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Condecorações

António Manuel Cordeiro Inácio, Soldado de Cavalaria: Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág.s 282 e 283, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 493 e 494, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, Livro 2, pág. 40, da RHMCA / CECA / EME 

Jornal do Exército, ed. 127, pág. 25, de Julho de 1970

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

 

António Manuel Cordeiro Inácio

 

Soldado de Cavalaria

 

Companhia de Cavalaria 1539

 

Batalhão de Cavalaria 1884

 

Angola:

26Abr1966 > 09Jun1968

 

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

 

 

António Manuel Cordeiro Inácio, Soldado de Cavalaria, n.º 06525865-M, natural da freguesia de São Pedro de Solis, concelho de Mértola, distrito de Beja (Baixo Alentejo).


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa)  para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1539 do Batalhão de Cavalaria 1884 (nota1),  no período de 26 de Abril de 1966 a 9 de Junho de 1968.

 

 

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 6525865-M
ANTÓNIO MANUEL CORDEIRO INÁCIO
 

CCav1539/BCav1884 - RC7
ANGOLA
 

2.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 33 — 3.ª série, de 1968.
Por Portaria de 15 de Outubro de 1968:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Soldado n.º 6525865-M, António Manuel Cordeiro Inácio, da Companhia de Cavalaria n.º 1539 do Batalhão de Cavalaria n.º 1884 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 12, de 17 de Setembro de 1968, do CCFAA (Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola) e 78, de 27 de Setembro do mesmo ano, do QG/RMA (Quartel-General da Região Militar de Angola ):


Que, Sua Ex-ª o General Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvou, por proposta do Comandante da RMA (Região Militar de Angola), o Soldado n.º 6525865-M, António Manuel Cordeiro Inácio, da Companhia de Cavalaria n.º 1539 do Batalhão de Cavalaria n.º 1884 - Regimento de Cavalaria n.º 7, pela sua brilhante conduta em combate quando no dia 07 de Março de 1968, o Grupo de Combate em cuja Secção de vanguarda ia incorporado, caiu em forte emboscada.


Tendo o inimigo conseguido isolar, momentaneamente, a sua Secção, apesar de gravemente ferido por um tiro que lhe arrancou quase totalmente um musculo da perna e com as costas crivadas de estilhaços, resultantes de ter caído junto de si uma granada de mão defensiva, não hesitou em arremessá-la imediatamente sobre as posições inimigas junto das quais rebentou. Posteriormente, o seu estoicismo e a sua admirável fibra de combatente, permitiram-lhe ainda encontrar forças para fazer fogo com a sua arma, não obstante o sofrimento que a gravidade dos ferimentos lhe provocara.


Deve salientar-se que a acção deste Soldado teve lugar sob condições particularmente desmoralizadoras, pois o súbito e intensíssimo fogo com que o inimigo surpreendera a sua Secção havia provocado imediatas e graves baixas entre os seus camaradas (nota2).


A serena energia, extraordinária valentia e espírito de abnegação deste Soldado e dos seus camaradas de Secção permitiu inverter uma situação que se apresentava crítica para as NT (Nossas Tropas), pois contribuíram para criar as circunstâncias materiais e o clima moral que forçaram a retirada de um inimigo que havia disposto de todas as possibilidade de realizar o assalto, aniquilamento e pilhagem de toda a Secção.


A heroica conduta do Soldado Inácio constitui um nobilitante exemplo de valentia que se enquadra nas tradições gloriosas do Exército Português.
 

(nota2):

 

Manuel José Agosto

 

Manuel José Agosto, Soldado Atirador, n.º 07347665, natural do lugar de Tunes, freguesia de Paderne, concelho de Albufeira, solteiro, filho de José Augusto e de Otília dos Reis Horta.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa)  para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1539 do Batalhão de Cavalaria 1884.

 

Faleceu no dia 7 de Março de 1968, a 12 Km do Destacamento de Freitas Morna, no itinerário Ambriz - Freitas Morna - Musserra, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério de Algoz, concelho de Silves

 

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Jornal do Exército, ed. 127, pág. 25, de Julho de 1970

 

Soldado António Manuel Cordeiro Inácio

(Angola)


Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe


Foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe o soldado António Manuel Cordeiro Inácio, natural de S. Pedro de Solis, Mértola, pela sua brilhante conduta em combate em Angola, numa acção em que o seu grupo de combate caiu numa emboscada. Com a sua secção isolada momentaneamente, e apesar de gravemente ferido por um tiro (que lhe arrancou quase totalmente um músculo duma perna) e com as costas crivadas de estilhaços, ao ver cair junto de si uma granada de mão defensiva, não hesitou em arremessá-la imediatamente sobre as posições inimigas junto das quais rebentou. Posteriormente, o seu estoicismo permitiu-lhe reunir forças para fazer fogo com a sua arma, apesar do sofrimento que a gravidade dos ferimentos lhe provocava.


A extraordinária valentia e espírito de abnegação desta praça e dos seus camaradas permitiram inverter uma situação que se apresentava crítica pois contribuíram para forçar a retirada do inimigo que já se preparava para assaltar as posições das nossas tropas.

 

 

 

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(nota1)

 

Batalhão de Cavalaria N.º 1884

Identificação:
BCav1884

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 7 (RC 7 — Lisboa)

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Fernando Maria de Fontes Pereira de Melo

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Luís Francisco Rodrigues Pena
Major de Cavalaria António Varela Romeiras Júnior

Oficial de Informações e Operações / Adjunto
Capitão de Cavalaria José Adriano da Silva Monteiro

Comandantes de Companhia:

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Serviço Geral do Exército António Ernesto Ferreira

Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538):
Capitão Mil.º de Cavalaria José Eduardo Pires Fernandes

Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539):
Capitão Mil.º de Cavalaria Baltazar Espada Gamito Ferreira

Partida:
Embarque em 15 de Abril de 1966 no NTT «Niassa» (nota 3); desembarque em 26 de Abril de 1966

Regresso:
Embarque em 9 de Junho de 1968, no NTT «Quanza»
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão foi organizado com Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS), tendo-lhe sido atribuídas, após o desembarque na RMA (Região Militar de Angola), as duas Companhias de Cavalaria e ainda uma Companhia de Artilharia independente — a CArt1561 — que lhe deram a sua constituição definitiva durante toda a comissão.

O Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi destinado ao subsector de Zemba, no Sector D, da ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde se instalaram o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538); a Companhia de Artilharia 1561 (CArt1561) estacionou em Cambamba e no Mucondo ficou a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539); como órgãos de apoio de fogos, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi reforçado com o Pelotão de Morteiros 102 (PelMort102) em Zemba e um pelotão da 4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (4ªBtr/GACL - Guarnição Normal) no Mucondo; rendeu na ZA (Zona de Acção) o Batalhão de Caçadores 770 (BCac770) em 17 de Maio de 1966.

Em 14 de Novembro de 1966, a ZA (Zona de Acção) de Vista Alegre foi incorporada na ZA Zona de Acção) do Batalhão de Cavalaria [BCav1884], sendo controlada pela Companhia de Caçadores 1436 (CCac1436).

Na ZA (Zona de Acção), o In (inimigo), acantonado em locais de muito difícil acesso, reagia vigorosamente às penetrações das NT (Nossas Tropas); atacou fazendas em laboração — existiam nove na ZA (Zona de Acção) e por vezes flagelou o quartel das NT (Nossas Tropas) em Mucondo. A cedência de efectivos, por vezes duas Companhias, limitou a acção do Batalhão de Cavalaria [BCav1884] que, não obstante, registou êxitos significativos, como nas operações: "Primeira/Achega", "Primeira Vista", "Passo Suspenso", "Direita Circular" e "Nunca se sabe".

Em 9 de Maio de 1967, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão de Caçadores 1909 (BCac1909), rodando o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] para o subsector de Ambriz, no Sector Q da ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 770 (BCsc770), tendo assumido em 17 de Maio de 1967 a responsabilidade do respectivo subsector.

No Ambriz ficaram o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Artilharia 1561 (CArt1561), esta com um pelotão na Fazenda Loge e uma secção na Ponte Freitas Morna, a Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538) no Tabi, com um pelotão no Capulo, um pelotão na Horta Marques e uma secção na Pambala e a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539) no Caxito, com um pelotão na Barra do Dande, um pelotão nos Libongos e secções em Sassa e Lifune.

Em 26 de Agosto de 1967, após remodelação dos sectores, a ZA (Zona de Acção) do Caxito saiu da dependência do Batalhão [BCav1884], tendo-se ali mantido a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539) até Janeiro de 1968, altura que foi substituída por outra subunidade e recolheu ao Ambriz.

Em 5 de Setembro de 1967, o subsector do Ambriz passou à dependência do Sector A. O Pelotão de Reconhecimento Daimler 1174 (PelRecDaimler1174) apoiou o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] a partir de Outubro de 1967.

Na ZA (Zona de Acção), o In (inimigo), embora não dispusesse de instalações permanentes, actuava sobre as colunas das NT (Nossas Tropas), com grupos móveis, com grande poder de fogo, causando, e sofrendo, na reacção, pesadas baixas, como em 29 de Junho de 1967, 11 de Julho de 1967 e 7 de Março de 1968.

Em 26 de Maio de 1968, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão de Caçadores 1910 (BCac1910).

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão foi organizado com Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS), tendo-lhe sido atribuídas, após o desembarque na RMA (Região Militar de Angola), as duas Companhias de Cavalaria e ainda uma Companhia de Artilharia independente — a CArt1561 — que lhe deram a sua constituição definitiva durante toda a comissão.

O Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi destinado ao subsector de Zemba, no Sector D, da ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde se instalaram o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538); a Companhia de Artilharia 1561 (CArt1561) estacionou em Cambamba e no Mucondo ficou a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539); como órgãos de apoio de fogos, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi reforçado com o Pelotão de Morteiros 102 (PelMort102) em Zemba e um pelotão da 4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (4ªBtr/GACL - Guarnição Normal) no Mucondo; rendeu na ZA (Zona de Acção) o Batalhão de Caçadores 770 (BCac770) em 17 de Maio de 1966.

Em 14 de Novembro de 1966, a ZA (Zona de Acção) de Vista Alegre foi incorporada na ZA Zona de Acção) do Batalhão de Cavalaria [BCav1884], sendo controlada pela Companhia de Caçadores 1436 (CCac1436).

Na ZA (Zona de Acção), o In (inimigo), acantonado em locais de muito difícil acesso, reagia vigorosamente às penetrações das NT (Nossas Tropas); atacou fazendas em laboração — existiam nove na ZA (Zona de Acção) e por vezes flagelou o quartel das NT (Nossas Tropas) em Mucondo. A cedência de efectivos, por vezes duas Companhias, limitou a acção do Batalhão de Cavalaria [BCav1884] que, não obstante, registou êxitos significativos, como nas operações: "Primeira/Achega", "Primeira Vista", "Passo Suspenso", "Direita Circular" e "Nunca se sabe".

Em 9 de Maio de 1967, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão de Caçadores 1909 (BCac1909), rodando o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] para o subsector de Ambriz, no Sector Q da ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 770 (BCsc770), tendo assumido em 17 de Maio de 1967 a responsabilidade do respectivo subsector.

No Ambriz ficaram o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Artilharia 1561 (CArt1561), esta com um pelotão na Fazenda Loge e uma secção na Ponte Freitas Morna, a Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538) no Tabi, com um pelotão no Capulo, um pelotão na Horta Marques e uma secção na Pambala e a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539) no Caxito, com um pelotão na Barra do Dande, um pelotão nos Libongos e secções em Sassa e Lifune.

Em 26 de Agosto de 1967, após remodelação dos sectores, a ZA (Zona de Acção) do Caxito saiu da dependência do Batalhão [BCav1884], tendo-se ali mantido a Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539) até Janeiro de 1968, altura que foi substituída por outra subunidade e recolheu ao Ambriz.

Em 5 de Setembro de 1967, o subsector do Ambriz passou à dependência do Sector A. O Pelotão de Reconhecimento Daimler 1174 (PelRecDaimler1174) apoiou o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] a partir de Outubro de 1967.

Na ZA (Zona de Acção), o In (inimigo), embora não dispusesse de instalações permanentes, actuava sobre as colunas das NT (Nossas Tropas), com grupos móveis, com grande poder de fogo, causando, e sofrendo, na reacção, pesadas baixas, como em 29 de Junho de 1967, 11 de Julho de 1967 e 7 de Março de 1968.

Em 26 de Maio de 1968, o Batalhão de Cavalaria [BCav1884] foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão de Caçadores 1910 (BCac1910).

 

 

 

 

 

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