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Condecorações

Augusto António da Fonseca Montês, Furriel Mil.º de Cavalaria ‘Comando’, da 4.ª CCmds

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

CG-1classe-colectiva-CG2classeAugusto António da Fonseca Montês

 

Furriel Mil.º de Cavalaria ‘Comando’, n.º 08141165

 

4.ª Companhia de Comandos

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Moçambique:

 

26 de Novembro de 1966 a 19 de Novembro de 1968

 

Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

Nota: Clique nos sublinhados que se seguem para visualização dos conteúdos_

 

 

Augusto António da Fonseca Montês, Furriel Mil.º de Cavalaria ‘Comando’.


15-RAL1Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 – Sacavém) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 4.ª Companhia de Comandos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;


No dia 9 de Novembro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde Óbidos, embarca no NTT ‘Império’ com destino àquela Província Ultramarina, onde desembarcou, em Lourenço Marques, no dia 26 de Novembro de 1966;


4-CCmds-450No dia 19 de Novembro de 1968, no porto de Nacala, embarca no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 18 de Dezembro de 1968;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 25 de Março de 1969, publicada nas Ordens de Serviço n.º 28, de 30 de Agosto de 1968, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique e n.º 72 de 7 de Setembro do mesmo ano, do Quartel General da Região Militar de Moçambique e na Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª série, de 1969;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe, conforme Aviso (extracto) n.º 7788/2014, publicado no Diário da República, n.º 128/2014, Série II, de 7 de Julho de 2014
 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

 

CG-2-Classe-VM-720Furriel Miliciano de Cavalaria ‘Comando’
AUGUSTO ANTÓNIO DA FONSECA MONTÊS
 

4ªCCmds - RAL 1
MOÇAMBIQUE


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 12 - 3.ª série, de 1969.


Por Portaria de 25 de Março de 1969:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Furriel Miliciano de Cavalaria ‘Comando’, Augusto António da Fonseca Montês, da 4.ª Companhia de Comandos - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 28, de 30 de Agosto de 1968, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique e n.º 72 de 7 de Setembro do mesmo ano, do Quartel General da Região Militar de Moçambique)


Que, o General Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, por seu despacho de 29 de Agosto de 1968 e por proposta do Comandante da Região Militar de Moçambique, louvou o Furriel Miliciano de Cavalaria ‘Comando’, Augusto António da Fonseca Montês, da 4.ª Companhia de Comandos, pela maneira magnífica como tem demonstrado ser possuidor de inegáveis qualidades de estoicismo, sangue frio e de uma excelente e enérgica determinação de obter sempre bons resultados em combate, alheio aos riscos pessoais, a sacrifícios ou hesitações por mais árdua, difícil ou perigosa que seja a missão.


Em todas as missões em que tem tomado parte, o Furriel Montês põe sempre no seu cumprimento integral toda a sua boa vontade, todo o seu entusiasmo e espírito de sacrifício, contagiando os seus subordinados, que o seguem sem a mais pequena hesitação.


Das muitas acções em que se tem distinguido, destacamos a "Falcão III", em que teve comportamento brilhante, durante a acção e tendo na parte final abatido com um único tiro certeiro, à distância de 120 metros, uma sentinela inimiga armada, tendo-lhe capturado a arma.


Na Operação "Marte" foi dada ao Furriel Montês a responsabilidade de comandar um Grupo de Comandos, tendo cumprido total e brilhantemente a missão de que foi incumbido. Logo que caiu a primeira bomba, lançada pela Força Aérea Portuguesa, correu cerca de 500 metros, para tapar uma das direcções mais prováveis da fuga do inimigo; ainda não tinha atingido a posição que lhe tinha sido determinada, quando o inimigo abriu sobre ele e seu pessoal nutrido fogo.


De reacções rápidas, o Furriel Montês, coadjuvado pelo seu pessoal, entra em combate e abate seis elementos armados, capturando-lhes as armas.


Correcto no trato, disciplinado e disciplinador, é, pelas qualidades apontadas e pelos excelente serviços já desempenhados, bem digno do reconhecimento do Exército que serve e da gratidão da Pátria, que merece.
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15-RAL14.ª Companhia de Comandos
 

Identificação:
4ªCCmds


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 – Sacavém)


Comandantes:
Capitão Mil.º ‘Comando’ Horácio Francisco Martins Valente
Capitão Mil.º ‘Comando’ José Manuel da Glória Belchior
Alferes Mil.º ‘Comando’ Gonçalo Nuno Duarte Sampaio Fevereiro
 

4-CCmds-450Divisa:
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
 

Partida:
Embarque no dia 9 de Novembro de 1966; Desembarque no dia 26 de Novembro de 1966
 

Regresso:
Embarque no dia 19 de Novembro de 1968
 

Síntese da Actividade Operacional
Desembarcou em Lourenço Marques, a 26 de Novembro de 1966, seguindo para Vila Cabral, onde decorreu a 2.ª fase da instrução de 2 de Dezembro de 1966 a 22 de Março de 1967.


Na situação de intervenção do Sector A (ali sedeado), desenvolveu intensa actividade operacional em várias regiões, nomeadamente:

Bandece,
Maniamba,
Cantina Dias,
Unango,
Metangula,
Lunho,
Muembe,
Massangulo, do rio Lucheringo, confluência dos rios Litcheze e Luangua e
Monte Chissindo, efectuando entre outras, as operações:
"Aleluia",
"Bendo",
"Bicada",
"Condor",
"Falcão 1 e 3",
"Corvo 1 e 3",
"Marte",
"Demonstração",
"Luar Novo",
"Alferes Abreu",
"Raio de Luz" e
"Gungunhana" (no regresso desta, a Vila Cabral, integrada numa coluna auto em Nova Coimbra, percorridos poucos quilómetros, a viatura da frente, onde seguia o Comandante da Companhia [Capitão Mil.º ‘Comando’ Horácio Francisco Martins Valente] e um oficial subalterno, accionou uma mina Anti-Carro, em 11 de Agosto de 1968, causando a morte do 1.º e ferimentos graves no 2.º.


De salientar a operação "Marte", efectuada com o reforço de um grupo de milícias e apoiada pela Força Aérea, na zona do monte Chissindo (Lunho), que resultou em 1 de Abril de 1968, a destruição da base Provincial Gungunhana, muitas baixas inimigas e a captura de grande quantidade de material de guerra e documentos e a destruição de depósito com quantidade considerável de fardamento e calçado.


Participou nas operações
"Pamplona" (nascentes do rio Lucambo),
"Cá Estamos" (NE de Muembe),
"Bom Começo" (zona entre os rios Luangua e Luambala e localidades de Cantina de Matucuta e Jambone),
"Pois é" (zona do rio Lugola) e
"Filho Prodigo" (Unango).


 

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