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Condecorações

Carafala Jassi, Soldado de Artilharia, da CArt1525: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 60, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 446, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 107, pág. 18, de Novembro de 1968

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

Carafala Jassi

Soldado de Artilharia, n.º 82038461

 

Companhia de Artilharia 1525

 

«FALCÕES DE BISSORû

 

Comando Territorial Independente da Guiné

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

(CArt1525)

 

Prémio Governador da Guiné

(BCav1905)

 

 

Carafala Jassi, Soldado de Artilharia, n.º 82038461.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de  Artilharia 1525 «FALCÕES DE BISSORû

 

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

 

Soldado de Artilharia, n.º 82038461
CARAFALA JASSI
 

CArt1525 - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE

 
Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 3 - 3.ª série, de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 5 de Dezembro de 1967:


O Soldado n.º 82038461, Carafala Jassi, da Companhia de Artilharia n.º 1525 - Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

(Publicado na OS n.º 50, de 9 de Novembro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Louvo o Soldado n.º 82038461, Carafala Jassi, da Companhia de Artilharia n.º 1525, pelo grande brilhantismo, valentia e serenidade que sempre demonstrou no decurso das operações, nomeadamente nas de contacto com o inimigo e naquelas em que o perigo era maior.


Dotado de uma determinação fora do vulgar e de um querer inabalável, revelou-se em todas as circunstâncias, como um soldado valoroso, decidido e arrojado.


O seu procedimento, no decorrer da operação "Bate-Que-Bate", ilustra incontestavelmente as suas altas qualidades de combatente, pois numa situação de contacto muito forte, em que o inimigo se mostrou bastante aguerrido, utilizando muito de perto as suas armas pesadas contra as Nossas Tropas, o Soldado Carafala, animado de extraordinário espírito de luta, jamais procurou abrigo ou protecção para si e deu provas de invulgar coragem e serenidade debaixo de fogo, com a sua arma, ao mesmo tempo que incitava os seus camaradas brancos e de cor a segui-lo, na peugada do inimigo. Foi assim um dos primeiros responsáveis pela debandada do inimigo e pelo esclarecimento da situação.


Por todas estas suas qualidades de guerreiro inato, que o creditam como um combatente fora do vulgar, dinâmico e destemido, merece o Soldado Carafala ser apontado como exemplo a todos os seus camaradas.
 

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Jornal do Exército, ed. 107, pág. 18, de Novembro de 1968

 

SOLDADO CARAFALA JASSI


«Tem demonstrado grande valentia e serenidade no decorrer das mais difíceis situações sob fogo inimigo, revelando-se muito especialmente como combatente invulgarmente destemido quando na Op. «BATE-QUE-BATE», em contacto com numeroso e aguerrido grupo adversário, se lançou deliberadamente ao ataque, incitando os seus camaradas com palavras de grande ânimo e contribuindo assim para o total e rápido êxito da luta travada em condições iniciais de inferioridade de situação.»

 

 

 

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Companhia de Artilharia n.º 1525
 

Identificação:
CArt1525
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia de Costa (RAC - Oeiras)
 

Comandante:
Capitão de Artilharia Jorge Manuel Piçarra Mourão
 

Divisa:
"Falcões de Bissorã"
 

Partida:
Embarque no NTT «Uíge» no dia 20 de Janeiro de 1966; desembarque no dia 26 de Janeiro de 1966
 

Regresso:
Embarque no NTT »Uíge», no dia 4 de Novembro de 1967
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 4 de Fevereiro de 1966, seguiu para Mansoa, a fim de efectuar um curto período de adaptação operacional e substituir a Companhia de Artilharia 644 (CArt644) na função de reserva e intervenção do sector do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857).


Em 21 de Fevereiro de 1966, por rotação com a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420), foi transferida para o subsector de Bissorã, em reforço da guarnição local até 31 de Outubro de 1966, tendo ainda actuado em diversas operações realizadas nas regiões do Tiligi, Biambe, Morés e Queré e sendo também deslocada para operações na região de Jugudul, de 23 de Julho a 17 de Agosto de 1966; de 18 de Junho a 6 de Julho de 1966, destacou, ainda, um pelotão para Ponte Maqué.


Em 31 de Outubro de 1966, assumiu a responsabilidade do subsector de Bissorã, após saída da Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419), tendo passado a integrar o dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), após reformulação dos limites da zona de acção dos sectores daquela área em 1 de Novembro de 1966, e depois do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876). Pelos vultuosos resultados obtidos em baixas causadas ao inimigo e armamento apreendido, destacam-se as operações "Embuste" e "Bambúrrio", nas regiões de larom e Faja.

 

Em 10 de Outubro de 1967, foi rendida no subsector de Bissorã pela Companhia de Caçadores 1650 (CCav1650/BCav1905), recolhendo seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

 


 

 

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