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Condecorações

Calaboche Tchudá, Soldado de Infantaria, da CCac13/CTIG: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VII, pág.s 57 e 58, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 381, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.633, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 142, pág. 52, de Outubro de 1971

Imagem dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Calaboche Tchudá

 

Soldado de Infantaria, n.º 82077269

 

Companhia de Caçadores 13/CTIG

 

«OS LEÕES NEGROS»

 

«CONDUTA BRAVA EM TUDO DISTINTA»

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio Governador da Guiné

 

Fuzilado, em Outubro de 1974, em Bissorã, pelo PAIGC

 

Calaboche Tchudá, Soldado de Infantaria n.º 82077269, natural da freguesia de Pecuária, concelho de São José distrito de Bissorã.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de Caçadores 13 «OS LEÕES NEGROS» - «CONDUTA BRAVA EM TUDO DISTINTA».

 

Fuzilado, em Outubro de 1974, em Bissorã, pelo PAIGC

 

A sua Alma descansa em Paz

 

 

Clique na imagem que se segue para visualização da continuação do texto:

 

 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Soldado de Infantaria, n.º 82077269
CALABOCHE TCHUDÁ
 

CCac13 - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 3 - 3.ª série, de 1972.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 1 de Novembro de 1971, o
 

Soldado n.º 82077269, Calaboche Tchudá, da Companhia de Caçadores n.º 13, do Comando Territorial Independente da Guiné.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 12, de 25 de Março de 1971, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CT1G):
 

Que, por seu despacho de 12 de Março de 1971, o Brigadeiro Comandante Militar louvou o Soldado n.º 82077269, Calaboche Tchudá, da Companhia de Caçadores 13 (CCac13) [integrada no dispositivo e manobra do] Batalhão de Cavalaria 2927 (BCav2927), porque ao longo de vinte meses de comissão, sempre se revelou um militar disciplinado e cumpridor dos seus deveres.


Sendo apontador de lança-granadas foguete, utilizou sempre a sua arma com a maior perícia e eficiência nas várias situações de combate em que o Grupo de que faz parte se tem encontrado, especialmente quando o inimigo, pela sua superioridade de fogos, tem colocado os seus camaradas em situações difícies. Nessas ocasiões, o Soldado Calaboche tem ocorrido sempre aos locais mais batidos pelo tiro inimigo, levando a sua arma e com mais algumas granadas que entretanto por vezes consegue recolher, indiferente ao perigo, com serena energia e coragem, bate com extraordinária precisão as posições do inimigo e incita os seus camaradas que, galvanizados, se lançam ao ataque, obrigando muitas vezes o adversário a retirar precipitadamente.


De salientar a sua actuação na operação "Jaguar Vermelho", que durou mais de quinze dias e foi realizada em zona considerada "santuário" do inimigo onde o seu espírito de sacrifício e coragem ficaram bem patenteados. Durante uma emboscada em que o inimigo deixou toda a Companhia atravessar uma bolanha, com excepção dos últimos cinco elementos da coluna, sobre os quais concentrou todo o seu fogo e porque o terreno era de visibilidade difícil e impossibilitava que os restantes elementos da Companhia lhes pudessem dar apoio, foi o Soldado Calaboche que se encontrava próximo, quem, com a sua rápida intervenção, conseguiu pôr o inimigo em fuga, livrando os seus camaradas duma situação particularmente difícil.


Além disso, quando por qualquer motivo a sua Secção fica sem graduados, é o Soldado Calaboche quem assume o comando, pois que, pelas suas qualidades de bravura, calma e serenidade debaixo de fogo, tanto os seus superiores, como os seus camaradas, reconhecem nele qualidades inatas de Chefe.


Pelo que fica referido, é o Soldado Calaboche digno de ser apontado como exemplo a seguir.

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Jornal do Exército, ed. 142, pág. 52, de Outubro de 1971

 

Prémio Governador da Guiné

 

CALABOCHE TCHUDÁ, Soldado de Infantaria, n.º 82077269
 
Porque «ao longo de vinte meses de comissão, sempre se revelou um militar disciplinado e cumpridor dos seus deveres.
Sendo apontador de Lança-Granadas-Foguete, utilizou sempre a sua arma com a maior perícia e eficiência; nas várias situações de combate em que o grupo de que faz parte se tem encontrado e mesmo quando o inimigo, pela sua superioridade de fogos, tem colocado os seus camaradas em situações difíceis, sempre o Soldado CALABOCHE tem corrido em seu auxilio, aos locais mais batidos pelo tiro inimigo, levando a sua arma carregada, e, com 2 ou 3 granadas que recolhe no trajecto, indiferente ao perigo, com serena energia e coragem, bate com extraordinária precisão as posições do inimigo e incita os seus camaradas que, galvanizados, se lançam ao ataque, obrigando muitas vezes o adversário a retirar precipitadamente.


De salientar a sua actuação na Operação «JAGUAR VERMELHO», que durou mais de 15 dias e foi realizada em zona considerada «santuária» do inimigo, onde o seu espírito de sacrifício e coragem ficaram bem patenteados. Durante uma emboscada em que o inimigo deixou toda a Companhia atravessar uma bolanha, com excepção dos últimos cinco elementos da coluna, sobre os quais concentrou o seu fogo e porque o terreno era de visibilidade difícil e impossibilitava que os restantes elementos da Companhia lhe pudessem dar apoio, foi o Soldado CALABOCHE, que se encontrava próximo, quem, com a sua rápida intervenção, conseguiu pôr o inimigo em fuga, livrando os seus camaradas duma situação particularmente difícil.
»
 

 

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Companhia de Caçadores N.º 13
 

Identificação:
CCac13


Comandante:
Capitão Mil.º de Infantaria Álvaro Alberto Durão
Alferes Mil.º de Infantaria Adelino Manuel de Almeida Pimenta Correia
Capitão Mil.º de Infantaria João Carlos Carvalho de Castro
Capitão Mil.º de Cavalaria Carlos Matos de Oliveira
Capitão Mil.º de Infantaria Humberto Manuel Teixeira Gonçalves de Figueiredo


Início:
18 de Janeiro de 1970 (por alteração da anterior designação de Companhia de Caçadores 2591(CCac2591))


Extinção:
20 de Agosto de 1974


Síntese da Actividade Operacional
Em 18 de Janeiro de 1970, foi criada por alteração da sua designação anterior, integrando os quadros e praças especialistas metropolitanos e pessoal natural da Guiné, predominantemente da etnia Balanta, que constituíam, anteriormente, a Companhia de Caçadores 2591 (CCac2591)


Continuou instalada em Binar, então orientada para a segurança e protecção dos trabalhos dos reordenamentos da península do Enxerte, tendo estabelecido o seu estacionamento em Nhamate, a partir de 2 de Fevereiro de 1970, com os seus pelotões disseminados por Manga, Encherte e Unche.


Em 14 de Março de 1970, substituída no subsector de Nhamate pela Companhia de Caçadores 2658 (CCac2658), foi colocada em Biambe, passando então à dependência directa do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) como subunidade de intervenção e reserva daquele comando e, a partir de 30 de Maio de 1970, do Batalhão de Caçadores 2861 (BCac2861), tendo tomado parte em diversas operações realizadas nas regiões de Encherte, Queré, Chalé-Inquida e Morés, entre outras.


Em 12 de Junho de 1970, foi deslocada para Bissorã, a fim de assumir a responsabilidade do respectivo subsector, em substituição da Companhia de Caçadores 2444 (CCac2444), ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 2861 (BCac2861) e sucessivamente do Batalhão de Caçadores 2927 (BCac2927), do Batalhão de Caçadores 4610/72 (BCac4610/72) e do Batalhão de Cavalaria 8320/73 (BCav8320/73).


Em 20 de Agosto de 1974, foi desactivada e extinta.

 

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Companhia de Caçadores n.º 2591


Identificação:
CCac2591


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora)


Comandante:
Capitão Mil.º de Artilharia Álvaro Alberto Durão
 

Divisa:
«OS LEÕES NEGROS»
«CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA»
 

Partida:
Embarque em 24 de Maio de 1969, no NTT «Niassa»Mai69; desembarque em 30 de Maio de 1969
 

Extinção em 18 de Janeiro de 1970
 

Síntese da Actividade Operacional
A subunidade foi constituída com quadros e especialistas metropolitanos e enquadrou pessoal natural da Guiné, da etnia Balanta, tendo efectuado a 2.ª fase da instrução de formação no Centro de Instrução Militar (CIM), em Bolama e sido seguidamente utilizada em patrulhamentos, reconhecimentos e contactos com as populações da região.


Em 5 de Novembro de 1969, foi colocada em Bissorã, como força de intervenção e reserva do Batalhão de Caçadores 2861 (BCac2861), tendo sido empregada em várias acções, patrulhamentos e emboscadas nas regiões de Namedão, Cate e Camã.


Em 4 de Janeiro de 1970, destacou dois pelotões para Binar, a fim de efectuar a segurança e protecção dos trabalhos da estrada Binar-Nhamate.


Em 14 de Janeiro de 1970, a subunidade foi colocada em Binar, a fim de colaborar nos trabalhos de recuperação das populações da área da península de Encherte e na sua instalação e autodefesa nos reordenamentos.


Em 18 de Janeiro de 1970, a subunidade passou a designar-se Companhia de Caçadores 13 (CCac13), sendo considerada subunidade de guarnição normal, a partir daquela data.

 

 

 

 

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