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Condecorações

Augusto da Fonseca Laje, Coronel de Cavalaria

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

Notícia e foto cedida pelo veterano Mário Prudêncio

Apoio de um colaborador do portal UTW

Foto extraída do site "Batalhão Ás de Espadas"

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

Faleceu, no dia 15 de Abril de 2010, o veterano

 

Augusto da Fonseca Laje

 

Coronel de Cavalaria, na situação de reforma

 

Comissões de serviço no

Estado da Índia Portuguesa

Província Ultramarina de Moçambique

 

Comandante do

Batalhão de Cavalaria 1879 «NA GUERRA, CONDUTA MAIS BRILHANTE» (Moçambique)

Comandante do

Batalhão de Cavalaria 2899 «O ÁS DE ESPADAS» (Angola)

Medalha de Mérito Militar de 2ª classe

Comenda da Ordem Militar de Avis

Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar

Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma

 

Augusto da Fonseca Laje, Coronel de Cavalaria na situação de reforma;


Nasceu a 23 de Setembro de 1922 na Maceira, sede de freguesia do concelho de Fornos de Algodres.


Em 1933 ingressa no Colégio Militar, onde seis anos depois chega a comandante do batalhão escolar;


No ano lectivo 1941/42 frequenta na Universidade de Coimbra os preparatórios militares;
Em Novembro de 1942 ingressa na Escola do Exército;


Concluído o curso de cavalaria, sucessivamente promovido a alferes e a tenente do quadro permanente da respectiva arma;


Promovido a capitão, cumpre comissões de serviço no Estado da Índia Portuguesa e na Província Ultramarina de Moçambique;


Em 21 de Junho de 1961, encontrando-se colocado na Academia Militar, nomeado ajudante-de-campo do respectivo comandante;


Em 25 de Setembro de 1962 cessa as anteriores funções e passa a professor-adjunto da 42ª cadeira (armamento, viaturas blindadas e tiro), da Academia Militar;


No final de 1962 nomeado para frequentar no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) o curso de promoção a oficial superior;


Em 24 de Abril de 1963 promovido a major;


Em 22 de Janeiro de 1964 transferido para o Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Ajuda), mantendo funções na Academia Militar;


Em 20 de Agosto de 1964 cessa funções na Academia Militar;


Em 26 de Junho de 1965 nomeado para servir no Ultramar;


De 16 de Agosto a 11 de Setembro de 1965 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE-Lamego) o estágio E3 de contra-insurreição;


Em 12 de Janeiro de 1966 embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Nacala, como 2º comandante do Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879), mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) a fim de render em Metangula (noroeste distrital do Niassa), um batalhão de infantaria;


Em 3 de Agosto de 1967 promovido a tenente-coronel, assume no Alto Molocué (norte distrital da Zambézia) o comando do Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879);


Em 23 de Fevereiro de 1968 regressa à Metrópole;


Em 1 de Abril de 1968 novamente colocado na Academia Militar, para desempenhar funções de professor catedrático da 30ª cadeira;


Em 21 de Maio de 1968 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2ª classe;


Em 4 de Dezembro de 1969, tendo sido designado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa com destino a Luanda, a fim de assumir o comando do Batalhão de Cavalaria 2899 (BCav2899), mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para render em Cangamba (distrito do Moxico), um batalhão de infantaria;


Em 15 de Julho de 1970 agraciado com a comenda da Ordem Militar de Avis;


Em 18 de Janeiro de 1972 regressa à Metrópole e fica colocado no Regimento de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco);


Em 29 de Março 1972 agraciado com a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar;


Em 24 de Outubro de 1972 nomeado comandante do corpo de alunos da Academia Militar;


Em 23 de Dezembro de 1972 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, por ter sido louvado pelo anterior CCFAA (Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola)...


... «Porque durante o tempo em que o seu batalhão permaneceu em sector, no Leste de Angola, em zona nevrálgica afectada pelo terrorismo, soube insuflar no seu pessoal um espírito vincadamente ofensivo, que, posto em acção, levou a desorganização e a insegurança ao seio do inimigo, que perseguiu sempre até aos seus mais recônditos refúgios, desalojando-o e furtando-lhe condições de vida, espírito por demais demonstrado em determinadas operações que desencadeou com a maior oportunidade, antecipando-se a declaradas intenções do inimigo de atacar as suas guarnições, accionando com grande desembaraço os meios postos à sua disposição. Nestas operações, o seu batalhão, mercê de um espírito extraordinário de dedicação, sacrifício e entusiasmo, obteve resultados a todos os títulos assinaláveis.
O historial do seu batalhão está vincado ainda por uma série de outras operações e acções em que predominam o entusiasmo, a capacidade e o espírito de bem cumprir.
Posteriormente, tendo mudado de zona de acção, o tenente-coronel Laje utilizou novamente o seu saber e tacto numa campanha de acção psicológica singular, através da qual conseguiu, mais uma vez, orientar a sua actuação em prol de uma maior dignificação da sua unidade, o que conseguiu mediante uma acção psico-social a todos os títulos bem conduzida, onde sobressai o contacto permanente com autoridades administrativas, autoridades tradicionais e população.
A par disso, soube orientar o seu pessoal no sentido de uma notável melhoria das instalações a seu cargo e ainda das populações à sua guarda, exercendo adequada acção tendente à sua promoção, e também na congregação dos esforços dos elementos de tropas especiais postos à sua disposição, cuja eficiência operacional atingiu nível elevado.
Assim, o tenente-coronel Laje, com o seu alto sentido do dever, com o seu elevado poder de decisão, com a sua coragem, com o seu optimismo, com seu real sentir do modo como devem ser conduzidas as operações, com o seu espírito aberto à troca salutar de impressões e desassombro com que se empenhou na resolução dos assuntos de serviço e do bem-estar dos seus subordinados, com o seu vincado sentido de colaboração e lealdade, merece ser apontado como um oficial que muito honra a arma de cavalaria e o Exército, e que os serviços por si desempenhados sejam considerados relevantes e distintos.
»


Em 23 de Março de 1973 promovido a coronel;


Em 3 de Setembro de 1973, por despacho é considerada a sua inamovibilidade, do cargo que desempenha na Academia Militar, até final do ano lectivo;


Em 18 de Janeiro de 1974 cessa funções de comandante da Academia Militar, passando a comandar a Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém);


Ao final da tarde de 24 de Abril de 1974, após chamar ao seu gabinete alguns oficiais, cessa voluntariamente o comando da EPC (Escola Prática de Cavalaria) e viaja para Lisboa;


Em 6 de Junho de 1974 considerado apresentado na Direcção da Arma de Cavalaria;


Em 16 de Setembro de 1974, contando 39 anos de serviço, é passado à situação de reserva.

 

Paz à sua Alma.

 

 

 

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