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Condecorações

Eduardo Soares Pereira Brás, 1.º Cabo de Infantaria - Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

e informação do ex- Alferes Mil.º Vasco Ferreira, da CCac4540

HONRA E GLÓRIA

 

 

Eduardo Soares Pereira Brás

 

1.º Cabo de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 4540

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Eduardo Soares Pereira Brás, 1.º Cabo de Infantaria n.º 10113572.

 

Mobilizado pelo Regimento Infantaria 15 (RI15 - Tomar) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Caçadores 4540 «SOMOS UM CASO SÉRIO», no período de 19 de Setembro de 1972 a 25 de Agosto de 1974.

 

Em 22 de Julho de 2017, em cerimónia realizada em Marco de Canaveses, foi imposta a condecoração da Cruz de Guerra, de 4.ª classe (imagens dessa cerimónia mais abaixo nesta subpágina).

 

 

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 10113572
EDUARDO SOARES PEREIRA BRÁS
 

CCac 4540 — RI 15
GUINÉ
 

4.ª CLASSE (Título póstumo) Nota
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 35 — 3.ª série, de 1975.


Agraciado, com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 10 de Outubro de 1974, a título póstumo, o 1.º Cabo de Infantaria, n.º 10113572, Eduardo Soares Pereira Brás, da Companhia de Caçadores n.º 4540 — Regimento de Infantaria n.º 15.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 46, de 09 de Outubro de 1974, do CCFAG):


Louvo, a título póstumo Nota, o 1.° Cabo de Infantaria, n.º 10113572, Eduardo Soares Pereira Brás, da Companhia de Caçadores n.º 4540, pelas excelentes qualidades militares reveladas durante a sua comissão de serviço no Teatro de Operações da Guiné, com especial relevo para o seu comportamento corajoso, decidido, abnegado e de grande serenidade em combate, debaixo de fogo e em frente ao inimigo.


Dentre a sua actividade operacional, destacam-se as actuações tidas nas acções "Texugo LXXIX" e "Tescolta VIII", realizadas em Mai73, em área muito sensível do Sul da Província. Na primeira, ao ser accionada, por comando a distância, uma mina sob a viatura em que se deslocava, manteve-se sereno, firme e reagiu pelo fogo em protecção dos camaradas que procuravam instalar-se nas proximidades, tomando parte na perseguição do inimigo. Na segunda acção referida, como a coluna auto em que se integrava sofresse violenta emboscada e apesar dos ferimentos com que ele e os seus camaradas foram atingidos, reagiu com decisão e oportunidade com o fogo da arma de apoio que utilizava, deslocando-se, sem abrigo, debaixo de fogo, para local onde pudesse municiar-se por si próprio, contribuindo eficazmente para a fuga do inimigo, após o que consentiu na sua evacuação, vindo a falecer posteriormente Nota devido aos ferimentos recebidos.


Por todas as qualidades referidas, de que deu inequívocas provas em campanha, o 1.º Cabo Brás afirmou-se um nobre exemplo, que muito honra o Exército e merece pública distinção.

 

Nota: As partes do texto em realce, não correspondem a factos
 

As imagens da cerimónia realizada no dia 22Jul2017, em Marco de Canaveses, extraídas do facebook, no sítio daquele Município:

 

 

 

 

Comentário do veterano J. C. Abreu dos Santos:

 

Ontem, após um m/ camarada-d'armas me ter feito chegar as fotos anexas, fiquei (e continuo a estar) abismado com tamanha desfaçatez por parte de um paisano (!) - aparentemente o promotor do evento -, o qual, no caso em apreço, no pretérito 22Jul2017 em Marco de Canaveses e perante diversas entidades - de entre as quais se notavam o presidente da edilidade, alguns oficiais em representação dos três Ramos das Forças Armadas, o vice-presidente da direcção-central da LC e membros do núcleo local -, se arrogou qualificativo de oficial superior do Exército, no activo.


Em meu entendimento, somente a um oficial superior do Exército, no activo e devidamente fardado, ou ao comandante supremo das Forças Armadas, lhe advém competência para a imposição - ademais em acto público, a um militar ou ex-militar, agraciado -, de condecoração militar do teor em causa, seja, Medalha da Cruz de Guerra, por distintos feitos em combate.


Por outro lado, tendo sido aquele veterano de guerra - Eduardo Soares Pereira Brás -, anteriormente notificado para comparecer àquele acto (que deveria ter ocorrido em inequívoca solenidade), e informado de como aquele cerimonial iria decorrer, ao aceitar ir receber a sua merecida condecoração nos moldes registados em fotografias – divulgadas através da rede social 'facebook' -, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, também contribuiu implicitamente para a muito pouco digna relevância daquele acto.


Não tendo bastado que em Ordem do Exército, lhe houvesse sido "a título póstumo" (?) atribuída tal distinção honorífica, nos idos de 1975, e naquele ano dado como morto!


Nesta oportunidade, manifesto o meu veemente protesto.

Não estamos a tratar de medalhística futeboleira!!!

 

 

 

 

 

 

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