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Angola

Carlos José de Moura Borges, Capitão Mil.º de Artilharia: Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma.

 

HONRA E GLÓRIA

 

Carlos José de Moura Borges

 

Capitão Mil.º de Artilharia

 

Comandante da Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Artilharia 400 «OS GATOS»

 

Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

 

Carlos José de Moura Borges, Capitão Mil.º de Artilharia, natural da freguesia da Campanhã, concelho do Porto.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante da Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Artilharia 400 «OS GATOS».

 

Tombou em combate no dia 5 de Julho de 1963, perto da sanzala Quiavanga, entre os dois morros no itinerário Bessa Monteiro - Baca.

 

Está sepultado no cemitério de Entre-os-Rios, da freguesia da Campanhã, concelho do Porto.

 

 

Paz à sua Alma

 

Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

 

 

Capitão Miliciano de Artilharia
CARLOS DE MOURA BORGES


CCS/BatArt 400 — RAL 1
ANGOLA


Grau: Ouro, com palma (Título póstumo)


Transcrição do louvor publicado na OE n.º 14 2.ª série, de 1963:
Por Portaria de 19 de Janeiro de 1963:


Louvado, a titulo póstumo, o Capitão Miliciano de Artilharia, Carlos de Moura Borges, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Artilharia n.º 400, porque, comandando uma coluna militar de socorro a uma outra da Companhia de Artilharia n.º 392, que havia sofrido uma emboscada por parte do inimigo, de que resultaram mortos e feridos, e tendo uma viatura em que seguia sido atingida pela explosão de uma mina anti-carro, que provocou também mortos e feridos graves, manteve, apesar de mutilado da perna direita e quase da esquerda e, ainda, com outros ferimentos gravíssimos que lhe haviam de provocar a morte, uma notável consciência do dever, dando ordens tendentes à segurança do pessoal por forma a diminuir as consequências de um possível ataque após a explosão.


Demonstrou assim o Capitão Moura Borges em elevado grau, qualidades de rara abnegação, extrema valentia e extraordinária coragem, com total risco e desprezo pela própria vida, que em holocausto ofereceu para completo e perfeito cumprimento da sua missão, confirmando plenamente as suas reais virtudes militares e a sua já demonstrada capacidade de comando, pelo que os serviços prestados no seu Batalhão tinham sido já considerados de alto valor e dignos de apreço.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE:
Por Portaria de 19 de Novembro de 1963:


Condecorado, a título póstumo, com a Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, nos termos do § 1.º do artigo 51.º, com referência ao § 2.º do artigo 8.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Capitão Miliciano de Artilharia, Carlos de Moura Borges, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Artilharia n.º 400, porque, comandando uma coluna militar de socorro a uma outra da Companhia de Artilharia n.º 392, que havia sofrido uma emboscada por parte do inimigo, de que resultaram mortos e feridos, e tendo a viatura em que seguia sido atingida por explosões de uma mina anticarro, que provocou também mortos e feridos graves, manteve, apesar de mutilado da perna direita e quase da esquerda e com outros ferimentos gravíssimos, que lhe haviam de provocar a morte, uma notável consciência do dever, dando ordens tendentes à segurança do pessoal por forma a diminuir as consequências de um possível ataque após a explosão, com o que demonstrou rara abnegação, valentia, coragem e total desprezo pelo perigo para completo e perfeito cumprimento da sua missão.

 

 


 

 

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