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Guiné

Octávio Emanuel Barbosa Henriques, Capitão de Artilharia 'Comando'

 

 

HONRA E GLÓRIA

e

Nota de óbito

Elementos cedidos pelo veterano

JC Abreu dos Santos

 

 "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Faleceu, no dia 17 de Fevereiro de 2007, o veterano

 

 

Octávio Emanuel Barbosa Henriques

 

Coronel de Artilharia 'Comando', na situação de reforma

 

Guiné: Comandante da

 

Companhia de Caçadores 2316 do Batalhão de Caçadores 2835

«NAS ARMAS SINGULARES»

 

 

 

 

Guiné: Instrutor da

1.ª Companhia de Comandos Africanos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Guiné: Comandante da

27.ª Companhia de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Angola: Comandante da

Companhia de Comandos 2041

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma

 

 

Octávio Emanuel Barbosa Henriques, Coronel de Artilharia 'Comando, na situação de reforma.


Nascido no dia 11 de Março de 1938, em São Filipe, Ilha do Fogo, arquipélago da (então) Província Ultramarina do Cabo Verde; filho de Carlota Gomes Barbosa e de António Adolfo Avelino Henriques.


No ano lectivo 1963/64 da Academia Militar, sendo aluno alferes miliciano de infantaria, conclui o curso de artilharia e fica colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) para efeito de tirocínio;


Em 3 de Abril de 1964, entretanto transferido para o Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF - Queluz), promovido a alferes miliciano de artilharia (com antiguidade a 1 de Novembro de 1961);


Em 1 de Dezembro de 1964 promovido a tenente miliciano de artilharia;


No ano lectivo 1964/65 regressa à Academia Militar, onde, como aluno aspirante-a-oficial de artilharia (n/m 51373611), conclui o respectivo tirocínio e a especialidade "oficial de artilharia (B)";


De 21 de Abril a 10 de Julho de 1965 frequenta no Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais (CIAAC - Cascais) o estágio de artilharia antiaérea e de costa;


Em 1 de Novembro de 1965 promovido a alferes do quadro permanente da arma de artilharia, sendo colocado no Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF - Queluz);


Em 1 de Dezembro de 1966 promovido a tenente;


De 13 de Novembro de 1967 a 20 de Janeiro de 1968 frequenta nos Serviços Cartográficos do Exército o curso de interpretação fotográfica;


De 22 de Abril a 18 de Maio de 1968 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) o curso de comandos;


Em 1 de Setembro de 1968 promovido a capitão e mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 12 (BA12 - Bissalanca), a fim de assumir em Guileje o comando da Companhia de Caçadores 2316 do Batalhão de Caçadores 2835 (CCac2316/BCac2835) «NAS ARMAS SINGULARES»;


Em 5 de Agosto de 1969 regressa à Metrópole e ao Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego);


Em 30 de Dezembro de 1969, tendo sido mobilizado pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 12 (BA12 - Bissalanca), a fim de ser colocado em Fá Mandinga como instrutor da 1.ª Companhia de Comandos Africanos (1ªCCmds Africanos) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;


Em 5 de Agosto de 1970 transferido para o Cacheu a fim de assumir o comando da 27.ª Companhia de Comandos (27ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;


Em 16 de Dezembro de 1971 regressa a Metrópole, colocado no Regimento de Artilharia de Costa (RAC - Oeiras);


De 6 a 18 de Março de 1972 frequenta no Estado-Maior do Exército (EME) o 1º estágio de oficiais de segurança;

 

Em 24 de Novembro de 1972, tendo sido nomeado por escolha para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 - Luanda), a fim de assumir no Centro de Instrução de Comandos da Região Militar de Angola (CIC/RMA) o comando da Companhia de Comandos 2041 (CCmds2041) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;


Em 1 de Março de 1973 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, pelo relevante desempenho das suas missões na Província Ultramarina da Guiné;


Em 7 de Agosto de 1974 regressa definitivamente à Metrópole, ficando colocado no Batalhão de Comandos (BCmds - Amadora).


Faleceu no dia 17 de Fevereiro de 2007 em Lisboa, coronel de artilharia 'comando' na situação de reforma.


A sua Alma descansa em Paz.

 

 

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma

 


Capitão de Artilharia 'Comando'
OCTÁVIO EMANUEL BARBOSA HENRIQUES
 

27ªCCmds - CIOE
GUINÉ


Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma


Transcrição do Despacho publicado no Diário do Governo n.º 51 - 2.ª série, de 1 de Março de 1973.


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o capitão de artilharia Octávio Emanuel Barbosa Henriques com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, nos termos da alínea b) do artigo 25.º, artigo 63.º e n.º 1 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª série, de 1973):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o capitão de artilharia Octávio Emanuel Barbosa Henriques, pela forma altamente eficiente como comandou a 27.ª Companhia de Comandos, durante a sua comissão de serviço na província da Guiné.


Oficial aprumado e de vincada personalidade, distinguiu-se pelo seu idealismo, firmeza de convicções e entusiástica devoção à profissão militar, confirmando amplamente as notáveis qualidades antes evidenciadas no desempenho das funções de supervisor da 1.ª Companhia de Comandos Africanos.


No desempenho da sua acção de comando revelou excepcional dinamismo e iniciativa, orientando com a maior eficiência as operações da sua Companhia, imprimindo-lhe na execução um notável cunho de agressividade e guindando-a a um lugar cimeiro entre as forças de intervenção do teatro de operações.


Tendo tomado parte em quase todas as acções de combate, sobretudo nas que envolviam maior risco, o seu comportamento teve especial relevância nas operações «Xenofonte», «Xarope», «Urraca» e «Hidra branca», mantendo-se nos lugares mais expostos e lançando-se intrepidamente sobre o inimigo, sempre à frente dos seus homens e constituindo-se, perante eles, um galvanizante exemplo de coragem e determinação.


O capitão Barbosa Henriques revelou-se um oficial altamente qualificado para o comando de tropas em campanha e tomou-se digno de público louvor pelos extraordinários, relevantes e distintos serviços que prestou no teatro de operações da Guiné.

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Batalhão de Caçadores n.º 2835
 

Identificação:
BCac2835
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar)
 

Comandante:
Tenente Coronel de Infantaria Joaquim Esteves Correia
Major de Infantaria Cristiano Henrique da Silveira e Lorena
Tenente Coronel de Infantaria Manuel Maria Pimentel Bastos
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria Cristiano Henrique da Silveira e Lorena
Major de Infantaria Fernando Luís Guimarães da Costa
Major de Infantaria Cristiano Henrique da Silveira e Lorena
 

Oficial de Informações e Operações:
Major de Infantaria Fernando Luís Guimarães da Costa
 

Comandantes de Companhia
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Mário Eurico Moutinho
 

Companhia de Caçadores 2315 (CCac2315):
Capitão Mil.º de Infantaria Francisco José do Nascimento Costa Ferreira
Capitão de Infantaria José Leonardo da Silva Carreto Maia
 

Companhia de Caçadores 2316 (CCac2316):
Capitão de Infantaria Joaquim Evónio Rodrigues de Vasconcelos
Capitão de Infantaria António Jacques Favre Castel Branco Ferreira
Capitão de Artilharia Octávio Manuel Barbosa Henriques
Capitão de Cavalaria José Maria Félix de Morais
 

Companhia de Caçadores 2317 (CCac2317):
Capitão de Infantaria Jorge Barroso de Moura
Capitão de Infantaria António José Claro Pinto Guedes
 

Divisa:
"Nas armas singulares"
 

Partida:

Embarque no dia 17 de Janeiro de 1968, no NTT «UÍGE»; desembarque em 24 de Janeiro de 1968
 

Regresso:
Embarque no de 4 de Dezembro de 1969 (a Companhia de Caçadores 2316 (CCac2316) no dia 8 de Novembro de 1969.
 

Síntese da Actividade Operacional
Após curta permanência em Bissau, sendo as suas subunidades atribuídas em reforço de outros batalhões, assumiu em 21 de Fevereiro de 1968 a responsabilidade do Sector L3, com sede em Nova Lamego e abrangendo os subsectores de Canquelifá, Piche, Pirada, Buruntuma, Bajocunda, Madina do Boé e Nova Lamego, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 1933 (BCac1933).
 

Em 14 de Julho de 1968, com a atribuição de novas subunidades, foram criados os subsectores de Canjadude e Cabuca.


Em 24 de Novembro de 1968, por criação do Sector L4, a sua zona de acção foi reduzida dos subsectores de Piche, Canquelifá, Buruntuma e Bajocunda.


Em 4 de Fevereiro de 1969, o sector foi ainda reduzido do subsector de Madina do Boé, após evacuação da área pelas Nossas Tropas, sendo em 25 de Outubro de 1969 criado o subsector de Madina Mandinga.


De 15 de Março a 11 de Outubro de 1969, integrou, com as suas forças, o dispositivo do Comando Operacional 5 (COP5), então criado.


Desenvolveu intensa actividade operacional num sector de extensa zona fronteiriça, efectuando patrulhamentos, emboscadas e acções ofensivas sobre as linhas de infiltração do inimigo e acções de reacção a flagelações e ataques a aquartelamentos e povoações, especialmente a Madina do Boé, Béli e Buruntuma, a par da construção, reparação e controlo de itinerários e de importante acção psicossocial.


Pela duração, efectivos e importância das áreas batidas, destacam-se as operações "Sempre Firmes", "Bela Obra" e "Nobre Audácia", entre outras.


Dentre o material capturado mais significativo, salienta-se: 1 espingarda, 90 granadas de armas pesadas e a detecção e levantamento de 19 minas.


Em 29 de Novembro de 1969, foi rendido no sector L3 pelo Batalhão de Caçadores 2893 (BCac2893), recolhendo a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

 
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A Companhia de Caçadores 2315 (CCac2315) seguiu em 17 de Fevereiro de 1968 para Binar, a fim de efectuar a adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915), sendo depois colocada como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, com sede em Bissau, tendo realizado, a partir de 10 de Março de 1968, várias operações nas regiões de Bissorã, Binar e Bula e colaborado na protecção aos trabalhos da estrada Bula - João Landim, em reforço do Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915), até 23 de Abril de 1968.


Em 28 de Abril de 1968, passou a reforçar o Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912), substituindo a Companhia de Cavalaria 1749 (CCav1749) como força de intervenção do sector, com a sede em Mansoa e um destacamento em Cutia.


Em 2 de Janeiro de 1969, foi colocada em Mansabá, em reforço do Batalhão de Caçadores 2851 (BCac2851), a fim de tomar parte em operações efectuadas na região do Morés e Banjara e colaborar na protecção aos trabalhos da estrada Mansabá - Farim, mas mantendo dois grupos de combate no sector do Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912), que reforçaram a guarnição de Porto Gole de 25 de Janeiro a 21 de Fevereiro de 1969.


Em 19 de Março de 1969, a companhia foi novamente reunida em Mansoa, onde se manteve até à chegada da Companhia de Caçadores 1684 (CCac1684), em 5 de Abril de 1969, após o que se deslocou para Bissau.


Em 28 de Abril de 1969, marchou para Nova Lamego, a fim de se integrar no dispositivo do seu batalhão [BCac2835], com vista à realização de patrulhamentos e batidas na área e colaboração na desmatação do itinerário Ieromaro - Madina Mandinga.


Entretanto, a partir de meados de Maio de 1969, deslocou os seus efectivos para Dara, com excepção de um pelotão, o qual se manteve em Nova Lamego em reforço da guarnição local e foi, a partir de finais de Agosto de 1969, deslocado para Cambojã. Após deslocamento prévio de efectivos para construção do aquartelamento respectivo, assumiu em 25 de Outubro de 1969 a responsabilidade do subsector de Madina Mandinga, então criado na zona de acção do seu batalhão [BCac2835] e que incluía o pelotão destacado do antecedente em Cambajã e outro em Dara.


Em 29 de Novembro de 1969, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2619 (CCac2619) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


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A Companhia de Caçadores 2316 (CCac2316) ficou inicialmente colocada em Bissau, como subunidade de reserva do Comando-Chefe, tendo deslocado dois pelotões para Bula em 1 de Fevereiro de 1968, a fim de efectuarem o treino operacional e colaborarem na segurança aos trabalhos da estrada Bula - João Landim, sob orientação do Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915); a partir de 18 de Fevereiro de 1968, toda a subunidade foi destacada para Bula.


Em 20 de Março de 1968, seguiu para Mejo, a fim de reforçar os meios do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896) tendo substituido a Companhia de Caçadores 1622 (CCac1622) em 22 de Março de 1968.


De 25 de Abril a 15 de Maio de 1968, na sequência da operação "Bola de Fogo", para ocupação e construção do aquartelamento respectivo, deslocou parte dos seus efectivos para Gandembel, em reforço da sua guarnição.


Em 28 de Maio de 1968, mantendo dois pelotões no destacamento de Mejo, assumiu a responsabilidade do subsector de Guileje, no mesmo sector do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896) e depois do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834), e, de 29 de Agosto a 7 de Dezembro de 1968 do Comando Operacional 2 (COP2), tendo substituído a Companhia de Artilharia 1613 (CArt1613).


Em 23 de Janeiro de 1969, o destacamento de Mejo, sobre o qual o inimigo exercera forte pressão e fortes ataques no final do ano anterior, foi extinto e os pelotões recolheram a Guileje.


Em 21 de Junho de 1969, iniciou a troca, por fracções, com a Companhia de Artilharia 2410 (CArt2410) e assumiu a responsabilidade do subsector de Gadamael, com um pelotão destacado em Ganturé, a partir de 26 de Junho de 1969, no mesmo sector e, após 30 de Setembro de 1969, integrado no sector do Batalhão de Artilharia 2861 (BArt2865).


Em 11 de Outubro de 1969, após sobreposição com a Companhia de Artilharia 2478 (CArt2478) recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso, tendo colaborado na segurança e protecção das instalações e das populações da área, na dependência do Batalhão de Artilharia 2866 (BArt2866).


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A Companhia de Caçadores 2317 (CCac2317) ficou inicialmente colocada em Bissau como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, tendo seguido por fracções, em 1 de Fevereiro e 18 de Fevereiro de 1968, para Bula, a fim de efectuar a adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915).


Em 2 de Março de 1968, deslocou-se para Mansabá, a fim de reforçar o Batalhão de Cavalaria 1897 (BCav1897), com vista à realização da operação "Alma Forte", na região de Tancroal, recolhendo a Bissau, em 17 de Março de 1968.


Em 20 de Março de 1968, foi deslocada para Guileje, sendo atribuída ao Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896) e depois ao Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) e, de 20 de Agosto a 7 de Dezembro de 1968, ao Comando Operacional 2 (COP2), a fim de reforçar a guarnição local.


A partir de 9 de Abril de 1968, tomando parte na operação "Bola de Fogo", assumiu a responsabilidade do subsector de Gandembel, então criado, procedendo à ocupação e construção do aquartelamento daquela localidade.


Em 29 de Janeiro de 1969, por evacuação desta guarnição e consequente extinção do subsector de Gandembel, recolheu temporariamente a Aldeia Formosa, no sector do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834).


A partir de 8 de Fevereiro de 1969, foi atribuída ao Comando Operacional 4 (COP4), instalando-se em Buba, para colaboração na segurança e protecção aos trabalhos da estrada Buba-Aldeia Formosa e onde se manteve até 14 de Maio de 1969, após o que seguiu para Nova Lamego.


Em 22 de Maio de 1969 foi integrada no dispositivo do seu batalhão [BCac2835] em substituição da Companhia de Artilharia 2338 (CArt2338), assumindo a responsabilidade do subsector a fim de colaborar na segurança e protecção dos trabalhos de construção da pista asfaltada de Nova Lamego, realizando ainda patrulhamentos, escoltas e algumas acções de intervenção no sector e guarnecendo ainda, com um pelotão, o destacamento de Cansissé.


Em 29 de Novembro de 1969, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2618 (CCac2618) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


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1.ª Companhia de Comandos Africanos
 

Identificação:
1ªCCmdsAfr


 

 

Comandante:

 

Capitão Graduado ‘Comando’ João Bacar Jaló

 

Medalhas da Cruz de Guerra de 2.ª e 4.ª classes, Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito e Medalha de Ouro de Serviços Distintos, com palma, a título póstumo.

 

Faleceu no Hospital Militar 241, em Bissau, no dia 16 de Abril de 1971, devido a ferimentos em combate, na operação «Nilo», em Jufandanca, a norte de Tite


 

 

Tenente Graduado ‘Comando’ Abdulai Queta Jamanca

 

 

Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe.

 

Fuzilado pelo PAIGC, em Madina Colhido (Xime), no dia 26 de Agosto de 1974


 

 

 

 

 

Tenente Graduado ‘Comando’ Cicri Marques Vieira

 

 

Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe.

 

Fuzilado pelo PAIGC, em Porto Gole, no dia 18 de Dezembro de 1978

 

 

 

 

 

 

 

Capitão Graduado ‘Comando’ Zacarias Saiegh

 

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma.

 

Fuzilado pelo PAIGC, em Porto Gole, no dia 18 de Dezembro de 1978
 

 

 

Início:
9 de Julho de 1969
 

Extinção:
7 de Setembro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
Foi organizada em Fá Mandinga a partir de 9 de Julho de 1969, exclusivamente com pessoal natural da Guiné e foi formada com base em anteriores Grupos de Comandos existentes junto dos batalhões, tendo iniciado a sua instrução em 6 de Fevereiro de 1970 e efectuado o juramento de bandeira em 26 de Abril de 1970.


A subunidade ficou colocada com a sede em Fá Mandinga, com a missão de intervenção e reserva do Comando-Chefe, após ter terminado o seu treino operacional na região de Bajocunda, de 21 de Junho a 15 de Julho de 1970, e onde, seguidamente, se manteve em reforço do Comando Operacional Temporário 1 (COT1), em face do aumento da pressão inimiga na área, até finais de Setembro de 1970, tendo então recolhido a Fá Mandinga.


A partir de 30 de Outubro de 1970, foi atribuída em reforço de vários sectores, tendo tomado parte em operações nas regiões de Enxalé, de 30 de Outubro a 7 de Novembro de 1970, na zona de acção do Batalhão de Artilharia 2927 (BArt2927); de Nova Sintra, Brandão, Jabadá e Bissássema, de Fevereiro a meados de Julho de 1971, em reforço do Batalhão de Artilharia 2924 (BArt2924).


Tomou ainda parte na operação "Mar Verde", em 21 e 22 de Novembro de 1970, em acção sobre Conacri e destacou três pelotões para reforço temporário das guarnições de Gandembel e Guileje, de princípios de Dezembro de 1970 a finais de Janeiro de 1971.


Em finais de Julho de 1971, seguiu de Tite para Bolama, para um curto período de descanso e recuperação, tendo, em meados de Agosto de 1971, passado a ficar instalada em Brá (Bissau), nas instalações do futuro Batalhão de Comandos (BCmds).


Seguidamente, passou a efectuar operações conjuntas com a 2.ª Companhia de Comandos Africanos (2ªCCmdsAfr), em regiões diversas, nomeadamente nas regiões de


Cancodeá Beafada, em 6 de Outubro de 1971; do
Choquemone, de 18 a 22 de Outubro de 1971; de
Tancroal, de 29 de Outubro a 1 de Novembro de 1971; do
Morés, de 20 a 24 de Dezembro de 1971 e de 7 a 12 de Fevereiro de 1972; de
Gussará-Tambicó, de 30 de Maio a 3 de Junho de 1972 e ainda as operações preparatórias e de consolidação da instalação do Comando Operacional 7 (COP7) na península de Gampará (operação "Satélite Dourado", de 11 a 15 de Novembro de 1971 e a operação Pérola Amarela", de 24 a 28 de Novembro de 1971).


Tomou também parte em operações desenvolvidas pelo Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1), na região de Caboiana - Churo, de 28 de Abril de 1971 a 1 de Maio de 1972, de 26 a 28 de Junho de 1972 e de 19 a 21 de Dezembro de 1972 e pelo Comando Operacional 4 (COP4), na região de Salancaúr - Unal - Guileje, de 28 de Março a 8 de Abril de 1972.


Em 2 de Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de Comandos (BCmds), então criado, tendo tomado parte em todas as operações planeadas e comandadas por este e tendo ainda sido atribuída algumas vezes para realização de operações desenvolvidas pelos sectores ou comandos equivalentes.

 

A 1.ª Companhia de Comandos Africanos (1ªCCmdsAfr) foi desactivada e extinta em 7 de Setembro de 1974, com as restantes forças do Batalhão de Comandos (BCmds).

 

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27.ª Companhia de Comandos
 

Identificação:
27ªCCmds


Unidade Mobilizadora:
Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego)


Comandante:
Capitão Mil.º ‘Comando’ José Eduardo Lima Rebola
Capitão de Artilharia ‘Comando’ Octávio Emanuel Barbosa Henriques
Alferes Mil.º ‘Comando’ Manuel Carlos Génio Vidal
 

Partida:
Embarque no dia 11 de Julho de 1970, no NTT «CARVALHO ARAÚJO»; desembarque no dia 20 de Julho de 1970.
 

Regresso:
Embarque no dia 30 de Maio de 1972
 

Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, seguiu em 25 de Julho de 1970 para Bula, onde iniciou o treino operacional, deslocando-se em 4 de Agosto de 1970 para Cacheu, a fim de completar o referido treino e tomar parte em operações realizadas naquela área em complemento da actividade do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1); mantendo-se em Cacheu como subunidade de intervenção e reserva do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1), tomou parte em diversas operações realizadas nas regiões de Bijope, Burné e Ponta Costa.


Em 6 de Dezembro de 1970, foi colocada em Saliquinhedim, sendo atribuída ao Comando Operacional 6 (COP6), com vista à realização de operações nas regiões de Biribão, Irabato, lonfarim e Berecobá, em cooperação com a segurança e protecção dos trabalhos de asfaltagem da estrada Mansabá - Farim.


Em 6 de Março de 1971, foi deslocada para Fulacunda a fim de tomar parte em operações nas regiões de Gangetra e Príame, em reforço do Batalhão de Artilharia 2924 (BArt2924), após o que recolheu em 17 de Março de 1971 a Bolama e em 13 de Abril de 1971 a Bissau.


Em 23 de Abril de 1971, seguiu para Mansabá, tendo sido atribuída, de novo, ao Comando Operacional 6 (COP6), como subunidade de intervenção e reserva, tendo actuado em operações nas regiões de Morés, Biribão, Tiligi e Mansomine, entre outras.


Transitoriamente, tomou ainda parte em operações na região do Quínara, de 26 a 30 de Junho de 1971, atribuída ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12), e na região de Canjambari, de 27 a 31 de Agosto de 1971 e em 2 de Dezembro de 1971, ambas em reforço do Batalhão de Artilharia 3844 (BArt3844).


Em 24 de Maio de 1972, recolheu a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
 

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Companhia de Comandos 2041
 

Identificação:
CCmds2041
 

Unidade Mobilizadora:
Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego)
 

Comandante:
Capitão de Artilharia ‘Comando’ Octávio Emanuel Barbosa Henriques
Capitão de Infantaria 'Comando Túlio António da Costa Cordeiro
Tenente de Infantaria 'Comando' Manuel António de Melo e Silva
 

Partida:
Embarque, em avião TAM, nos dias 2 e 9 de Agosto de 1972; desembarque nos dias 3 e 10 de Agosto de 1972.
 

Regresso:
Embarque, em avião TAM, no dia 29 de Junho de 1974
 

Síntese da Actividade Operacional
Actuou em Belo Horizonte e nas Zonas de Intervenção Leste e Norte de Angola


 

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