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Condecorações

Armando Joaquim Paradela, 1.º Cabo de Cavalaria - Medalha de Cobre de Valor Militar com palma
 

HONRA E GLÓRIA

 

 

Armando Joaquim Paradela

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 732/58

 

Companhia de Comando e Serviços (CCS)

 

Batalhão de Cavalaria 350

 

«Gatos Bravos»

 

Angola:

 

24Jan1962 a 24Mar1964

 

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com palma

 

 

Armando Joaquim Paradela, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 732/58.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 350 «GATOS BRAVOS», no período de 24 de Janeiro de 1962 a 24 de Março de 1964.

 

 

 

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com palma

 

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 732/58
ARMANDO JOAQUIM PARADELA
 

CCS/BCav 350 - RC 3
ANGOLA
 

Grau: Cobre, com palma
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 28 — 3.ª série, de 1963:
Por Portaria de 17 de Setembro de 1963:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar com palma, nos termos do artigo 7.º com referência ao parágrafo 1.º do artigo 51.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 1.º Cabo de Cavalaria n? 732/58, Armando Joaquim Paradela, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Cavalaria n.º 350 — Regimento de Cavalaria n.º 3, porque se revelou em Angola, combatente de raras e excepcionais qualidades em quase todas as acções de combate da sua Companhia.


São dignos do maior realce os seguintes actos heroicos:


Ofereceu-se para ser apontador de bazooka, sabendo que nesse lugar seria alvo predilecto do inimigo. Na região de Zanga, em Março de 1962, quando o grupo de combate de que fazia parte, já exausto por 18 horas de internamento na mata, sofreu uma emboscada violenta, escolheu, debaixo de fogo de pistola metralhadora, o melhor local para tiro certeiro com que conseguiu aniquilar os elementos inimigos evitando, assim, que o seu grupo sofresse baixas.


Também em Outubro seguinte, na região do Quijoão, numa emboscada nocturna com rebentamento simultâneo de mina, apercebeu-se que o inimigo tentava a abordagem à viatura atingida com o intuito de capturar armamento. Então pediu a um condutor que acendesse os faróis e iluminasse a zona suspeita o que lhe permitiu ver a proximidade do inimigo e abrir fogo, com o que contribuiu para o seu aniquilamento, sabendo que seria atingido pelos estilhaços do seu próprio fogo.


Ainda, na estrada Muxaluando-Onzo, em Janeiro de 1963, numa forte emboscada, localizou o inimigo a menos de trinta metros da estrada que era varrida com rajadas de armas automáticas; mandou então abrigar os camaradas e indo com a sua bazooka para o meio da estrada, fez fogo a tão curta distância que voltou a ficar ferido na cara e nos braços pela proximidade dos rebentamentos, mas conseguiu neutralizar o inimigo.


O Cabo Paradela, pelos seus feitos distintos, demonstrativos de alta e heroica compreensão da grandeza do Dever Militar e da Disciplina, rara abnegação, valentia e coragem com grave risco de vida, mostrou em campanha as nobres qualidades do Soldado Português.


Ministério do Exército, 17 de Setembro de 1963.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

 

 


 

 

 

Jornal do Exército, ed. 61, de Janeiro de 1965

 

 

 

 

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