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Condecorações

António Sebastião Ribeiro de Spínola, Marechal

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 13 de Agosto de 1996 no Hospital Militar de Doenças Infecto-Contagiosas (HMDIC - Ajuda), vitimado por embolia pulmonar, o veterano

 

Marechal-Ant-nio-Sebasti-o-Ribeiro-de-Sp-nola-900

 

António Sebastião Ribeiro de Spínola

 

Marechal

 

 

Condecorações:

 

Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito


Grande-Oficialato da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com palma


Medalha de Ouro de Valor Militar com palma


Medalha de Prata de Valor Militar com palma


Comenda da Ordem Militar de Avis


Oficialato da Ordem Militar de Avis


Medalha de Prata de Serviços Distintos


Medalha de Mérito Militar de 3.ª Classe


Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar


Medalha Comemorativa das Campanhas do Norte de Angola, legenda 1961-1964


Medalha Comemorativa das Campanhas da Guiné, legenda 1968-1973


Grã-Cruz da Real Ordem de Isabel a Católica (Espanha)


Cruz de Guerra de 1.ª Classe da Ordem de Mérito Militar com distintivo branco (Espanha)

 

 Condecora-es-920

 

António Sebastião Ribeiro de Spínola, Marechal.


01-CMNasce a 11 de Abril de 1910 em Santo André, concelho de Estremoz.


Aos dez anos de idade ingressa (com o n.º 33) no Colégio Militar (CM) «SERVIR», onde faz os estudos 03-EEliceais; dali segue para a Escola Politécnica, onde completa os estudos preparatórios militares.


Em 1930 entra para a Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI».


No final de 1933 termina o curso de Cavalaria, sendo promovido a Primeiro-Sargento.


EPC-SantaremDe 1937 a 1938 desloca-se diversas vezes a Espanha como ‘Viriato’ (entre 20 mil voluntários portugueses que combatem ao lado dos nacionalistas na Guerra Civil).


- «Falando [em 25Jul1974] na Casa-Mãe da Cavalaria [EPC - Santarém], casa onde entrei há 36 anos e onde aprendi as primeiras noções militares. Aqui fui colocado como primeiro-sargento e a minha inexperiência de então foi superada pelos velhos sargentos que me ajudaram nas artes de responder por um esquadrão. Guiado pelas suas mãos, aqui fiz a primeira guarda de polícia»;

 08-Medalha-de-M-rito-Militar-2

(citação no Diário de Notícias de 26 de Julho de 1974).


Em 1939 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3ª Classe e promovido a Alferes de Cavalaria, sendo colocado na 04-GNRGuarda Nacional Republicana (GNR) «PELA LEI E PELA GREI» como ajudante-de-campo do comandante-geral.


De 13 de Setembro a 19 de Novembro de 1942, entretanto promovido a Tenente, integra uma missão de estudo na frente germano-russa, participando como observador militar 13-Cruz-de-Guerra-de-1-Classe-da-Ordem-de-M-rito-Militar-de-Espanha-com-distintivo-brancoportuguês do lado alemão durante a Batalha de Estalinegrado.


Em 1943 promovido a Capitão.


Em 1945 mobilizado para os Açores.


06-Oficial-AvisEm 1947 agraciado pelo governo espanhol com a Cruz de Guerra de 1.ª Classe da Ordem de Mérito Militar com distintivo branco.


Em 23 de Janeiro de 1948 agraciado com o Oficialato da Ordem Militar de Avis.


Em 1955 nomeado membro do conselho de administração da Siderurgia Nacional.


Em 1956 promovido a Major e colocado no Regimento de 05-RL2Lanceiros 2 (RL2 - Ajuda) «MORTE OU GLÓRIA».


Em 16 de Maio de 1959 agraciado com a Comenda da Ordem Militar de Avis.


Em 5 de Fevereiro de 1960 Segundo-Comandante 05-Comenda-Avisinterino do Regimento de Lanceiros 2 (RL2 - Ajuda) «MORTE OU GLÓRIA».


06-RC3Em 9 de Janeiro de 1961 promovido a Tenente-Coronel.


Em 18 de Abril de 1961 oferece-se para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola.

07-GCav345
Em 3 de Outubro de 1961 colocado no Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», a fim de comandar o Grupo de Cavalaria 345 (GCav345) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE».


07-Medalha-de-SD-Prata-1Em 7 de Outubro de 1961 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos:


“Louvado o tenente-coronel de cavalaria António Sebastião Ribeiro Spínola, por, através de toda a sua vida de militar, ter demonstrado invulgares qualidades de trabalho, que, aliadas a um alto espírito de bem servir, acentuado aprumo, coragem moral, carácter profissional muito zelo, o tornam um óptimo oficial da sua arma.


Profissional muito inteligente, culto, competente e organizador, soube vincar em todos os trabalhos e estudos técnicos de que foi encarregado a sua personalidade.


Nas suas funções de comandante de regimento tem demonstrado um raro sentido de dignidade, firmeza e justiça, que o tornam um exemplo vivo para o pessoal da sua unidade, ao qual sabe insuflar as mais elevadas noções de disciplina, espírito de corpo, cumprimento do dever e dedicação à causa.


É, por isso, de toda a justiça conferir-lhe o presente louvor, considerando os seus serviços muito honrosos, relevantes e distintos.”

 

(Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª série, de 1961)


Em 24 de Novembro de 1961 embarca em Lisboa no NTT ‘Angola’, rumo ao porto de Luanda.


Em 25 de Junho de 1963 agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma:


04-Medalha-Valor-Militar-PrataTenente Coronel de Cavalaria
ANTÓNIO SEBASTIÃO RIBEIRO DE SPÍNOLA
 

GCav345 - RC3
ANGOLA


Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série, de 1963:

 
Por Portaria de 25 de Junho de 1963:


Louvado, o Tenente-Coronel de Cavalaria, António Sebastião Ribeiro de Spínola, pela forma verdadeiramente notável, brilhante, eficiente e dinâmica, como comandou o Batalhão de Cavalaria n.º 345 [Grupo de Cavalaria 345], em campanha, durante a sua permanência na Zona de Intervenção do Norte, desde Janeiro de 1962 a Maio de 1963, em que actuou nos Subsectores de Bessa Monteiro, quando pertencia ao extinto Sector 4 de
07-GCav345São Salvador, do actual Sector F, conseguindo, com os seus conhecimentos profissionais, altos dotes de comando e oportunidade na condução das operações, mentalizar e conduzir o pessoal do Batalhão [Grupo de Cavalaria 345] para a conquista dos melhores resultados nas acções em que tomou parte, ao mesmo tempo que criou, pela persistência da actuação, um estado de insegurança nos terroristas que infestavam as referidas regiões, de forma a alcançar brilhantes vitórias na luta que as forças do Exército enfrentam em Angola.


Comandando directamente grandes e pequenas forças em nomadizações prolongadas, o Tenente-Coronel Spínola deu a todos os seus subordinados o exemplo permanente da sua abnegação, da sua coragem, da sua firmeza e da sua decisão, com o que contribuiu para que a missão que foi confiada ao Batalhão de Cavalaria n.º 345 [Grupo de Cavalaria 345] fosse cumprida, excedendo tudo quanto de normal seria de esperar.


Na região de Bessa Monteiro foi desmantelada a organização terrorista regional, fazendo perder a iniciativa ao inimigo, que a mantinha antes de para ali ter sido destacado; no Subsector de São Salvador conseguiu desarticular a cadeia de reabastecimentos inimiga pela destruição de treze quartéis e numerosos acampamentos e locais de passagem, dos quais é de salientar o quartel da direcção dos serviços de organização e administração do Fuesse e o depósito terrorista do Quindualo, pela repercussão que certamente tiveram na diminuição da actividade inimiga na zona. Muitas vezes sob o fogo inimigo, como na última das acções citadas e nos assaltos aos quartéis de Banza Pango e de rio Coco, soube sempre manter o excelente moral das suas tropas e conduzi-las com serenidade ao cumprimento da missão.


Através de toda a sua brilhante acção, o Tenente-Coronel Spínola revelou as nobres virtudes e qualidades que caracterizam a grandeza do dever militar, contribuindo para a honra e glória do Exército em Angola, pelo que bem merece a citação que lhe é feita para conhecimento e agradecimento da Nação.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem doExército:


Por Portaria de 25 de Junho de 1963:


Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do § 1.º do artigo 51.º, com referência ao artigo 7.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Tenente-Coronel de Cavalaria, António Sebastião Ribeiro de Spínola, pela forma verdadeiramente notável, brilhante, eficiente e dinâmica como comandou o Batalhão de Cavalaria n.º 345 [Grupo de Cavalaria 345], em campanha.


Este oficial actuou nos Subsectores de Bessa Monteiro e de São Salvador, conseguindo mentalizar e conduzir o pessoal do seu Batalhão [Grupo de Cavalaria 345] para a conquista dos melhores resultados nas acções em que tomou parte e criar um estado de insegurança nos terroristas que infestavam as referidas regiões, de forma a alcançar brilhantes vitórias na luta que as forças do Exército enfrentam em Angola.
 

Em 29 de Outubro de 1963 promovido a Coronel, apresenta requerimento e mantém-se 10-Medalha-Comemorativa-das-Campanhas-angolano comando da sua unidade.


Em 2 de Março de 1964 desembarca em Lisboa à frente do seu Grupo de Cavalaria 345 (GCav345) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» com o letreiro “Aqui É a Casa da Cavalaria”.


Recebe a Medalha Comemorativa das Campanhas do Norte de Angola, legenda 1961-1964.

08-Direc-o-da-Arma-de-Cavalaria
Deixa o seu lugar no conselho de administração da Siderurgia Nacional e fica colocado na Direcção da Arma de Cavalaria «À CARGA!» - «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS», (onde, por inerência, dirige a “Revista de Cavalaria”).


Em 31 de Outubro de 1964 transferido para a Chefia do Serviço de Preboste.


09-IAEMEm 2 de Novembro de 1965 colocado no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE», a fim de iniciar o curso de altos comandos.


09-Medalhas-de-Ouro-de-Comportamento-ExemplarEm Junho de 1966 conclui o curso com a classificação de “muito apto”.


Em Dezembro de 1966 promovido a Brigadeiro.


04-GNRNo final de Janeiro de 1967 nomeado segundo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR) «PELA LEI E PELA GREI».


No final de Abril de 1968 agraciado com a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar.


Em 2 de Maio de 1968 recebido em audiência pelo Primeiro-Ministro, o qual após breve 10-GUINconversa o nomeia governador e comandante-chefe da Província Ultramarina da Guiné.


Em 4 de Maio de 1968 desembarca no aeroporto de Bissalanca.


CTIGEm 20 de Maio de 1968 no Palácio do Governador, toma posse dos cargos.


Na tarde de 3 de Junho de 1968 reúne pela primeira vez no Quartel General do Forte da Amura Comando-defesa-marigima-da-Guintodo o seu Estado-Maior, ficando decidido o «reordenamento geral do dispositivo militar do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» - CORAGEM E LEALDADE» e do Comando de Defesa Marítima da Guiné (CDMG) a curto prazo».


No início de Outubro de 1969 promovido a General de 3 estrelas.


Em Abril de 1970 publica “Por uma Guiné Melhor”; e em 1971 publica “Linha de Acção”.


Em 18 de Abril de 1972 reconduzido no cargo de governador da Província Ultramarina da Guiné.


Em 8 de Maio de 1972 agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma.


03-Medalha-de-Ouro-de-Valor-Militar-removebg-previewGeneral

ANTÓNIO SEBASTIÃO RIBEIRO DE SPÍNOLA
 

Comandante-Chefe das Forças Armadas da GUINÉ


Grau: Ouro, com palma


Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1972:


Por Portaria de 8 de Maio de 1972:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar o General António Sebastião Ribeiro de Spínola, pela maneira firme e muito valorosa como tem conduzido as operações na Província da Guiné, no exercício das funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas, desde 1968, operações de que tem resultado grande lustre para as armas portuguesas.


Oficial que sempre se salientou pelas suas excepcionais qualidades de comando, entre as quais avulta o exemplo constante de total dedicação ao dever militar e de desprezo pelo perigo e arrojo em frente do inimigo, foi condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma, em 5 de Junho de 1963, por feitos praticados em Angola, onde comandou, no início do terrorismo, um Batalhão de Cavalaria [Grupo de Cavalaria 345]. Como oficial General, na Guiné, mantém intactas as virtudes individuais de destemor e serena bravura, demonstradas em constantes deslocações aos lugares que o inimigo diz controlar e na presença quotidiana junto das tropas, sobretudo nos lugares onde se pressinta a acção inimiga.


As forças militares sob as suas ordens consideram-no o primeiro entre os combatentes, e as populações, um defensor desvelado dos seus direitos e interesses e promotor entusiasta do seu progresso.


O nome do General Spínola ficará ligado à história deste período da Guiné como o de um grande Chefe que se devotou totalmente à Província, numa oferenda de todos os dons da sua rica personalidade e de um estilo de vida em que a valentia figura como gesto simples e natural.


(Diário de Governo, II série, n.º 115, de 16 de Maio findo.)


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem do Exercito:


Por Portaria de 8 de Maio de 1972:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar o General António Sebastião Ribeiro de Spínola, com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma, nos termos do artigo 5.º, do artigo 63.º e n.º 3 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro.


(Diário de Governo, II série, n.º 115, de 16 de Maio findo.)
 

Nesse ano publica “No Caminho do Futuro”.


Em 31Mai1973 agraciado com o Grande-Oficialato da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com palma:


General
ANTÓNIO SEBASTIÃO RIBEIRO DE SPÍNOLA
 

Comandante-Chefe das Forças Armadas da GUINÉ


Grau: Grande-Oficial, com palma (posteriormente Grã-Cruz)


Transcrição do Alvará publicado na Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª série, de 1973:


Presidência da República

 
Chancelaria das Ordens Portuguesas


Alvará de concessão de 31 de Maio próximo passado:


02-Grande-Oficial1Considerando que o General, António Sebastião Ribeiro de Spínola, comandou, ainda no posto de Tenente-Coronel, por forma verdadeiramente notável, brilhante, eficiente e dinâmica, o Batalhão de Cavalaria n.º 345 [Grupo de Cavalaria 345], em campanha no Norte de Angola, desde Janeiro de 1962 a Maio de 1963, conseguindo com os seus conhecimentos profissionais, altos dotes de comando e oportunidade na condução das operações, mentalizar e conduzir o pessoal do Batalhão [GCav345] de forma a alcançar brilhantes vitórias na luta contra o terrorismo, dando a todos os seus subordinados o exemplo permanente da sua abnegação, da sua coragem, da sua firmeza e da sua decisão, revelando as nobres virtudes e qualidades que caracterizam a grandeza do dever militar e contribuem para a honra e glória do Exército, pelo que foi distinguido com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, em 1963;


Considerando que no exercício das funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, desde 1968, tem conduzido de maneira firme e muito valorosa as operações naquela Província, com grande lustre para as armas portuguesas;


Considerando que, como oficial, sempre se salientou pelas suas excepcionais qualidades de comando, entre as quais avulta o exemplo constante de total dedicação ao dever militar e de desprezo pelo perigo e arrojo em frente do inimigo, sendo considerado pelas forças sob as suas ordens o primeiro entre os combatentes e pelas populações que governa um defensor desvelado dos seus direitos e interesses e promotor entusiasta do seu progresso, pelo que lhe foi atribuída a Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma;


Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honorificas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei n.º 44 721 de 24 de Novembro de 1962, confere ao General António Sebastião Ribeiro de Spínola, sob proposta do Presidente do Conselho, o grau de Grande-Oficial, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
 

(Diário do Governo, n.º 157, II série, de 6 de Julho de 1973).


Medalha de Prata de Valor Militar, com palma (Angola): Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série de 1963.


Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma (Guiné): Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1972.

 
Posteriormente e já como Marechal, foi-lhe conferido o grau da Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, conforme Alvará publicado na Ordem do Exército n.º 6 – 2.ª série, de 1987, considerando os feitos de heroísmo militar e cívico praticados ao longo da sua brilhante carreira militar.


11-Medalha-Comemorativa-das-Campanhas-GuinEm 6 de Agosto de 1973 regressa a Lisboa, com a Medalha Comemorativa das Campanhas da Guiné, legenda 1968-1973.


EMGFAEm 1 de Novembro de 1973 declina o convite que o Primeiro-Ministro [Presidente do Conselho de Ministros] lhe fez para exercer o cargo de Ministro do Ultramar.


Em 21 de Dezembro de 1973 promovido a General de quatro estrelas e nomeado vice-CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas); nesse mesmo mês publica “Por Uma Portugalidade Renovada”.


Em 14 de Janeiro de 1974 investido no cargo de vice-CEMGFACEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas);


Em 22 de Fevereiro de 1974 é posto à venda em Lisboa o livro “Portugal e o Futuro”, por si assinado.


Em 15 de Março de 1974 exonerado das funções que exerce.


No fim da tarde de 25 de Abril de 1974 recebe, no Quartel da GNR (Guarda Nacional Republicana) no Largo do Carmo, a rendição do Primeiro Ministro [Presidente do Conselho de Ministros] Caetano; e no dia seguinte assume a presidência da Junta de Salvação Nacional (JSN).


Em 15 de Maio de 1974 empossado Presidente da República provisório; cargo a que renuncia em 30 de Setembro de 1974.


Em 16 de Novembro de 1974 passa à situação de reserva.


Na tarde de 11 de Março de 1975, na sequência da inventona da “Matança da Páscoa”, foge de Tancos para Espanha e dois dias depois para o Brasil.

PJM
Em 17 de Março de 1975 demitido das Forças Armadas.


Em 10 de Agosto de 1975 regressa a Lisboa, é interrogado pela PJM (Polícia Judiciária Militar) durante 4 dias e libertado por ordem do novo Presidente da República General Eanes.


Depois publica o livro “Ao Serviço de Portugal”; e em 1978 publica “País sem Rumo”.


Em 27 de Novembro de 1979, em consequência da amnistia da Lei 7/79, é reintegrado no activo das Forças Armadas.


01-Gr-Cruz1Em 11 de Abril de 1980 passa à situação de reforma.


Em 16 de Dezembro de 1981, por decisão do Conselho da Revolução, é promovido a Marechal.


Em 13 de Fevereiro de 1987 agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.


12-Gr-Cruz-da-Real-Ordem-de-Isabel-a-Cat-lica-EspanhaEm 5 de Novembro de 1987 nomeado chanceler das Antigas Ordens Honoríficas Militares de Portugal.


Em 20 de Março de 1989 agraciado com a Grã-Cruz da Real Ordem de Isabel a Católica, de Espanha.


Faleceu no dia 13 de Agosto de 1996 no Hospital Militar de Doenças Infecto-Contagiosas (HMDIC-Ajuda), vitimado por embolia pulmonar.


Após receber honras militares e funeral nacional na Basília da Estrela, ficou inumado na campa n.º 1728 do Cemitério do Alto de São João.

 

A sua Alma descansa em Paz

 

Marechal-Ant-nio-Sebasti-o-Ribeiro-de-Sp-nola-900
 

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Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Biografia:

 

"Spínola", autoria: Luís Nuno Rodrigues

 

"Spínola, Senhor da Guerra", autoria: Manuel Catarino e Miriam Assor

 

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