1967 a Companhia de Artilharia 1526 (CArt1526), ficando novamente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1876], em missão de intervenção e reserva do sector.

 
Em 21 de Setembro de 1967, foi rendida pela Companhia de Cavalaria 1693 (CCav1693) e recolheu em 6 de Outubro de 1967 a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


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A Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497) ficou igualmente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1876], estacionando em Bissau, em substituição da Companhia de Artilharia 640 (CArt640), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 29 de Março de 1966, iniciou o deslocamento para Fajonquito, por escalões, a fim de render, por troca, a Companhia de Caçadores 674 (CCac674).


Em 12 de Abril de 1966, assumiu a responsabilidade do respectivo subsector de Fajonquito, com um pelotão destacado em Cambajú e depois outro em Tendinto, este a partir de 2 de Novembro de 1966, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) e depois do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877).


Em 31 de Janeiro de 1967, foi rendida no subsector de Fanjonquito pela Companhia de Caçadores 1501 (CCac1501), tendo seguido para Binar a fim de substituir a Companhia de Cavalaria 789 (CCav789).


Em 2 de Fevereiro de 1967, assumiu a responsabilidade do subsector de Binar, ficando novamente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1876].


Em 17 de Março de 1967, foi substituída em Binar pela Companhia de Caçadores 1498 (CCac1498) e seguiu para Bissum (Naga), onde procedeu à construção do aquartelamento e assumiu a responsabilidade do respectivo subsector então criado.


Em 14 de Setembro de 1967, foi rendida no subsector de Bissum pela Companhia de Cavalaria 1747 (CCav1747) e recolheu seguidamente a Bissau, onde substitui a Companhia de Artilharia 1742 (CArt1742) no dispositivo do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área, tendo, entretanto, um pelotão permanecido em Bissum até 29 de Setembro de 1967.


Em 2 de Novembro de 1967, foi substituída no sector de Bissau pela Companhia de Caçadores 1549 (CCac1549), a fim de efectuar o embarque de regresso.


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A Companhia de Caçadores 1498 (CCac1498) seguiu imediatamente para Có, a fim de substituir a Companhia de Cavalaria (CCav787) e assumir a responsabilidade do respectivo subsector, com pelotões destacados em Jolmete e Ponate, este até 6 de Dezembro de 1966 e depois deslocado para Bula, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) e depois do seu batalhão [BCac1876].


Em 11 de Outubro de 1966, após reformulação dos limites dos sectores, o pelotão destacado em Jolmete passou para a dependência do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) e depois do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905), em 7 de Março de 1967, por criação do Sector O1-A e consequente reformulação dos limites dos sectores, passou à dependência do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905), agora com um pelotão em Teixeira Pinto.


Em 14 de Março de 1967, foi substituída no subsector de Có pela Companhia de Artilharia 1526 (CArt1526) e seguiu para Binar a fim de render a Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497), tendo assumido a responsabilidade do respectivo subsector em 17 de Março de 1967, ficando novamente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1876].


Em 19 de Setembro de 1967, foi rendida pela Companhia de Artilharia 1647 (CArt1647) e seguiu para o sector de Bissau por escalões, em 11,16 e 20 de Setembro de 1967, a fim de colmatar a anterior saída daquela Companhia de Artilharia do dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações da área, na dependência do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904).


Em 2 de Novembro de 1967, foi substituída pela Companhia de Caçadores 1549 (CCac1549), a fim de efectuar o embarque de regresso.
 

     

 

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