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Condecorações

António Mário Poças, 1.º Cabo de Artilharia, da CArt3451/BArt3860: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

Fontes:

5.º Volume, Tomo VIII, pág. 145, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág. 443, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 165, pág. 25, de Setembro de 1973

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

António Mário Poças

1.º Cabo de Artilharia, n.º 10477671

 

Companhia de Artilharia 3451

 

«SEMPRE PRONTOS»

 

Batalhão de Artilharia 3860

 

«FALCÕES»

 

«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»

 

Angola: 27Nov1971 a Mar1974

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

António Mário Poças, 1.º Cabo de Artilharia, n.º 10477671, natural da freguesia e concelho de Vila do Conde.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Artilharia 3451 «SEMPRE PRONTOS» do Batalhão de Artilharia 3860 «FALCÕES» - «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no período de 27 de Novembro de 1971 a Março de 1974.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

1.º Cabo de Artilharia, n.º 10477671
ANTÓNIO MÁRIO POÇAS
 

CArt3451/BArt3860 - RAP2
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 7 - 3.ª série, de 1974.


Agraciado, com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971 , por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 12 de Dezembro de 1972, o 1.º Cabo de Artilharia, n.º 10477671, António Mário Poças, da Companhia de Artilharia n.º 3451 do Batalhão de Artilharia n.º 3860 - Regimento de Artilharia Pesada n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 82, de 11 de Outubro de 1972, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvo o 1.º Cabo de Artilharia, n.º 10477671, António Mário Poças, da da Companhia de Artilharia n.º 3451 do Batalhão de Artilharia n.º 3860 - Regimento de Artilharia Pesada n.º 2, porque, em determinada operação, comandando uma equipa que procurava capturar ou abater um elemento adverso que, de posição dominante, fazia fogo sobre as Nossas Tropas, quando estas procediam à destruição de um acampamento inimigo, conseguiu aproximar-se coordenando o movimento com o fogo, quase até ao contacto pessoal, abatendo o referido elemento, porquanto o mesmo não quis entregar-se, apesar de a isso ter sido incitado.


Com a sua actuação revelou, além de qualidades de comando, coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo.
Pelas qualidades evidenciadas é o 1.º Cabo Poças digno de ser apontado como exemplo de combatente valoroso e merecedor de público louvor.

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Jornal do Exército, ed. 165, pág. 25, de Setembro de 1973

 

1.º CABO DE ARTILHARIA ANTÓNIO MÁRIO POÇAS, da CArt3451

«Encontra-se na Metrópole em gozo de férias, por ter sido distinguido com o Prêmio Governador-Geral de Angola, o 1.º Cabo atirador n.º 10477671 da Companhia de Artilharia 3451 (CArt3451) - ANTÓNIO MARIA POÇAS, natural da freguesia e concelho de Vila do Conde.

 
O 1.º cabo Poças, durante determinada Operação realizada na Zona Militar Norte da Região Militar de Angola (ZMN/RMA), comandando urna equipa que procurava capturar ou abater um elemento adverso que, de posição dominante, fazia fogo sobre as Nossas Tropas quando estas procediam à destruição de um acampamento inimigo, conseguiu aproximar-se coordenando o movimento com o fogo, quase até ao contacto pessoal, abatendo o referido elemento, porquanto o mesmo não quis entregar-se, apesar de a isso ter sido aconselhado.
»
 


 

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Batalhão de Artilharia N.º 3860


Identificação:
BArt3860


Unidade Mobilizadora:

Regimento de Artilharia 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)


Comandante:
Tenente-Coronel Domingos Magalhães Filipe


2.º Comandante:
Major de Artilharia Mário Pinto Simões
Major de Artilharia Ernesto Chaves Alves de Sousa


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Artilharia Ernesto Chaves Alves de Sousa
Major de Artilharia António Manuel Zuzarte Bastos
 

Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Tenente do Serviço Geral do Exército Carlos Rodrigues da Silva Barbosa
Capitão do Serviço Geral do Exército Manuel Henriques de Oliveira
Capitão Mil.º do Serviço de Administração Militar (Serviço de Pessoal e Secretariado) José Pedro Macieira Condeixa
Capitão do Serviço Geral do Exército Amílcar dos Santos Prezado
 

Companhia de Artilharia 3450 (CArt450):
Capitão Mil.º de Infantaria Serafim Alves Ferreira dos Santos
 

Companhia de Artilharia 3451 (CArt3451):
Capitão Mil.º de Infantaria Serafim Francisco José Rodrigues Gil da Silva
 

Companhia de Artilharia 3452 (CArt3452):
Capitão Mil.º de Artilharia Serafim João António Duarte Figueira
 

Divisa:
" Falcões" - "Bravos e Sempre Leais"
 

Partida:
Embarque no dia 17 de Novembro de 1971, no NTT «Vera Cruz»; desembarque no dia 27 de Novembro de 1971.

 

Regresso:
Embarque nos dias 26 de Fevereiro, 2, 5 e 9 de Março de 1974.


Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Artilharia N.º 3860 (BArt3860) foi destinado ao subsector da Damba, no Sector do Uige, na ZMN (Zona Militar Norte), onde foi render o Batalhão de Caçadores 2891 (BCac2891), tendo assumido a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) em 17 de Dezembro de 1971.


O dispositivo foi o seguinte:


Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) na Damba, a
Companhia de Artilharia 3450 (CArt3450) em Chimacongo, com um pelotão em Pete Cusso, a
Companhia de Artilharia 3451 (CArt3451) em Lucunga, com pelotões em Lêmboa e Damba, este depois substituído por um pelotão da Companhia de Caçadores 1102 do Regimento de Infantaria 20 (CCac1102/RI20, da Guarnição Normal), a
Companhia de Artilharia 3452 (CArt3452) reforçada com o Grupo Especial 162 (GE162), em Mucaba e a Companhia de Caçadores 1102 do Regimento de Infantaria 20 (CCac1102/RI20, da Guarnição Normal) no Bembe com um pelotão em Lucunga e posteriormente na Damba, sendo esta Companhia de Caçadores rendida em Setembro de 1972 pela Companhia de Caçadores 1311 do Regimento de Infantaria 20 (CCac1311/RI20, da Guarnição Normal).


Era uma ZA (Zona de Acção) mista, porquanto no centro e leste quase todas as povoações estavam ocupadas, sendo a área oeste praticamente deserta e utilizada como zona de trânsito; acresce que uma vasta zona alcantilada e muito coberta, abrigava núcleos inimigos, que actuavam de preferência sobre as populações e viaturas civis isoladas e praticamente desarmadas, com ataques a Camaquembe em 25 de Agosto de 1972, Lussenga em 3 de Outubro de 1972 e Sangui em 22 de Janeiro de 1974; na ZA (Zona de Acção) do Batalhão de Artilharia N.º 3860 (BArt3860) existiam cerca de 40 fazendas em laboração e que constituíam alvos privilegiados.

 
O inimigo reagiu, por vezes, com violência a desalojamentos dos seus "quarteis" e usava com frequência minas ACar (anti-carro) e APes (anti-pessoal).


O Batalhão de Artilharia N.º 3860 (BArt3860), quer só, quer com a colaboração alternada de forças de outras Unidades, obteve significativos êxitos, com a colaboração alternada de forças de outras Unidades, como nas operações "22.ª e 24.ª Intervenções" , "Jaguar 15", "Gato" e sobretudo "Anda devagar", esta levada a cabo por forças de recrutamento local.


Em 19 de Fevereiro de 1974, o Batalhão de Artilharia N.º 3860 (BArt3860) transmitiu a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) ao Batalhão de Caçadores 5015/73 (BCac5015/73).
 

 

 

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