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Condecorações

Bubacar Jaló, Alferes Graduado 'Comando', da 2ªCCmdsAfr/CTIG

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VII, pág. 60, da RHMCA / CECA / EME

5.º Volume, Tomo VIII, pág.s 177 e 178, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 660 e 661, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 650 e 651, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo II, Livro 2, pag. 171, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 117, pág. 46, de Setembro de 1969

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Bubacar Jaló

 

Soldado de Artilharia, n.º 82058367

 

12.º Pelotão de Artilharia do Grupo de Artilharia 7/CTIG

 

«DE FORTES E GENTE APERCEBIDA»

 

Alferes Graduado 'Comando'

 

2.ª Companhia de Comandos Africanos/CTIG

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio 'Governador' da Guiné

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

Bubacar Jaló, Alferes Graduado 'Comando', n.º 82058367, natural da freguesia de São Benedito, concelho de Fulacunda, da Província Ultramarina da Guiné, filho de Assumane Jaló e de Sali Matu Baló, casado com Fanta Sané.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) para servir Portugal naquela Província Ultramarina como

 

Soldado de Artilharia, integrado no 12.º Pelotão de Artilharia do Grupo de Artilharia 7 (12ºPelArt/GA7) «DE FORTES E GENTE APERCEBIDA», do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG), e

 

Alferes Graduado 'Comando', integrado na 2.ª Companhia de Comandos Africanos (2ªCCmdsAfr) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG).

 

Faleceu, no dia 16 de Fevereiro de 1973, no Hospital Militar de Bissau, vítima de ferimentos em combate, ocorridos durante a Operação «Esmeralda Negra», em Mamboncó (itinerário Porto Gole > Mamboncó).

 

Está inumado no cemitério de Aldeia Formosa, da Província Ultramarina da Guiné.

 

 

Paz à sua Alma

 

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 54, de 31 de Dezembro de 1970, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG) e na Ordem do Exército n.º 3, 3.ª série, de 1972.

 

Prémio Governador da Guiné (Jornal do Exército, ed. 117, pág. 46, de Setembro de 1969.

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, publicado nas Ordens de Serviço n.º 38. de 20 de Setembro de 1973, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG) e n.º 62, de 30 de Novembro do mesmo ano, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG).

 

 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Soldado de Artilharia, n.º 82058367
BUBACAR JALÓ
 

12°PelArt/GArt 7 - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 3 - 3.ª série, de 1972.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 12 de Novembro de 1971, o Soldado n.º 82058367, Bubacar Jaló, do 12.º Pelotão de Artilharia do Grupo de Artilharia n.º 7 - Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 54, de 31 de Dezembro de 1970, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Que, por seu despacho de 18 de Dezembro de 1970, e por proposta do Comandante do Batalhão de Cavalaria 2922 (BCav2922), louvou o Soldado n.º 82058367, Bubacar Jaló, do 12.º Pelotão de Artilharia do Grupo de Artilharia n.º 7 (12°PelArt/GArt7) e adido ao Batalhão de Cavalaria 2922 (BCav2922), porque, durante uma emboscada montada pelo inimigo a uma coluna das Nossas Tropas, ao ver cair a seu lado um apontador do LGFog (lança-granadas foguete), pegou na arma e tentou fazer fogo com a mesma contra os elementos inimigos que tinha referenciado. Como não conseguisse utilizar a arma, subiu para uma viatura e, a peito descoberto, indicou ao apontador da metralhadora os alvos vistos, atravessando assim a zona de morte.


Foi ainda o primeiro a socorrer os feridos, retirando-os das posições expostas para lugares cobertos, actuando com muita oportunidade, sangue frio e abnegação.

 

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Prémio 'Governador' da Guiné

 

Jornal do Exército, ed. 117, pág. 46, de Setembro de 1969

 

 

SOLDADO BUBACAR JALÓ, da BAC n.º 1


Porque durante um ataque ao aquartelamento da sua Unidade, como o fogo do inimigo foi efectuado de um local mal referenciado e o tiro do morteiro 81 não se podia fazer com precisão, pôs-se de pé em cima do abrigo, a peito descoberto e expondo-se deliberadamente aos rebentamentos das granadas adversárias, conseguindo conduzir com eficiência a regulação do tiro daquela arma e contribuindo assim com a sua atitude para a neutralização do ataque.

 

 

 

 

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

Alferes graduado, Comando
BUBACAR JALÓ
 

2ªCCmds Africanos - CTIG
GUINÉ
 

3.ª CLASSE (Título póstumo)
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 6 - 2.ª série, de 1974.
 

Agraciado, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 30 de Novembro de 1973, o Alferes graduado, Comando, Bubacar Jaló, da 2.ª Companhia de Comandos Africanos, do Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas OS n.º 38, de 20 de Setembro de 1973, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG) e n.º 62, de 30 de Novembro do mesmo ano, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG):


O General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por seu despacho de 30 de Novembro de 1973, louvou, a título póstumo, o alferes graduado, Comando, Bubacar Jaló, da 2.ª Companhia de Comandos Africanos, porque, ao longo da sua actividade operacional no Território Operacional (TO) da Guiné, demonstrou possuir as mais elevadas virtudes militares, que fizeram dele um combatente exemplar.


Nas operações em que tornou parte impôs o seu real valor e, sobretudo, a sua grande capacidade de comando, incutindo nos seus homens elevado espírito de corpo e transmitindo-lhes a confiança e moral necessários nos momentos difíceis.


De salientar a sua actuação na Operação "Safira Solitária", pois que, dispondo o seu Grupo de Combate em frente a uma "cambança" e no ponto em que se esperava que o inimigo viesse a passar, conseguiu que fossem eliminados os elementos que tentavam transpor o rio, capturando o respectivo material.


Na Operação "Falcão Dourado", na qual houve um violento contacto com numeroso grupo inimigo, manteve, decidida e corajosamente, os seus homens sob controlo vigoroso, levando o inimigo à fuga e impedindo-o de recuperar os mortos.


Pronta, abnegada e muito eficiente se revelou a sua actuação no decurso da operação "Topázio Cantante" ao socorrer um grupo das Nossas Tropas que se encontrava em sérias dificuldades, o que conseguiu com assinalado êxito infligindo várias baixas ao inimigo.


Igualmente o seu grande espírito de abnegação e corajosa iniciativa foram evidenciados na operação "Esmeralda Negra" ao dispensar auxílio a uma força das Nossas Tropas em perseguição de um grupo inimigo, sendo então mortalmente atingido pelo fogo que incidia sobre o agrupamento que comandava.


O seu elevado sangue-frio, o espírito de sacrifício e o amor ao risco constituíram sempre um exemplo para os seus subordinados e motivo da consideração dispensada pelos seus superiores.


Pela sua destacada conduta, em campanha, o Alferes Bubacar Jaló honrou os Comandos da Guiné, que serviu com a maior devoção e ganhou jus a pública distinção.

 

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Grupo de Artilharia de Campanha N.º 7
Grupo de Artilharia N.º 7
 

Identificação:
GAC7
GA 7


Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia António Luís Alves Dias Ferreira da Silva
Tenente-Coronel de Artilharia António Cirne Correia Pacheco
Tenente-Coronel de Artilharia Martinho de Carvalho Leal
Major de Artilharia José Faia Pires Correia


2.º Comandante (a):
Major de Artilharia João Manuel de Magalhães Melo Mexia Leitão
Major de Artilharia José Joaquim Vilares Gaspar
Major de Artilharia Martinho de Carvalho Leal
Major de Artilharia José Faia Pires Correia
Capitão de Artilharia Jaime Simões da Silva
 

(a) só a partir de 27 de Março de 1971


Divisa:

«DE FORTES E GENTE APERCEBIDA»
 

Início:
1 de Julho de 1970
 

Extinção:
14 de Outubro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
A unidade foi criada em 1 de Julho de 1970, a partir dos meios de Artilharia da Bateria de Artilharia de Campanha 1 (BAC 1), os quais já englobavam, na altura, 114 bocas de fogo constituídas em 27 pelotões, dos quais 16 pelotões eram de material 10,5, 2 pelotões de 11,4 e 9 pelotões de 14. Posteriormente, foram ainda organizados mais um pelotão de 10,5, em 1972 e mais um pelotão de 8,8, outro de 10,5 e dois pelotões de 14, em 1973.


Na sequência da missão da Bateria de Artilharia de Campanha 1 (BAC 1), continuou a exercer o comando e controlo técnico dos diferentes pelotões colocados em apoio de fogos das diversas guarnições do interior, tendo comandado e coordenado diversas acções de fogo sobre bases inimigas situadas junto da fronteira. Comandou e coordenou ainda a actividade das subunidades de AA (Artilharia Antiaérea).


Em 14 de Novembro de 1970, passou a designar-se Grupo de Artilharia n.º 7 (GA7), a fim de harmonizar a sua designação com o comando e controlo de baterias de AA (Artilharia Antiaérea), entretanto colocadas na Guiné, de acordo com despacho ministerial de 11 de Agosto de 1970.


Após a recolha dos pelotões existentes, de acordo com o plano de retracção do dispositivo, a Unidade foi desactivada a partir de 2 de Setembro de 1974, tendo sido posteriormente extinta.

 

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2.ª Companhia de Comandos Africanos
 

Identificação:
2ªCCmdsAfr

 

Comandante:
Tenente Graduado 'Comando' Mamadu Saliu Bari
Tenente Graduado 'Comando' Adriano Sisseco
Tenente Graduado 'Comando' Armando Carolino Barbosa
 

Início:
15 de Abrl de 1971
 

Extinção:
7 de Setembro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
Foi organizada e instruída em Fá Mandinga a partir de 15 de Abril de 1971 exclusivamente com pessoal africano natural da Guiné e foi formada com base em anterior Grupos de Comandos existentes junto dos batalhões e com graduados vindos da 1.ª Companhia de Comandos Africanos (1ªCCmdsAfr), tendo realizado o treino operacional de 28 de Agosto a 23 de Setembro de 1971, o qual incluiu a participação em operações realizadas nas regiões de Sancorlá-Cossarandim e Ponta Varela, no sector do Batalhão de Artilharia 2917 (BArt2917).


A subunidade ficou colocada em Fá Mandinga, com a função de intervenção e reserva do Comando-Chefe, tendo sido atribuída inicialmente ao Batalhão de Artilharia 2917 (BArt2917), com vista à realização de operações nas regiões de Malafo-Enxalé, em 10 e 11 de Setembro de 1971 e Gã Júlio, de 2 a 4 de Outubro de 1971.


Em meados de Outubro de 1971, passou a ficar instalada em Brá (Bissau) nas instalações do futuro Batalhão de Comandos (BCmds), em conjunto com a 1.ª Companhia de Comandos Africanos (1ªCCmdsAfr) com a qual passou a tomar parte em operações realizadas em regiões diversas, nomeadamente nas regiões de


Cancodeá Beafada, em 6 de Outubro de 1971; do
Choquemone, de 18 a 22 de Outubro de 1971; de
Tancroal, de 29 de Outubro a 1 de Novembro de 1971; do
Morés, de 20 a 24 de Dezembro de 1971 e de 7 a 12 de Fevereiro de 1972; de
Gussará-Tambicó, de 30 de Maio a 3 de Junho de 1972 e ainda as operações preparatórias e de consolidação da instalação do Comando Operacional 7 (COP7) na península de
Gampará (operação "Satélite Dourado", de 11 a 15 de Novembro de 1971 e operação "Pérola Amarela", de 24 a 28 de Novembro de 1971.


Tomou também parte em operações desenvolvidas pelo Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) na região de


Caboiana-Churo, de 28 de Abril a 1 de Maio de 1972, de 26 a 28 de Junho de 1972 e de 19 a 21 de Dezembro de 1972 e pelo
Comando Operacional 4 (COP4), de 28 de Março a 8 de Abril de 1972.


Realizou ainda operações em diversas zonas de acção, nomeadamente na região de

 

Suarecunda, em 17 de Janeiro de 1972 e de 18 a 21 de Maio de 1972, no sector do Batalhão de Caçadores 3832 (BCac3832) e de

Sare Bacar, em 6 de Maio de 1972, no sector do Batalhão de Cavalaria 3864 (BCav3864), entre outras.


Em 2 de Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de Comandos (BCmds), então criado, tendo tomado parte em toda as operações planeadas e comandadas por este batalhão e tendo ainda sido atribuída algumas vezes para realização de operações desenvolvidas pelos sectores ou comandos equivalentes.


A 2.ª Companhia de Comandos Africanos (2ªCCmdsAfr) foi desactivada e extinta em 7 de Setembro de 1974, com as restantes forças do Batalhão de Comandos (BCmds).

 


 

 

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