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Guiné

Tenente-Coronel 'Comando' Marcelino da Mata

 

 

 

Portugal - 11 de Fevereiro de 2021, 12:25
 

Faleceu um Português, Herói Nacional.
 

Honra e Glória!
 

A Pátria Portuguesa está de Luto.

 

 

 

 

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo veterano

J C Abreu dos Santos

 

Faleceu hoje, dia 11 de Fevereiro de 2021, o veterano

 

Tenente-Coronel 'Comando'

Marcelino da Mata

 

07Maio1940 > 11Fev2021

 

O militar mais condecorado de toda a história das Forças Armadas Portuguesas

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Uma "Torre e Espada" e cinco "Cruzes de Guerra"

 

Cruz de Guerra Cruz de Guerra Torre e Espada Cruz de Guerra Cruz de Guerra Cruz de Guerra
2.ª classe 1.ª Classe Cavaleiro 1.ª classe 1.ª classe 3.ª classe
1966 1967 1969 1971 1973 1973

 

"É guineense, de etnia papel.

Fez parte do Batalhão de Comandos, constituído apenas por naturais da Guiné.

Começou como soldado e, ao longo dos anos em que participou em 2412 operações de grande violência, nunca deixou de ser promovido, sempre por distinção e feitos em combate.

Tem uma Torre e Espada e é o oficial com mais Cruzes de Guerra: cinco."

 

in "Memórias de Guerra" do jornal Correio da Manhã, de 06JUN2007

 

Marcelino da Mata

imagem enviada por

um colaborador do UTW

Marcelino da Mata

imagem enviada pelo ex-Furriel Mil.º J. Antero Ferreira e por Manuel Silva

 

 

É o oficial do Exército Português com mais "Cruzes de Guerra" e a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, grau Cavaleiro

 

 

1.ª - Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

MARCELINO DA MATA
1.º Cabo, Comando
 

PCS/QG- CTIG
GUINÉ
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 23 - 3.ª série, de 1966.
 

Por Portaria de 26 de Julho de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o


1.º Cabo n.º 103/E, Marcelino da Mata, da Companhia de Comando e Serviços, do Quartel General - adido ao Batalhão de Artilharia n.º 733 - do Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 07, de 17 de Maio de 1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG):


Louvo o 1.º Cabo Marcelino da Mata, da Companhia de Comando e Serviços do Quartel General (CCS/QG), por, desde os primórdios das actividades operacionais dos "Comandos" ter voluntariamente tomado parte em todas as missões, revelando-se não apenas excelente militar, como sobretudo um óptimo "Comando".


Têm sido notórias as suas intervenções, em especial em toda a operação "Tridente", onde se iniciou de forma brilhante, destacando-se pela sua audácia, energia, serenidade debaixo de fogo, sangue frio e muito arrojo em frente do inimigo sem receio de pôr em risco a própria vida.


Em regra é o n.º 1 do seu grupo por ser um elemento destemido e até indispensável pelo facto de, como nativo que é, conhecer perfeitamente o meio em que as acções decorrem, o que normalmente é feito apenas com três a seis elementos.


Já comparticipou em dezoito acções de "Comandos" nas quais sempre se evidenciou de igual modo, como seja na operação realizada no sector L1, em 30 de Dezembro de 1964, pelas 03H00, em que infiltrando-se apenas com mais dois outros camaradas num acampamento Inimigo, conseguiu proteger o avanço do grupo que distava 150 metros do local, e, bem assim, na operação levada a efeito no Sector 03, em 12 de Outubro de 1964, na qual, como guia do Grupo de Comandos "Gatos", se aproximou com a mais perfeita técnica do acampamento visado, localizando a sentinela terrorista que acto continuo pôs fora do combate, abrindo por esta forma caminho ao grupo, na testa do qual prosseguiu no assalto aos bandoleiros, de que resultou a captura de vário material de guerra.


Este extraordinário combatente alia às suas excepcionais qualidades de militar disciplinado, ávido de aprender, inteligente, esforçado, diligente e desembaraçado, um arreigado patriotismo, tornando-se ainda indispensável pela particularidade de falar fluentemente vários dialectos pelo que habitualmente é utilizado como intérprete.


A sã camaradagem que constantemente revela granjeou a estima e consideração de todos os "Comandos".

 

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2.ª - Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

MARCELINO DA MATA
1.º Cabo, Comando
 

‘Os Roncos'/CCac1548 [BCac1887]
GUINÉ


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 - 3.ª série, de 1967.
 

Por Portaria de 09 de Maio de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o


1.º Cabo n.º 244/65-Rd, Marcelino da Mata, da Companhia de Caçadores n.º 1548 do Batalhão de Caçadores n.º 1887 — Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
 

(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 8/67, de 05 de Abril de

1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné, ao 1.º Cabo n.º 244/65-Rd, Marcelino da Mata, da Companhia de Caçadores n.º 1548 do Batalhão de Caçadores n.º 1887 — Comando Territorial Independente da Guiné, com a seguinte redacção:


Porque, em 02 de Janeiro de 1967, durante a operação "Cajado", comandou com extraordinária bravura uma Secção do Grupo de Combate "Os Roncos", conduzindo-a com decisão e sangue-frio ao assalto perante o fogo intensíssimo do inimigo, durante duas horas e vinte minutos e deslocando-se frequentemente à retaguarda a fim de executar o remuniciamento, tendo a sua actuação muito contribuído para a obtenção dos magníficos resultados da operação.


Este primeiro Cabo tem tomado parte em todas as acções do seu Grupo de Combate, ao qual têm sido atribuídas as mais difíceis e arriscadas missões, desempenhando sempre papel de extraordinário relevo no comando da sua Secção.

 

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3.ª - Ordem Militar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, grau Cavaleiro

 

 

MARCELINO DA MATA
2.º Sargento de Engenharia Rodoviária Comando
 

GUINÉ
 

Transcrição do Alvará publicado na Ordem do Exército n.º 25 - 3.ª série, de 1969:


(Publicado no Diário do Governo, n.º 153, II série, de 2 de Julho de 1969)


Presidência da República Chancelaria das Ordens Portuguesas


Alvará de concessão, de 6 de Junho de 1969:


Considerando que o Segundo-Sargento de Engenharia Rodoviária, Marcelino da Mata, após oito anos de campanha contra a subversão no Ultramar, pela coragem constante em presença do inimigo, por suas virtudes militares, espírito de sacrifício, decisão, alheamento consciente do perigo, prestígio pessoal sobre as tropas comandadas ou entre os seus camaradas e superiores, se impôs como um alto valor moral da Nação;


Considerando que em acções militares heroicas na Guiné - que lhe deram jus à Cruz de Guerra de 2.ª e 1.ª classes - revelou personalidade, em cujo carácter estão bem vincados o valor, a lealdade e o mérito;


Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei n.º 44 721, de 24 de Novembro de 1962, confere ao Segundo-Sargento de Engenharia Rodoviária, Marcelino da Mata, sob proposta do Presidente do Conselho, o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
 

 

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4.ª - Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

 

MARCELINO DA MATA
2.º Sargento de Engenharia Rodoviária Comando
 

GUINÉ
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 – 3.ª série, de 1971.
 

Por Portaria de 21 de Abril de 1971:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné o


2.º Sargento, Marcelino da Mata, do Comando Territorial Independente da Guiné, com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Segundo-Sargento de Engenharia Rodoviária, Marcelino da Mata, pela notável valentia, coragem, serena energia e sangue-frio com que actuou, frente ao inimigo, no decorrer de uma operação excepcionalmente difícil e em que, face ao aparecimento de situações imprevisíveis, pôs à prova as suas invulgares qualidades de decisão, de desembaraço e de inultrapassável espírito de missão.

 
Tendo morrido em combate, pouco depois do assalto a um aquartelamento inimigo, o comandante do Grupo que desencadeara a acção, foi o Sargento Marcelino quem assumiu o comando das forças executantes, mercê do natural ascendente sobre todos os camaradas, o que constitui prova insofismável das suas qualidades de chefia, que permitiram ainda o integral cumprimento da missão perante situações altamente críticas.


Face à resistência que o inimigo ofereceu em diversas ocasiões, o Sargento Marcelino, pessoalmente, causou ao inimigo elevado número de baixas, actuando com uma coragem e decisão verdadeiramente notáveis, sendo-lhe devido o êxito total da acção, que decorreu sempre com iminente risco de vida.


O Sargento Marcelino da Mata demonstrou à evidência reunir excepcionais qualidades de combatente, já demonstradas ao longo de vários anos de luta no Teatro de Operações da Guiné, e que estão na base das honrosas condecorações da Torre e Espada e Cruzes de Guerra que ostenta no seu peito, devendo ser apontado como militar que muito honra o Exército português e que ganhou jus ao agradecimento da Pátria, pelos altos e relevantes serviços que lhe prestou em campanha.

 

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5.ª - Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

MARCELINO DA MATA
Alferes graduado, Comando
 

COE (Centro de Operações Especiais) - CTIG
GUINÉ
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 19 – 3.ª série, de 1973.
 

Por Portaria de 22 de Agosto findo:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Alferes graduado, Marcelino da Mata, com a medalha da Cruz de Guerra de 1.° classe , ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º, e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data publicada naquele Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Alferes graduado, Marcelino da Mata, pelos repetidos actos de extraordinária bravura que vem praticando em campanha no Teatro de Operações da Guiné.


Tendo participado em intensa e esgotante actividade operacional, conquistou a mais viva admiração de todos os seus camaradas de armas, pela sua excepcional intuição para as acções de contraguerrilha e pela naturalidade, audácia e arrojo com que enfrenta as mais duras situações de combate.


No decorrer da acção «Karen», em Novembro de 1971, tendo o inimigo desencadeado um ataque de surpresa, reagiu pronta e decididamente, abatendo um adversário e obrigando os restantes a dispersar, conseguindo, com o seu admirável sangue-frio, suster a natural desorientação dos seus homens.


Durante a acção «Rosário 1», em Outubro de 1972, sendo o seu grupo violentamente atacado à entrada de um acampamento, manteve-se a peito descoberto debaixo de intenso fogo, fazendo serenamente tiro certeiro, forçando dois adversários a fugirem, abandonando as armas, depois do que, reagrupando os seus homens, carregou sobre o objectivo com irresistível agressividade, abatendo, ele próprio, mais dois elementos inimigos.


Na acção «Rosário II», em Novembro de 1972, apesar de ter sofrido um ferimento ligeiro, recusou-se a ser evacuado e contribuiu decididamente, com a sua indómita coragem para a debandada do inimigo e para a captura de volumoso e importante material de guerra.
O Alferes Marcelino da Mata tem honrado, em frente do inimigo, as altas condecorações que ostenta, ganhando jus ao reconhecimento da Pátria, que vem servindo com excepcional valor.
 

 

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6.ª - Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

MARCELINO DA MATA
Alferes graduado, Comando


COE (Centro de Operações Especiais) - CTIG
GUINÉ
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 18 – 2.ª série, de 1973.

 
Agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, nos termos do art.º 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 10 de Junho último, o Alferes graduado, Marcelino da Mata, do Batalhão de Comandos, do Centro de Operações Especiais, do Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviços n.º 26, de 09 de Junho de 1973, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) e n.º 26, de 28 do mesmo mês e ano, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


O General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por despacho de 9 de Junho de 1973, louvou o Alferes graduado, Comando, Marcelino da Mata, do Batalhão de Comandos, do Centro de Operações Especiais do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) pelo seu brilhante comportamento durante a operação "Ametista Real", levada a efeito em Maio de 1973, no Teatro de Operações da Guiné.


À frente dos seus homens, que galvanizou com o exemplo da sua coragem excepcional, tomou de assalto vários depósitos de material de guerra que o inimigo defendia vivamente, forçando-o a retirar com pesadas baixas. Encarregado, posteriormente, de destruir o enorme volume de material apreendido, desempenhou-se da incumbência com admirável perícia e completa eficácia, apesar de todas as destruições terem sido executadas debaixo de fogo inimigo.


Finalmente, ofereceu-se para comandar o escalão da retaguarda das nossas forças, conseguindo deter o inimigo com extrema agressividade e hábil manobra, prestando desta forma relevante contributo para o extraordinário êxito da operação.


O Alferes Marcelino da Mata voltou a demonstrar as suas excepcionais qualidades de coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo, ganhando jus, uma vez mais, ao agradecimento da Pátria que tão valorosamente vem servindo.


 

 

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