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Condecorações

Col Quessanque, 1.º Sargento Graduado 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, pág.s 68 e 69, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 215 a 217, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 376, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 652, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 116, pág. 46, de Agosto de 1969

Imagem dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Col Quessanque, 1.º Sargento Graduado 'Comando'

 

Em 1974, foi fuzilado publicamente pelo PAIGC

 

CArt1688/BArt1913:

Soldado de Artilharia, n.º 82010758

Guiné: 01Mai1967 a 02Mar1969

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

CCac2531:

Soldado de Artilharia, n.º 82010758

Guiné: 30Mai1969 a 06Fev1971

Prémio Governador da Guiné

 

3ª CCmds/BCmds:

1.º Sargento Graduado 'Comando'

Guiné: 14Abr1972 a 07Set1974

Em 1974, fuzilado pelo PAIGC

 

 

Col Quessanque, mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na:

  • Companhia de Artilharia 1688 do Batalhão de Artilharia 1913 «POR PORTUGAL - UM POR TODOS, TODOS POR UM», no período de 1 de Maio de 1967 a 2 de Março de 1969;

  • Em 1974, foi fuzilado publicamente pelo PAIGC.

A sua Alma descansa em Paz

 

Clique na imagem que se segue para visualização da continuação do texto:

 

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

 

Soldado de Artilharia, n.º 82010758
COL QUESSANQUE


CArt1688 [BArt1913] - CTIG
GUINÉ


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 4 — 3.ª série, de 1970.
Por Portaria de 23 de Dezembro de 1969:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné, o


Soldado n.º 82010758, Col Quessanque, da Companhia de Artilharia n.º 1688 [integrada no dispositivo e manobra do] Batalhão de Cavalaria n.º 1915 — Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 8, de 6 de Março de 1969, do CCFAG (Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné) e n.º 11, de 13 do mesmo mês e ano, do QG/CTIG (Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvado o Soldado n.º 82010758, Col Quessanque, porque ao longo de dezanove meses que actuou na Companhia de Artilharia 1688 (CArt1688), tomou parte em mais de uma centena de operações, só faltando quando esteve com baixa no Hospital Militar 241 (HM241), por ferimentos recebidos em combate. Em todas elas demonstrou qualidades de combatente inato sendo de destacar as que a seguir se indicam.


Na operação "Bitola", sendo apontador do LGFog (Lança-Granadas Foguete), permaneceu de pé debaixo de nutrido tiroteio de um numeroso grupo inimigo, com fogo ajustado, indiferente ao perigo, galvanizando com a sua acção os seus camaradas e contribuindo assim, de maneira decisiva, para a retirada do inimigo.


Na operação "Balística", como tivesse fugido um elemento da população preso pelas Nossas Tropas, não hesitou em persegui-lo, lançando-se com decisão sobre ele, lutando corpo a corpo já dentro da água da bolanha, acabando por dominá-lo, apesar da acentuada desvantagem física existente entre ambos, tendo o referido elemento servido depois de guia para a captura de dois elementos inimigos armados.


Na operação "Boémio", ao ser detectado durante a noite um grupo inimigo de quantitativo e armamento desconhecido, revelando grande ousadia e com grave risco de vida, lançou-se sobre ele e, pela sua acção no decorrer do combate, em que ficou ferido logo no início, demonstrou possuir em alto grau, dotes de coragem, serena energia debaixo de fogo, e enérgica decisão em frente do inimigo, tendo contribuído para mais um êxito das Nossas Tropas, com captura de abundante material e pesadas baixas ao inimigo, nomeadamente a morte do comandante inimigo de Choquemone.


Em todos os contactos com o inimigo, tanto em operações, como nos ataques ao aquartelamento, mesmo no período em que esteve convalescente com gesso num braço, a sua actuação foi sempre de molde a confirmar as suas excepcionais qualidades de combatente e extraordinária capacidade de reacção frente ao inimigo.


Tais dotes e virtudes, reveladas em inúmeros actos praticados reflectida e conscientemente, com grave risco da vida, tornam o seu autor credor de apreço e admiração e digno de ser apontado como autêntico exemplo a seguir.

 

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Jornal do Exército, ed. 116, pág. 46, de Agosto de 1969

 

 

SOLDADO COL QUESSANQUE, da C. Caç. 2531


«Pelas excepcionais qualidades de combatente reveladas ao longo de 19 meses de permanente actividade contra o inimigo, evidenciando-se especialmente no decorrer das operações «BITOLA», «BALÍSTICA» e «BOÊMIO» em que a sua coragem, espírito de iniciativa e serenidade debaixo de fogo em muito contribuíram para o sucesso das acções de combate que se travaram em difíceis circunstâncias e numa das quais foi ferido, mantendo-se apesar disso a utilizar a sua arma, galvanizando assim os seus companheiros pelo exemplo de serenidade e determinação de que deu provas.


Numa outra acção, lançou-se resolutamente e com grande risco em perseguição dum elemento inimigo com o qual acabou por travar renhida luta corpo a corpo dentro da água duma bolanha, acabando por dominá-lo apesar da sua nítida desvantagem física.
»

 


 

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Batalhão de Artilharia n.º 1913
 

Identificação:
BArt1913


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)


Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia Abílio Santiago Cardoso
 

2.º Comandante:
Major de Artilharia Luís Teixeira Fernandes
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Ernesto Chaves Alves de Sousa
Capitão de Artilharia Luís Alfino Castel-Branco Alves de Silva
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Rodrigo Botelho da Costa
 

Companhia de Artilharia 1687 (CArt1687):
Capitão Mil.º de Artilharia Vicente João Cardoso de Macedo de Menezes
 

Companhia de Artilharia 1688 (CArt1688):
Capitão de Artilharia Damasceno Maurício Loureiro Borges
 

Companhia de Artilharia 1689 (CArt1689):
Capitão de Artilharia Manuel de Azevedo Moreira Maia
Capitão de Infantaria Martinho de Sousa Pereira
Capitão de Artilharia Rui Manuel Viana de Andrade Cardoso
 

Divisa:
"Por Portugal - um por todos, todos por um"
 

Partida:
Embarque em 26 de Abril de 1967, no NTT «Uíge»; desembarque em 1 de Maio de 1967
 

Regresso:
Embarque em 2 de Março de 1969, no NTT «Timor»
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 2 de Maio de 1967, rendendo o Batalhão de Caçadores 1858 (BCac1858), assumiu a responsabilidade do Sector S3, com sede em Catió e abrangendo os subsectores de Bedanda, Cufar, Catió, Cachil, este extinto em 18 de Julho de 1968, após evacuação e Cabedú, também extinto em 30 de Julho de 1968 e integrado no subsector de Catió.


Desenvolveu intensa actividade operacional em ordem a criar insegurança ao inimigo no sector, garantir a circulação nos itinerários e promover a recuperação e protecção das populações da área.


Pelos resultados obtidos e pelos efectivos envolvidos, salientam-se as operações "Penetrante", "Sttela", "Pleno" e "Futuro Próximo" entre outras.


Dentre o material capturado mais significativo salienta-se: 1 lança-granadas foguete, 2 pistolas-metralhadora, 4 espingardas, 34 minas, 117 granadas de armas pesadas e 605 cartuchos de armas ligeiras.


Em 17 de Fevereiro de 1969, foi rendido no sector de Catió pelo Batalhão de Artilharia 2865 (BArt2865) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.


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A Companhia de Artilharia 1687 (CArt1687) permaneceu sempre integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão, tendo assumido em 2 de Maio de 1967 a responsabilidade do subsector de Cachil, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1423 (CCac1423).

Em 9 de Julho de 1967, por troca com a Companhia de Caçadores 1621 (CCac1621), assumiu a responsabilidade do subsector de Cufar, onde se manteve até ser rendida pela Companhia de Artilharia 2477 (CArt2477).


Em 18 de Fevereiro de 1969, após o que recolheu a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.


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A Companhia de Artilharia 1688 (CArt1688), após curta permanência em Bissau, onde substituiu transitoriamente a Companhia de Caçadores 1424 (CCac1424) no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações a cargo do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904), efectuou simultaneamente uma instrução de adaptação operacional, sob orientação do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876), na região de Bula, para onde seguiu em 8 de Maio de 1967. Seguidamente tomou parte em operações realizadas nas regiões de Ponate, Choquemone, Manga e Late, entre outras.


Em 31 de Maio de 1967, iniciou o deslocamento para Biambe, por fracções e em 7 de Junho de 1967, assumiu a responsabilidade do subsector de Biambe, com um pelotão destacado em Encheia, desde 4 de Junho a 15 d Outubro de 1967, onde substituiu a Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485), ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876) e depois do Batalhão de Cavalaria 1915 (BCav1915).


Em 19 de Fevereiro de 1969, foi substituída no subsector de Biambe pela Companhia de Caçadores 2464 (CCac2464) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


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A Companhia de Artilharia 1689 (CArt1689) seguiu imediatamente para Fá Mandinga, a fim de efectuar o treino operacional, até 24 de Maio de 1967 e seguidamente reforçar o dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888), colmatando anterior saída da Companhia de Caçadores 1439 (CCac1439) e actuando em várias operações, patrulhamentos, emboscadas e escoltas realizadas naquele sector, até 18 de Julho de 1967, tendo cedido, ainda, um pelotão para reforço da guarnição de Bambadinca.


Em 19 de Julho de 1967, em substituição da Companhia de Cavalaria 1484 (CCav1484), foi colocada em Catió, como força de intervenção e reserva do Comando de Agrupamento 1975 (CmdAgr1975) e depois do Comando de Agrupamento 2951 (CmdAgr2951), a fim de actuar em diversas operações realizadas na zona Sul, nas regiões de Cobumba, Afiá, Nhai e Cabolol Balanta, entre outras, em reforço do Batalhão de Artilharia 1913 (BArt1913) e na região de Gubia, em reforço do Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914), de 25 de Novembro a 23 de Dezembro de 1967. Foi deslocada temporariamente para o subsector de Cabedú, de 5 a 11 de Janeiro de 1968, a fim de substituir a Companhia de Artilharia 1614 (CArt1614), até à chegada da Companhia de Caçadores 1788 (CCac1788).


De 24 de Março a 15 de Maio de 1968, foi atribuída em reforço do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896), instalando-se inicialmente em Buba e, a partir de 8 de Abril de 1968, em Gandembel, em reforço da guarnição local e da construção do respectivo aquartelamento.


Em 10 de Junho de 1968, por troca com a Companhia de Caçadores 1788 (CCac1788), assumiu a responsabilidade do subsector de Cabedú, no sector do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896), onde permaneceu até à sua extinção em 30 de Julho de 1968.


Deslocada seguidamente para Canquelifá, assumiu, em 6 de Agosto de 1968, a responsabilidade do respectivo subsector, com um pelotão destacado em Dunane, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1623 (CCac1623), ficando Integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 2835 (BCac2835).


Em 1 de Dezembro de 1968, foi rendida no subsector de Canquelifá pela Companhia de Artilharia 2439 (CArt2439) e seguiu, em 5 de Dezembro de 1968, para o sector de Bissau, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 2436 (CCac2436) no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações da área, na dependência do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911) e onde permaneceu até ao seu embarque de regresso.

 

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Companhia de Caçadores n.º 2531
 

Identificação:
CCac2531
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes)
 

Comandante:
Capitão de Infantaria Sebastião Afonso Ribeiro Goulão
 

Divisa:
«VONTADE E AUDÁCIA»
 

Partida:
Embarque em 24 de Maio de 1969 no NTT «Niassa»; desembarque em 30 de Maio de 1969
 

Regresso:
Embarque em 6 de Fevereiro de 1971
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 4 de Junho de 1969, seguiu para Biambe, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 2464 (CCac2464), assumindo a responsabilidade do respectivo subsector em 8 de Junho de 1969, com um pelotão destacado em Encheia até à criação deste novo subsector em 29 de Agosto de 1969. Ficou integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 2861 (BCac2861), a fim de actuar em batidas e emboscadas nas regiões de Insantaque, Umpabá e Inquida e acções de reacção à pressão inimiga exercida sobre o aquartelamento.


Colaborou ainda nos trabalhos dos reordenamentos de Biambe, Nhamate e Manga.


Em 18 de Novembro de 1970, iniciou o deslocamento, por escalões, para o sector de Bissau, sendo rendida no subsector de Biambe pela Companhia de Caçadores 2780 (CCac2780), em 30 de Novembro de 1970. Na mesma data, foi integrada no COMBIS (Comando de Bissau), substituindo a Companhia de Caçadores 2464 (CCac2464) no subsector de Brá, a fim de colaborar na segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 5 de Fevereiro de 1971, foi substituída, transitoriamente, pela Companhia de Caçadores 3827 (CCac3827), a fim de efectuar o embarque de regresso.

 

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3.ª Companhia de Comandos Africanos
 

Identificação:
3.ªCCmdsAfr
 

Comandante:
Alferes Graduado 'Comando' António Jalibá Gomes
Tenente Graduado 'Comando' Bacar Djassi
Alferes Graduado 'Comando' Aliú Fada Candé
Alferes Graduado 'Comando' Malan Baldé
 

Início:
14 de Abril de 1972
 

Extinção:
7 de Setembro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
Foi organizada e instruída em Fá Mandinga a partir de 14 de Abril até 16 de Setembro de 1972, para concretização do despacho de 3 de Março de 1972 do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG), sendo constituída exclusivamente com pessoal africano natural da Guiné, recrutado nas subunidades africanas da organização territorial e das subunidades de milícias e com graduados vindos das anteriores Companhias de Comandos Africanos (CCmdsAfr), tendo a imposição das insígnias de "comando" sido efectuada na cerimónia de criação do Batalhão de Comandos (BCmds), em 2 de Novembro de 1972.


Em 2 de Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de Comandos (BCmds), então criado, ficando instalada em Brá (Bissau) e tomando parte nas operações planeadas e comandadas por aquele batalhão. Algumas vezes foi atribuída para realização de operações desenvolvidas por sectores ou comandos equivalentes, nomeadamente na região de Campada/Barraca Banana, em 4 de Dezembro de 1972, no sector do Batalhão de Cavalaria 3846 (BCav3846).


A 3.ª Companhia de Comandos Africanos (3.ªCCmdsAfr) foi desactivada e extinta em 7 de Setembro de 1974, com as restantes forças do Batalhão de Comandos (BCmds).

 

 

 

 

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