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Falecimento

Companhia de Caçadores 274 - Batalhão Independente de Infantaria 18

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 20 de Janeiro de 2021, o veterano

 

Adérito Augusto Figueira

 

General na situação de reforma

 

Guiné

Como comandante da

Companhia de Caçadores 274

28Jan1962 a 17Jan1964

 

Angola

2.ª Repartição do Quartel General da Região Militar de Angola

1965 a 25Ago1967

 

Moçambique

Região Militar de Moçambique

1969 a 24Out1970

 

Angola

Adjunto do chefe da 3ª secção (operações e organização) do

comando da Zona Militar do Leste

Jun1971 a 14Ago1973

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Ordem Militar de Avis, grau Grã-Cruz

 

Ordem Militar de Avis, grau Comendador

 

Mérito Militar, grau Grã-Cruz

 

 

 

Adérito Augusto Figueira, General na situação de reforma, nascido a 30 de Julho de 1932 m Alijó.

 


- em 20 de Outubro de 1951 ingressa na Escola do Exército;


- em 1954 conclui o curso de infantaria sendo promovido a aspirante-a-oficial;


- em 1955 promovido a alferes;


- de 12 a 23 de Setembro de 1960, tenente, frequenta no
Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos (CMEFED-Mafra) o estágio de esgrima e luta destinado a instrutores da Academia Militar (AM);


- de 10 de Outubro de 1960 a 11 de Fevereiro de 1961 frequenta na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) com aproveitamento o curso de promoção a capitão (informações, operações e serviços), contando antiguidade desde 1 de Dezembro de 1960;


- de 27 de Fevereiro a 25 de Março de 1961 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) o estágio de caçadores especiais;


- em 23 de Abril de 1961 colocado no Batalhão Independente de infantaria 18 (BII18 - Ponta Delgada);


- em 29 de Julho de 1961 embarca em Ponta Delgada com destino a Lisboa, como comandante da Companhia de Caçadores 274 (CCac274/BII18);


- em 17 de Janeiro de 1962 embarca em Lisboa no NTT 'Índia', com a sua Companhia de Caçadores 274 (CCac274) rumo à Província Ultramarina da Guiné Portuguesa;


- em 16 de Janeiro de 1964 regressa à Metrópole vindo de Bissau, ficando colocado na Academia Militar (AM) como instrutor de esgrima e luta;


- em 5 de Junho de 1964 agraciado com a Cruz de Guerra de 2ª classe, «por serviços prestados em acções de combate na província da Guiné, o capitão de infantaria Adérito Augusto Figueira, da Companhia de Caçadores nº 274/BII18»;


- em 28 de Abril de 1965, tendo sido colocado no Batalhão de Caçadores 5 (BC5 - Campolide) e nomeado por imposição para servir na Região Militar de Angola (RMA), embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' com destino a Luanda;


- em 5 de Fevereiro de 1966 transferido para a 2.ª Repartição do Quartel General da Região Militar de Angola (2ªRep/QG-RMA);


- em 25 de Agosto de 1967 regressado à Metrópole e recolocado na Academia Militar (AM) nas anteriores funções;


- em 5 de Dezembro de 1967 louvado, «pela forma brilhante como desempenhou todas as missões que lhe foram confiadas no decorrer de dois anos em que serviu na Região Militar de Angola, quer integrado numa unidade em operações na zona de intervenção norte, quer em serviço de estado-maior na 2ª Repartição do Quartel-General.


Colocado inicialmente como oficial de operações de um batalhão de caçadores numa zona operacional muito activa da zona de intervenção norte, demonstrou excelentes qualidades de trabalho e de competência profissional e grande aptidão para servir nas mais difíceis circunstâncias, não se poupando a esforços e sacrifícios para o cumprimento integral das missões que, no seu âmbito de acção, lhe foram cometidas.


Posteriormente, no serviço do Quartel-General da Região Militar de Angola, continuou a revelar-se dotado de excelentes qualidades de desembaraço e capacidade de chefia, entusiasta até à paixão por todos os assuntos ligados ao serviço de informação militar, actividade para a qual tem uma propensão invulgar, tendo sido elemento da maior valia para a 2ª Repartição. Aliando a estas qualidades uma inteligência brilhante e esclarecida e uma dedicação sem limites pela carreira das armas, incansável e de um dinamismo contagiante, o capitão Figueira prestou, à Região Militar de Angola e ao Exército, serviços que muito justamente se devem considerar de alto mérito»; (cfr OE.1/2ª/68);


- em 17 de Setembro de 1969, tendo sido nomeado para servir na Região Militar de Moçambique (RMM), embarca em Lisboa rumo a Lourenço Marques;


- em 6 de Novembro de 1969 graduado no posto de major;


- em 24 de Outubro de 1970 regressa à Metrópole e fica colocado no Regimento de Infantaria 3 (RI3 - Beja);


- em 11 de Fevereiro de 1971 transferido para o Estado-Maior do Exército (EME);


- em 7 de Junho de 1971, tendo sido nomeado, por escolha, para servir novamente na Região Militar de Angola (RMA), embarca no aeroporto de Lisboa rumo a Luanda, a fim de ser colocado na cidade do Luso como adjunto do chefe da 3ª secção (operações e organização) do comando da Zona Militar do Leste (ZML);


- em 14 de Agosto de 1973 regressa à Metrópole;


- em 12 de Janeiro de 1974 nomeado para desempenhar na Academia Militar (AM) as funções de mestre de ginástica e de esgrima;


- em 26 de Novembro de 1974 promovido a major;


- em 1 de Dezembro de 1974 promovido a tenente-coronel comandante do Batº nº1 da Guarda Fiscal;


- em 1977 promovido a coronel;


- em 21 de Maio de 1985 agraciado com a comenda da Ordem Militar de Avis;


- em 1987 promovido a general;


- em 10 de Junho de 1992 agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis;


- em 21 de Dezembro de 1993 agraciado com a Grã-Cruz da Medalha de Mérito Militar.

 

Faleceu no dia 20 de Janeiro de 2021.

 

Paz à sua Alma
 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

 

 

Capitão de Infantaria
ADÉRITO AUGUSTO FIGUEIRA


CCac 274 - BII 18
GUINÉ

2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na O.E. N.º 13 — 2.ª série, de 1964.
Por Portaria de 05 de Junho de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de r classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné:


O Capitão de Infantaria, Adérito Augusto Figueira, da Companhia de Caçadores n.º 274 — Batalhão Independente de Infantaria n.º 18.

 
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 24, de 29 de Dezembro de 19153, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné e na OS n.º 31, de 1964, do BII 18):


Louvado por Sua Excelência o Brigadeiro Comandante Militar, o Capitão de Infantaria, Adérito Augusto Figueira, da CCac 274, porque teve sempre acção digna de registo em todas as situações operacionais em que a sua Sub-Unidade interveio, evidenciando, a par de notáveis qualidades de comando, um espírito de sacrifício digno do mais alto apreço.

 

É de salientar a sua acção na operação "Sapo", de 22Fev a 03Mar do corrente ano em que, num encontro tido em 02Mar com um grupo de terroristas, bem armados e ocupando uma posição dominante, conseguiu, accionando as forças sob o seu comando e apesar do volume de fogos desenvolvidos pelo adversário, desalojá-lo e pô-lo em fuga, tendo ele próprio feito frente, acompanhado de dez soldados, a um grupo In que procurava atacar pela retaguarda as NT, já empenhadas, e pela sua parte abatido três, apesar de durante o combate ter sofrido um desvio da coluna que posteriormente ocasionou a sua baixa ao Hospital.


Mesmo inferiorizado fisicamente, insistiu em reassumir o comando da sua Companhia, ocasionando tomar parte em outras acções subsequentes, como na operação "Saco" realizada em 31Jul, em colaboração com as Forças de Fuzileiros Navais, na região de Tebé. A sua esforçada actuação muito se ficou a dever ao resultado obtido.


Posteriormente, tendo-se deslocado a Injassane, no dia 07Ago, para verificar o resultado de uma intervenção da FA, procedeu de forma a que, cerca de 2km daquela localidade, sabendo que o In ali o aguardava, tomou tais medidas que quando esse facto se verificou, fêz então sentir a sua presença durante 45 minutos, por uma violenta acção de fogo, podendo envolvê-lo com as suas forças e desalojá-lo, causando-lhe grande número de baixas e apreendendo numeroso material de guerra e documentação.


Pelas suas inegáveis qualidades de comando, sabendo manter um espírito ofensivo nos seus homens e mantendo a sua Companhia nas melhores condições operacionais, pode considerar-se a sua acção com muita influência na luta contra o terrorismo, no Sul da Província da Guiné.
 

 

 

 

 

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