.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

Celso Feijão de Almeida, Furriel Pára-Quedista, brevet 3462

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

Celso Feijão de Almeida

 

Furriel Pára-Quedista, brevet 3462

 

Moçambique:

4ªCCP/BCP31 (1966 a 1968)

 

2ªCCP/BCP31 (1969 a 1971)

 

1ªCCP/BCP32 (1973 a 1974)

 

4ªCCP/BCP31 (1974)

 

Medalha de Serviços Distintos

 

Medalha de Mérito Aeronáutico

 

Medalha de Comportamento Exemplar

 

 

Celso Feijão de Almeida, Furriel Pára-Quedista com brevet 3462 (curso n.º 32 de 1 de Março de 1966).

 

Serviu Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, sucessivamente na

 

 

4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31 (4ªCCP/BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», no período de 1966 a 1968;

 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31(2ªCCP/BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», no período de 1969 a 1971;

 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 32 (1ªCCP/BCP32) «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA», no período de 1973 a 1974; e

 

4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31 (4ªCCP/BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», no ano de 1974.


- «Quantas vezes os militares pára-quedistas, fossem praças, sargentos ou oficiais, eram esquecidos nas merecidas honrarias.


Nos pára-quedistas, as medalhas muitas vezes eram esquecidas: quantos se destacaram em combate e eram esquecidos, enquanto viam os seus camaradas do Exército a ser medalhados (sem pôr em causa que as merecessem!).


Foi o caso do furriel Feijão: o nosso camarada, já na sua 2ª comissão, foi proposto para ser condecorado com a medalha Cruz de Guerra de 2ª classe, pelo seu comandante de pelotão: enviada a proposta para seguir os seus trâmites, são concedidos ao furriel Feijão os dias de licença referentes à condecoração; após o término da licença, já a sua companhia tinha outro comandante e outro comandante de pelotão, em virtude dos anteriores terem terminado a comissão.


Tempos mais tarde, numa missão de combate, Feijão e o grupo que comandava tinham de emboscar um trilho, um trilho que já se sabia que por lá passava população nativa, sabendo-se que elementos da Frelimo se misturavam perigosamente no meio deles.


Feijão, instalado com a sua secção nos lugares da frente, como era habitual, recebe em surdina a informação que o alferes comandante de pelotão tinha instalado mal e perigosamente o resto dos militares: Feijão manda levantar os homens e enfrenta o alferes, mal preparado para a missão; acontece que o referido alferes era de uma família muito influente na Beira (não eram os Jardim), que inclusive privavam com os comandantes.


O resultado, aliado a um comandante de companhia que já tinha uma Cruz de Guerra e não estava para se chatear, fez com que a Cruz de Guerra destinada ao furriel Feijão ficasse até hoje na gaveta, criando mais caso de gritante injustiça
.

 

LOUVORES:

4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31 (4ªCCP/BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» (louvor)


Louvado, porque, servindo na 4ª CCP há cerca de 14 meses e tomando parte em todas as operações em que a mesma se tem empenhado, tem evidenciado magníficas qualidades como combatente, muita valentia e bom senso na condução dos seus homens, mostrando-se sempre digno de ocupar os postos de maior perigo pela afirmação constante de reconhecida coragem moral.


No decorrer da operação "Centauro Teimoso", quando se encontrava emboscado com a sua secção, lançou-se impetuosamente ao assalto de um grupo de inimigos comandados pelo chefe do quartel da Zambézia e, evidenciando muita determinação e valor, levou os seus camaradas a segui-lo, destroçando o grupo e provocando a sua debandada .


Na perseguição que se seguiu, capturou com o seu grupo o referido chefe e várias armas.

 

(fonte: Arquivo FAP)
 

 

Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» (louvor)


Possuidor de elevados conhecimentos teóricos e práticos deste tipo de guerra, tem desempenhado as funções de comandante de grupo de combate com alta eficiência.

 

Na operação "Candeia 12" ele próprio detectou uma emboscada inimiga momentos antes da abertura de fogo, dando ordens imediatas aos seus homens; a seguir, debaixo do fogo inimigo, com o seu exemplo impulsionou para a frente a secção da vanguarda, sendo o principal obreiro da fuga inimiga, embora o mesmo se encontrasse instalado em abrigos individuais.

 

Os feitos descritos neste louvor têm o suficiente relevo para serviços excepcionais e relevantes prestados ao País.

(fonte: Arquivo FAP)
 


2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31(2ªCCP/BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»  (louvor)


Louvo o furriel abaixo indicado, porque, servindo há cerca de treze meses na 2ªCCP e tomando parte em todas as operações que aquela companhia realizou, por vezes nas mais difíceis circunstâncias, sempre revelou possuir excelentes qualidades de coragem, valentia, sangue frio, bom senso e extraordinário critério na condução dos seus homens.


Graduado de uma exemplar lealdade, disciplinado e disciplinador, conseguiu tornar a sua secção excepcionalmente apta para o tipo de guerra de guerrilhas, constituindo assim um grupo de homens que se tornou auxiliar do comandante de pelotão.


Para além de todas estas qualidades, várias vezes demostradas em combate, sempre revelou possuir grandes qualidades de trabalho e organização, cumprindo com um zêlo excepcionais todos os serviços que lhe foram atribuídos.


Por todas estas características pessoais, o furriel pára-quedista Feijão merece ser apontado como um exemplo de bem servir que honra as Forças Armadas e as tropas pára-quedistas a que pertence e que muito se orgulham de o ter nas suas fileiras.

(fonte: Arquivo FAP)
 

Após três comissões em África, sempre como operacional, segundo palavras do mesmo, a maior condecoração que tem é a confiança e a estima dos homens que comandou.


O furriel Feijão seguiria uma carreira de excelência, destacando-se com precursor aeroterrestre.

Veio a ser condecorado com a Medalha de Serviços Distintos, a Medalha de Mérito Aeronáutico e a Medalha de Comportamento Exemplar.

Este texto é dedicado a todos os pára-quedistas que deram a sua juventude pela Pátria.»¹


¹ (Pedro Jorge Diogo Castanheira; 12Out2019)

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo