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 Guiné

GUINÉ - José Martins

 

José da Silva Marcelino Martins

ex- Furriel Miliciano de Transmissões de Infantaria

Companhia de Caçadores 5

Nova Lamego e Canjadude (Guiné 1968/1970)

josesmmartins@sapo.pt

 

10Nov2018

 

Recordações de Guerra: Hino da Companhia de Caçadores nº 5 da Guiné.

Foi criado em 1969 e cantado até hoje, porque não esquecemos o nosso hino, apesar de já terem passado 49 anos.

Houve ninhadas sucessivas de Gatos Pretos, em Canjadude, até 20 de Agosto de 1974.

Hino dos Gatos Pretos (CCac5)

 

 

 

MADINA DO BOÉ  (Contributo para a sua história)

(por José Martins)

 

Parte II

 

Para uma melhor consulta do texto, os títulos sublinhados que se seguem estão linkados.

Basta um simples clik com o botão do rato, em cada um deles, para aceder ao seu conteúdo:

 

Madina do Boé (Contributo para a sua história)

De 6 de Março de 1963 até 6 de Fevereiro de 1969

3ª Companhia de Caçadores Indígenas

Companhia de Caçadores 727

Grupo Comandos Os Fantasmas

Companhia de Cavalaria 702

Companhia de Caçadores 1416

Batalhão de Caçadores 1856 / C.C.S.

Companhia de Caçadores 1546

Batalhão de Engenharia 447

Companhia de Caçadores 1586

Esquadrão de Reconhecimento 1578

Companhia de Caçadores 1589

Companhia de Cavalaria 1662

Companhia de Cavalaria 1693

Companhia de Artilharia 1742

Chefia do Serviço de Material / QG-CTIG

Pelotão de Milícias 161

Pelotão de Reconhecimento 1129

Companhia de Caçadores 1790

Pelotão de Caçadores Nativos 65

Batalhão de Caçadores 2835

Companhia de Artilharia 2338

De 7 de Fevereiro de 1969 até 20 de Agosto de 1974

Companhia de Caçadores 5

Companhia de Artilharia 3332

Companhia de Caçadores Pára-quedistas 123

OUTRAS UNIDADES ENVOLVIDAS

Centro de Instrução de Comandos

Batalhão de Engenharia 447

Chefia do Serviço de Material / QG – Guiné

Pelotão de Milícias 161

Pelotão de Milícias 162

Pelotão de Reconhecimento 1129

Pelotão de Caçadores Nativos 65

Companhia de Artilharia 3332

Companhia de Caçadores Paraquedistas 123

Pelotão de Caçadores 871

Pelotão de Reconhecimento 805

Companhia de Milícias 19

Pelotão de Morteiros 1029

5ª Companhia de Comandos

Pelotão de Morteiros 1191

Pelotão de Milícias 129

Companhia de Cavalaria 2482

Pelotão de Morteiros 2105

Batalhão de Caçadores 2893

Pelotão de Milícias 254 da C. Milícia 18

Companhia de Artilharia 2762

Pelotão de Morteiros 2267

Batalhão de Cavalaria 3854

Pelotão de Morteiros 4574/72

Grupo Especial de Milícias 244

Batalhão de Artilharia 6523/73

 

 

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Parte II

 

MADINA DO BOÉ

(Contributo para a sua história)

 

Quando escrevemos o texto MADINA DO BOÉ (Contributo para a sua história), entre Janeiro e Maio de 2006, pretendíamos homenagear aqueles que, no fatídico dia 6 de Fevereiro de 1969, perderam a vida na simples travessia de um rio.

 

No entanto, continuámos a pesquisar os factos que se ligavam a este local “mítico” para ambos os lados do conflito: as NT queriam manter a todo o custo este local sob o seu controle, enquanto as forças do PAIGC queriam proclamar, o mais rápido possível, zona libertada.

 

Mas a história não se esgota em si mesma, e não passa de um livro aberto onde se vai escrevendo um facto novo, ou até então não revelado. Só com a colaboração de “quem por lá andou” é possível juntar os pequenos factos que, em conjunto, fazem a História.

 

 

Guiné-Bissau - Madina do Boé - 24 de Setembro de 1973

O PAIG proclama unilateralmente a independência. Fonte: PAIGC (?).

 

Assim o fez o Coronel Marques Lopes, que foi Alferes Miliciano da CART 1690, que me telefonou e enviou um mail datado de 16OUT06, após ter lido o texto na revista COMBATENTE, que transcrevo:

 

“Aqui vai o acrescento:

Tomou parte em Operações realizadas nas zonas de Ganguiró, Canjadude, Cabuca  e Sincha Jobel (aqui em conjunto com a CART 1742, nas Operações INVISIVEL em 19DEZ67 e INVISIVEL II em 21DEZ67).

Acho importante a colocação do teu artigo no blogue. (Luís Graça & Camaradas da Guiné)

Abraços

A. Marques Lopes”.

 

Além dos militares que pereceram no desastre do Che-che, muitos outros tombaram em combates, quer nos aquartelamentos donde as nossas tropas retiraram ou no itinerário para aqueles locais ou, ainda, na zona a Sul de Canjadude, onde o IN passou andar com maior liberdade de movimentos, apesar das diversas incursões, não só das forças do Exército, mas também da Força Aérea.

 

Assim, é de toda a justiça recordar aqueles que, na defesa dos aquartelamentos ou patrulhas de combate ou colunas logísticas, pertencendo às Unidades referidas na primeira parte do artigo e já publicado a que se juntam outras então não referidas, tombando por ferimentos em combate, deram a sua vida ao Serviço da Pátria:

                                                               

De 6 de Março de 1963 até 6 de Fevereiro de 1969

 

3ª Companhia de Caçadores Indígenas

Braima Baldé, Soldado Atirador, natural de Santa Isabel / Gabu, inumado no cemitério de Nova Lamego, tombou em Madina do Boé em 30 de Janeiro de 1965;

Martinho Gramunha Marques, Alferes Miliciano Comando, natural de Cabeço de Vide / Fronteira, inumado no cemitério de Cabeço de Vide, tombou em Madina do Boé em 30 de Janeiro de 1965;

Bifa Insiga, Soldado Comando, natural de Encheia / Bissorá, inumado no cemitério de Madina do Boé - Guiné, tombou em Madina do Boé em 28 de Abril de 1965;

 

Companhia de Caçadores 727

António Gonçalves da Silva, Furriel Miliciano Atirador, natural de Penude / Lamego, inumado no cemitério da Sé em Lamego, tombou em Madina do Boé, em 29 de Novembro de 1964;

António Angelino Teixeira Xavier, Alferes Miliciano de Infantaria, natural de Carrazedo de Montenegro / Valpaços, inumado no cemitério de Carrazedo de Montenegro, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

António Joaquim Graças Viegas, Soldado Atirador, natural de Moncarapacho / Olhão, inumado no cemitério de Nova Lamego, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

Avelino Martins António, 1º Cabo atirador, natural de Alperce / Monchique, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

Domingos Moreira Leite, Furriel Miliciano Atirador, natural de Rebordosa / Paredes, inumado no cemitério de Rebordosa, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

José Pires da Cruz, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de Cernache / Coimbra, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

Leonel Guerreiro Francisco, 1º Cabo Atirador, natural de Alte / Loulé, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na estrada de Madina do Boé – Gobije, em 30 de Janeiro de 1965;

José Maximiano Duarte, Soldado Atirador, natural de Monchique, inumado no cemitério de Monchique, faleceu em 31 de Janeiro de 1965 em consequência dos ferimentos recebidos no combate na estrada de Madina do Boé – Gobije em 30JAN65,

 

Grupo Comandos Os Fantasmas

António Joaquim Vieira Pereira, 1º Cabo Corneteiro Comando, natural de Santa Leocádia / Baião, inumado no cemitério de Santa Leocádia, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Artur Pereira Pires, Furriel Miliciano Comando, natural de S. Sebastião da Pedreira / Lisboa, inumado no cemitério da Ajuda em Lisboa, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Braima Seidi, 1º Cabo Comando natural de Buba / Fulacunda, inumado no Cemitério de Bissau – Guiné, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Eugénio Campos Ferreira, Soldado Condutor Auto Comando, natural de Vila Frescaínha (São Pedro) / Barcelos, e inumado no cemitério de Vila Frescaínha, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

João Ramos Godinho, Soldado Condutor Auto Comando, natural de Valverde / Coruche, e inumado no cemitério de Coruche, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

José da Rocha Moreira, Soldado Condutor Auto Comendo, natural de Arcozelo 7/7 Vila Nova de Gaia, inumado no cemitério de Arcozelo, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Manuel Couto Narciso, Soldado Condutor Auto Comendo, natural de Santa Catarina / Caldas da Rainha, inumado no cemitério de Bissau – Guiné, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Ramiro de Jesus Silva, 1º Cabo Condutor Auto Comando, natural de Valongo (Colmeias) / Leiria, inumado no cemitério de Bissau – Guiné, tombou em contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 28 de Novembro de 1964;

Artur Mateus Martins, Soldado Cozinheiro Comando, natural de Olhão, inumado no cemitério do Alto de S. João - Lisboa, faleceu, no Hospital Militar Principal (Lisboa), vítima de ferimentos recebidos em combate em 28NOV64, no contacto com o IN, junto do Rio Gobige, na estrada Madina do Boé para Contabane, em 8 de Dezembro de 1965;

 

Companhia de Cavalaria 702

Jorge Coli Seidi, Alferes de 2ª Linha, Comandante da Policia Administrativa do Boé ao serviço desta Unidade, inumado em local não referenciado, tombou na tabanda de Bombocuro em Madina do Boé em 22 de Junho de 1965;

Malan Seidi, Polícia Administrativo ao serviço desta Unidade, inumado em local não referenciado, tombou na zona de Madina do Boé – Che-che, em 15 de Abril de 1966;

Braima Balde, Policia Administrativo ao serviço desta Unidade, natural de Sincha Carima / Regulado de Sama, inumado em local não referenciado, tombou em Biondo - Madina do Boé em 22 de Abril de 1966;

Joaquim Valadas Pereira, Soldado Atirador, natural de Valada / Cartaxo, inumado no cemitério de Vala da do Ribatejo, tombou em Madina do Boé em 22 de Abril de 1966;

 

Companhia de Caçadores 1416

Augusto Reis Ferreira, Soldado Atirador, natural de Montargil / Ponte de Sôr, inumado no cemitério de Ponte de Sôr, tombou no ataque a Madina do Boé em 22 de Julho de 1966;

Carlos Manuel Santos Martins, Soldado Atirador, natural de Cova da Piedade / Almada, inumado no cemitério de Almada, tombou no ataque a Madina do Boé em 22 de Julho de 1966;

Rogério Lopes, 1º Cabo Atirador, natural de Chão de Couce / Ancião, inumado no cemitério de Chão de Couce, tombou no ataque a Madina do Boé em 22 de Julho de 1966;

 

Batalhão de Caçadores 1856 / Companhia de Comando e Serviços

António Zulmiro Gonçalves, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de S. Mamade de Infesta / Matosinhos, inumado no cemitério de S. Mamade de Infesta, tombou durante uma coluna de reabastecimento na estrada entre Nova Lamego e Madina do Boé em 10 de Fevereiro de 1967;

 

Companhia de Caçadores 1546

Francisco António Roberto Hipotecas, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de São Vicente / Cuba, inumado no cemitério de Cuba, tombou numa coluna auto para Beli, em 11 de Junho de 1966;

José da Silva Marques, Furriel Miliciano Enfermeiro, natural de Alvaiázere / Leiria, inumado no cemitério de Alvaiázere, faleceu no Hospital Militar 241 em Bissau, em consequência de ferimentos em combate, numa coluna auto para Beli, em 11 de Junho de 1966

 

Batalhão de Engenharia 447

Álvaro Ferreira Caneira, 1º Cabo Pontoneiro, natural de Silvalde / Espinho, inumado no cemitério de Espinho, tombou durante um ataque ao Aquartelamento do Che-che, onde se encontrava em diligência, em 12 de Novembro de 1966;

 

Companhia de Caçadores 1586

António Armando Almeida Oliveira, Furriel Miliciano Atirador, natural de Barroca / Fundão, inumado no cemitério do Alto de S. João em Lisboa, tombou na Rocha de Diquel, a Sul do Che-che, durante uma coluna de reabastecimento, em 28 de Dezembro de 1966;

Manuel Duarte, 1º Cabo Atirador, natural de Gosende / Castro d’Aire, inumado no cemitério de Gosende, tombou na Rocha de Diquel, a Sul do Che-che, durante uma coluna de reabastecimento, em 28 de Dezembro de 1966;

Alfredo Augusto, Soldado Atirador, natural de Natural de Olgas-Frestinha / Mirandela, inumado no cemitério de Mirandela, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

António Carlos Viegas, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de Guardião / Tondela, inumado no cemitério do Alto de S. João em Lisboa, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

Joaquim Martins Pires, Soldado Atirador, natural de Vascoveiro / Pinhel, inumado no cemitério de Vascoveiro, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

Manuel do Nascimento Pires, Soldado Atirador, natural de Babe / Bragança, inumado no cemitério de Veigas, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

Raul de Aquino, 1º Cabo Atirador, natural de Quintães de Baixo-Linhares / Celorico da Beira, inumado no cemitério de Linhares, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

António Zulmiro Gonçalves, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de S. Mamede de Infesta / Matosinhos, inumado no cemitério de S. Mamede de Infesta, tombou no itinerário de Nova Lamego a Madina do Boé, durante uma coluna de reabastecimento, em 10 de Fevereiro de 1967;

Intumbo Quasse, Soldado Atirador, natural de Santa Ana / Mansoa, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou no itinerário de Nova Lamego ao Cheque em 24 de Janeiro de 1968;

Mário Augusto da Silva, Soldado Atirador, natural de Vilarinho – Parada do Pinhão / Sabrosa, inumado no cemitério de Parada do Pinhão, tombou no itinerário de Nova Lamego ao Che-che em 24 de Janeiro de 1968;

 

Esquadrão de Reconhecimento 1578

José Ferreira Alves, 1º Cabo Radiotelegrafista, natural de São Frutuoso – Ceira / Coimbra, inumado no cemitério de Ceira, tombou junto a Uelingará, durante uma coluna no itinerário Nova Lamego a Canjadude, em 14 de Dezembro de 1967;

 

Companhia de Caçadores 1589

Ilídio Bonito Claro, Soldado de Transmissões, natural de Montemor-o-Velho, inumado no cemitério da Torre em Montemor-o-Velho, faleceu no Hospital Militar 241 vítima de ferimentos em combate durante um patrulhamento na região de Madina do Boé, em 4 de Janeiro de 1968;

 

Companhia de Cavalaria 1662

Manuel Correia, Soldado Atirador, natural de Trevões / São João da Pesqueira, inumado no cemitério do Estoril, tombou num acidente com arma de fogo em Coaina, na estrada Nova Lamego a Madina do Boé em 29 de Maio de 1968;

 

Companhia de Cavalaria 1693

António da Silva Domingos, 1º Cabo Atirador, natural de Vaqueiros / Alcoutim, inumado no cemitério de Bissau - Guiné, tombou na zona de Andebe, estrada do Che-che a Canjadude, durante uma coluna de reabastecimento em 21 de Junho de 1967;

 

Companhia de Artilharia 1742

Manuel Gaio Neto, Soldado Atirador, natural de Prado-Santa Maria / Vila Verde, inumado no cemitério de Prado, tombou em Ganguiró, no itinerário entre Che-che e Canjadude, em 08 de Novembro de 1967;

 

Chefia do Serviço de Material / QG-CTIG

Luís Vasco da Veiga Ferreira Pedras, Major do Serviço de Material, natural de São João das Caldas / Guimarães, inumado no cemitério do Alto de S. João em Lisboa, foi vítima , em 13JAN68, de ferimentos recebidos em combate junto a Fariná, durante uma coluna no itinerário Canjadude ao Che-che, vindo a falecer no Hospital Militar 241 em 15 de Janeiro de 1968;

 

Pelotão de Milícias 161

Mamadu Bá, Alferes de 2ª Linha, natural de Cassama / Pita, inumado no cemitério de Nova Lamego – Guiné, tombou vítima de mina anti pessoal, junto à tabanca de Ganguiró, no itinerário de Canjadude – Che-che, em 30 de Novembro de 1967;

Sana Queta, Soldado Milícia, natural de Ganguiró / Gabú, inumado no cemitério de Nova Lamego – Guiné, tombou vítima de uma mina anti pessoal durante uma coluna no itinerário de Canjadude ao Che-che, em 13 de Jasneiro de 1968.

 

Pelotão de Reconhecimento 1129

Paulo Lima, Soldado Condutor Auto Metralhadora Daimler, natural de Cepões / Lamego, inumado no cemitério de Santa Cruz em Lamego, tombou em consequência de ferimentos com uma mina anti carro, na estrada do Che-che a Nova Lamego, em 12 de Fevereiro de 1968;

  

 Guiné – Canjadude – 1973

Restos de uma autometralhadora Daimler no itinerário entre Canjadude e Cheche.
Fonte: João Carvalho / Wikipédia > Guerra do Ultramar (2006)

 

Companhia de Caçadores 1790

Aruna Mané, Soldado Atirador, natural de Sedengal-Nossa Senhora da Cruz / São Domingos, inumado no cemitério de Madina do Boé - Guiné, tombou durante um ataque ao Aquartelamento de Madina do Boé em 18 de Abril de 1968;

Pedro Fernandes, Soldado Atirador, natural de Binar-Santa Ana / Mansoa, inumado no cemitério de Madina do Boé - Guiné, tombou durante um ataque ao Aquartelamento de Madina do Boé em 18 de Abril de 1968;

Uri Será, Soldado Milícia, natural de Béli / Gabú, inumado no cemitério de Madina do Boé – Guiné, tombou num ataque IN ao Aquartelamento de Madina do Boé em 20 de Junho de 1968;

Adulai Silva, Soldado Milícia do Pelotão de Milícias 149 ao serviço desta Unidade, natural de Sutumaca / Gabu, cujo corpo não foi recuperado, faleceu no desastre do Che-che, em 6 de Fevereiro de 1969. Na primeira parte do texto consta como civil não identificado;

Alfa Jau, Soldado Milícia do Pelotão de Milícias 149 ao serviço desta Unidade, natural de Santa Isabel / Gabú, cujo corpo não foi recuperado, faleceu no desastre do Che-che em 6 de Fevereiro de 1969. Na primeira parte do texto consta como sendo soldado da C.Caç 179 e natural da Guiné;

 

Pelotão de Caçadores Nativos 65

Mamadu Só, Soldado Atirador, natural de Piche / Gabú, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na zona de Canjadude em 6 de Maio de 1968;

 

Batalhão de Caçadores 2835

Adriano Moreira, Soldado Condutor Auto Rodas, natural de Sobrado / Castelo de Paiva, inumado no cemitério de Sobrado, tombou vítima de uma mina anti carro no itinerário de Béli a Canjadude em 18 de Maio de 1968;

 

Companhia de Artilharia 2338

Rogério Nunes de Carvalho, Alferes Miliciano de Artilharia, natural de Pêga / Guarda, inumado no cemitério de Pêga, tombou vítima do rebentamento de uma mina anti pessoal na estrada do Che-che a Canjadude, em 17 de Abril de 1968;

 

Companhia de Caçadores 5

Riga Fechena, Soldado Maqueiro, natural de Binar-Santa Ana / Mansoa, inumado no cemitério de Madina do Boé - Guiné, tombou na zona de Ganguiró, no itinerário entre Canjadude e Che-che em 20 de Setembro de 1967;

Chimatam Baldé, Soldado Atirador, natural de Sonaco / Gabú, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na estrada entre Nova Lamego e Che-che em 24 de Janeiro de 1968;

Jaime Vinhais Teixeira, 1º Cabo Atirador, natural de São Julião / Chaves, inumado no cemitério de Limãos – São Julião, tombou na estrada entre Nova Lamego e Che-che em 24 de Janeiro de 1968;

Mussa Baldé, Soldado Atirador, natural de Cosse / Bafatá, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou na estrada entre Nova Lamego e Che-che em 24 de Janeiro de 1968;

 

 

De 7 de Fevereiro de 1969 até 20 de Agosto de 1974

 

A partir de 6 de Fevereiro de 1969, data em que as NT passaram o Rio Corubal junto ao Che-che, estava desfeito o Triangulo do Boé (Beli - Madina do Boé – Che-che), tendo sido, naquela zona em 24 de Setembro de 1973 proclamada unilateralmente a independência da Guiné-Bissau.

 

Companhia de Caçadores 5

Carlos Alberto Leitão Diniz, 1º Cabo Auxiliar de Enfermeiro, natural de Oliveira do Hospital, inumado no cemitério de Oliveira do Hospital, tombou vitima do rebentamento de uma mina na estrada de Nova Lamego a Canjadude em 3 de Agosto de 1970;

João Purrinhas Martins Cecílio, Furriel de Infantaria, natural de São Pedro / Elvas, inumado no cemitério de Santo António dos Olivais em Coimbra, tombou vitima do rebentamento de uma mina na estrada de Nova Lamego a Canjadude em 3 de Agosto de 1970;

Mamadu Djaló, Soldado Atirador, natural de Santa Isabel / Gabú, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, foi vítima, em 15ABR71, de ferimentos recebidos em combate numa operação de apoio à CCP 123 em Liporo, vindo a falecer no Hospital Militar 241 em 17 de Abril de 1971;

Dembaro Baldé, Soldado Atirador, natural de Nossa Senhora da Graça / Farim, inumado no cemitério de Canjadude, tombou no ataque ao Aquartelamento de Canjadude em 22 de Julho de 1971;

Quecuta Camará, Soldado Atirador, natural de Santa Isabel / Gabú, inumado no cemitério de Canjadude, tombou no ataque ao Aquartelamento de Canjadude em 22 de Julho de 1971;

Saliú Embaló, Soldado Apontador de Metralhadora, natural de Pirada / Gabú, inumado no cemitério de Canjadude, tombou num patrulhamento junto do Rio Campossabane (zona norte do Che-che), em 1 de Agosto de 1971;

Sulai Queta, Soldado Apontador de Metralhadora, natural de Cacine / Catió, inumado no cemitério de Nova Lamego - Guiné, tombou no ataque ao Aquartelamento de Canjadude em 8 de Agosto de 1973;

 

Companhia de Artilharia 3332

João Alberto Lopes Vilela, Soldado Atirador, natural de Gil / Paços de Ferreira, inumado no cemitério de Paços de Ferreira, tombou no Aquartelamento do Che-che, quando este voltou a ser ocupado pelas nossas tropas – Companhia de Caçadores 5 e Companhia de Artilharia 3332 – que utilizaram pontualmente este Aquartelamento como base de patrulhas, em 11 de Fevereiro de 1971;

 

Companhia de Caçadores Pára-quedistas 123

Avelino Joaquim Gomes Tavares, Soldado Paraquedista, natural de Matosinhos, inumado na Metrópole, tombou numa operação em Liporo, em 15 de Abril de 1971;

Carlos Alberto Ferreira Martins, Soldado Paraquedista, natural de Moledo / Vimieiro, inumado na Metrópole, tombou numa operação em Liporo, em 15 de Abril de 1971;

 

OUTRAS UNIDADES ENVOLVIDAS

 

Há unidades que não foram referidas no texto inicial, mas que pela continuada pesquisa sobre o tema encontramos elementos que garantem a sua presença na zona, pelo que nos compete fazer aqui referência às mesmas:

 

Centro de Instrução de Comandos

Em 23 de Outubro de 1963 teve início com a formação de um grupo de Oficiais e Sargentos, em serviço no CTIG, que foram receber instrução de “comandos” na Região Militar de Angola. O primeiro Grupo de Comandos a ser formado na Guiné, teve o seu baptismo de fogo na Operação Tridente, realizada na Ilha de Como entre 14 de Janeiro e 24 de Março de 1964. Este Grupo de Comandos recebeu as insígnias de “Comando” em Bissau a 29 de Abril de 1964. Em 3 de Agosto de 1964 inicia-se a Escola Preparatória de Quadros, com vista à formação de três Grupos, entre eles o Grupo de Comandos “ Os Fantasmas”, que decorreu entre 30 de Setembro e 17 de Novembro de 1964.

Tendo a sua base em Brá (Bissau), estes grupos realizaram diversas operações em diversas zonas, das quais se destacam Madina do Boé, Catió, Farim, Jabadá, e Canjambari. Em este Centro de Instrução passou a ser designado por Companhia de Comandos até à sua extinção, após a chegada da 3ª Companhia de Comandos, mobilizada no Regimento de Artilharia 1 - Lisboa, que desembarcou em Bissau e 30 de Junho de 1966.

 

 

                O “Triângulo do Boé”            * Beli – retirada em 15 de Junho de 1968

                                                           * Madina do Boé – retirada em 5 de Fevereiro de 1969

                                                           * Che-che – retirada em 6 de Fevereiro de 1969

               

                Itenerário para o “Triângulo do Boé “   * Canjadude – entregue ao PAIGC em 20 de Agosto de 1974

                                                                         * Nova Lamego – entregue ao PAIGC em 4 de Setembro de 1974

 

Batalhão de Engenharia 447

Foi criada em 1 de Julho de 1964, como unidade da guarnição normal da Guiné, tendo integrado todos os elementos de engenharia existentes na Guiné, nomeadamente a Companhia de Engenharia 447, mobilizada no Regimento de Engenharia 1 (Pontinha – Lisboa), que era constituída por, além do Comando, 1 Pelotão de Equipamento Mecânico, 2 Pelotões de Sapadores e 1 Pelotão de Pontoneiros, sendo este pelotão que garantia a ligação fluvial por barco em diversos pontos. Destacou elementos para colaborar na execução e/ou reparação das estruturas de aquartelamentos (edifícios, electrificação, depósitos de água), construção de estradas e formação de pessoal local nas especialidades de pedreiro, carpinteiro, canalizador, electricista e operador de máquinas de terraplanagem. Foi extinto em 14 de Outubro de 1974 com a entrega das instalações e equipamento.

 

Chefia do Serviço de Material / Quartel General – Guiné

Com base no Quadro Orgânico aprovado por despacho ministerial de 14 de Novembro de 1963, tem início como unidade de guarnição normal do CTIG em 1 de Janeiro de 1964, integrando os destacamentos de manutenção de material até então existentes, passando a ser constituído por uma Companhia de Recuperação de Material e por uma Companhia de Manutenção de Material. Desenvolveu acções de apoio a unidades em quadrícula através dos seus Pelotões de Manutenção assim como deu instrução para especialistas de material de serralheiros, carpinteiros e mecânicos, entre outros. Em 14 de Outubro de 1974 foi instinto com a entrega das instalações e equipamentos.

 

Pelotão de Milícias 161

Em 8 de Julho de 1968, este Pelotão de Milícia estava adido, operacional e administrativamente, à Companhia de Caçadores 5, sedeada em Nova Lamego e com pelotões em Canjadude, Cabuca e Che-che. Pela nota circular nº 47/68, Processo 706.4 de 28 de Setembro de 1968 da Chefia do Serviço de Contabilidade e Administração do Quartel-general, passa a depender da Companhia de Artilharia 2338, já referida na I Parte deste texto.

 

Pelotão de Milícias 162

Em 8 de Julho de 1968, este Pelotão de Milícia estava adido, operacional e administrativamente, à Companhia de Caçadores 5, sedeada em Nova Lamego Lamego e com pelotões em Canjadude, Cabuca e Che-che. Pela nota circular nº 47/68, Processo 706.4 de 28 de Setembro de 1968 da Chefia do Serviço de Contabilidade e Administração do Quartel-general, passa a depender da Companhia de Cavalaria 1662, já referida na I Parte deste texto.

 

Pelotão de Reconhecimento 1129

Formado e mobilizado no Regimento de Cavalaria 6, no Porto, chegou à Guiné em Julho de 1966, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Caçadores 1856, a partir dessa data até ter sido rendido em Maio de 1968, data em que regressou à Metrópole.

 

Pelotão de Caçadores Nativos 65

Constituído por militares do recrutamento local em Maio de 1968, passou por várias zonas e aquartelamentos, até ser desactivado e extinto após assinatura do Acordo de Argel em 26 de Agosto de 1974. Esteve sedeado em Nova Lamego entre a data sua formação e a sua transferência para Canjambari em Abril de 1969.

 

Companhia de Artilharia 3332

Mobilizada no Regimento de Artilharia Pesada 2, em Vila Nova de Gaia, desembarcou em Bissau em 19 de Dezembro de 1970, seguindo para Piche em 25 de Janeiro de 19871, após a realização no CIM, em Bolama, da Instrução de Aperfeiçoamento Operacional. Em Piche substitui a CCAV 2747 na função de intervenção e reserva do CAOP 2 e reforço do BCAV 2922. Nesta função foi destacada para operações nas áreas de Canquelifá e Canjadude, onde colaborou, com três Grupos de Combate, na Operação Duas Quinas, para a ocupação temporário do antigo Aquartelamento do Che-che, para instalação de uma base de patrulhas na área. Regressou à metrópole em 13 de Dezembro de 1972.

 

Companhia de Caçadores Paraquedistas 123

Foi mobilizada no Regimento de Caçadores Paraquedistas, em Tancos, em Março de 1970, após o Curso de Paraquedisdas terminado em Fevereiro anterior. Foi considerada completa, já na Guiné, em 18 de Julho de 1970, ficando estacionada em Bissalanca e integrada no Batalhão de Caçadores Parquedistas 12. Tomou parte em várias operações ofensivas de combate, com incidência no Sector Leste. Foi desactivada depois de ter regressado à Metrópole, após a independência da Guiné, que ocorreu em 10 de Setembro de 1974.

 

É muito provável que outras unidades tenham reforçado os Aquartelamentos referenciados nos textos, nomeadamente os Pelotões de Armas Pesadas ou Pelotões de Reconhecimento, que estivessem atribuídos aos Órgãos de Comando do Sector de Nova Lamego, que coordenava as operações na área, pelo que arriscamos a mencionar as seguintes subunidades que, apesar de não registarem baixas de qualquer causa, colaboraram em colunas, operações ou em reforço das unidades em quadrícula:

 

Pelotão de Caçadores 871

Mobilizado no Batalhão de Caçadores 5 em Lisboa, chegou à Guiné em Dezembro de 1962, sendo colocado em Cabedu. Em Abril de 1963 foi colocado em Nova Lamego até Outubro desse ano, altura em que foi transferido para Pirada onde veio a terminar a comissão em Outubro de 1965.

 

Pelotão de Reconhecimento 805

Mobilizado no Regimento de Cavalaria 6, no Porto, ficou colocado em Bissau desde a sua chegada em Novembro de 1964 até Fevereiro de 1965, data em que foi transferido para Nova Lamego, Sector Leste. Muito provavelmente tomou parte em colunas de reabastecimento a diversos aquartelamentos do Sector, nomeadamente à zona do Boé. Terminou a sua comissão em Agosto de 1966.

 

Companhia de Milícias 19

Formado em Junho de 1965 por elementos recrutados na província, esta força auxiliar esteve colocada no destacamento do Cheché até à retirada deste em 6 de Fevereiro de 1969. Foi extinto em Dezembro de 1971

 

Pelotão de Morteiros 1029

Formado e mobilizado no Regimento de Infantaria 2, em Abrantes, chegou à Guiné em Setembro de 1965, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Caçadores 512. Em Outubro de 1965 foi deslocado para Canquelifá, regressando a Nova Lamego em Maio de 1966, agora integrando o dispositivo do Batalhão de Cavalaria 705, tendo sido rendido em Maio de 1967, data em que regressou à Metrópole. É muito provável que tenha tido em diligência esquadras junto das unidades que se encontravam em quadrícula no Sector..

 

5ª Companhia de Comandos

Mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira 1, em Lisboa, desembarcou na Guiné em 27 de Dezembro de 1966, ficando instalado em Brá (Bissau). Esteve destacada em Nova Lamego em reforço da guarnição daquela localidade, para efectuar patrulhamentos e reconhecimentos ofensivos, no período de 10 de Julho a 3 de Agosto de 1968. Foi durante aquele período que ministrou a instrução da especialidade à 15ª Companhia de Comandos. Cessou a actividade operacional em 26 de Setembro de 1968, regressando à metrópole em 31 de Outubro seguinte.

 

Pelotão de Morteiros 1191

Formado e mobilizado no Regimento de Infantaria 15, em Tomar, chegou à Guiné em 13 Abril de 1967, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Cavalaria 1915, tendo sido rendido em Março de 1969, data em que regressou à Metrópole. Durante a sua comissão destacou, em diligência junto de outras unidades, diversas esquadras, que rodava com certa frequência nos Aquartelamento de Buruntuma, Canquelifá, Madina do Boé, Beli e Cabuca.

 

Pelotão de Milícias 129

Formado por elementos recrutados na província, esta força auxiliar é referido nos relatórios de operações da Companhia de Caçadores 5, aquartelada em Canjadude, a partir de Junho de 1968, nada mais constando sobre o mesmo

 

Companhia de Cavalaria 2482

Unidade pertencente ao Batalhão de Cavalaria 2867 e mobilizada no Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, chegou à Guiné em 1 de Março de 1969. Seguiu de imediato para Tite, onde assumiu a responsabilidade do Sector. Em Julho de 1969 cedeu um grupo de combate à Companhia de Caçadores 5, enquanto esta realizava a Operação Sátiro, com a totalidade do seu efectivo operacional, à região do Rio Corubal. Durante a sua permanência no Aquartelamento de Canjadude, sofreu uma flagelação IN, de 11 para 12 de Julho de 1968. Após a operação regressou ao seu sector.

 

Pelotão de Morteiros 2105

Formado e mobilizado no Regimento de Infantaria 2, em Abrantes, chegou à Guiné em 25 de Fevereiro de 1969, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Caçadores 2835 e a partir de 22 de Novembro de 1969 integrado na Batalhão de Caçadores 2893, tendo sido rendido em Dezembro de 1970, data em que regressou à Metrópole. Durante a sua comissão destacou, em diligência junto de diversas unidades, esquadras, que rodava com certa frequência, no Aquartelamento Canjadude.

 

Batalhão de Caçadores 2893

Chegou à Guiné em 29 de Novembro de 1969 tendo sido mobilizado no Batalhão de Caçadores 10, em Chaves. Em 29 desse mês assume a responsabilidade do Sector L3, com sede em Nova Lamego, substituindo o Batalhão de Caçadores 2835. Foi rendido pelo Batalhão de Cavalaria 3854 e regressou à metrópole em 25 de Setembro de 1971.

 

Pelotão de Milícias 254 da Companhia de Milícia 18

Esta unidade de Forças auxiliares, é referida no relatório de Situação Geral, como constituindo uma das componentes que constituem e guarnição de Canjadude, sob a responsabilidade da CCAÇ 5, em Janeiro de 1970

 

Companhia de Artilharia 2762

Mobilizada no Regimento de Artilharia Pesada 2, em Vila Nova de Gaia, chegou à Guiné em 20 de Julho de 1970, seguindo para Pirada. Em 5 de Junho de 1971 foi transferida para Nova Lamego, em missão de intervenção e reserva do Batalhão de Caçadores 2893 e depois do Batalhão de Cavalaria 3854, tendo efectuado várias acções nas áreas de Canjadude e Cabuca. Regressou à metrópole em 17 de Junho de 1972.

 

Pelotão de Morteiros 2267

Formado e mobilizado no Regimento de Infantaria 2, em Abrantes, chegou à Guiné em 31 de Outubro de 1970, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Caçadores 2893 e a partir de 5 de Setembro de 1971 integrado no Batalhão de Cavalaria 3854, tendo sido rendido em Setembro de 1972, data em que regressou à Metrópole. Durante a sua comissão destacou, em diligência junto de diversas unidades, esquadras, que rodava com certa frequência, no Aquartelamento Canjadude.

 

Batalhão de Cavalaria 3854

Mobilizado no Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, chegou à Guiné à Guiné em 10 de Julho de 1971. Após a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional efectuada no Centro Militar de Instrução no Cumeré, assumiu a responsabilidade do Sector de Nova Lamego em 5 de Setembro de 1971, rendendo o Batalhão de Caçadores 2893. Foi rendido pelo Batalhão de Artilharia 6523/73 e regressou à metrópole em 5 de Outubro de 1973.

 

Pelotão de Morteiros 4574/72

Formado e mobilizado no Regimento de Infantaria 15, em Tomar, chegou à Guiné em Julho de 1972, ficando instalado em Nova Lamego, integrado nas forças operacionais do Batalhão de Cavalaria 3854 e a partir de 8 de Setembro de 1973 integrado no Batalhão de Artilharia 6523, tendo retirado de Nova Lamego em Agosto de 1974, de acordo com a retracção das NT, regressando à Metrópole. Durante a sua comissão destacou, em diligência junto de diversas unidades, esquadras, que rodava com certa frequência, no Aquartelamento Canjadude.

 

Grupo Especial de Milícias 244

Esta unidade de forças auxiliares, está referida no relatório da Flagelação IN a Canjadude em 27 de Abril de 1973, pelas 22H50, como tendo encontrada, no dia anterior, vestígios IN  a Sul de Canjadude e ter sido flagelado na zona situada entre o Rio Mebouro e Rio Siai, nesse mesmo dia, a partir da zona a sul do Rio Corubal. Estava no aquartelamento de Canjadude na altura da flagelação.

 

Batalhão de Artilharia 6523/73

Mobilizado no Regimento de Artilharia Ligeira 5, em Penafiel, chegou à Guiné em 13 de Julho de 1973, assumindo em 8 de Setembro de 1973 a responsabilidade do Sector L 3. O comando regressou a Bissau em 29 de Agosto de 1974, mantendo-se um Pelotão da CCS, que procedeu à desactivação e entrega ao PAIGC de Nova Lamego. Foi a última unidade a comandar este Sector.

Também é de salientar o esforço desenvolvido pelos elementos da Força Aérea que, ao comando das aeronaves disponibilizadas para as diversas missões, apoiaram as tropas no terreno, não só com o apoio de fogos e no transporte de pessoal e alimento, mas, sobretudo, no socorro prestado aos feridos e doentes na sua evacuação para a retaguarda, afim de serem assistidos de forma ao seu restabelecimento rápido.

 

 

Hastear da bandeira da Guiné-Bissau em Canjadude em 20 de Agosto de 1974.

Aqui já não era Portuguesa

Foto João Carvalho – 1974 – com a devida vénia

 

É de esperar que, não só criticas ou sugestões surjam na publicação destes textos mas, que num espírito de trazer ao conhecimento de todos e, em especial daquela camada que não viveu a guerra e que esperamos não a venha a viver, conheçam o esforço de um punhado de homens que, abandonando os campos, as fábricas, os escritórios e as escolas, e muito penosamente as próprias famílias, e responderam PRESENTE quando a Pátria os convocou!

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