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Condecorações

Augusto dos Santos Almeida, Soldado de Artilharia, da CArt1469/BArt1869

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, pág.s 249 e 249, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 412 e 413 da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 92, pág. 6, de Agosto de 1967

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

Augusto dos Santos Almeida

Soldado de Artilharia, n.º 1031/65-M

 

Companhia de Artilharia 1469

 

Batalhão de Artilharia 1869

 

«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»

 

Angola: 26Dez1965 a 10Fev1968

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

Augusto dos Santos Almeida, Soldado de Artilharia, n.º 1031/65-M.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada  2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Artilharia 1469 do Batalhão de Artilharia 1869 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no período de 26 de Dezembro de 1965 a 10 de Fevereiro de 1968.

 

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

 

 

Soldado de Artilharia, n.º 1031/65-M
AUGUSTO DOS SANTOS ALMEIDA
 

CArt1469/BArt1869 - RAP2
ANGOLA
 

Grau: Cobre, com palma
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração, publicado na OE n.º 13 - 3.ª série, de 1967:
Por Portaria de 28 de Março de 1967:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Soldado n.º 1031/65-M, Augusto dos Santos Almeida, da Companhia de Artilharia n.º 1469 - Batalhão de Artilharia n.º 1869 - Regimento de Artilharia Pesada n.º 2, porque, no dia 6 de Dezembro de 1966, quando o seu Grupo de Combate que escoltava uma coluna de viaturas civis foi emboscado por um numeroso e bem armado grupo inimigo, apesar de ter sido ferido logo aos primeiros tiros, manteve serena energia debaixo de fogo extremamente intenso, certeiro e ajustado sobre ele, de tal forma que foi novamente ferido, tendo-se verificado, posteriormente, que apresentava cinco perfurações por bala.


Mesmo assim conservou um sangue-frio e uma calma absolutamente invulgares que lhe permitiram, apesar da gravidade do seu estado, enfrentar com decisão e coragem dois elementos inimigos que iniciavam o assalto à estrada, abatendo-os, permitindo a captura de uma espingarda semi-automática que um deles empunhava e impedindo o outro de levar consigo uma espingarda das nossas tropas de que já se apoderara.


A sua acção decidida e corajosa desmoralizou o inimigo que, se tivesse sido bem sucedido no primeiro assalto, dizimaria os restantes elementos já fora de combate e capturaria elevado número de armas.


Revelou possuir, em combate, coragem e calma invulgares, abnegação, espírito de sacrifício e desprezo pela vida, pois, apesar de já duramente atingido, não hesitou em revelar ao inimigo a sua posição para defender a vida dos seus camaradas feridos e impedidos de reagirem pelo fogo.


Ministério do Exército, 28 de Março de 1967. O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na OE n.º 12 - 3.° série, de 1967:
Por Portaria de 28 de Março de 1967:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, nos termos do artigo 7.º, com referência ao paragrafo 1.º do artigo 51.º, ambos do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Soldado n.º 1301/65-M, Augusto dos Santos Almeida, da Companhia de Artilharia n.º 1469/Batalhão de Artilharia n.º 1869 — Regimento de Artilharia Pesada n.º 2.


Ministério do Exército, 28 de Março de 1967. O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

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Jornal do Exército, ed. 92, pág. 6, de Agosto de 1967

 

Soldado Augusto dos Santos Almeida


Porque, no decorrer duma emboscada montada por um numeroso e bem armado grupo inimigo, tendo sido ferido logo aos primeiros tiros, manteve-se serenamente em acção sob fogo intenso ajustado sobre ele, de que resultou voltar a ser atingido.


A despeito do seu estado, resultante de ter sido atingido por 5 vezes, enfrentou com decisão dois elementos inimigos que iniciavam o assalto, abatendo-os, o que permitiu evitar que fossem dizimados os seus camaradas igualmente feridos e impedidos de reagir e que o inimigo, desmoralizado pela sua acção, abandonasse o terreno sem finalizar o assalto.


Mostrou assim possuir coragem e calma invulgares, abnegação, espirito de sacrifício e desprezo pela vida, revelando sem hesitar a sua posição ao inimigo para salvar a vida dos seus companheiros.


É condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe
[Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma].

 

 



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Batalhão de Artilharia N.º 1869
 

Identificação:
BArt1869
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia José Pires Simões
 

2.º Comandante:
Major de Artilharia António da Silva Pereira
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Victor Manuel de Oliveira Santos
Capitão de Artilharia Luís Maria de Saldanha Oliveira e Sousa

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército João Artur Marques da Rocha
 

Companhia de Artilharia 1467 (CCac1467):
Capitão de Artilharia Júlio Alfredo Campos Nunes de Sousa
 

Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468):
Capitão de Artilharia Ezequiel Póvoa Guiné
 

Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469):
Capitão de Artilharia António Eduardo de Carvalho Lopes
 

Divisa:
"FORÇA E HONRA"

"BRAVOS E SEMPRE LEAIS"
 

Partida:
Embarque no dia 17 de Dezembro de 1965, no NTT «Vera Cruz»; desembarque no dia 26 de Dezembro de 1965

 

Regresso:
Embarque no dia 10 de Fevereiro de 1968, no NTT «Uige»; desembarque no dia 26 de Fevereiro de 1968.


Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) foi destinado ao subsector de Úcua, no sector Q da ZIN (Zona Intervenção Norte), onde em 8 de Janeiro de 1966, rendeu o Batalhão de Caçadores 749 (BCac749), assumindo a responsabilidade da ZA (Zona de acção).

 

O dispositivo adoptado foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) no Úcua, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) na Mussenga, a
Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) no Bom Jesus e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Piri; a
Companhia de Caçadores 593 (CCac593) e depois a Companhia de Caçadores 760 (CCac760) aquartelaram nas Mabubas e a
Companhia de Caçadores 714 (CCac714) no Caxito, tendo a partir de Junho de 1966, esta Companhia de Caçadores passado a ter seis destacamentos na sua ZA (Zona de Acção); destacamentos de pelotão guarneciam a roça Quibaba, Fazenda Maria Paula, Fazenda Maria Manuela, Fazenda Icau e Libongos.


A partir de Dezembro de 1966, dois pelotões da Companhia de Caçadores 1434 (CCac1434) reforçaram o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869), no Piri, passando depois toda a Companhia de Caçadores para Quibaxe e a


Companhia de Caçadores 1203 do Regimento de Artilharia 21 (CCac1203/RI21) (Guarnição Normal) em Pango Aluguem com nove destacamentos, sob o controlo do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869).


Com a remodelação verificada em 27 de Abril de 1967, por saída de Quibaxe do Agrupamento 1978 (CmdAgr1978), o dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Quibaxe, bem como a Bateria 1441 (Btr1441), a
Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) em Bom Jesus, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) em Mussenga e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Píri;
Como reforços dispôs da Companhia de Caçadores 1434 (CCac1434) em Quibaxe,
Companhia de Caçadores 1203 do Regimento de Artilharia 21 (CCac1203/RI21) (Guarnição Normal) em Pango Aluguem e
Pelotão de Morteiros 1305 (PelMort1305) na roça Pango;
Existiam 10 destacamentos na ZA (Zona de Acção).


O inimigo era organizado e aguerrido, reagindo às penetrações, fazendo emboscadas por vezes, como à coluna logística no itinerário Sassa-Píri, em 6 de Dezembro de 1966; ou atacando aquartelamentos, como o de Úcua, em 15 e 16 de Janeiro de 1966; o de Bom Jesus, por 3 vezes entre 16 de Janeiro e 6 de Fevereiro de 1966; e a Fazenda Maria Paula, em 9 de Julho de 1966.


A actividade das Nossas Tropas obteve êxitos nas operações
"Onga Bunzo",
"Festa Brava",
"Reunião de Galos" e
"Galos Audazes" e sobretudo "Estrela de Alva" e acções "Temotaia" e "Quionguc", que se traduziram em fortes baixas inimigas e armamento capturado.


De registar, durante a estada da Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) na ZA (Zona de Acção), as primeiras apresentações de população desde 1961.


Em 8 de Maio de 1967, o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869)foi rendido em Quibaxe pelo Batalhão de Caçadores 1908 (BCac1908), e rodou para o subsector de Santo António do Zaire, no Sector A, na ZIN (Zona Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 774 (BCac774), tendo assumido a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) em 17 de Maio de 1967.


O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS), em Santo António do Zaire, a
Companhia de Artilharia 1468 (CArt1468) em Quinzau e a
Companhia de Artilharia 1469 (CArt1469) no Quelo;
Como reforços dispôs da
Companhia de Caçadores 105 do Regimento de Infantaria 20 (CCac105/RI 20) (Guarnição Normal) e depois a
Companhia de Caçadores 106 do Regimento de Infantaria 20 (CCac106/RI20) (Guarnição Normal) em Benza.
A Companhia de Artilharia 1467 (CArt1467) foi cedida como reforço ao Batalhão de Caçadores 1902 (BCac1902) e depois ao Batalhão de Caçadores 1931 (BCac1931), em Ambrizete.


Na nova Zona de Acção o inimigo actuava com grupos móveis que protegiam os movimentos das suas colunas logísticas; todavia não possuía instalações permanentes.


O esforço do Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) foi orientado para a detenção e detecção dos movimentos do inimigo e estreitos contactos com autoridades e populações, para obtenção de notícias, bem como visou a melhoria de condições sócio-económicas das populações e sua protecção contra assaltos, raptos, outras acções violentas.


Em 3 de Fevereiro de 1968, o Batalhão de Artilharia 1869 (BArt1869) deixou o subsector, tendo sido rendido pelo Batalhão de Caçadores 1903 (BCac1903).

 


 

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