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Condecorações

Artur Fernandes Baptista, Capitão de Infantaria: Medalha Prata de Valor Militar, com palma

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 55, Jul1964

 

 

 

Artur Fernandes Baptista

 

Capitão de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 187

 

Batalhão de Caçadores 186

 

«AÇO»

 

«DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»

 

Angola: 28Jul1961 a 02Nov1963

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

 

Artur Fernandes Baptista, Capitão de Infantaria.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante da Companhia de Caçadores 187 do Batalhão de Caçadores 186 «AÇO» - «DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO», no período de 28 de Julho de 1961 a 2 de Novembro de 1963.

 

 

 

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

 

Capitão de Infantaria
ARTUR FERNANDES BAPTISTA
 

CCac 187/BCac 186 — RI 2
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma
 

Transcrição do louvor publicado na OE n.º 11 — 2.ª série, de 1963:
 

Por Portaria de 30 de Setembro de 1963:
 

Louvado o Capitão de Infantaria, Artur Fernandes Baptista, porque em Angola, como Comandante da Companhia de Caçadores n.º 187, do Batalhão de Caçadores n.º 186 — Regimento de Infantaria n.º 2, tem evidenciado em todos os seus actos elevados dotes de comando e qualidades de decisão, energia e ponderação, que lhe granjearam a admiração e estima dos seus superiores e o alto conceito em que é tido. Óptimo camarada, rodeia todas as suas atitudes de uma modéstia que nunca o abandona.


Actuou com a sua Companhia nas regiões de Quicabo, Balacende, Quissacala e Úcua, de 13 de Fevereiro a 10 de Março de 1962, em reforço de um outro Batalhão, numa actividade contínua e sem desfalecimentos, destacando-se na abertura do itinerário Quixona-Quijoão-Dongo-Benga e limpeza das suas imediações, até ao rio Onzo, e nos reconhecimentos ofensivos e emboscadas efectuadas na região de Imbundo e Chena. Incutiu, com o seu exemplo, ânimo aos seus subordinados nas batidas sucessivas, cumprindo todas as árduas missões de que foi incumbido numa demonstração de entusiasmo e de espírito ofensivo, que nem o facto de ver cair junto de si um graduado mortalmente atingido, fez diminuir.


Na região de Vista Alegre, onde a sua Companhia tem actuado desde 17 de Junho de 1962, em virtude dos processos metódicos, ardilosos e fundamentalmente agressivos que adoptou na perseguição implacável aos elementos terroristas, preparando-lhes emboscadas pacientes e golpes de mão lançados de surpresa sobre quartéis e sanzalas, acossando-os na densidade das matas e dificultando-lhes ao máximo as mais simples condições de vida, tem conseguido infligir pesadas baixas aos elementos adversos e efectuar um já elevado número de prisioneiros, criando-lhes assim uma completa sensação de insegurança e intranquilidade, incompatível com a possibilidade de iniciativa ou de actividade agressiva.


Tomando parte activa na grande maioria das acções da sua Companhia e estando sempre presente nos locais de maior perigo, o Capitão Fernandes Baptista demonstrou raras qualidades de abnegação, heroísmo, valentia e coragem, arriscando por vezes a vida. Distinguiu-se particularmente na acção de destruição do quartel do Dange, em 27 e 28 de Junho, o mais importante de toda a área entre o Luica e o Dange, que marcou o início da desorganização e desmoralização dos terroristas na sua zona de acção. É ainda de realçar o facto de se ter oferecido para comandar uma Companhia em substituição do seu comandante, que fora evacuado por doença, na operação "Vai Aço", em 23 e 24 de Julho de 1962, em que a sua não tomava parte, conseguindo conduzir essa subunidade de forma a atingir o objectivo por surpresa.


A par destas qualidades, que o tornam excepcionalmente apto para este tipo de guerra, possui ainda o capitão Fernandes Baptista dotes de carácter, de lealdade e de honestidade profissional que o colocam como um elemento de prestígio dentro do Exército, que com tanta devoção serve.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE:
 

Por Portaria de 30 de Setembro de 1963:
 

Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do § 1.º do artigo 51.º, com referência ao artigo 7.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946:


O Capitão de Infantaria, Artur Fernandes Baptista, da Companhia de Caçadores n.º 187, do Batalhão de Caçadores n.º 186 — Regimento de Infantaria n.º 2, por ter tomado parte activa na grande maioria das acções da sua Companhia, estando sempre nos locais de maior perigo, em reconhecimentos ofensivos, emboscadas, golpes de mão lançados de surpresa a quartéis e sanzalas, na perseguição implacável aos terroristas, acossando-os na densidade das matas, dificultando-lhes ao máximo as mais simples condições de vida e infligindo-lhes pesadas baixas e elevado número de prisioneiros. Demonstrou raras qualidades de abnegação, heroísmo, valentia e coragem, arriscando a vida por vezes.


Promoção por distinção — Por Portaria de 27 de Agosto de 1965, publicada na OE n.º 20 — 2.ª série, de 1965:

 

Promovido por distinção a Major, nos termos dos artigos 92.º e 93.º do Decreto-Lei n.º 36 304, alterado pelo Decreto-Lei n.º 38 916, de 18 de Setembro de 1952, o Capitão de Infantaria, Artur Fernandes Baptista.

 

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Jornal do Exército, ed. 55, de Jul1964

 

 

 

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