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Condecorações

António de Jesus Martins de Sousa, 1.º Cabo de Infantaria: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 236, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 351, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 88, pág. 23, de Abril de 1967

Imagem do distintivo cedida pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

 

António de Jesus Martins de Sousa

 

1.º Cabo de Infantaria n.º 1174/65

 

Companhia de Caçadores 1487

 

Guiné: 26Out1965 > 01Ago1967

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

 

António de Jesus Martins de Sousa, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 1174/65.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 - Tomar) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, em Bissau, Mansoa e Nhacra, integrado na Companhia de Caçadores  1487 (nota), no período de 20 de Outubro de 1965 a 1 de Agosto de 1967.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 1174/65
ANTÓNIO DE JESUS MARTINS DE SOUSA
 

CCac1487/BCac1860 - RI15
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 11 - 3.ªsérie, de 1967.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 1 de Março de 1967:


O 1.º Cabo n.º 1174/65, António de Jesus Martins de Sousa, da Companhia de Caçadores n.º 1487 do Batalhão de Caçadores n.º 1860 - Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 05, de 02 de Fevereiro de 1967, do QG/CTIG - Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Que, por seu despacho de 28 de Janeiro de 1967 e por proposta do Exm.º Comandante do Agrupamento n.º 1975, louvou o 1.º Cabo n.º 1174/65, António de Jesus Martins de Sousa, pelas qualidades de coragem, desprezo pelo perigo, audácia e impetuosa energia debaixo de fogo demonstradas em todas as acções em que tem tomado parte. Apontador de lança-granadas foguete, evidenciou-se logo na primeira acção da Companhia e desde então não mais a influência da sua acção deixou de se fazer sentir pelo arrojo e temeridade com que se expõe a fim de melhor poder utilizar a sua arma.


Em 19 de Maio de 1966, nas imediações de Fulacunda manteve-se, como sempre, completamente a descoberto durante a reacção a uma emboscada, percorrendo a coluna em busca de granadas e escolhendo as melhores posições do fogo indiferente ao facto de constituir um alvo facilmente referenciável.


Em 18 de Junho de 1966, durante a Operação "Naja", na região de Jufá, apesar de ferido no peito, nos braços e na cara por deficiência de uma granada, continuou a utilizar o seu LGFog (lança-granadas foguete) sem sequer pedir tratamento.


Em 1 de Agosto de 1966, durante o ataque frontal a uma resistência inimiga na região da Gã Formoso, avançou a descoberto fazendo fogo em movimento, municiando ele próprio a sua arma e infiltrando-se audaciosamente pela zona mais duramente batida pelo fogo inimigo.


Em 6 de Dezembro de 1966, novamente na região de Jufá, distinguiu-se pela decisão e total desprezo pelo perigo evidenciados durante a ruptura de um dispositivo com que o inimigo procurava envolver as NT (Nossas Tropas), colocando-se prontamente entre os primeiros e incitando os seus camaradas.


Sempre presente nas zonas de maior risco, permanentemente a descoberto quando em contacto com o inimigo, o 1.º Cabo Sousa é bem um exemplo de coragem, audácia, temeridade, abnegação e total desprezo pelo perigo.

 

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Jornal do Exército, ed. 88, pág. 23, de Abril de 1967

 

1.º CABO ANTÓNIO JESUS MARTINS SOUSA
(Guiné):


Tem revelado qualidades de coragem, desprezo pelo perigo, audácia e impetuosa energia debaixo de fogo, demonstrados em todas as acções em que tem tomado parte.


Apontador do lança-granadas-foguete, evidenciou-se logo na primeira acção da sua Companhia e desde então não mais a influência da sua acção deixou de fazer-se sentir pelo arrojo e temeridade cem que se expõe a fim de melhor poder utilizar a sua arma.


Numa das operações em que tomes parte manteve-se, como sempre, completamente a descoberto durante a reacção a uma emboscada, percorrendo a coluna em busca de granadas e escolhendo melhores posições de fogo, indiferente ao facto de constituir um alvo facilmente referenciável.


Durante um ataque a uma resistência inimiga, avançou a descoberto, fazendo fogo em movimento, municiando ele próprio a sua arma e infiltrando-se audaciosamente pela zona mais duramente batida pote fogo inimigo.

 

Numa outra ocasião, distinguiu-se pela decisão e total desprezo pelo perigo, evidenciado durante a rotura de um dispositivo inimigo, colocando-se prontamente entre os primeiros e incitando os seus camaradas.


Sempre presente nas zonas de maior risco, o Primeiro-Cabo António Jesus Martins de Sousa é bem um exemplo de coragem, audácia, temeridade, abnegação e total desprezo pelo perigo.


 

 

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(nota)

 

Companhia de Caçadores n.º 1487


Identificação:
CCac1487


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 15 (RI15 - Tomar)


Comandante:

Capitão de Infantaria Alberto Ferrão de Magalhães Osório


Partida:
Embarque no NTT «Niassa», em 20 de Outubro de 1965; desembarque em 26 de Outubro de 1965


Regresso:
Embarque em 1 de Agosto de 1967
 

Síntese da Actividade Operacional

Inicialmente, ficou instalada em Bissau, na dependência do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857), tendo substituído a Companhia de Caçadores 557 (CCac557) no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações da área.


De 10 a 18 de Novembro de 1965, efectuou instrução de adaptação operacional na região de Mansoa, sob orientação do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), tendo tornado parte numa operação realizada na zona de Sabá.


Em 8 de Janeiro de 1966, rendendo a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420), assumiu a responsabilidade do subsector de Fulacunda, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1860 (BCac1860) e efectuando várias operações nas regiões de Naja (Braia), Jufá e Gã Formoso, entre outras, de que se destaca, pelos resultados obtidos, a operação "Negaça", em 18 de Maio de 1966.


Em 15 de Janeiro de 1967, foi substituída pela Companhia de Caçadores 1624 (CCac1624) e foi colocada no subsector de Nhacra, com destacamentos em Safim, ponte de Ensalmá, João Landim e Dugal, a fim de render a Companhia de Caçadores 797 (CCac797), ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904), com vista à segurança e protecção das instalações e das populações.


Em 31 de Julho de 1967, foi rendida no subsector de Nhacra pela Companhia de Artilharia 1648 (CArt1648), a fim de efectuar o embarque de regresso.
 

 


 

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